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Fluxograma

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Beatriz Hellen Pereira Português

Fluxograma sobre reparo do DNA por radiação ionizante: mecanismos de reparo e recombinação homóloga

Fluxograma: reparo do DNA por radiação ionizante

Conteúdo do fluxograma

  1. EFEITOS BIOLÓGICOS DAS RADIAÇÕES IONIZANTES

  2. MECANISMOS DE REPARO

  3. REPARO POR EXCISÃO DE BASE

  4. Mecanismos de reparo:

    As células de mamíferos desenvolveram mecanismos especializados para identificar, reagir e reparar alterações quebras simples ou duplas nas fitas da molécula de DNA. Esses mecanismos visam eliminar as lesões induzidas pela radiação, e reconstituir a estrutura original do DNA. Cada tipo de lesão está relacionada um mecanismo próprio de reparo, tais como:

    Quebras simples:

    Reparo por excisão de base;

    Reparo por excisão de nucleotídeo;

    Quebras duplas:

    Reparo por recombinação homóloga;

    Reparo por junção de extremidades não-homólogas;

  5. REPARO POR EXCISÃO DE NUCLEOTÍDEO

  6. Este mecanismo é empregado para remover alterações de bases, ouquebras simples.

  7. Etapas:

    1) Base danificada;

    2) Corte da ligação entre a baselesionada e o açúcar por umaglicosilase;

    3)Remoção do açúcar residualpor uma enzimaendonuclease (APE1);

    4) Uma polimerase substitui onucleotídeo correto à fita;

    5) Ligação do novo nucleotídeopor uma enzima ligase.

  8. Etapas:

    (1) Lesão em uma fita do DNA (dímero);

    (2) Corte de dois pontos deligação do açúcar à fita poruma endonuclease;

    (3) Excisão do segmento contendo a lesão;

    (4) Síntese de um novo segmento por uma polimerase;

    (5) Ligação do segmento à fita por uma enzima ligase.

  9. Este mecanismo é empregado para remover alterações volumosas,como os dímeros no DNA.

  10. REPARO DE QUEBRAS/ALTERAÇÕES SIMPLES

  11. REPARO DE QUEBRAS DUPLAS

  12. REPARO POR RECOMBINAÇÃO HOMÓLOGA

  13. Etapas da HRR:

    (a) Molécula com quebra dupla na fita e cópia intacta;

    (b)Excisão, por uma exonuclease, de um trecho do DNA na ponta de uma das fitas, de forma a criar dois segmentos de fitas simples;

    (c) A fita simples é imediatamente revestida com uma proteína RPA, e serve como sítio de ligação para a proteína RAD51.

    (d) A RAD51 direciona a invasão das fitas simples à molécula intacta, buscando o segmento homólogo correspondente nesta; A fita intacta é aberta por uma enzima helicase;

    (e) Uma polimerase faz a síntese necessária das fitas simples, tomando como molde o segmento complementar na molécula intacta;

    (f) Formação das “junções de Holliday” (pontos com quatrofitas de DNA);

    (g) Resolução das junções de Holliday;

  14. REPARO POR JUNÇÃO DE EXTREMIDADES NÃO-HOMÓLOGAS

  15. Etapas da NHEJ:

    (a) Molécula com quebra dupla na fita;

    (b) Reconhecimento das extremidades pelo complexo de heterodímeros Ku70-Ku80. Estas proteínas ligam-se às extremidades da quebra dupla (protege as extremidades de sofrerem degradação;

    (c) Este complexo recruta a proteína DNA-PKcs, que estabelece uma ponte entre as extremidades, mantendo-as próximas uma da outra;

    (d) A DNA-PKcs forma um complexo com a proteína Artemis (sendo esta também recrutada para o local da quebra). A proteína Artemis atua como uma endonuclease, e sua função é processar e preparar as extremidades para que estas possam ser ligadas;

    (e) uma enzima ligase faz a ligação entre as extremidades.

  16. INTRODUÇÃO

  17. DANOS AOS CROMOSSOMOS

  18. OS CROMOSSOMOS E O CICLO CELULAR

  19. Células somáticas em humanos:

    Contém 46 moléculas de DNA, localizadas no núcleo celular.

