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Mapa mental

INFLAÇÃO

Carlos Ribeiro Português

Conteúdo do mapa

INFLAÇÃO

  1. A inflação é caracterizada por “um aumento contínuo e generalizado do nível geral de preços” (VASCONCELOS, 2011, p. 338). Portanto, não devemos confundir o fenômeno da inflação com aumentos de preços esporádicos (ou sazonais) ou observados em produtos isolados.

    • Tipos de inflação (ou causas da inflação) A literatura econômica apresenta duas grandes causas associadas à ocorrência de processos inflacionários. De acordo com tais causas ou tipos, a inflação pode ser de demanda ou de oferta (custos).
      • Inflação de demanda A inflação de demanda está relacionada a aumentos de preços produzidos por situações onde há excesso de demanda em relação à oferta. De acordo com Vasconcelos (2011, p. 340), a inflação de demanda pode ser entendida, intuitivamente, como “dinheiro demais à procura de poucos bens”. Há um aumento da procura (demanda) não correspondido pelo lado da oferta (produção), o que ocasiona aumentos de preços. Para alguns autores, a inflação de demanda é um fenômeno resultante, sobretudo, de desequilíbrios entre gastos e receitas do setor público, os quais produzem deficits elevados, financiados por aumentos da base monetária.
        • As medidas comumente utilizadas para se combater este tipo de inflação são: • Elevação da taxa de juros. • Corte nos gastos públicos. • Medidas de restrições de crédito. • Aumento de impostos.
      • I) Poder de mercado de alguns grupos empresariais: aumento de preços provocados, de forma voluntária, por grupos empresariais com poder de mercado, a exemplo de monopólios e oligopólios. II) Choques de oferta: a. Aumento do custo de produção das empresas: geralmente ocorre quando há aumento de preços de insumos e outros fatores que impactam o custo de produção das empresas. Tais aumentos podem estar condicionados a episódios de desvalorização da moeda – que elevam os preços dos insumos importados –, reajustes salariais, aumentos da taxa de juros etc.12
        • b. Choques agrícolas: quebra da safra agrícola provocada por fatores diversos, tais como secas, inundações, pragas etc.
  2. Principais distorções provocadas pela inflação A inflação provoca importantes distorções econômicas. Cabe destacar as principais.

    • Redução do poder aquisitivo das classes que auferem rendimentos fixos Em um ambiente inflacionário, a correção dos salários nominais tende a não acompanhar o reajuste de preços dos bens e serviços. Isso ocorre porque os salários são corrigidos periodicamente, ou seja, “têm dia marcado” e dependem de pactuação (conflito distributivo). Os preços se alteram espontaneamente, a qualquer momento, em ato unilateral por parte dos empresários. O problema tende a se agravar para os estratos mais pobres da população, que não dispõem de recursos suficientes para proteger uma parcela de sua renda em aplicações financeiras. Desta forma, a inflação produz efeitos perversos sobre a distribuição de renda
      • Desequilíbrios no balanço de pagamentos Níveis elevados de inflação tendem a comprometer a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional. Isso porque os produtos não ficam mais caros somente para os residentes da economia nacional, mas também para os residentes de outros países que eventualmente importam os produtos. Suponha a seguinte situação: em um determinado período, a inflação no Brasil é de 7% e na China é de 4,5%. Ambos exportam para os EUA. Qual desses países tende a exportar mais para os EUA? Resposta: China. Neste caso, a menor inflação dos produtos chineses torna estes produtos mais competitivos. O resultado para o Brasil é um possível deficit no balanço de pagamentos, pois a inflação mais elevada tende a provocar um declínio das exportações e, também, um aumento das importações
        • Comprometimento das expectativas de investimento Taxas elevadas de inflação comprometem as decisões de investimento dos empresários, os quais podem postergar projetos futuros em função das incertezas quanto ao retorno do capital investido.
          • Desestímulo a aplicações financeiras Taxas elevadas de inflação comprometem a rentabilidade da poupança, dos títulos e das ações. Desta forma, ocorre um desestímulo à alocação de recursos em ativos financeiros. Os investidores correm o risco de ver seus retornos deteriorados pela inflação e, portanto, buscam os denominados bens de raiz.
  3. Principais índices de mensuração da inflação A inflação é apresentada por meio de índices, constituídos por diferentes cestas de bens e serviços,14 para representar o consumo de determinados públicos.

    • Quadro 16 – Indicadores de inflação no Brasil Instituições Indicadores Finalidades Fipe – Fundação de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo. IPC – Índice de Preços ao Consumidor. Medir a inflação para uma cesta de consumo das famílias paulistanas que possuam renda mensal entre 2 e 20 salários mínimos. FGV – Fundação Getulio Vargas. IPA – Índice de Preços no Atacado. Medir as variações de preços na produção dos diversos setores da economia. IPC – Índice de Preços ao Consumidor. Acompanhar as oscilações de preços para os consumidores finais com renda mensal na faixa de 1 a 33 salários mínimos. INCC – Índice Nacional da Construção Civil. Medir a variação dos preços da construção habitacional. IGP-DI – Índice Geral de Preços: Disponibilidade Interna. Medir a variação dos preços da economia, ponderando produção e consumo. IGP-M – Índice Geral de Preços: Mercado. Medir a variação dos preços da economia, ponderando produção e consumo. (Difere do IGP-DI apenas no tocante ao período

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Mapa Mental sobre INFLAÇÃO, criado por Carlos Ribeiro em 29-10-2021.
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Carlos Ribeiro
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