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Flashcards do conjunto (49)

  1. 1Períodos da Grécia Antiga Arcaico: domínio da civilização cretense; organização social estruturada; criações e inovações como hoplitas, moeda e alfabeto. Tempos homéricos: invenção das polis (cidade-estado); separação entre Grécia e o mundo; invenção das formas de governo; importância da literatura (Ilíada e Odisseia); leis escritas.Organização Social e Política na Grécia Antiga
    Arcaico: monarquia com palácio real; centralidade importante na organização política e social.
    Tempos homéricos: invenção das polis como estruturas de governança centralizadas; comunidades independentes; surgimento de diferentes formas de governo (monarquia, oligarquia, democracia); participação do povo nas instituições democráticas.
  2. 2Direito e Sociedade na Grécia Antiga Valorização da habilidade retórica e persuasão oral na argumentação jurídica. Recusa em aceitar a profissionalização do direito e a figura do advogado; cidadãos representavam a si mesmos. Legislação flexível, adaptada aos conflitos específicos; legislar era administrar a justiça pela resolução de conflitos.Escrita e Leis na Grécia Antiga
    Utilização da escrita como nova tecnologia; codificação de leis.
    Leis escritas retiraram o poder das mãos da aristocracia.
    Os gregos preferiam a oralidade e a habilidade retórica em vez da escrita; valorizavam a oratória como forma essencial de argumentação jurídica.
  3. 3Direito Retórico na Grécia Antiga Valorização da habilidade retórica e persuasão oral no sistema jurídico grego. Importância da oratória na argumentação jurídica.Leis Escritas na Grécia Antiga
    Leis tornadas públicas através de inscrições em pedra para garantir transparência e justiça.
    Leis substantivas: estabeleciam as normas e princípios que regiam as relações sociais, propriedade, obrigações e direitos dos cidadãos.
    Leis processuais: regulavam os procedimentos, regras e rituais nos tribunais para garantir um processo justo e imparcial.
  4. 4Leis Substantivas e Processuais Lei substantiva: buscava o fim da administração da justiça, definindo o certo e errado, justo e injusto, e fornecendo diretrizes para a conduta dos cidadãos. Lei processual: tratava dos meios e instrumentos para alcançar esse fim, estabelecendo procedimentos e regras para garantir um processo justo e imparcial.Instituições do Sistema Jurídico Grego
    Conselho: examinava, preparava leis e exercia controle.
    Assembleia: deliberava, decidia, elegia e julgava.
    Estrategos: responsáveis por questões militares, impostos e polícia.
    Magistrados: instruíam processos legais e cultos.
  5. 5Invenção da Polis Polis é o termo grego para "cidade-estado". A polis era um lugar de autonomia e deliberação política. Surgiu no período pré-clássico da Grécia antiga.Governo Aristocrático
    No início, a polis era governada por uma aristocracia.
    A aristocracia controlava a política, economia e justiça com base em sua linhagem e propriedade de terras.
    Draco introduziu leis severas que favoreciam os aristocratas.
    Solon iniciou reformas para democratizar as leis e diminuir o poder absoluto dos aristocratas.
  6. 6Governo Tirânico O governo tirânico na Grécia antiga não tinha a definição que possui atualmente. Era uma forma de autocracia na qual o tirano governava interagindo com outras camadas da sociedade e com o apoio de camadas mais baixas, desafiando o poder dos aristocratas.Reformas Políticas e Aumento do Poder da Assembleia
    As reformas políticas introduzidas durante o governo tirânico deram mais poder à assembleia.
    A assembleia ganhou mais poder político e passou a desempenhar um papel mais importante na tomada de decisões na polis.
  7. 7Atenas e a Invenção Democrática Atenas é conhecida por sua invenção da democracia. A atividade política era central na vida dos cidadãos atenienses. A lei ateniense era uma construção humana e o Estado era laico. A essência da lei ateniense era essencialmente retórica.Administração de Justiça em Atenas
    A administração da justiça era realizada por amadores e cidadãos leigos.
    O objetivo era manter a justiça acessível, barata e rápida.
    O povo era responsável por administrar a justiça e resolver conflitos através de instituições populares, sem profissionalismo.
  8. 8Instituições Atenienses Atenas tinha instituições de justiça criminal e civil. Nos julgamentos, a retórica e persuasão eram importantes para influenciar a decisão.Direito Grego e seus Princípios
    O direito grego era influenciado por conceitos como nomos (costume) e physis (natureza).
