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Gabriel Assis Lopes Português 1 página

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OLGA

O filme Olga, retrata uma época histórica em que o mundo estava em crise, seja em forma política, econômica ou social. O filme é baseado na história de Olga Benário, uma alemã militar e comunista, a história se passa pela revolução russa, o levante comunista do Brasil e o regime nazista na Alemanha.

Inicialmente, Olga entra em um tribunal, juntamente a outros “camaradas” do mesmo partido comunista, para fazer uma soltura obrigatória de um dos comunistas, ou seja, ameaçando com armas e punhos os policiais e militares dentro da sala de julgamento. Após esse acontecimento, Olga e outros companheiros vão em uma manifestação pró liberdade e contra o regime nazista e fascista. Ao mesmo tempo que a manifestação acontece, os militares e soldados nazistas seguem marchando ao encontro do grupo comunista, o que resulta em um confronto entre punhos de ambos os lados.

Após esse confronto, Olga volta para casa e anuncia que irá embora de casa e seguir com o manifesto comunista, em busca da revolução e justiça. Apesar de ser uma mulher de origem e família da classe burguesa, Olga insiste em ir trabalhar ao lado dos operários e lutar por seus desejos e princípios, que conforme o filme se encaminha, mostra-se sendo cada vez ais extremo. Uma das metas e expectativas de todo o grupo comunista da época, era que todos fossem comunistas, com exceção a alguns lugares, com uma brincadeira “comunismo precisa descansar também”, indo para um lado extremista.

Um tempo depois, Olga é convocada para ir em uma missão ao Brasil, com o objetivo de dar segurança à Luiz Carlos Prestes e iniciar uma revolução comunista no país. Olga já teria ouvido falar de Prestes algumas vezes, ela era determinada e queria lutar em nome do comunismo ao lado dos “melhores”.

O contexto político no Brasil se passa na era de Getúlio Vargas contra os comunistas e seus ideais. Os rádios, as ruas e as pessoas, lutando contra Vargas e lutando por um governo popular, nacional e revolucionário. Nessa questão, também é explicado um pouco sobre Luiz Carlos Prestes e seus feitos no Brasil antes de conhecer Olga.

Luiz Carlos Prestes e outros jovens oficiais do exército, formaram um movimento tenentista que durou entre 1925 e 1927, chamado “Coluna Prestes”. Essa coluna percorreu mais de 25 mil quilômetros pelo interior do Brasil, e tinha objetivo de trazer o voto secreto, melhoria de ensino, obrigatoriedade de ensino primário, entre outros. Mas em 1927, todos os participantes dessa coluna entregaram as armas e Prestes de exilou, e então começa a jornada no decorrer do filme.

No primeiro encontro de Olga com Prestes, já se vê o possível romance entre os dois. Prestes se mostra apaixonado no primeiro momento, enquanto Olga se encontra em uma situação difícil, já que no início ela declara que lutaria ao lado do comunismo e não ao lado do amor, os dois se passam por um casal, marido e mulher.

Os dois partem com destino ao Brasil, onde embarcam em um navio lotado de burgueses, luxo e extravagância, o que pode levar a pensar em como as pessoas mais privilegiadas e ricas não se dão conta, ou preferem não se dar, da situação difícil em outros lugares, ou na diferença de classes, taxa de pobreza e miséria.

Em seus dias de viagem, Olga que se dava por uma mulher dura, fria e indiferente, começa a apagar os ideais antigos contra o amor ou contra ter alguém para “se despedir ou se prender”, como ela diz para Prestes, quando finalmente se apaixona por ele. Pouco tempo depois, os dois chegam ao Rio de Janeiro, disfarçados de homem e mulher comuns, sem qualquer envolvimento político, juntamente a vários outros militantes instalados.

Infelizmente, para Olga, os sentimentos começam a fluir e ela se sente feliz, e justamente por isso ela declara seu desejo de voltar para a Alemanha para cumprir seu dever de militar em outras missões, de preferência longe de Prestes e do Brasil.

Os comunistas e estrangeiros infiltrados decidem então colocar em prática o levante para derrubar Vargas, até então, a maioria ainda acreditava que Prestes ainda estava exilado, até surgir boatos e conseguirem identificar que, na verdade, ele estava em solo Brasileiro com mais pessoas. O levante não deu certo e isso só fez com que a situação piorasse. Logo, Getúlio Vargas descobre que além de Prestes, há estrangeiros comunistas prontos para derrubá-lo, portanto, ele envia seus militares para apreender todos que haviam encontrado.

