O Sars-Cov-2, o novo coronavírus, se manifesta
através de uma síndrome respiratória aguda grave,
com acometimento predominante pulmonar,
porém diversos pacientes desenvolvem também
manifestações no sistema cardiovascular (SCV)
Age pelo receptor da enzima
conversora da angiotensina II (ECA 2)
ECA2 também é altamente liberada no
miocárdio em casos de ativação excessiva
do sistema-renina-angiotensina
Possível
mecanismo que
pode levar ao
dano cardíaco
Doença cardiovascular preexistente
que leva à infecção grave por SARS-CoV-2
com aumento da morbimortalidade.
Local de expressão principal o pulmão
Covid-19 desregula a ação do receptor ECA-2,
contribuindo para uma injúria cardíaca
Em relação a entrada ao tecido, sabe-se que o
coronavírus faz uma ligação através da proteína de
superfície viral - spike - ao receptor da ECA-2 após o
estímulo da proteína de superfície pela protease
serina 2 transmembrana (TMPRSS2).
O Sars-Cov-2 gera desregula a ação da ECA-2 e
determina aumento dos níveis de angiotensina II, o
que pode levar aos efeitos prejudiciais da ativação do
sistema renina-angiotensina-aldosterona, e/ou
diminuição da cardioproteção realizada pela
angiotensinatais, como alteração de permeabilidade
vascular, vasoconstrição, remodelamento miocárdico
e injúria pulmonar aguda.
Covid-19 induzir elevação de citocinas
inflamatórias.
A resposta inflamatória sistêmica, com elevados
níveis de biomarcadores e citocinas inflamatórias,
contribuem para uma complicação miocárdica, e à
falência respiratória e hipóxia, que também
exercem efeitos sobre o miocárdio.
A Covid-19 é uma doença infecciosa altamente
contagiosa, com potencial de gravidade
A Miocardite é definida como
um processo inflamatório do
miocárdio.
Ocorre por exacerbação da
resposta imune do hospedeiro,
sendo desencadeada por um
gatilho externo, em geral, uma
infecção viral.
Presença de infiltrado
inflamatório do
miocárdio, com danos
nos miócitos
cardíacos.
Importante causa de morte súbita e insuficiência
cardíaca em pacientes jovens
AUTOIMUNE: Churg-Strauss, miocardite de células gigantes, Sjögren, LES, Takayasu,
granulomatose de Wegener, sarcoidose, doença intestinal inflamatória.
IDENTIFICAÇÃO: Através de biópsias, Biomarcadores cardíacos,
Eletrocardiogramas, Ecocardiogramas, Ressonância Magnética
QUADRO CLÍNICO
Miocardite Aguda
Pródromo viral com febre, mialgia,
fraqueza e sintomas constitucionais em
até 80% dos casos. Dispneia, palpitações,
arritmias e dor torácica são comuns.
Em alguns, presença de
dilatação do miocárdio e insuficiência
cardíaca
Miocardite Fulminante
Em geral associada a quadros de rápida
progressão (< 2 semanas) e evolução para
choque cardiogênico associado ou não a
febre e toxemia. O quadro se deve à
produção exacerbada de citocinas
inflamatórias pelo hospedeiro em
resposta à agressão inicial
Miocardite Crônica
Caracteriza-se pela deposição intensa de
colágeno no interstício miocárdico com
fibrose miocárdica
O tratamento
específico da
miocardite pode
envolver terapêutica
imunossupressora e
antiviral