Cotidiano, Conhecimento e Crítica. Netto & Carvalho

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Serviço Social Mind Map on Cotidiano, Conhecimento e Crítica. Netto & Carvalho, created by Gabriela Verdan on 12/26/2014.

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Cotidiano, Conhecimento e Crítica. Netto & Carvalho
1 Conhecimento da vida cotidiana: fonte de conhecimento e prática social
1.1 Nossa prática como assistentes sociais se faz na vida de todos os dias dos grupos sociais oprimidos
2 1º Vida Cotidiana: o centro de atenção de hoje
2.1 Vida Cotidiana, é sobretudo o centro de atenção do Estado e da produção capitalista;
2.1.1 Para a produção capitalista, tratasse de uma base de rentabilidade êconomica inesgotável
2.1.1.1 Espaço modelado (pelo Estado e Capitalismo) para erigir o homem em robô
2.1.1.1.1 Fonte de exploração, espaço a ser controlado, organizado e programado
3 2º O que é via cotidiana?
3.1 É aquela vida dos mesmos gestos, ritos e ritmos de todos os dias
3.1.1 As regularidades da vida cotidiana se distinguem em cada época histórica
3.1.1.1 É heterogênea e também hierárquica.
3.1.1.1.1 Se altera em função de valores de uma dada época histórica
3.1.1.1.1.1 A vida cotidiana é o conjunto de atividades que caracteriza a reprodução dos homens singulares que, criam a possibilidade da reprodução social
3.1.1.2 História: continuidade de valores
4 3º A vida cotidiana em nosso mundo: algumas questões relevantes
4.1 A revolução passiva do pós guerra
4.1.1 Virada significativa das estruturas sociais, dos processos de acumulação capitalista, das estruturas e relações sociais de dominação
4.1.1.1 A classe dominante pare se manter no poder revoluciona suas próprias bases materiais e políticas
4.1.1.1.1 uma teoria da subalternidade social e política que excede o campo classista da exploração de classe
4.1.1.1.1.1 O pensamento Keynesiano forneceu as bases teóricas a este processo de revolução passiva
4.1.1.1.1.1.1 Estado-Providência
4.1.2 as relações de dominação e poder tomam uma forma corporativista, funcional, triangular (sindicatos, Estado, burguesia monopolista)
4.1.2.1 Pacto social com as classes trabalhadoras, expansão e fortalecimento do Estado-Providência
4.1.2.1.1 forte expansão das funções do Estado: funções de mediação entre capital e trabalho
4.1.2.1.1.1 Evolução de um capitalismo selvagem para um capitalismo transnacional, monopolista
4.1.2.2 despolarização das relações capital/trabalho e Estado/ Classe dominante, com o fortalecimento das relações classe trabalhadora/Estado
4.1.2.3 Um mundo partido, fragmentado passível de alianças mercantis e políticas onde o poder econômico sobrepuja quaquer outro ingrediente possível nessa relação
4.1.3 Permitiu uma plena expansão da economia, da técnica, do saber científico e do progresso, introduziu uma melhoria real das condições de vida das classes trabalhadoras, consagrou uma série de conquistas trabalhistas e produziu maior equidade social nos países capitalistas desenvolvidos
4.1.3.1 Mas ao mesmo tempo introduziu novas contradições e efeitos perversos, por exemplo a desigualdades gritante entre países desenvolvidos e o Terceiro Mundo
4.1.3.1.1 O esvaziamento progressivo do exercício da cidadania;
4.1.3.1.1.1 a substituição quase total de um processo de solidariedade espontânea por um de solidariedade mecânica emanada do Estado;
4.1.3.1.1.1.1 Perda de visibilidade dos valores essenciais ao desenvolvimento do homem enquanto ser singular e social e, com eles, a perda de referencias para a transformação da sociedade.
4.1.4 A voz das bases trabalhadoras, a voz do coletivo, perdeu muito de sua importância à medida que um processo ativo de negociações sociais passou a operar via Estado e de forma corporativista. Com esse mecanismo, um processo democrático de "baixo para cima" se converteu, progressivamente, em processo democrático de "cima para baixo".
4.1.4.1 É assim que as bases perderam também progressivamente seu alimento vivo que é a reflexão e a participação real no processo de construção da sociedade
4.1.4.1.1 Por outro lado o Estado moderno reificou seu complemento fundamental: o indivíduo e, com ele a afirmação do indivíduo total, descartando o coletivo e atomizando o social
4.1.4.1.1.1 O cidadão deixa de ter significado e expressão
4.1.4.1.1.1.1 Passividade, individualismo exacerbado, ainda não se reconheceram como coletivos oprimidos, inibição de um pensamento inovador capaz de fornecer a motivação, a pouca visibilidade dos valores fundamentais à emergência do ser total
4.1.4.1.1.1.1.1 O ritmo da modernização é tal que parece que nada de antigo se mantém e nada de novo chega a criar raízes
4.1.4.1.1.1.1.1.1 A alienação contamina e sufoca a vida cotidiana, na objetivação do trabalho, na objetivação das relações sociais
4.2 Sagrado e o espiritual no cotidiano: motores de transformação
5 4º O cotidiano e a prática social dos assistentes sociais
5.1 É na vida cotidiana que se consolidam, se perpetuam ou se transformam, no mundo moderno, as condições de vida mais amplas. E é nela e sobre ela que realizamos nossa prática.
5.1.1 O assistente social é um dos mediadores privilegiados na relação entre população dominada, oprimida ou excluída, e o Estado
5.1.1.1 Um caráter eminentemente político
5.1.1.2 A mediação se refere a processos existentes na realidade objetiva, presentes nas relações que ocorrem entre partes, forças e fenômenos de uma totalidade
5.1.1.2.1 É preciso compreender que forças e relações contraditórias existem e coexistem no processo, na totalidade, produzindo o movimento
5.1.1.2.1.1 Duas dimensões: a de usuários dos serviços do Estado e a de satisfação de necessidades
5.1.1.2.1.1.1 A provisão ou negociações da provisão das necessidades básicas da população pauperizada é uma das funções do Serviço Social
5.1.1.2.1.1.1.1 O assistente social atua no cotidiano dos grupos sociais oprimidos, introduzindo, na maioria das vezes, mesmo sob a roupagem de uma ação revolucionária, o progresso, o conforto, como fins em si próprios
5.1.1.2.1.1.1.1.1 Confiança social, os indivíduos e grupos estão deixando de creditar confiança no saber teórico, nas ideologias, nas grandes instituições, no Estado, a confiança parece ser creditada no próximo, no local, nas pequenas organizações que os próprios indivíduos controlam e, proque controlam, parecem escapar de manipulações maiores
5.1.1.2.1.1.1.1.1.1 Práxis Social, uma direção mais profunda e global. Um nível superior de consciência, que se expressa em ação criadora, transformadora, realizante. É a expressão do sujeito coletivo.
5.1.1.2.1.1.1.1.1.1.1 Uma práxis social é sempre movida por uma visão de homem-mundo
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