Fluxograma
Sem título
Conteúdo do fluxograma
O conceito de saúde sofreu mudanças até chegar à condição atual. Tais mudanças são devidas a alterações nos âmbitos social, econômico, cultural e religioso. O que outrora era interpretado sob uma ótica mágico-religiosa ganha novas formas.
Cada sociedade carrega sua maneira de olhar para a saúde e para a doença, condição que a acompanha, indiscutivelmente. A forma com que cada sociedade concebeu e concebe a saúde conduziu e conduz a forma com que trataram e tratam-na.
Por exemplo, a doença era tida como penitência divina pelos cristãos da Idade Média e o tratamento se dava a partir do isolamento do enfermo. Esse tratamento advinha da ideia do corpo pecaminoso desprovido de importância.
Em contrapartida à concepção mágico-religiosa que sustentava a ideia de saúde inclusive para os gregos, surgiram os escritos de Hipócrates de Cós, fomentando a análise do corpo físico, valorizando sua observação empírica.
A observação empírica preconizava entender os sinais do corpo, entendendo a razão por que era apoderado por doenças. Vê-se que a noção de saúde perpassa, desde o início, apenas à dimensõa do corpo físico, sem importância dada à alma.
Hipócrates encontrou nos fatores ambientais relação com o desenvolvimento de doenças. Seus escritos defendiam o conceito ecológico de saúde-enfermidade. A causa das doenças era, portanto, externa ao indivíduo.
Os conhecimentos de Hipócrates deixaram legado tanto na vida social quanto na vida intelectual de sociedades posteriores à sua. Por isso, foram alvo de reflexões que estimularam o avanço da concepção de saúde.
Foi revisada a obra hipocrática, na Era Moderna, e o exclusivismo dos fatores exógenos na causa das doenças perdeu espaço. Fatores exógenos e endógenos ao indivíduo passaram a coexistir enquanto causas.
A revisão da obra à essa época também pode ter relação com a mudança da concepção do corpo. Perdeu o status de pecaminoso dado pelo Cristianismo.
Os novos estudos baseados na obra do Pai da Medicina respaldavam-se nas Ciências que se desenvolviam: Química, Anatomia, Mecãnica, por exemplo. Elas revisaram as ideias outrora propostas e deram mais um passo à frente.
No final do século XIX, pela revolução pasteuriana, foram descobertos fatores etiológicos de doenças. Isso facilitou a busca por prevenção e tratamento de doenças.
O desenvolvimento da Matemática e, em específico, da Estatística também auxiliou o percurso da noção de saúde: a partir de investigações científicas, percebeu-se a discrepância das condições de saúde entre grupos populacionais de diferentes níveis de renda.
Percebeu-se a necessidade de intervenção estatal na promoção de saúde a todos os cidadãos, iniciando o que se chama de saúde pública - promovendo condições sanitárias adequadas, entendendo que saúde está relacionada ao ambiente em que se vive.
Mesmo assim, não se desenvolveu uma definição de saúde. Esta só surgiu com a criação da OMS, que surgeriu uma definição de saúde baseada nos deveres do Estado para com o cidadão
Ao lado do conceito de saúde, coloca-se o de campo da saúde, que integra os fatores que intervêm na saúde. Entre eles estão, por exemplo, a biologia humana (fator endôgeno) e o meio ambiente (fator exógeno).
A definição outorgada pela Organização Mundial da Saúde defende integração e coerência entre sociedade, economia e saúde. No Brasil, não se faz definição de saúde, mas tem-se que ela é "direito de todos", consoante a Constituição Cidadã de 1988.
Dando origem ao Sistema Único de Saúde (SUS) que atende à população brasileira.
Informações
- Descrição
- Fluxograma sobre Sem título, criado por Letícia Demuner Jacobsen em 30-03-2019.
- Criado por
- Letícia Demuner Jacobsen
- Visualizações
- 0
- Avaliação