  20. Cromossomos:

    O DNA encontra-se extremamente compactado no núcleo, em diferentes níveis de organização, formando um cromossomo.

  21. O ciclo celular

    Função: Duplicar, de forma exata, a imensa quantidade de DNA nos cromossomos, e então segregar com precisão as cópias em duas células-filhas geneticamente idênticas.

    Etapas: Esses processos definem as duas principais fases do ciclo celular:

    Síntese (S): Ocorre a duplicação dos cromossomos;

    Mitose (M): Segregação dos cromossomos e divisão celular.

    Obs.: Fases de intervalo:

    G1: Intervalo entre M e S;

    G2: Intervalo entre S e M

  22. ABERRAÇÕES INDUZIDAS POR RADIAÇÃO

  23. Quebras duplas não reparadas dão origem a uma alteração (aberração) nos cromossomos.

    Tipos de aberração:

    Aberrações cromossômicas: Ocorrem quando a célula é irradiada antes da fase S (i.e., antes de o cromossomo ser duplicado). Neste caso, se a lesão não for reparada, as duas cromátides conterão alterações após a replicação do DNA.

    Aberrações cromatídicas: Ocorrem quando a célula é irradiada após a fase S (i.e., na fase G2). Neste caso, apenas uma cromátide é alterada.

  24. Aberrações letais induzidas por radiação

  25. Aberração do tipo dicêntrica

    Envolve uma troca entre dois cromossomos separados (recombinação intercromossômica).

    Se uma quebra dupla é produzida em cada cromossomo no início da intérfase (fase G1), os terminais livres podem se unir.

    Durante a fase S, esta configuração é duplicada, e o resultado é um cromossomo fortemente distorcido, apresentando dois centrômeros (portanto, dicêntrica).

    Dois cromossomos acêntricos (i.e., sem centrômero) também estarão presentes, embora estes serão perdidos durante a mitose,

  26. Aberração do tipo anel

    Uma quebra dupla é produzida em cada braço de uma cromátide durante a fase G1.

    Os terminais podem se unir formando um anel e um segmento acêntrico (recombinação intracromossômica).

    Na fase S, o cromossomo alterado é replicado.

  27. Ponte em anáfase

    Ocorre quando a célula é irradiada após a replicação do DNA (faseG2).

    Uma quebra ocorre em cada braço das cromátides-irmãs de um cromossomo, e elas se unem.

    Na fase M, durante a anáfase, as cromátides não conseguem se separar. A separação das células não é possível, de forma que esta alteração é letal para a célula.

  28. Aberrações não-letais induzidas por radiação

  29. Translocação simétrica

    Envolve a quebra em dois cromossomos diferentes, na fase pré-replicação (G1), com a troca dos dois terminais quebrados entre eles.

  30. Deleção intersticial

    Resulta de duas quebras no mesmo braço de um cromossomo, levando à perda da informação genética entre as duas quebras.

  31. CuURVA DOSE-RESPOSTA

  32. Quantidade média de aberrações por célula em função da dose

    Para radiação de baixa LET, a relação entre o número E de aberrações em cromossomos, por célula em metáfase analisada, em função da dose D é do tipo linear-quadrática: E=αD+βD^2

  33. Quantidade Linear: envolvem uma quebra dupla ou duas quebras duplas pela mesma partícula (singlehit).

    Quadrático: envolvem duas quebras duplas por partículas diferentes (double hit).

  34. Análise da relação linear-quadrática: A formação de uma aberração do tipo dicêntrico ou anel requer duas quebras de cromossomo. Assim, a componente linear da equação diz respeito à ocorrência de uma aberração (produção de duas quebras) pela mesma partícula carregada incidente. Para baixas doses, este é o termo predominante, já que é mais provável que a mesma partícula carregada tenha desencadeado as duas quebras. Para altas doses, é mais provável que cada quebra tenha sido produzida por partículas carregadas diferentes. Assim, o número de aberrações torna-se proporcional ao quadrado da dose.

Informações

Descrição
Fluxograma sobre Sem título, criado por Beatriz Hellen Pereira em 28-09-2021.
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