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Módulo 4 de 7 · Texto

PPH Aspiração endotraqueal pacientes intubados

Débora Melo Mazzo

ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL EM PACIENTES ENTUBADOS OU TRAQUESTOMIZADOS

 

1. OBJETIVO

Este procedimento tem com objetivo padronizar a aspiração endotraqueal em sistema aberto ou fechado em pacientes entubados / traqueostomizados do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais.

 

2. SETORES ENVOLVIDOS

  • NUCIH;
  • SCSEN;
  • SCTAS.

 

3. PROCEDIMENTO

3.1 Procedimento

  • Preparar o material utilizado e mantê-lo próximo ao paciente;
  • Higienizar as mãos conforme PPH001;
  • Avaliar o paciente e escolher calibre adequado da sonda de aspiração;
  • Explicar o procedimento ao paciente/acompanhante;
  • Solicitar, em caso de presença de acompanhante, que aguarde fora do recinto, e após término do procedimento comunicar o mesmo;
  • Realizar ausculta pulmonar;
  • Montar e testar aspirador;
  • Solicitar auxílio de outro profissional;
  • Colocar EPI’s;
  • Manter cabeceira elevada entre 30º e 45º, exceto em casos de contra indicação clínica;
  • Garantir que pressão do cuff encontra-se entre 20 e 25 cmH2O;
  • Oferecer oxigênio em alto fluxo (15l/min) em ambú conforme necessidade do paciente;
  • Programar respirador para modo de aspiração assistida, e aguardar ciclo de hiperoxigenação para iniciar o procedimento, em caso de pacientes em uso de VM;
  • Observar simultaneamente o padrão respiratório, saturação de oxigênio e a monitorizarão cardíaca;
  • Proceder aspiração conforme técnicas a seguir:

 

  • Sistema Aberto
  • Proteger olhos do paciente, para evitar contaminação;
  • Colocar sobre o tórax do paciente compressa estéril a fim de evitar contaminação do sistema de aspiração;
  • Abrir a embalagem da sonda de aspiração estéril e conectá-la à extremidade da extensão sem contaminá-la;
  • Manter a sonda na embalagem até o momento da aspiração;
  • Calçar luva plástica estéril na mão dominante, seguindo técnica asséptica;
  • Segurar sonda na região próxima a conexão com o látex com a mão dominante, de forma estéril, e com a mão não dominante retirar o pacote da mesma, ou solicitar que outro profissional o faça;
  • Segurar a sonda com a mão dominante e com a outra mão ligar o aspirador ou solicitar que outro profissional o faça;
  • Solicitar que um segundo profissional desconecte o respirador em caso de pacientes em uso de VM, fazendo previamente a desinfecção da conexão entre o tubo e o filtro de barreira friccionando gaze ou algodão embebido em álcool 70% por 30 segundos;
  •  Introduzir com a mão dominante a sonda de aspiração no TOT na fase inspiratória,até encontrar resistência ou o paciente apresentar reflexo de tosse, mantendo a extensão pressionada, com a mão não dominante, em caso de pacientes entubados. Introduzir a sonda em traqueostomia até encontrar resistência ou então o paciente apresentar reflexo de tosse, em caso de pacientes traqueostomizados.
  • Despressionar a extensão para criar sucção, ou em caso de sonda de aspiração com válvula, tampar com polegar da mão não dominante a válvula da sonda a fim de criar sucção.
  • Instilar SF 0,9% ou água destilada estéril, em caso de presença de secreção espessa;
  • Retirar a sonda lentamente;

 

  • Sistema fechado:
  • Conectar a extensão a sonda do sistema fechado;
  • Destravar sucção da sonda puxando a trava de segurança para cima e girando-a;
  • Inserir sonda de aspiração no TOT até numeração de sonda coincidir com a numeração da rima labial;
  • Pressionar trava de segurança para baixo criando sucção;
  • Tracionar a sonda de aspiração lentamente;
  • Injetar água destilada ou SF 0,9% com seringa estéril em conector especifico da sonda, em caso de presença de secreção espessa;
  • Lavar sonda de aspiração com água destilada estéril, injetando-a em conector especifico após término do procedimento;
  • Puxar para cima e girar a trava de segurança, para travar o sistema.
  • -Dar seqüência ao procedimento da seguinte maneira:
  • Realizar a aspiração no tempo máximo de 15 segundos;
  • Conectar o paciente ao ventilador mecânico se o paciente estiver em uso deste;
  • Aspirar tubo endotraqueal ou traqueostomia novamente, se necessário, respeitando o ciclo de hiperoxigenação pós aspiração, se em uso de VM, ou após estabilização do paciente;
  • Suspender a aspiração e ventilar o paciente quando ocorrer extra-sístole, inversão ou achatamento da onda T, arritmias, cianose, sangramento ou queda de saturação de oxigênio;
  • Aspirar cavidade nasal se necessário, utilizando técnica asséptica;
  • Aspirar cavidade oral, e se necessário realizar higiene oral conforme PPH;
  • Desprezar a sonda de aspiração;
  • Avaliar fixação de TOT  / traqueostomia e trocar se necessário
  • Lavar a extensão do aspirador com água;
  • Desligar aspirador;
  • Proteger a extensão com uma gaze estéril e/ ou embalagem da sonda;
  • Realizar ausculta pulmonar após aspiração;
  • Desprezar secreção aspirada conforme PPH;
  • Manter o ambiente em ordem;
  • Deixar o paciente confortável;
  • Descartar material conforme PGRSS;
  • Higienizar as mãos conforme PPH001;
  • Anotar no prontuário aspecto e quantidade de secreção aspirada, reações e intercorrências e horário do procedimento.

3.2 Materiais

  • Bandeja;
  • 01 luva estéril;
  • Luvas de procedimento;
  • Luva plástica estéril;
  • Sondas de aspiração de calibre adequado;
  • Ambú conectado em rede de O2 ;
  • Látex ou silicone;
  • Saco plástico pequeno;
  • Aspirador de parede ou elétrico;
  • Máscara facial;
  • Óculos de proteção;
  • Avental de manga longa.
  • Copo descartável com água.
  • Estetoscópio;
  • Gaze estéril;
  • Ampola de 10 mL de Soro Fisiológico 0,9% ou água destilada estéril;
  • Compressa estéril;
  • Seringa de 10 mL;
  • Agulha 40x12.

 

3.3 Fatores de risco

  • Biológico;
  • Físico;
  • Ergonômico.

 

4. DEFINIÇÕES

NUCIH: Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar;

SCSEN: Chefia de enfermagem;

SCTAS: Seção Técnica Assistencial;

FIO2: Fração de oxigênio inspirado;

PGRSS: Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde;

ML: mililitro;

EPI’s: equipamentos de proteção individual.

TOT: Tubo Orotraqueal

VM: Ventilação Mecânica

 

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DIEPENBROCK, N. H. Cuidados Intensivos. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2005;

MOZACHI, N. et. al. O hospital: manual do ambiente hospitalar. 3ª ed. Curitiba: Os Autores, 2009.

 

Instruções

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