    As leis eram decididas pela assembleia e precisavam estar em acordo com a physis para serem consideradas justas e legítimas.
    O surgimento da escrita foi importante para a evolução do direito grego.
    Não havia profissionalização do direito em Atenas.
    As tradições jurídicas gregas influenciaram o direito romano.
  9. 9Civilização Greco-Romana A civilização greco-romana combinou continuidade e inovação. O Império Romano era vasto e passou por expansão territorial. Os etruscos tiveram contato com a Grécia, influenciando conceitos legais e instituições romanas, como a ênfase na lei escrita, a importância da retórica nos tribunais e a busca pela justiça.Regimes Políticos na Roma Antiga
    Monarquia: Roma teve um período de monarquia com sete reis antes da expulsão do último rei.
    República: Foi estabelecida para evitar o governo de uma única pessoa e a monarquia. A política era compartilhada por diferentes instituições.
    Magistrados: Eleitos para exercer cargos nas magistraturas.
    Assembleias: Participação em questões como renda e alistamento militar.
    Senado: Órgão de controle e influência no poder político.
    Patrícios (elite aristocrática) versus plebeus (classe mais baixa da sociedade), com a luta dos plebeus por maior participação política e direitos.
  10. 10Império Romano Principado: Período de apogeu de Roma, no qual os imperadores eram indicados pelo Senado, e algumas instituições republicanas ainda existiam. Dominato: Maior centralização de poder, com o governo se tornando mais autocrático e o Senado perdendo grande parte de sua influência.Direito Romano
    O direito romano começou a ter mais autonomia, com ênfase no direito individualista e autonomia da família.
    Era um direito vivido no dia-a-dia, baseado em casos específicos e na aplicação prática das leis (direito casuístico).
  11. 11Fases do Direito Romano Direito Romano Arcaico-Antigo (732 - 150 a.C.): Baseado em tradição, costumes e religião (normas legais consideradas divinas). Pressão da plebe para garantir direitos. Direito Romano Clássico (150 a.C. - 284 d.C.): Maior autonomia e sofisticação do direito romano. O pretor desempenhava um papel central, preparando casos para julgamento. Maior elaboração e codificação das leis, com foco nos aspectos práticos do direito. Direito do Baixo Império (284 d.C.): Crescente influência da religião. Juristas, especialistas em direito, surgiram nessa fase. Produção de literatura jurídica. Período de decadência de Roma.Diferenciação entre Direito Público e Privado
    Surgiu a diferenciação entre direito público, que diz respeito às relações entre o Estado e os cidadãos, e direito privado, que trata das relações entre os indivíduos.
  12. 12Influência no Direito Colonial A Idade Média teve influência significativa no desenvolvimento do direito colonial. As transformações sociais e políticas dessa época tiveram impacto nas estruturas legais das colônias.Alta Idade Média
    Período compreendido entre os séculos 5 e 11.
    Caracterizado por invasões bárbaras e centralidade legislativa no imperador, com funções judiciais e legislativas concentradas nele.
    Influências da cultura clássica, civilização cristã e cultura germânica no desenvolvimento social e jurídico.
  13. 13Mosteiros e Migrações Mosteiros desempenharam um papel crucial na Idade Média, preservando manuscritos antigos e promovendo a educação. As migrações de povos pela Europa levaram à formação de reinos e impérios germânicos. Por exemplo, os Francos se converteram diretamente do paganismo ao cristianismo.Carlos Magno e o Fim do Império Romano
    Carlos Magno, também conhecido como Carlos, o Grande, buscou resgatar a glória do Império Romano.
    Fundou novos territórios e doou terras à Igreja, sendo consagrado imperador pelo papa.
    Criou o Sacro Império Romano-Germânico e promoveu a difusão do cristianismo, além de incentivar a educação e a cultura.
    A figura do chefe do palácio real (prefeito do palácio real) tinha grande poder político e militar nessa época.
    O fim do Império Romano teve implicações significativas para o desenvolvimento jurídico na Idade Média.