Olga não estava no local, então não foi presa, mas viu dois de seus companheiros sendo levados e torturados pelo caminho. Então, Olga relata o acontecimento a Prestes e os dois decidem fugir e destruir os documentos sobre a revolta e sobre Moscou, e mais tarde, o governo descobre o endereço em que os dois estavam instalados, mas quando chegaram já não havia sinal dos dois. Apesar da fuga, eles deixaram todos os documentos importantes em um cofre, que deveria ser explodido com a tentativa de abertura, mas de alguma forma, isso não aconteceu. Os documentos foram achados e levados, de acordo com eles, eram o maior “tesouro”, o tesouro do Prestes, com seus segredos e todos os detalhes importantes sobre a revolução.

O casal consegue um novo esconderijo, e neste momento começa a fuga dos escondidos, ou seja, os comunistas, os militares infiltrados, pessoas de moscou e todos os demais companheiros contra o regime de Vargas, todos precisariam fugir do país.

Um pouco antes de Olga deixar a casa, ela recebe uma ligação, que mais tarde é explicada para Prestes, que Olga finalmente teve sua permissão para voltar ao país e sair do Brasil. Mas neste momento, Olga não quer deixar o movimento e não quer deixar Luiz, apesar do próprio insistir que ela saia e se proteja.

Prestes, Olga e outros companheiros descobrem que os documentos foram levados, o que os leva a conclusão de que houve uma traição entre os envolvidos, que, então, entregou a senha para a polícia. Na verdade, com os endereços que estavam no cofre, os policiais conseguiram capturar mais infiltrados, conseguindo muitas informações valiosas. Em um momento crítico, um dos presos que está sendo torturado e ameaçado, solta a informação sobre a misteriosa “mulher de Prestes”, uma pessoa que ninguém sequer suspeitava que poderia existir, até o momento.

Getúlio Vargas, já impaciente, liga para os policiais e investigadores para que achem o casal. A recompensa pelos dois, vivos ou mortos, chama a atenção de muitos. Enquanto isso Luiz Carlos e Olga estão a um passo de pedir ajuda ao partido e Prestes está obstinado a tirar sua mulher do país antes que sejam capturados.

Elza, uma das mulheres que participava das reuniões e, consequentemente, sabia de muitas informações, também foi capturada e torturada, mas assim que foi solta, sofreu uma tortura ainda maior por ter entregado todos os companheiros para os inimigos.

E o esperado aconteceu, Prestes e Olga foram encontrados, apesar de um de seus amigos terem avisado minutos antes, a fuga não foi possível. Ambos foram levados e separados. Enquanto Olga foi para uma cela, com várias outras mulheres e inclusive muitas conhecidas, Prestes vai de elevador, já prevendo o pior. Lá ele é preso em uma solitária, sem sequer saber sobre o seu fim ou sobre o de Olga. Um dos companheiros dele está sendo torturado e Prestes questiona e afirma que o culpado do levante era apenas ele mesmo, e que não havia motivo para os outros serem torturados. Mas em resposta, o policial “brinca” com ele, ameaçando usar Olga para descobrir mais segredos.

Apesar disso, Olga não diz uma palavra sobre quem é, sobre o que faz ou qualquer outra informação, mesmo assim eles conseguem descobrir sua ficha completa pelo embaixador da Alemanha, e Olga tem a chance de ser deportada.

Enquanto presa, Olga tem a notícia mais infeliz para o momento em que se encontrava, ela estava de fato, grávida pela primeira vez. Logo depois, é convocada para um interrogatório e assim que possível, diz alto o suficiente para todos e para as câmeras que estavam ali, que estava realmente grávida de Luiz Carlos Prestes. Nisso, ela exige um médico e exige que seu bebê nasça em solo brasileiro. Ela entrega um bilhete, em que ela escreve para seu marido que está preso, sobre sua gravidez. Uma notícia que não se sabe ao certo se deveria ser feliz ou triste, mas Prestes se emociona com o filho que terá, mesmo ele estando preso e sem ver sua esposa.

