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Mapa mental

Síndromes disfágicas

Lorena Miranda Português

Conteúdo do mapa

Síndromes disfágicas

  1. TUMOR

    • ETIOLOGIA
      • Homens
      • >40 anos
      • Principais: Escamoso e Adenocarcinoma
      • Raramente sede de metástases
    • HISTOLOGIA
      • ESCAMOSO
        • Derivado do Epitélio Estratificado Não Queratinizado
        • comum em negros
        • No Brasil ainda é o mais comum
        • Tumor origina-se no 1/3 médio do órgão
      • ADENOCARCINOMA
        • Derivado do Epitélio de Barrett
        • Localizado 1/3 distal do órgão
        • Mais comum brancos com aumento da incidência
        • Associado com obesidade, DRGE e hérnia hiatal
    • FATORES DE RISCO
      • Etilismo e Tabagismo
      • Ingestão habitual bebidas muito quentes
      • Contaminação de fungos produtores de toxinas
      • Deficiência de: Zn, Se, Mo e Vitaminas (vit A)
      • Doenças Esofágicas
      • Defumados
    • CLÍNICA
      • Sintomas Iniciais Inespecíficos (Dor Retroesternal mal definida)
      • DISFAGIA
      • Perda Ponderal
      • Lesões avançadas
        • Halitose; Tosse após ingestão de líquidos; Rouquidão
      • Doença extremamente avançadas (metástases)
        • Icterícia (infiltração hepática); Dispneia (infiltração pulmonar)
    • DIAGNÓSTICO
      • Esofagografia Baritada –Sinal do Degrau ou Maça Mordida
      • Diagnóstico baseado na Biopsia Esofágica por EDA
    • ESTADIAMENTO
      • Comportamento Extremamente Agressivo
      • Ausência de serosa facilita disseminação
      • Extensão tumoral extra-esofagiana presente em 70% ao diagnóstico
      • Metástases mais comuns: Fígado e Pulmão
      • DESCRIÇÃO
        • ESTÁGIO I: Confinado à camada superficial do esõfago
        • ESTÁGIO II: Tumor presente nas camadas mais profundas ou comprometendo os linfonodos próximos
        • ESTÁGIO III: Invade as camadas mais profundas e infiltra os linfonodos proximos ou invade orgão vizinho
        • ESTÁGIO IV: Invasão de linfonodos mais distantes ou orgãos
    • TRATAMENTO
      • CIRURGICO
        • Esofagectomia Transtorácica
          • Toracotomia Lateral Posterior + Laparotomia Mediana Superior
          • O Mediastino é examinado quanto a presença de metástases irressecáveis
          • Se possível esôfago é ressecado com margem, juntamente com ressecção de linfáticos, pleura, veia ázigos e ducto torácico
          • Risco de deiscência da anastomose intratorácica, mediastinite, sepse e óbito em 50% casos
        • Esofagectomia Trans-Hiatal
          • Incisão Abdominal e Cervical
          • O esôfago torácico inteiro, desde as clavículas até o cárdia, é dissecado pelo dedo – utiliza-se o acesso cervical e trans hiatal
          • O Estômago é transportado para o mediastino posterior e anastomose com esôfago cervical
      • PALIATIVO
        • Prover conforto e qualidade de vida
        • Stents permitem a reconstrução do trânsito alimentar por um período curto
        • Radioterapia – Alivia a Disfagia
        • Gastrostomia ou Jejunostomia em casos difíceis
      • Esofagectomia + Linfadenectomia Regional
      • TERAPIA CLÍNICA E NEOADJUVANTE
        • Radioterapia não costuma ser feita isolada
          • Controle local do tumor
        • Quimioterapia não costuma ser feita isolada (exceto IV)
          • Controle da disseminação linfática locorregional do tumor
        • Radioquimioterapia Neoadjuvante
          • Resultados Favoráveis nos estágios IIA IIB e III
        • Radioquimioterapia
          • Pacientes não candidatos à cirurgia podem se beneficiar da radioquimioterapia
  2. ACALASIA