  14. 14Reinos Bárbaros Os reinos bárbaros eram formados por povos germânicos e outros grupos étnicos. Caracterizados por violência, regressão na governança e administração, e colapso das estruturas políticas e sociais romanas. O paganismo era predominante nesses reinos. O direito dos bárbaros, como a lei sálica, consolidava costumes e protegia a propriedade, mas também estabelecia relações desiguais que privilegiavam os nobres e mantinham suas posições de poder.Importância da Igreja na Alta Idade Média
    A Igreja desempenhou um papel crucial na Alta Idade Média devido ao vazio político resultante do enfraquecimento do poder centralizado.
    Costumes locais e poderes senhoriais ocuparam esse vácuo, controlando as relações de trabalho, justiça e segurança em suas propriedades.
    As constituições eclesiásticas estabeleceram leis e regulamentos que mantinham a ordem social.
  15. 15Direito Medieval e Direito Natural O direito medieval se baseava no conceito de direito natural, que afirmava que existiam princípios legais universais e imutáveis derivados da natureza humana e da razão. Esses princípios eram considerados superiores às leis positivas criadas pelos homens. O "jus commune" (direito comum) era uma linguagem comum entre os juristas e uma base racional para a legislação, influenciado pelo direito romano erudito. A razão prática, concebida por Aristóteles, envolvia a capacidade de aplicar princípios éticos e morais em situações concretas, buscando o bem comum e a justiça.Fim do Império Carolíngio e Início do Feudalismo
    O fim do Império Carolíngio em 843 resultou na fragmentação política e social.
    Essa fragmentação marcou o início do feudalismo, um sistema político, social e econômico caracterizado pela descentralização do poder central.
  16. 16Civilização Feudal A civilização feudal era baseada em vínculos contratuais entre senhores feudais e vassalos, que envolviam fidelidade e proteção mútua. O poder central foi descentralizado, e a sociedade foi dividida em ordens hierárquicas: bellatores (guerreiros), oratores (religiosos) e laboratores (trabalhadores).Direito Feudal
    O direito feudal era baseado na lei dos costumes e fortemente influenciado pela Igreja Católica.
    O senhor feudal tinha poder de bannum, que incluía tributar, punir e julgar.
    Os ordálios eram métodos de produção de provas que envolviam elementos espirituais, sobrenaturais e costumes.
  17. 17Renascimento das Cidades e Instituições Complexas Na Baixa Idade Média, houve o renascimento das cidades e o surgimento de instituições complexas. As primeiras universidades, como Paris e Bolonha, surgiram, levando ao surgimento do direito econômico civil. O crescimento das cidades e do comércio levou ao surgimento de contratos, instituições bancárias e uma maior interconexão entre diferentes regiões, impulsionando a globalização.Recepcionamento do Direito Antigo
    O direito novo baseou-se no direito antigo, tanto oriental quanto romano.
    O Corpus Juris Civilis, encomendado pelo imperador bizantino, foi uma compilação de doutrinas jurídicas baseadas no direito romano.
    O Corpus Juris Civilis serviu como base para a legislação e prática jurídica.
  18. 18Juristas e Reformas Gregorianas Os juristas da época incluíam glosadores, que eram analistas dos textos romanos e seguiam uma interpretação mais literal e detalhada, e comentadores, que eram conselheiros dos príncipes e buscavam harmonizar o Corpus Juris com a realidade do direito local. As reformas gregorianas foram reformas da Igreja Católica que visavam aumentar o poder e a autoridade papal e combater a simonia e o nicolaísmo.Vigência do Direito
    Houve uma distinção entre o direito erudito, baseado em leis e textos escritos, e o direito costumeiro, baseado em práticas e tradições locais. Houve uma mescla entre essas duas fontes de direito.
  19. 19Pluralidade de Fontes no Jus Commune O jus commune europeu é determinado pela pluralidade de fontes, sem a prevalência de uma sobre a outra. Diferentes regiões e territórios tinham suas próprias leis e sistemas jurídicos, baseados em aspectos locais e costumeiros. No entanto, havia um corpo comum de princípios e regras jurídicas (o juss commune) que era compartilhado entre essas regiões.Papel das Universidades
    As universidades desempenharam um papel central na disseminação do conhecimento jurídico.
    Elas formaram uma comunidade de estudiosos e juristas que contribuíram para o desenvolvimento e consolidação do jus commune.
    Essas instituições foram responsáveis por promover a troca de ideias e a harmonização das diferentes tradições jurídicas.
