Curso
Ética em Equipe Multiprofissional.
Curso voltado para alunos do 1º anos da Escola Flavina.
Módulos (6)
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Princípios, Valores e Virtudes
Princípios, Valores e Virtudes Existe uma grande diferença entre princípios, valores e virtudes embora sua efetividade seja válida apenas quando os conceitos estão alinhados. No mundo corporativo em geral, noto que muitos profissionais são equivocados com relação aos conceitos e, apesar de defenderem o significado de um ou outro, a prática se revela diferente. Princípios são preceitos, leis ou pressupostos considerados universais que definem as regras pela qual uma sociedade civilizada deve se orientar. Em qualquer lugar do mundo, princípios são incontestáveis, pois, quando adotados não oferecem resistência alguma. Entende-se que a adoção desses princípios está em consonância com o pensamento da sociedade e vale tanto para a elaboração da constituição de um país quanto para acordos políticos entre as nações ou estatutos de condomínio. Vale no âmbito pessoal e profissional. Amor, felicidade, liberdade, paz e plenitude são exemplos de princípios considerados universais. Como cidadãos — pessoas e profissionais -, esses princípios fazem parte da nossa existência e durante uma vida estaremos lutando para torná-los inabaláveis. Temos direito a todos eles, contudo, por razões diversas, eles não surgem de graça. A base dos nossos princípios é construída no seio da família e, em muitos casos, eles se perdem no meio do caminho. De maneira geral, os princípios regem a nossa existência e são comuns a todos os povos, culturas, eras e religiões, queiramos ou não. Quem age diferente ou em desacordo com os princípios universais acaba sendo punido pela sociedade e sofre todas as consequências. São as escolhas que fazemos com base em valores equivocados, não em princípios. Valores são normas ou padrões sociais geralmente aceitos ou mantidos por determinado indivíduo, classe ou sociedade, portanto, em geral, dependem basicamente da cultura relacionada com o ambiente onde estamos inseridos. É comum existir certa confusão entre valores e princípios, todavia, os conceitos e as aplicações são diferentes. Diferente dos princípios, os valores são pessoais, subjetivos e, acima de tudo, contestáveis. O que vale para você não vale necessariamente para os demais colegas de trabalho. Sua aplicação pode ou não ser ética e depende muito do caráter ou da personalidade da pessoa que os adota. Pessoas de origem humilde definem valores de maneira diferente das pessoas de origem mais abastada. De um lado, a escassez pode gerar a ideia de que dinheiro não traz felicidade, portanto, mesmo sem dinheiro, é possível ser feliz utilizando-se valores como amizade, por exemplo. Do outro, o apego ao dinheiro e a convivência harmoniosa com o conforto pode gerar a ideia de que sem dinheiro não é possível ser feliz, ou seja, o dinheiro traz felicidade, amizade, conforto e, se houver mais dinheiro do que o necessário, valores como filantropia e voluntariado podem ser praticados. Essa comparação não define o certo e o errado. Ela apenas levanta uma questão interessante sobre o conceito de valores e depende do ponto de vista de cada cultura ou de cada pessoa, em particular. Na prática, é muito mais simples ater-se aos valores do que aos princípios, pois este último exige muito de nós. Os valores completamente equivocados da nossa sociedade – dinheiro, sucesso, luxo e riqueza – estão na ordem do dia, infelizmente. Todos os dias somos convidados a negligenciar os princípios e adotar os valores ditados pela sociedade. Virtudes, segundo o Aurélio, são disposições constantes do espírito, as quais, por um esforço da vontade, inclinam à prática do bem. Aristóteles afirmava que há duas espécies de virtudes: a intelectual e a moral. A primeira deve, em grande parte, sua geração e crescimento ao ensino, e por isso requer experiência e tempo; ao passo que a virtude moral é adquirida com o resultado do hábito. Segundo Aristóteles, nenhuma das virtudes morais surge em nós por natureza, visto que nada que existe por natureza pode ser alterado pela força do hábito, portanto, virtudes...
