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Módulo 12 de 14 · Texto

Argumento

Isaque Costa

Lógica

- É a parte da filosofia que tem como objetivo investigar os meios que utilizamos para concluir uma argumentação e dizer se ela é válida ou não;

- É a parte da filosofia que tem como objetivo distinguir os raciocínios corretos dos incorretos;

- Dizer que um pensamento é lógico é simplesmente dizer que ele é válido, é coerente, que ele faz sentido.

 

Raciocínio correto e incorreto

Se a afirmação das premissas for verdadeira e garantir isso, então a conclusão também é verdadeira, se isso acontecer, então o raciocínio é correto, caso contrário, incorreto.

 

Raciocínio

É uma sequência de argumentos para chegar a uma determinada conclusão.

 

Proposição

É uma afirmação ou negação que pode ser ou verdadeira ou falsa.

 

Verdade

É a correlação do conteúdo da proposição com a realidade.

 

Falsidade

É a não correlação do conteúdo da proposição com a realidade.

 

Argumento

É o conjunto de pelo menos uma premissa acompanhada de uma conclusão, sendo as premissas as provas para a conclusão.

 

Argumento verdadeiro e falso

Argumento verdadeiro é um argumento que está de acordo com a realidade, o falso é o que não está de acordo com a realidade.

 

Argumento válido e inválido

Argumento válido é um argumento em que a conclusão deriva das premissas. O argumento inválido é aquele chamado de falácia, ou seja, é aquele em que a conclusão não deriva das premissas.

 

Propósito da argumentação

Sempre que argumentamos, temos o propósito de convencer alguém a pensar como nós. Nós apresentamos os argumentos para defender nossa ideia e convencer o outro a aceitá-la.

 

Tipos de argumentos

 

 

Premissa

É uma proposição que inicia o argumento.

 

Conclusão

É a proposição encontrada ao final da análise das premissas.

 

Lógica

É a estrutura da linguagem.

 

Tipos de falácias

 

   Falácia da ambiguidade

   Ladeira escorregadia ou bola de neve

 

Filosofia

É o estudo do conhecimento a priori (a priori = não depende de experiência).

 

Filosofia política

É uma filosofia que tem como objetivo estudar as relações entre a convivência humana e o poder, ou seja, a filosofia política estuda os temas a respeito da natureza do Estado, do governo, da justiça, da liberdade etc.

 

Ética

É o estudo de quais ações podem ser permitidas ou proibidas em sociedade.

 

Lei

É a regra que diz quais ações são permitidas ou proibidas.

 

Agressão

É a violação de propriedade privada.

 

Libertarianismo

É uma filosofia política que defende a propriedade privada como a única lei coerentemente válida, ou seja, é uma filosofia política que defende que não é legítimo iniciar agressão contra não agressores.

 

 

   Essa ética deve existir para quê?

A partir do momento que existe dois indivíduos querendo ao mesmo tempo o mesmo recurso escasso para fins excludentes, significa que irá existir um conflito, e para solucionar esse conflito deve-se existir uma regra, ou melhor, uma ética, e a única regra capaz de solucionar esse conflito é a regra da propriedade privada.

 

Praxeologia

É o estudo da ação humana.

 

Recurso

É o meio pelo qual o indivíduo recorre para atingir um fim.

 

Recurso escasso

É um recurso que não se pode atingir dois fins excludentes ao mesmo tempo com esse mesmo recurso.

 

Conflito

É quando mais de um indivíduo tenta utilizar o mesmo recurso escasso para fins excludentes ao mesmo tempo. Ex.: um indivíduo X quer levantar o seu braço, só que o indivíduo Y não o deixa, ou seja, está tendo um conflito.

 

Ética libertária

É o estudo de quais ações podem ser permitidas ou proibidas em sociedade. A ética libertária também demonstra por que cada indivíduo possui direito a propriedade privada.

 

Ação humana

É a vontade posta em funcionamento, é o comportamento propositado.

 

Argumentação

- Argumentação é uma ação humana, logo requer o uso de recursos escassos;

- É o processo em que duas ou mais pessoas trocam informações visando provar ou refutar determinadas proposições propostas anteriormente, mesmo que no final eles não concordem, eles virão a concordar que discordam;

- A argumentação é possível porque cada indivíduo da argumentação ao argumentar reconhece que possui o controle exclusivo de seu próprio corpo e também reconhece que o seu oponente também o possui. Portanto, a argumentação é livre de conflitos.

