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Mapa mental

Envelhecimento

Háchiley Jéssica Guevara de Assis Português

Conteúdo do mapa

Envelhecimento

  1. Teorias do Envelhecimento

    • Dentre as inúmeras teorias que buscam apontar as causas do envelhecimento pode-se destacar: a Teoria Genética, a Teoria Imunológica, a Teoria do Acúmulo de Danos, a Teoria das Mutações, a Teoria do Uso e Desgaste e a Teoria dos Radicais Livres (RLs), uma das teorias mais plausíveis até o momento.
      • Teoria dos Radicais Livres: essa teoria sustenta a idéia de que o envelhecimento celular normal seja desencadeado e acelerado pelos RLs, moléculas instáveis e reativas capazes de reagir com os constituintes do organismo em busca de uma maior estabilidade.
  2. Senescencia e Senelidade

    • A OMS considera o envelhecer como um processo sequencial, individual, cumulativo, irreversível, universal, não patológico de deterioração de um organismo maduro, o limite de idade entre o indivíduo adulto e o idoso é 65 anos em nações desenvolvidas e 60 anos nos países emergentes. Além de desencadear o desgaste orgânico, provoca alterações nos aspectos culturais, sociais e emocionais, que contribuem para que se instale em diferentes idades cronológicas.
    • A senescência é o envelhecer como um processo progressivo de diminuição de reserva funcional e a senilidade é o desenvolvimento de uma condição patológica por estresse emocional, acidente ou doenças. Ambos exigem intervenções dos profissionais de saúde, com atuações focadas nesse segmento populacional.
  3. PNSPI

    • É função das políticas de saúde contribuir para que mais pessoas alcancem as idades avançadas com o melhor estado de saúde possível. O envelhecimento saudável e ativo é o grande objetivo nesse processo. Se considerarmos saúde de forma ampliada, tornam-se necessárias mudanças no contexto atual em direção à produção de um ambiente social e cultural mais favorável à população idosa.
      • O grande objetivo das políticas de saúde é contribuir para que mais pessoas atinjam o envelhecimento ativo e saudável. Na busca de oferecer melhores condições o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741, de outubro de 2003) representa um grande avanço na legislação, embora ainda exista uma grande lacuna entre desejo e realidade.
    • O reconhecimento e o enfrentamento das necessidades de saúde estão estreitamente vinculados a princípios básicos do SUS, em especial aos conceitos de integralidade e equidade. Facilitar o acesso da população idosa aos serviços de saúde, como porta de entrada a Atenção Básica, considerando suas limitações, deve ser a preocupação dos profissionais de saúde.
      • O maior desafio na atenção à pessoa idosa é contribuir para que, apesar das progressivas limitações que possam ocorrer, ela possa redescobrir possibilidades de viver sua própria vida com a máxima qualidade possível. Essa possibilidade aumenta à medida que a sociedade considera o contexto familiar e social e consegue reconhecer as potencialidades e o valor das pessoas idosas, pois parte das suas dificuldades está mais relacionada a uma cultura que as desvaloriza e limita.
    • Para a redução precoce dos problemas de saúde, da tarefa de cuidar, deve desenvolver estratégias passíveis de multiplicação, como cursos de capacitação para cuidadores e o redirecionamento dos serviços públicos de saúde, de modo a contemplar a assistência domiciliária, associada a uma revisão na formação acadêmica dos profissionais de saúde, com um enfoque maior para a assistência à população idosa emergente.
      • Como vimos, o profissional de saúde, para atender a necessidade de saúde do idoso, deve ter sensibilidade para compreender seu contexto sociocultural e fortalecer a responsabilização e o entendimento de sua condição limitante, assim como de suas potencialidades. O grande desafio para este milênio é construir uma consciência coletiva de forma a que tenhamos uma sociedade para todas as idades, com justiça e garantia plena de direitos.
  4. Pandemia e os riscos aos idosos

    • No mundo, no ano de 2020, há 1,1 bilhão de idosos, com projeção de 3,1 bilhões em 2100, o que converge com o cenário brasileiro, que apresenta 29,9 milhões em 2020 e previsão de 72,4 milhões em 2100.
      • Os dados do COVID-19 apontam maior taxa de mortalidade entre as pessoas com 80 anos ou mais, em que 14,8% dos infectados morreram, comparado a 8,0% entre os idosos de 70 a 79 anos e 8,8% entre aqueles de 60 a 69 anos.
    • Entre as diretrizes recomendadas para segurança dos idosos durante a pandemia, está o distanciamento e isolamento social (principalmente das crianças, devido ao potencial de transmissão destas), lavagem das mãos, uso de álcool em gel, distanciamento de outras pessoas, etiqueta respiratória, cuidados ambientais e emocionais (família e a sociedade podem se tornar um sistema de apoio ao idoso) e conscientização sobre a vacinação como a da Influenza.
      • Os dados estatísticos e comportamentos individuais e coletivos durante essa pandemia reforçam a essencialidade de valorizar os seres humanos. Para tanto, o sistema de saúde precisa estar preparado para o cuidado ao idoso, em tempo de pandemia e fora deste, sendo imprescindível desenvolver estratégias alinhadas ao cuidado gerontológico de enfermagem seguro e qualificado.
        • Diante da complexidade do processo de envelhecimento humano, com peculiaridades próprias, aliada à alta incidência das doenças crônicas e suas repercussões no corpo humano, evidencia-se a necessidade de atenção específica aos idosos, incluindo ações de prevenção, tratamento e reabilitação.

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre Envelhecimento, criado por Háchiley Jéssica Guevara de Assis em 20-10-2020.
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