A mãe e irmã de Prestes vão em busca de auxílio e justiça por Olga e seu filho, juntamente a um advogado para que Olga não seja deportada, mas o casamento dos dois não é reconhecido pelo Brasil, já que a princípio era apenas uma farsa.

O supremo tribunal ainda sim mantém sua conduta e quer deportar Olga de modo imediato, mas Olga não está sozinha. Naquele momento, vários estão ao seu favor, buscando o direito da gravidez, com ameaças de que os presos se revoltarão caso ela seja realmente deportada para a Alemanha. A mãe e irmã de Luiz estão fazendo a campanha que está sendo apoiada por vários países, havendo ameaças de interceptação do navio caso ela seja mandada embora.

Além de todos esses fatores, Olga é judia e não poderia ser mandada de volta para a Alemanha, que estava em poder de Hitler, mesmo assim, os policiais vão até a cela onde as mulheres estavam presas, e dão a rasa desculpa de levar Olga para o hospital, desculpa que ninguém acredita, causando barulho e tumulto entre as presas que ali estavam.

Porém, Olga decide acreditar nas palavras, e leva consigo uma amiga por todo o trajeto, infelizmente, a promessa não foi cumprida. A companheira de Olga foi retirada às forças da ambulância e Olga estava perto de embarcar em um navio. Apesar do comandante não autorizar que Olga embarcasse devido sua gravidez, as ordens do presidente, Getúlio Vargas, eram claras e objetivas e ela teria que sair do país e, para sua surpresa, outra prisioneira iria ser deportada junto.

O navio estendia uma bandeira nazista, e Olga percebeu seu destino e tentou fugir, mas falhou, e foi levada para o navio. Prestes descobriu sobre sua esposa e entrou em uma angústia e desespero por não saber o que aconteceria com sua esposa e seu bebê. Quando Olga chega na Alemanha, junto de sua amiga, e ao desembarcarem dão de cara com diversos militares nazistas que irão levar Olga a força.

Ela é levada junto de outras mulheres para um local onde cortariam os cabelos, e pouco tempo depois ela entrou em trabalho de parto na prisão, dando à luz a uma menina, Anita Leocádia Prestes. Para que pudesse conhecer a filha, Olga teve que insistir aos médicos, que não queriam dar esse direito, pois estavam na prisão, mas Olga conseguiu segurar a recém-nascida, mesmo que por um instante.

Nos próximos dias, Olga Benário ficava com sua filha e tinha o direito de uma caneca de leite e um prato de mingau por dia para que pudesse dar leite ao bebê. Ela é comunicada que pelas normas da prisão, os bebês são separados das mães ao completarem 6 meses. Porém Olga seria uma exceção, devido a campanha que tinha em seu nome, portanto, Anita ficaria em seu braço até que parasse de amamentar. Mas isso não foi um gesto de bondade, foi apenas para mostrar às pessoas que faziam campanha contra o regime alemão, que eles eram humanos.

A mãe de Prestes vai em busca da mãe de Olga, para que possam discutir o futuro da criança, já que logo mais, será separada da mãe e possivelmente pararia em um orfanato, porém a única que poderia conseguir a guarda de Anita no momento, seria, é claro, a mãe de Olga. Mas a mãe de Olga, se nega totalmente a ajudá-la, diz que não reconhece a “comunista” como sua filha, e muito menos Anita como sua neta.

Os dias se passam, Anita já começa a crescer e Olga não tem mais leite para manter a guarda de sua filha. Então, enquanto Anita chora, as guardas entram no “quarto” e pegam a criança a força.

A sogra e a cunhada de Olga conseguem pegar a criança, entregando um bilhete para ser repassado a Olga, comunicando que a criança está a salvo e em boas condições, mas esse bilhete nunca foi entregue, fazendo com que Olga sofresse sem saber onde estava sua criança.

Em alguns meses, ela é levada para o campo de concentração, com vários outros judeus. É lá, que Olga recebe a carta de Carlos, que diz sobre Anita, que está em boas mãos e saudável, a carta continha uma foto de Anita.

Olga Benário vê um fio de esperança e tenta repassar essa esperança para as outras judias,

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Notas sobre Sem título, criado por Gabriel Assis Lopes em 07-04-2024.
Criado por
Gabriel Assis Lopes · abr 2024
Atualizado
7 abr 2024
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