  20. 20Unificação e Harmonização do Direito O jus commune europeu foi um sistema jurídico comum que contribuiu para a unificação e harmonização do direito na Europa medieval. Embora reconhecesse as tradições jurídicas locais, o jus commune buscava estabelecer princípios e regras comuns que fossem aplicáveis em diferentes regiões e territórios.Contexto Medieval
    O contexto medieval foi caracterizado por transformações sociais e políticas.
    No entanto, ainda não havia um direito novo estabelecido ou uma autoridade central capaz de ditá-lo.
  21. 21Inovação e Tradição Na Europa medieval, ocorreu uma inovação no campo do direito, combinando elementos de tradição e direito romano antigo. Foi inventada a tradição, criando um novo direito a partir de um direito antigo.Jus Commune Europeu
    O jus commune europeu desempenhou um papel importante na harmonização do direito.
    Era um direito letrado e acadêmico, baseado na interpretação do direito romano pelos doutores.
    Promoveu o pluralismo jurídico e a recepção do direito romano na Europa continental medieval.
  22. 22Inglaterra Medieval e a Conquista Normanda Na Inglaterra medieval, a ilha estava relativamente isolada do continente europeu, o que permitiu o surgimento de um sistema jurídico distinto. A conquista normanda em 1066 trouxe uma nova casa monárquica ao poder, liderada pelo rei Guilherme. Os normandos, provenientes do norte da França, trouxeram suas próprias tradições jurídicas para a Inglaterra, tornando-a menos influenciada pelo jus commune europeu.Organização da Sociedade e Conflitos
    A cultura feudal foi introduzida na Inglaterra pelo rei, levando a uma estrutura social e política feudal.
    Surgiram dinastias de reis ingleses e foram criados tribunais para resolver conflitos entre o poder local dos senhores feudais e o poder central do rei.
  23. 23Tribunais Reais e Common Law Sob o reinado de Henrique II, foram estabelecidos três tribunais reais que se tornariam fontes do direito. O Court of Common Pleas lidava com queixas comuns, o Court of Exchequer tratava dos tesouros do reino, e o King's Bench tinha a função de evitar traição ao rei. Esses tribunais, baseados no common law, começaram a entrar em conflito com os tribunais feudais, que se baseavam em costumes locais e tradições.Common Law e Síntese do Costume e Precedente
    A common law é uma síntese do costume e do precedente, onde o direito surge a partir de si mesmo.
    É um sistema tautológico, pois as decisões judiciais são baseadas em outras decisões anteriores, estabelecendo assim um padrão de jurisprudência.
  24. 24Conflito entre Reis e Senhores Feudais Na Inglaterra medieval, havia uma disputa de poder entre os reis e os senhores feudais, que buscavam influência e controle sobre terras e recursos. Isso resultou em guerras civis e conflitos constantes.Magna Carta e Limitação do Poder Real
    A Magna Carta foi um documento surgido como resposta aos conflitos e insatisfação com os abusos de poder dos reis.
    Embora não seja uma constituição formal, limitou o poder dos reis em relação aos barões e estabeleceu princípios de governo e proteção dos direitos individuais.
  25. 25Common Law e Jurisprudência A common law é o direito costumeiro reconhecido pelos juízes. Ela não tem origem em processos legislativos, mas sim na aplicação de princípios jurídicos estabelecidos por meio de decisões judiciais anteriores. A jurisprudência, ou seja, as decisões dadas em processos judiciais, é a principal fonte do direito na common law.Período Tudor e Centralidade da Inglaterra
    O período Tudor marca a centralidade da Inglaterra no mundo, tornando-se uma potência política e econômica.
    Houve uma ruptura com a Igreja Católica, resultando na criação da Igreja Anglicana, que ficou sob o domínio político da coroa inglesa.
  26. 26Transformações Sociais e Políticas Sob os Tudor e os Stuart, ocorreram transformações sociais e políticas na Inglaterra. Jaime I reivindicou a ideia da essência divina dos reis, defendendo a autoridade absoluta do monarca.Constituição Mista e Arranjo Político
    A Inglaterra adotou uma constituição mista, que buscava equilibrar os poderes entre a monarquia, a aristocracia e a representação popular.
    O arranjo político constitucional incluía a Câmara dos Lordes (representando a Igreja e a nobreza titulada) e a Câmara dos Comuns (representando outros setores da sociedade, mas não o povo em geral).
