A vacinação é essencial não apenas para a proteção individual, mas também para
prevenir a disseminação em massa de doenças que podem causar morte ou graves
sequelas. Atualmente, o governo federal disponibiliza gratuitamente 48
imunobiológicos por meio do SUS, incluindo 31 vacinas, 13 soros e 4
imunoglobulinas.
Esse conjunto abrange vacinas do calendário nacional e aquelas indicadas para grupos com
condições clínicas específicas, como pessoas vivendo com HIV ou em tratamento para
doenças graves. Além disso, vacinas para a COVID-19 e outras situações especiais também
estão disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Como as vacinas funcionam?
As vacinas contêm partes enfraquecidas ou inativadas de um organismo específico (antígeno) que ativam a
resposta imunológica do corpo. Então, elas ajudam o sistema imunológico de uma pessoa a combater infecções
de forma mais eficaz, provocando uma resposta imunológica do organismo a doenças específicas, ou seja,
anticorpos específicos.
Como ocorpo é exposto várias vezes ao mesmo patógeno, as células de memória são preparadas para disparar
anticorpos contra o antígeno, tornando a resposta dos anticorpos muito mais rápida e eficaz do que na primeira vez.
Isto significa que se você for exposto a umpatógeno perigoso no futuro, seu sistema imunológico será capaz de reagir
imediatamente e protegê-lo da doença graças ao efeito da vacina que desencadeia essa resposta imunológica.
Tipos de imunização
Imunização Ativa: Nesse tipo de imunização, a imunidade surge após o contato com um antígeno ou
agente infeccioso, seja por uma infecção natural, que seja induzida pela vacinação. A resposta imune
provocada por vacinas estimula o sistema imune a produzir anticorpos específicos sem causar doença
no indivíduo, resultando na imunidade ativa artificial.
Imunização Passiva: A imunização passiva é constituída pela administração ou transferência de anticorpos
específicos contra antígenos ou agentes infecciosos. Ao contrário da imunização ativa, a imunidade passiva
é instantânea, ou seja, são administrados anticorpos prontos, o que garante a imunidade imediata. Por não
reconhecer o antígeno, não ocorre a ativação de células de memória. Algumas semanas depois, o nível de
anticorpos diminui, o que torna essa imunidade temporária.
Tipos de vacina
Vacinas de microrganismos atenuados: O vírus passa por mutações dentro do laboratório até
ficar extremamente fraco ao ponto de não causar a doença. Ex. BCG, febre amarela
Vacinas de microrganismos inativados ou mortos: é feita com bactérias e vírus mortos, ou
fragmentos desses microrganismos. Ex. hepatite
À base de RNA: tipo de vacina novo criado a partir do RNA mensageiro das nossas células.
Quando a vacina é aplicada, ela introduz nas células do organismo a sequência de RNA
mensageiro com a fórmula para que essas células produzam uma proteína específica do
agente que se quer imunizar. Ex. pfizer
Vetores virais: Feita com determinados genes do vírus que são incapazes de se
replicar no organismo. Esse vírus (modificado), funciona como um alerta para
que o sistema imunológico comece a trabalhar contra os invasores. Ex. janssen
Como as vacinas são feitas?
Fase inicial da elaboração envolve pesquisas laboratoriais que
buscam identificar antígenos sintéticos ou naturais que possam
gerar uma resposta imune no organismo
Pré-clínica é o momento em que a vacina é testada em
animais. Essa etapa é essencial para garantir a segurança
da vacina nos humanos.
Fase 1: Vacina é testada em um pequeno número de pessoas
e são estudados e analisados os resultados.
Na fase II um grupo maior de voluntários, na casa das centenas,
participa dos testes. Alguns dos voluntários dessa fase podem
pertencer ao grupo de risco.
Após obter sucesso na fase II, a vacina candidata é autorizada a
começar testes mais amplos, envolvendo dezenas de milhares de
participantes
A vacina candidata previne a doença? A vacina candidata previne a infecção
do patógeno? A vacina candidata estimula a produção de anticorpos e outros
tipos de respostas imunológicas relacionadas ao patógeno?
Calendário vacinal
O calendário vacinal é uma ferramenta essencial na prevenção de doenças, oferecendo esquemas de vacinação específicos
para diferentes faixas etárias e grupos populacionais, como crianças, adultos e idosos. Esses esquemas são estabelecidos com
base nas necessidades imunológicas de cada fase da vida e nas características epidemiológicas das doenças.
1. Crianças: O esquema de vacinação atual é feito aos 2, 4 e 6 meses de idade com a vacina Tetravalente e
dois reforços com a Tríplice Bacteriana (DTP). O primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos.
2. Adultos: Para adultos, o foco das vacinas se concentra na manutenção da proteção ao longo da vida e na
prevenção de doenças com maior incidência nessa fase. Exemplos incluem a vacina contra a gripe (anual) e o
reforço da vacina contra o tétano e difteria (a cada 10 anos).
3. Idosos: A vacina contra Influenza é oferecida anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação do
Idoso. A vacina contra pneumococo é aplicada durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso nos
indivíduos que convivem em instituições fechadas, tais como casas geriátricas, hospitais, asilos e casas de
repouso, com apenas um reforço cinco anos após a dose inicial