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Sem título
Princípios em espécie. 1. Honestidade: Definição: Ser verdadeiro transparente em todas as ações e comunicações. Evitar a falsidade, o engano e a manipulação. No contexto organizacional: Comunicar informações precisas e completas. Cumprir promessas e compromissos. Admitir erros e aprender com eles. Não se apropriar do trabalho ou das ideias de outros. Exemplo 1: Um gerente descobre um erro de faturamento que prejudicou um cliente e informa imediatamente o cliente e a empresa, buscando uma solução justa, em vez de tentar encobrir o erro. Exemplo 2: Durante uma negociação com um fornecedor, um comprador apresenta todas as informações relevantes sobre as necessidades e limitações da empresa, mesmo que isso signifique um preço ligeiramente mais alto, priorizando um relacionamento de longo prazo baseado na confiança. Exemplo 3: Um funcionário admite para seu supervisor que cometeu um erro em um projeto, explicando o que aconteceu e propondo soluções para corrigir a situação, em vez de culpar outros ou tentar minimizar sua responsabilidade. 1. Situação-Problema: Honestidade vs. Lealdade Cenário: Um funcionário descobre que seu colega de equipe, que também é seu amigo próximo, está alterando relatórios para esconder erros e cumprir metas. Ele sabe que isso pode prejudicar a empresa, mas teme que denunciar o colega o faça parecer "traidor". Princípios em Conflito: Honestidade (dever de relatar a fraude) vs. Lealdade (preservar a relação de amizade). 1 Responsabilidade (agir pelo bem da organização) vs. Empatia (não querer prejudicar o colega). Possíveis Resoluções: Conversar em privado com o colega, incentivando-o a corrigir o erro antes que a situação piore. Reportar anonimamente ao RH ou gestor, se a conduta persistir. Dilemas e Situações de Honestidade que Podem Levar à Demissão por Justa Causa A honestidade é um pilar essencial nas relações de trabalho, e sua violação pode gerar desde conflitos internos até demissões por justa causa. 1. Falsificação de Documentos ou Dados Cenário: Um funcionário do departamento financeiro altera números em relatórios para esconder desvios de verba ou inflacionar resultados. Consequências: Demissão por justa causa (art. 482 da CLT – "fraude"). Possível ação judicial por danos à empresa. Como evitar: Auditorias periódicas e sistemas de controle de acesso a dados sensíveis. Canal de denúncias anônimo para reportar irregularidades. Frase-chave: "Números mentem, mas as consequências são reais." 2. Uso Indevido de Recursos da Empresa Cenário: Um colaborador usa o cartão corporativo para gastos pessoais (ex.: combustível, hospedagens em viagens particulares) e falsifica comprovantes. Consequências: Justa causa por "ato de improbidade" (art. 482, CLT). Reembolso obrigatório dos valores desviados. Como evitar: Política clara de uso de recursos (ex.: cartões só para despesas aprovadas). Análise mensal de extratos com comprovação documental. (Improbidade é um ato de má-fé, desonestidade ou corrupção cometido por alguém em posição de responsabilidade (como servidores públicos, gestores ou funcionários), caracterizado pelo violação dos princípios da administração pública ou privada, como:Legalidade; Moralidade; Transparência; Lealdade) No Brasil, a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992) define e pune esses atos quando cometidos por agentes públicos, mas o conceito também se aplica ao setor privado em casos de fraude, desvio de recursos ou quebra de confiança. Vazamento de Informações Confidenciais Cenário: Um funcionário vende dados sigilosos da empresa (ex.: lista de clientes, projetos em desenvolvimento) para um concorrente. Consequências: Justa causa + ação judicial por quebra de confidencialidade. Perda de credibilidade no mercado. Como evitar: Contratos de confidencialidade (NDA) para todos os colaboradores; Monitoramento de acessos a sistemas críticos; Dar o...
| Recurso do curso | Recurso original | Criado por |
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| Princípios Morais | Princípios Morais | Fabio Lima |
| Princípios em Espécie II. | Princípios em Espécie II. | Fabio Lima |