  27. 27Crise, Guerra Civil e Revolução A crise política levou à eclosão da guerra civil na Inglaterra. Grupos religiosos radicais inicialmente se filiaram ao parlamento na luta contra o monarca. A revolução inglesa resultou na afirmação da soberania do parlamento sobre o monarca, pondo fim ao sistema de constituição mista.Revolução Gloriosa e Bill of Rights
    A Revolução Gloriosa consolidou a soberania do parlamento na Inglaterra.
    O Bill of Rights foi promulgado para legitimar a soberania do parlamento e garantir direitos e liberdades individuais.
    Os reis e rainhas da Inglaterra tiveram que assinar o Bill of Rights, estabelecendo a limitação do poder real.
  28. 28A Invenção Gradativa da Constituição A constituição é uma construção histórica e seu significado evoluiu ao longo do tempo. No contexto das colônias inglesas na América, a ideia de constituição começou a surgir.Conflitos entre Colônias e Inglaterra
    Durante o século XVIII, ocorreram conflitos entre as colônias americanas e a Inglaterra.
    A imposição de taxas e a interferência do gabinete colonial inglês geraram descontentamento e violações percebidas da autonomia política das colônias.
  29. 29Busca por Liberdade Política Os colonos americanos desejavam maior liberdade política, sem se desvincular completamente da Inglaterra. Eles redigiram petições ao rei, criticando o parlamento e solicitando apoio real, mas suas petições foram recusadas.Caminho para a Independência
    Diante da recusa do rei, os colonos começaram a buscar a independência.
    Eles adotaram um pensamento universalista, permitindo-lhes imaginar a possibilidade de romper com a tradição e a soberania inglesa.
  30. 30Artigos da Confederação (1777) Os Artigos da Confederação foram o primeiro documento constitucional dos Estados Unidos, adotado em 1777. Estabeleceu uma confederação de estados soberanos, com autonomia para cada estado. No entanto, o governo central (Congresso Continental) era fraco e não possuía autoridade para resolver conflitos entre os estados, cobrar impostos ou regular o comércio.Convenção Constitucional
    A Convenção Constitucional foi convocada para emendar os Artigos da Confederação, mas posteriormente decidiu-se redigir uma nova constituição.
    Federalistas apoiaram a ratificação da Constituição e defendiam um governo federal forte.
    Anti-federalistas temiam a concentração de poder e a falta de proteção dos direitos individuais.
  31. 31Constituição Americana (1787) A Constituição Americana foi resultante da Convenção Constitucional em 1787. Tratou de questões como a estrutura do governo e a problemática da escravidão.Condições do Constitucionalismo (segundo Michel Rosenfeld)
    Limitações do poder do governo para evitar abuso de autoridade e proteger os direitos individuais.
    Observância dos direitos fundamentais.
    Adesão ao Estado de Direito, com separação de poderes e leis promulgadas publicamente.
  32. 32Constituição da Filadélfia (1787) Estabeleceu uma união mais forte com um governo central fortalecido, mas também respeitando a soberania dos estados. Questão da escravidão não foi resolvida, causando oposição dos estados do sul. Não continha uma declaração explícita dos direitos fundamentais, pois temiam que isso levasse à desunião entre os estados. Requeria a ratificação de pelo menos 9 dos 13 estados para entrar em vigor.Bill of Rights (1791)
    Declaração dos direitos fundamentais adicionada à Constituição para garantir a aceitação por parte dos estados.
    Estabeleceu a supremacia da Constituição e introduziu a jurisdição constitucional para o controle de constitucionalidade.
    Os juízes atuam como intermediários entre a lei e o povo.
  33. 33Natureza da Constituição A Constituição contém opções políticas fundamentais para a população, definindo a forma de governo, sistema eleitoral, direitos e liberdades individuais, distribuição de poder e proteção dos direitos das minorias. A Constituição também é uma norma positiva, estabelecendo as estruturas e instituições políticas do país. A Constituição possui supremacia hierárquica, sendo que todas as outras leis devem estar em conformidade com ela.Modernidade e Revolução
    Período de transformações sociais e jurídicas impulsionadas por revoluções, constituições e codificação das leis. Destaque para o Iluminismo, movimento intelectual que defendia razão, liberdade e igualdade.
  34. 34Revolução Francesa Acontecimento histórico marcante (1789-1799) que buscou liberdade, igualdade e fraternidade como princípios fundamentais.Colonialismo
    Expansão e domínio das potências europeias sobre colônias, explorando recursos e mão de obra. Contexto importante para entender as transformações do direito e da sociedade na época moderna.
