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Mapa mental

Asma e Bronquiolite

João Falcão Português

Asma e Bronquiolite

Conteúdo do mapa

Asma e Bronquiolite

  1. Bronquiolite aguda

    • EPIDEMIOLOGIA
      • é a infecção do trato respiratório inferior mais comum em crianças com menos de 2 anos
      • Letalidade >1%
        • elevada em doença crônica 30%
      • Doença sazonal ocorrendo em estações chuvosas nos países tropicais e no invernos nos climas temperados
      • hospitalização mais comum em meninos e em grupos socioeconomicos de baixa renda
      • fatores de risco
        • história de irmãos mais velhos
        • creches
        • fumante passivo
        • aglomeraçoes
        • complicaçoes
          • prematuridade <37 semanas
          • baixo peso ao nascimento
          • <12 mese
          • doença pulmonar crônica
            • fibrose cistica
            • anomalias pulmonares
          • VSR do tipo A
      • morte por bronquiolite é rara porem algumas crinças desenvolvem sibilancia recorrente e episódios de asma
    • ETIOLOGIA
      • Mais frequente = vírus sincicial respiratório VSR
        • altamente infectante
        • 87% <18 meses tem anticorpos
        • potencialmente todas as crianças aos 3 anos já foram infectadas
        • mais frequente em crianças dos 2 aos 5 meses de idade
          • 80% dos casos em lactentes
      • pode ser tambem
        • metapneumovírus humano
          • geralmente na primavera
            • pode acontecer no outono e no inverno
        • parainfluenza
        • adenovírus
          • subtipo 1,3,7 e 21
            • infecçoes graves de alta morbidade
        • influenza
        • coronavírus
        • bocavírus
    • DEFINIÇÃO
      • É uma doença viral aguda que acomete crianças com menos de 2 anos
      • Caracteriza-se pelo acometimento do trato respiratório alto e seguido de acometimento do trato resp baixo seguido de desconforto respiratório
      • Pode haver presença de sibilância
    • PATOGENIA
      • Impacto da infecçao viral depende da resposta do hospedeiro
      • infectam rapidamente o trato respiratório causando necrose epitelial e destruição ciliar
      • transferencia de vírus célula a celula
      • a replicação viral induz a produção de mediadores inflamatórios pelas células epiteliais respiratórias contribuindo para patogenese da doença
      • infliltraçao de neutrofilos e linfócitos com edema de submucosa
        • desequilíbrio de citocinas
        • aumento da prod de muco + celulas epiteliais mortas= rolhas de muco
          • obstrução
          • aprisionamento aéreo
          • hiperinsuflação/ atelectasias
            • hipóxia
              • insuficiencia respitaoria aguda
          • colapso de vias aéreas
    • QUADRO CLÍNICO
      • desconforto respiratório em crianças de 2-6 meses seguido de 2/3 dias de sinais de infecção respiratória
        • febre
          • muito alta investigar outros diagnósticos
        • coriza
        • tosse
        • taquipneia
        • aceitação inadequada de alimentos
        • retração torácica
        • raramente apresenta toxicidade sistemica
          • sonolencia
          • letargia
          • irritabilidade
          • palideze taquicardia
          • pesquisar outros dignósticos
    • DIAGNÓSTICO
      • anamnese
        • exame físico
          • retração torácica
          • ausculta
            • expansão torácica diminuida
            • sibilancia expiratória
            • creptações finas na expiração
          • abdome distendido devido a hiperinsuflação dos pulmões
          • cianose
            • casos graves
            • podem ser a primeira manifestação
              • prematuros
              • baixo peso ao nascer
              • episódios de apneia
        • história de resfriado comum de 2/3 dias que evolui com obstrução variável
      • exames complementares
        • radiografia em casos que necessitam de internação para avaliar complicaçoes
          • atelectasias
          • pneumotórax
          • pneumonia
          • mal formações
        • hemograma é inespecífico
        • gasometria na UTI pediatrica
          • insuficencia respiratória
      • detecção do vírus
        • detecção antigenica
        • isolamento viral
        • resposta sorológica
        • incerto se altera conduta ou prognóstico
    • TRATAMENTO
      • AMBULATÓRIO/DOMICILIAR
        • Não há tratamento específico por isso a decisão do ambiente de tratamento se baseia nas
          • necessidade de suplementação de O2
          • alimentação por sonda gástrica
          • fluidoterapia venosa
          • indicação de suporte ventilatório
        • possibilidade de agravamento nas primeiras 48/72h
          • internamento
        • alimentação normal em menores volumes com maior frequencia
        • hidratação adequada
        • decubito elevado
        • nebulização com Beta2 se resposta aparente
          • 3gts kg a cada 4/6h =3ml SF
          • sem resposta nao deve ser prescrito
      • HOSPITALAR
        • cianose ou desconforto respiratório grave
          • FR<70
          • batimento de asa de nariz
          • tiragem grave
        • letargia grave e recusa alimentar <50% da ingesta habitual nas ultimas 24h
        • apneia , toxemia ou febre> 40
        • >2meses
        • comorbidades
          • cardiopatia congenita
          • sindrome de downs
          • doença pulmonar
        • hidratação venosa
        • necessidade de alimentação por sonda
        • monitorização de saturação 92/94%
        • nebulização com beta2 se resposta aparente
  2. ASMA