    • DEFINIÇÃO
      • Desordem primária caracterizada por aperistalse do corpo e relaxamento incompleto do EIE à deglutição
    • QUADRO CLÍNICO
      • Tríade clássica
        • Disfagia
          • Inicialmente para sólidos, depois para pastosos e depois para líquidos
        • Regurgitação
          • De manhã, vê o travesseiro sujo de alimentos
        • Perda de peso
      • Sintomas de Aspiração:
        • Tosse crônica, principalmente a noite; PNM de repetição; Abscesso pulmonar; Bronquiectasia; Hemoptise; Broncoespasmo
      • OUTROS SINTOMAS
        • Sialorréia e hipertrofia de parótidas
        • Halitose: estagios avançados
        • Sintomas de broncoaspiração
        • Hematêmese e melena
    • DIAGNÓSTICO
      • Clínico
      • Esofagograma
        • Classificação de Resende
          • Grau I: Nenhum paciente apresentou alterações na radiografia simples de tórax.
          • Grau II: Dois dos três pacientes apresentaram alteração na radiografia simples de tórax, neste caso, ausência da bolha gástrica.
          • Grau III: Quinze dos 19 pacientes mostraram alterações na radiografia simples de tórax, ausência de bolha gástrica, nível líquido e alterações no mediastino (12 com alargamento do mediastino inferior direito, sendo 3 deles apresentando também superior e 2 deles inferior esquerdo).
          • Grau IV: Todos os quatro pacientes apresentaram alterações na radiografia simples de tórax. As alterações encontradas foram: ausência de bolha gástrica em quatro, nível líquido em três e alargamento do mediastino em quatro.
      • Manometria Esofágica
      • Endoscopia digestiva alta
    • TRATAMENTO
      • Clínico
        • Sem transtornos relevantes
        • Idosos
        • Alto risco para outras formas de tratamento
        • Megaesôfago grupo I
      • Cirúrgico
        • Sem resposta ao tratamento clínico
        • Megaesôfago I com sintomatologia importante
        • Mesaesôfago III e IV
      • DPC
        • Megaesôgafo II e III
        • Paciente grupo I com disfagia importante
      • Toxina botulínica
        • Alternativa ao DPC
        • Reservado para pctes de risco cirúrgico
    • CLASSIFICAÇÃO
      • Idiopática
      • Chagas
  3. CLASSIFICAÇÃO

    • DISFAGIA DE TRANSFERÊNCIA/OROFARÍNGEA/CONDUÇÃO:
      • -SÍNDROME DE WALLEMBERG
      • -ESCLEROSE MÚLTIPLA
      • -ESCL. LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA)
      • -PARKISON, DEMÊNCIAS
      • -CAUSAS MUSCULARES
      • -OBSTRUÇÃO MECÂNICA ALTA
    • DISFAGIA DE CONDUÇÃO/ESOFAGEANA:
      • OBSTRUÇÃO MECÂNICA
        • -Anéis e membranas esofágicas -Divertículos -Estenose péptica -Obstrução extrínseca - TUMORES malignos e benignos
      • DISTÚRBIO MOTOR DO ESÔFAGO
        • -ACALASIA -Espasmo esofageano difuso -Esôfago quebra-nozes -Motilidade esofagica ineficaz -Esclerodermia
  4. CASO CLÍNICO

    • IDENTIFICAÇÃO
      • Homem, 54 anos
    • MEDICAMENTOS EM USO
      • Metropolol
      • Inibidor da bomba de prótons (sem descrição médica)
    • EXAME FÍSICO
      • Achados irrelevantes
    • EXAMES LABORATORIAIS
      • Leucócitos
        • Normal
      • Hemoglobina
        • 12g/dL
      • Hematócrito
        • 40%
    • SINTOMAS
      • Dor e dificuldade de deglutição, perda de peso, no último mês notou diminuição da capacidade de tolerar alimentos sólidos
    • QUEIXA
      • "Alimentos ficam parados no peito"
    • SINAIS VITAIS
      • Normais
    • DOENÇA CRÔNICA
      • HAS

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre Síndromes disfágicas, criado por Lorena Miranda em 09-09-2021.
Criado por
Lorena Miranda
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