  35. 35Revolução Haitiana Rebelião de escravizados haitianos contra a colonização francesa (1791), levando à independência do Haiti (1804). Desafiou a noção de igualdade promovida pelo Iluminismo, questionando a exclusão dos escravizados.Paradoxos da Modernidade
    Conflitos e desafios na conciliação dos ideais iluministas com a crueldade do colonialismo. Refletiu sobre a importância da lei como expressão da razão humana para estabelecer uma sociedade justa, apesar das contradições.
  36. 36Lei e Razão Centralidade da lei como expressão da razão humana na organização e regulação da sociedade. A lei foi vista como a principal fonte do direito e fundamental para estabelecer uma sociedade justa e equitativa.Código Civil Francês (Código de Napoleão) - 1804
    Promulgado em 1804 na França.
    Abrangeu áreas como contratos, propriedade, família e responsabilidade civil.
    Estruturado de forma racional e sistemática.
    Influenciou a promulgação de outros códigos, como o de Processo Civil, Comercial e Penal.
    Movimento de codificação do direito buscando a simplificação e uniformização das leis.
  37. 37Movimento de Codificação do Direito Sistematização das leis para simplificar e uniformizar as normas legais. Influenciado pelo Código Civil Francês. Resultou na promulgação de códigos em diversas áreas do direito. Facilitou a aplicação e interpretação das leis. Contribuiu para o Estado de Direito e clareza nas regras jurídicas.Avanços científicos
    A física quântica revolucionou as concepções científicas, desafiando a compreensão tradicional do mundo.
    Abriu novas perspectivas sobre a realidade e questionou noções estabelecidas.
    Impacto no direito e na sociedade, exigindo adaptação a essas transformações.
  38. 38ransformações políticas Eventos como a Primeira Guerra Mundial trouxeram mudanças profundas na organização política e nas relações internacionais. Questionaram a eficácia das instituições políticas e os limites do poder do Estado. Desafios para o direito em lidar com essas transformações e garantir a justiça e a estabilidade social.Arte e cultura
    Movimento do modernismo desafiou convenções artísticas e culturais estabelecidas.
    Buscou rupturas com a tradição e explorou novas formas de expressão.
    Refletiu uma descrença na objetividade e estabilidade da realidade.
  39. 39Crise do discurso iluminista Desafios e crises no mundo contemporâneo abalam a confiança na razão como solução universal. Questionamento do conceito de triunfo da humanidade baseado na razão. Crimes contra a humanidade colocam em xeque a ideia de progresso e desenvolvimento humanos.Constituições pós liberais
    Além dos princípios tradicionais do liberalismo clássico, essas constituições abordam questões sociais, econômicas e políticas mais amplas.
    Exemplos incluem a Constituição do México em 1917 e a Constituição da Alemanha em 1919.
    Estabelecem direitos sociais e trabalhistas, ampliando a proteção além dos direitos individuais.
  40. 40Constitucionalismo pós-guerra Surgiu após a Segunda Guerra Mundial, conhecido como constitucionalismo da reconstrução. Países como França, Itália e Alemanha adotaram novas constituições para proteger os direitos humanos e evitar abusos do poder estatal. Enfatizam a reconstrução democrática e a garantia de direitos fundamentais.Constitucionalismo redemocratizante
    Refere-se às nações europeias que saíram de regimes ditatoriais e adotaram constituições para estabelecer regimes democráticos.
    Exemplos incluem países como Espanha, Portugal e Grécia.
    As constituições visavam assegurar a proteção dos direitos humanos, a limitação do poder estatal e o estabelecimento de sistemas democráticos.
  41. 41Constitucionalismo do pós-apartheid A Constituição de 1996 da África do Sul foi um marco após o fim do regime de apartheid. Buscou promover a igualdade, a justiça social e a reconciliação nacional. Enfatizou a proteção dos direitos humanos e a construção de uma sociedade inclusiva e democrática.onstitucionalismo democratizante na América Latina
    Países como Brasil, Argentina e Peru adotaram constituições após períodos de ditadura militar.
    Buscaram consolidar regimes democráticos e garantir direitos fundamentais.
    Enfatizaram a liberdade individual, a proteção dos direitos humanos e a limitação do poder do Estado.
