Nota-se que os falantes de uma língua
obedecem regras na organização de suas
frases e consequentemente do seu
discurso.
Na antiguidade grega, dentro da filosofia, a
linguagem despertou interesses para
explicar sua relação com o pensamento e a
realidade (palavra, razão, do grego lógos).
Vocábulo que significa o funcionamento da língua, estudando o
conjunto da natureza e seus componentes e as restrições que
comandam a união/organização das frases e posteriores discursos.
Vocábulo que significa o estudo da língua, seu conjunto de
componentes e suas restrições de combinações. Deste
conceito surge inúmeras teorias e seus adeptos.
GRAMÁTICA TRADICIONAL
Predomina a visão aristotélica, onde
a linguagem é um reflexo do
raciocínio (organização interna)
humano, portanto inerente a estes
(universal e em todas as línguas).
A busca do belo, da virtude, do perfeito em cada
ser levou a prescrição da gramática grega que
buscava nisso também o dialeto ideal.
Quando os romanos dominaram a Grécia, o caráter
prescritivo permanece, principalmente como forma de
domínio sobre os povos dominados e unificação da língua.
A linguagem seria uma representação de um
mundo já pronto conhecido pelos sentidos
(impressões) como um instrumento para
nomear ideias preexistentes (linguagem
convencionada).
Severas críticas são feitas por não
haver abordagem empírica dos fatos.
Críticas
Restrição do seu foco aos aspectos formais.
A língua é mutante; preterir uma variação da
língua é um critério de natureza sociocultural
excludente. A fala correta tende a se concentrar
em meios privilegiados da sociedade.
Seguindo esse critério, os gramáticos tradicionais
deixam de estudar variações tidas como erradas e não
atingem em sua totalidade a explicação da linguagem.
Exigir o ideal da língua por meio de normas de
correção não se explica, uma vez que paralela à
norma existe inúmeras outras formas de
organização da fala eficaz.
GRAMÁTICA HISTÓRICO-COMPARATIVO
Compara elementos gramaticais das línguas
em comum a fim de detectar a estrutura da
língua original da qual se desenvolveram.
Desenvolvimento do método
empírico de pesquisa entre os
estágios da língua e propor
conceitos básicos a cerca do
funcionamento da linguagem.
Motivações de pesquisa: contexto histórico
Romantismo alemão: romantismo alemão em origens nos povos
antigos. Concebia-se nessa época a mudança da língua como
degeneração, daí buscar a língua antepassada e comum que era
tida como ideal. Essa concepção caiu em desuso logo.
Buscavam sua identidade como povo, sua origem; daí
buscar os povos antigos, seus costumes e sua língua.
Constatação da semelhança entre o sânscrito
(língua antiga da Índia), com o latim, grego e
outras línguas europeias.
Influências darwinianas: explicação
nas mudanças da língua e do
desaparecimento de outras.
Principais gramáticos da época
Franz
Boop
1816: publicação de um estudo
comparativo de verbos em sânscrito,
latim, grego, persa e línguas germânicas.
Jacob Grimm
Lei de Grimm: diz sobre a
regularidade de certas
correspondências fonéticas
que as línguas possuem ao
longo do contexto histórico.
August Schleicher: baseado na evolução e seleção
natural de Darwin, explica a língua como um ser
vivo, passível das degenerações temporais.
Combatida pelos comparativistas de
2ª geração que entendem a língua
como circular e não degenerativa.
Positivismo: os neogramáticos utilizam desse
método para explicar a linguagem como se
pesquisa as ciências naturais e como
resultado, apresentam leis de mecânicas e
necessidades fonéticas; aquelas que fogem à
regra são explicadas por analogia.
Analogia no Positivismo de mudança linguística
que consiste na alteração de uma forma, para
adaptá-la a um modelo preexistente.
Mutabilidade da língua: preferiam a abordagem histórica à filosófica.
Críticas
Consideráveis avanços metodológicos de pesquisa em linguística.
A mudança linguística era característica
do indivíduo, porém limitou-se a explicá-la
através da analogia e empréstimo.
Analisavam os elementos
linguísticos isolados sem
verificar o seu valor dentro
daquele contexto histórico.
Resumiam suas pesquisas à mudança histórica da
gramática deixando de lado o fenômeno sincrônico.
Fenômeno sincrônico: não se explicava dentro da
gramática como que o falante usa a língua -mesmo
sem saber sua origem histórica- e é compreendido.
GRAMÁTICA ESTRUTURAL
Baseado nas ideias concebidas e
postumamente publicadas pelo
linguista suíço Ferdinand de Soussure
Desenvolvimento estadunidense através
de Leonard Bloomfield (estruturalismo)
Descreve a estrutura gramatical da língua, vendo-a
como um sistema autônomo maioral e cujas partes
se organizam obedecendo à leis próprias do sistema.
langue, (idioma em francês), é um
fenômeno social compartilhado e
produzido socialmente.
Objeto de estudo da linguística
parole, (discurso em francês), o
falante em faz uso das restrições
gramaticas para se comunicarem
em diferentes contextos sociais,
inclusive de preferência pessoal
Saussure entendia a língua
(sistema) com três aspectos:
um conjunto de elementos
cada elemento só tem valor
quando organizado com outros
a relação que os elementos desempenham
dentro da língua é essencial para a
compreensão das línguas
Assim, Saussure preza o contexto
compartilhada entre os falantes
O sistema linguístico
Conjunto de regras que
organiza a colocação
dos elementos
O estruturalista busca constar os elementos e
sua natureza de um sistema, observar como
eles se organizam dentro desse sistema e como
se organizam para formar unidades maiores
Guiados pelo empirismo (conhecimento
através da experiência, sensação):
Conhecimento condicionado
à experiência: a língua é
construída a partir da
experiência do indivíduo com
a realidade que o cerca.
Método indutivo: consiste em observar os
fatos e atribuir leis gerais; porém estas
só valem a esse conjunto de fatos.
Descrição da língua por parte
do linguista
Críticas
Usando os métodos empíricos, descreviam a
língua porém são incapazes de explicar a
existência de universais linguísticos
Baseado na exclusão da parole por Saussure, o estruturalismo promove
a exclusão do indivíduo em interação com o meio, particularidade que
gramáticos modernos consideram para definir a gramática