Mapa Mental - Filosofia Política

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ISADORA MUCKE BUCHMANN
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ISADORA MUCKE BUCHMANN
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Mapa Mental - Filosofia Política
  1. "A República" de Platão: A obra mais extensa de Platão aborda diversos temas, como: a imortalidade da alma, a racionalidade do homem, política, educação e, principalmente, a justiça. A República idealizada pelo filósofo, se refere a uma cidade ideal, chamada de Kallipolis. Nela, deveria ser adotado um novo tipo de aristocracia. Diferente da aristocracia tradicional, baseada em bens e na tradição, a proposta do filósofo é que esta possua como critério o conhecimento.
    1. A Kallipolis seria dividida em classes sociais baseadas no nível de racionalidade de cada cidadão, sendo os "cidadãos de ouro" as melhores pessoas, as mais bondosas e racionais e que, certamente, entrariam no mundo perfeito das ideias.
      1. Kallipolis seria governada pelo homem perfeito, o mais racional de todos: o Rei Filósofo, que, para Platão, era Sócrates.
      2. Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga (século V a.C.), fundador da Academia em Atenas, primeira instituição de ensino do mundo ocidental.
      3. Thomas Hobbes foi um matemático e filósofo inglês do século XVII, com a obra "Leviatã", procurou entender a realidade política da sociedade inglesa da época.
        1. O nome da obra faz referência ao monstro bíblico mais temido de todos os tempos. O livro tem como tema central a organização social. Hobbes busca explicar as razões pelas quais os homens são o que são e fazem o que fazem e como a política interfere neste contexto.
          1. Segundo Hobbes, o homem nasce egoísta e passa a vida em busca de satisfazer suas necessidades, no entanto, ele afirma que o mundo não pode satisfazer todas as suas necessidades. Nesse Estado Natural, sempre em busca por suas satisfações individuais, o homem desconhece a Lei e a Justiça, pois essas são limitadoras.
            1. Assim sendo, o ser humano busca satisfazer suas necessidades através do domínio sobre o outro, exercido pelo uso da força e da astúcia. Essa tentativa de domínio sobre o outro, levada a cabo por cada indivíduo gera, segundo o autor, um estado permanente de guerra de todos contra todos. Uma situação insustentável, pela busca desenfreada de sobrevivência de todos num mundo de recursos limitados.
              1. Para evitar a Guerra, Hobbes afirma que é preciso existir um Pacto Social que sobreponha a vontade individual dos homens, onde o direito de sobrevivência e a liberdade em busca da satisfação de suas necessidades sejam limitados por uma autoridade maior, visando organizar a sociedade e distribuir os recursos de acordo com as possiilidades. Aí é que entra o papel do Estado, ou dos governantes num geral, mesmo na época da monarquia.
        2. "Utopia" é uma palavra grega que significa "lugar nenhum" e foi utilizada como título para a obra do escritor humanista e estadista Thomas More (1478-1535). A obra foi publicada em 1516, quase três décadas após o descobrimento da América, com o objetivo de idealizar e transcrever a sociedade ideal.
          1. "Utopia" descreve uma república imaginária governada pela razão e contrasta, propositalmente, com a realidade cheia de conflitos da política europeia da época. O livro Utopia, na verdade, remonta a uma ilha imaginária em temas considerados atuais até hoje, como a paz, guerra, finanças, poder, colonização e economia.
            1. Embora a história aconteça uma ilha imaginária, Thomas More descreve várias passagens reais da negociação e usa o livro para criticar o rei Henrique VIII. Não escapam à crítica os demais estados europeus, como a França.
              1. A ilha imaginada por More é perfeita não só na concepção política, com os cidadãos usufruindo da eficiência do Estado. A religião também retrata o ideal de tratamento entre os homens. Ambos os casos diferem do que ocorre na Europa, que ainda lança mão da colonização para impor a religião cristã.
            2. More, que era um diplomata inglês, teria escrito Utopia em maio de 1515 nos intervalos de negociações em Flandres para defender os interesses de mercadores londrinos. Na ocasião, havia uma disputa entre o reino da Inglaterra e o príncipe de Castela, Carlos. Ela girava em torno da proibição pelos holandeses da importação de lã fabricada na Inglaterra.
            3. Como relação entre as três obras, podemos concluir que ambas buscam idealizar uma sociedade perfeita, mesmo que em contextos históricos diferentes, são livros clássicos do pensamento político e filosófico ocidental.
              1. Em cada uma delas, a estruturação da sociedade ideal se dá por diferentes conceitos: "A República" nos mostra a criação do conceito de justiça, "Leviatã" busca a ordem e a segurança. evitando a guerra, enquanto "Utopia" busca a igualdade e a racionalidade social. Todas elas propõem uma sociedade alternativa e uma organização social diferente da que vigorava em sua época.
                1. A concepção da natureza do homem também é diferente para cada autor e influencia diretamente na construção das obras. Platão afirma que o ser humano tem sua alma dividida em razão, emoção e desejo e deve ser julgado de acordo com o princípio predominante em cada um. Hobbes via que o homem é movido por medo, desejo e autopreservação, ele vive em guerra constante, por isso, precisa da interferência de um Estado forte. More escreveu que os vícios humanos e suas qualidades "ruins" são frutos das más instituições sociais, não da natureza humana por si só, a Utopia corrige esses vícios através de uma organização racional.
                  1. Como o poder seria dividido para cada autor: de acordo com Platão, A Repúplica deveria ser governada pelos sábios, pois só eles saberiam aplicar a verdadeira justiça. Já Hobbes justificava o poder absoluto nas mãos de um Estado forte, porque só assim a ordem seria mantida. Para More, o Estado ideal teria o poder descentralizado e os seus representantes seriam eleitos e haveria o revezamento de cargos, baseados na coletividade e na razão.
                    1. Idealismo vs. Realismo Político: Platão e More eram mais idealistas, pois sonhavam com um mundo melhor e uma sociedade distante da realidade. Enquanto Hobbes tinha uma visão mais realista e, até mesmo, pessimista do ser humano, o que o levou a propor uma sociedade prática e funcional, não tão distante da que vigorava em sua época.
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