  42. 42Terrorismo e desafios à democracia Ataques terroristas, como o 11 de setembro, abalaram a confiança na segurança e no sistema democrático. A luta contra o terrorismo levanta questões sobre a proteção dos direitos individuais e a preservação das liberdades civis.Brexit e questionamentos da integração europeia
    A saída da Inglaterra da União Europeia (Brexit) gerou incertezas sobre o futuro da integração europeia.
    Isso questionou a capacidade dos sistemas democráticos de lidar com demandas populistas e a insatisfação com instituições supranacionais.
  43. 43Fake News e desinformação A propagação de notícias falsas amplificadas pelas mídias sociais e pela era digital mina a confiança nas instituições democráticas. Isso levanta questões sobre a liberdade de expressão, a responsabilidade dos meios de comunicação e a busca por informações confiáveis.Surgimento da Nova Direita
    Movimentos políticos de Nova Direita, com discursos xenófobos, nacionalistas e antissistema, questionam a inclusão, a diversidade e os valores democráticos liberais.
    Esses movimentos geram divisões sociais e políticas, desafiando a coesão e a estabilidade democrática.
  44. 44Desafios dos direitos fundamentais Direitos fundamentais podem gerar exclusões fundamentais, pois a garantia de certos direitos pode limitar ou negar outros. A afirmação dos direitos fundamentais cria uma demarcação entre aqueles considerados dignos e os excluídos ou marginalizados.Ameaças aos direitos fundamentais
    Leis de combate ao terrorismo podem restringir indevidamente os direitos e liberdades individuais.
    Medidas adotadas no contexto do combate ao terrorismo devem ser cuidadosamente equilibradas para não comprometer os direitos fundamentais.
  45. 45Sociedade instável e igualdade na diferença A sociedade instável desafia a busca pela igualdade ao mesmo tempo em que destaca a importância do reconhecimento das diferenças. O desafio é alcançar uma igualdade que respeite e valorize a diversidade presente na sociedade.Constituição formal vs. Constituição material
    A constituição formal é um instrumento vivo que estabelece a estrutura e os princípios básicos do Estado.
    A constituição material representa os ideais e aspirações subjacentes à constituição formal, mas pode haver lacunas entre o ideal e a realidade.
  46. 46Cidadania e pluralismo político A cidadania requer uma dimensão pública que respeite as diferenças de opiniões, valores e crenças. O pluralismo político e organizacional é essencial para evitar a privatização dos interesses públicos e garantir a representação de diferentes grupos e interesses na sociedade.Desafios da aplicação de normas gerais
    Nem sempre é possível aplicar normas gerais a todos os casos, pois existem situações difíceis e complexas que exigem considerações específicas.
    Injustiças podem ocorrer quando normas gerais são aplicadas sem levar em conta as circunstâncias individuais.
  47. 47Invenção dos direitos humanos Declaração formal de direitos estabeleceu uma base sólida para a proteção dos direitos humanos. Consolidação e legitimação das mudanças nas atitudes e valores sociais. Papel simbólico na demonstração do compromisso coletivo de proteger a dignidade e liberdade dos cidadãos.Declarações de Direitos nos EUA e na França
    Declarações de Direitos dos EUA e da França tiveram uma abordagem dual, reafirmando direitos existentes e estabelecendo uma nova base para o governo.
    Evolução do conceito de "declaração" reflete a transferência de autoridade política e a mudança na forma de reafirmar os direitos.
  48. 48Impacto e disseminação dos direitos Uso crescente da linguagem dos direitos após as declarações. Disseminação dos "direitos do homem" francês influenciou o debate nos Estados Unidos. Contribuiu para a difusão da linguagem dos direitos humanos pelo mundo ocidental.Mudanças no sistema penal durante a Revolução Francesa
    Mudança de foco da honra ligada ao nascimento e aristocracia para a virtude e ação individual.
    Introdução da "degradação cívica" como forma de punição desonrosa.
    Reflexo das transformações sociais e políticas em curso durante a Revolução Francesa.
  49. 49Continuidade e complexidade dos direitos humanos A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi apenas o primeiro passo em um processo contínuo. Implicações imprevisíveis e questões em constante evolução no campo dos direitos humanos. Os direitos humanos provocam novas questões e continuam sendo discutidos até os dias atuais.

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FlashCards sobre hist dir, criado por D R em 10-07-2023.
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