    • DEFINIÇÃO
      • é uma doença das vias aéreas inferiores caracterizada por inflamação crônica do músculo liso dos brônquios, vias aéreas hiper-reativas e episódios de broncoespasmos que limitam o fluxo de ar.
      • É reversível espontaneamente ou com tratamento
      • manifestando-se por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite e pela manhã ao despertar.
      • se inicia na sua grande maioria na infância e persiste ao longo da vida do paciente acometido pela doença.
    • EPIDEMIOLOGIA
      • No Brasil, estima-se a prevalência da asma em torno de 10%
      • importante causa de internação
      • apenas 5%-10% dos casos de asma
        • apresentam maior morbimortalidade relativa
      • fatores de risco
        • atopias
          • 1/3 dos atopicos desenvolvem asma
        • exposição a alergenos
        • infecçoes virais na infancia
        • Ausência de amamentação com leite materno
        • Exposição ambiental domiciliar à fumaça do tabaco de pais fumantes
        • Dietas com baixos teores de antioxidantes ou ácidos graxos poliinsaturados
    • FISIOPATOLOGIA
      • A ativação dos mastócitos, mediadas poR uma variedade de células, citocinas e mediadores é essencial para o desenvolvimento da doença
      • Imunoglobulinas E (IgE) são produzidas após uma exposição inicial a um alérgenoe esta relacionada com o aumento da reposta linfocitária
      • quando um alérgeno é inalado, ele é ligado pelos IgE presentes na superfície dos mastócitos ocorrendo uma rápida degranulação e liberação de mediadores.
        • histamina, prostaglandina D2 e cisteinil leucotrienos (LTC4, D4 e E4), contraem diretamente o músculo liso das vias aéreas e também podem estimular as vias neurais reflexas.
      • A resposta da fase tardia é caracterizada pelo recrutamento de células inflamatórias e imunológicas, particularmente as células T de memória, eosinófilos, basófilos, neutrófilos e auxiliares, para locais de exposição a alérgenos.
    • QUADRO CÍLNICO
      • sibilos
        • asma é a causa mais comum de episódios recorrentes de tosse e sibilos em adultos e crianças
        • Várias doenças podem causar sibilos como a insuficiência ventricular esquerda, a doença pulmonar obstrutiva crônica, a disfunção das cordas vocais ou as obstruções brônquicas localizadas
        • fibrose cística, bronquiolite aguda viral, bronquiomalácia, estenoses brônquicas ou traqueais, anéis vasculares e aspiração de corpo estranho
        • produzidos pela aceleração e turbilhonamento do ar nas vias aéreas estreitadas, gerando oscilações de suas paredes
        • Podem ser só expiratórios e a obstrução é mais grave, quando da associação de sibilos inspiratórios e expiratórios
        • A ausência de sibilos em um paciente asmático, chamado de tórax silencioso, sinaliza como uma advertência de muita gravidade
          • redução generalizada do murmúrio vesicular associada a importante esforço ventilatório
      • tosse
        • Geralmente é pior à noite e após grandes esforço
      • sensação de opressao torácica
      • Roncos também podem ser auscultados, especialmente quando as vias aéreas estão cheias de muco
      • exame físico
        • taquipneia
        • tiragem intercostal
        • uso de musculatura acessória
        • Tempo expiratório forçado
        • Taquicardia
    • DIAGNÓSTICO
      • SINTOMAS
        • tosse , dispneia e opressão torácica
      • exame físico
        • se sibilos expiraótios ausentes
          • exarcebação grave
      • limitação variável do fluxo expiratório
        • teste de reversibilidade com brocodilatador
          • expitometria ou pico de fluxo inspiratório
            • VEF/CVF<90%
            • aumento de VEF1 em relação ao valor basal >12%
      • CLASSIFICAÇÃO
    • TRATAMENTO

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  • Asma e Bronquiolite
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Informações

Descrição
Mapa Mental sobre Asma e Bronquiolite, criado por João Falcão em 26-10-2020.
Criado por
João Falcão
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