Obs.:

- 

- Tem que ter um oponente argumentando ao contrário, já que não há argumentação com todo mundo concordando com a proposição;

- Não existe auto-argumentação;

- A argumentação é livre de conflitos, uma interação entre busca e concordância entre indivíduos argumentadores a respeito do valor-verdade de suas proposições no argumento, o que faz a argumentação ser possível, é o reconhecimento que cada indivíduo deve ter sobre o controle exclusivo sobre o seu próprio corpo e do outro indivíduo argumentador, podendo assim agir de maneira independente em relação a outros indivíduos para expressar os seus argumentos e chegar uma conclusão por si só. Esses fatos podemos concluir que a argumentação possui um condição formal a priori, disso temos que a argumentação possui uma função normativa impressa em sua descrição, essa função normativa é o reconhecimento do direito de autopropriedade.

Apropriação original / homesteading

O controle direto de um indivíduo tem prioridade lógica e temporal sobre qualquer controle indireto, porque qualquer controle indireto de alguma coisa por um indivíduo pressupõe o controle direto desse indivíduo sobre o seu próprio corpo. Ou seja, o indivíduo é dono dele mesmo, porque possui o controle exclusivo sobre o seu próprio corpo. Ao negar isso argumentando, o indivíduo cai em contradição performática, visto que o próprio usou o seu corpo para dizer que não controla o seu corpo. Portanto, para que um bem escasso seja apropriado corretamente, temos de pressupor que a apropriação e o controle direto do corpo dessa pessoa foi feita de maneira justificável.

 

 

Propriedade

É o controle exclusivo sobre determinado recurso escasso, em qualquer lugar e em qualquer tempo.

 

Auto-propriedade

A auto-propriedade existe, ou seja, o seu corpo é sua propriedade, porque você é dono de você mesmo, você controla o seu corpo. Ao dizer que você não é dono de você mesmo, você cai em contradição performática, porque você controlou o seu corpo para dizer que não controla o seu corpo.

 

Ética libertária

1) Regras de ética, como qualquer proposição, só podem ser provadas por argumentação;

2) Todo indivíduo capaz de argumentar ou indivíduo da classe ontológica dos indivíduos que argumentam são proprietários do próprio corpo;

3) Todo recurso escasso possui zero ou um proprietário;

4) Quando um bem tem um proprietário, este é o primeiro indivíduo a usá-lo ou alguém que adquiriu o bem via negociação legítima de proprietário anterior.

 

Tipos de normas/afirmações

Existem dois tipos:

1) Normas de ser / normas descritivas:

- São normas que descrevem um fato.

- Inclui os verbos ser, é, será etc.;

- A norma ser é sempre verdadeira ou sempre falsa;

- Exemplo de afirma descritiva: "A gravidade faz com que caiamos para baixo", afirmação verdadeira.

2) Normas de dever ser / normas valorativas / normas prescritivas / normas normativas:

- Diz o que os indivíduos deveriam ou não deveriam ser;

- Inclui os verbos dever, deve, deveria etc.;

- Todo dever ser implica na possibilidade de não ser obedecido. Ex.: a gravidade faz com que as coisas caiam, logo, não existe um dever ser dizendo para não cair pra cima, porque é impossível cair pra cima;

- Tem um juízo de valor. Juízo de valor é um julgamento subjetivo feito por indivíduo.

- Exemplo de afirmação valorativa: "Quem trair deve ser preso por 8 anos.", esta afirmação afirma o que deve ser feito.

 

Guilhotina de Hume / Falácia naturalista / Lei de Hume

1) Diz que:

- Se pelo menos uma premissa tiver um dever ser, então a conclusão será um dever ser;

- Se todas as premissas forem um ser, então a conclusão será um ser.

2) Exemplos de como é impossível derivar uma norma de premissas completamente feitas de fatos:

- Todo aquele que pode ouvir deve ouvir jazz (norma). João pode ouvir (fato). João deve ouvir jazz (norma);

- Todas as minhas amantes são ruivas (fato). Lola é minha amante (fato). Lola é ruiva (fato).

 

 

 

 

Instruções

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