Mapa mental
MAPA IX GEOGRAFIA
Conteúdo do mapa
MAPA IX GEOGRAFIA
Bacia Amazônica
- A bacia hidrográfica Amazônica, representada no mapa acima, abrange cerca de 40% do território brasileiro e possui mais de 60% de toda a disponibilidade hídrica do país. Do seu volume total de água, 63,88% têm origem em território brasileiro, 16,14% na Colômbia, 15,61% na Bolívia, 2,31% no Equador, 1,35% na Guiana, 0,60% no Peru e 0,11% na Venezuela. As primeiras nascentes da bacia estão localizadas nas elevadas altitudes dos Andes peruanos, embora águas oriundas do norte e do sul se juntem para formar o mais caudaloso dos rios do mundo, o Amazonas, que recebe esse nome quando passa por Manaus, no encontro de dois dos seus mais famosos afluentes: o rio Negro e o rio Solimões. Nesse encontro, as águas escuras do rio Negro estão associadas à elevada dissolução de ácido húmico, originado da decomposição da biomassa da floresta. Já a condição barrenta do Solimões indica uma alta capacidade de transportar sedimentos erodidos ao montante.
- O Amazonas é um rio de planície, caracterizado por apresentar um canal fluvial com diversos trechos meandrantes. As águas calmas e profundas garantem elevado potencial para a navegação fluvial. Já os seus afluentes, em especial os da margem direita, como o Madeira e o Xingu, têm as nascentes em áreas planál- ticas, mais elevadas, dando a eles alto potencial para a geração de energia hidroelétrica. Principalmente devi- do a esses dois rios, a bacia Amazônica possui o maior potencial hidroelétrico do país, embora seja subutilizado, o que confere à bacia do Paraná a condição de maior geradora de energia hidráulica.
- A foz ou a desembocadura do rio Amazonas no Atlântico é do tipo mista, ou seja, apresenta tanto a foz do tipo estuário quanto a foz em delta. Os sucessivos depósitos de sedimentos levam à formação de uma foz em delta com a presença de canais ramificados no entorno da ilha de Marajó. Mesmo com a grande deposição de sedimentos nas proximidades da foz, a força do rio se mantém e, em alguns períodos do ano, ele é capaz de avançar centenas de quilômetros pelo oceano, criando uma enorme região de águas turvas no oceano Atlântico.
- Esse tipo de obra altera a dinâmica hídrica dos rios, afetando processos como o de transporte e o de deposição de sedimentos. Já as atividades relacionadas à mineração, em especial do garimpo irregular, despejam nos rios amazonenses metais pesados que afetam de forma grave a vida aquática e a saúde das comunidades ribeirinhas. As atividades agropecuárias, por outro lado, além do desmatamento, geram pressão sobre os cursos de água da região por causa da drenagem de água dos rios para os projetos de irrigação ou dessedentação de rebanhos. Essa ação reduz a vazão dos rios e altera de forma drástica as suas dinâmicas hídricas. Um dos efeitos mais visíveis ocorreu no rio Araguari, no Amapá, que perdeu tanta água para projetos vinculados à criação de búfalos, que não é mais capaz de chegar com força suficiente ao Atlântico para produzir o fenômeno da pororoca.
Bacia do rio São Francisco
- A bacia hidrográfica do rio São Francisco abrange 639 219 km², o que representa 7,5% do território brasileiro e abrange seis estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Alagoas e Sergipe, além do Distrito Federal. Da sua nascente na serra da Canastra, em Minas Gerais, até a sua foz, nos limites estaduais de Sergipe e Alagoas, o rio percorre cerca de 2 700 quilômetros. O rio São Francisco é conhecido como o rio da integração nacional, já que está totalmente dentro do território nacional, cruza vários estados e conecta diferentes regiões do país.
- Os mais importantes afluentes do “Velho Chico” estão localizados em regiões de clima Tropical, que recebem um volume elevado de precipitação atmosférica, embora haja uma estação seca prolongada. Esse volume abundante de água no curso superior do rio lhe confere a capacidade de suportar a alta taxa de evaporação das regiões semiáridas que cruza e de chegar ao oceano Atlântico com elevado volume de água. A importância do São Francisco é alta para o Nordeste, sobretudo porque ele representa cerca de dois terços da água doce disponível na região.
- A bacia hidrográfica do São Francisco é uma das mais afetadas pela ação antrópica, de modo que o rio se encontra bastante degradado. Os usos múltiplos dados aos corpos de água e o desenvolvimento de atividades econômicas de maneira predatória têm provocado, entre outros problemas, a redução da vazão do rio. Esse fator causou a perda parcial da navegabilidade, que era comum no seu médio curso, entre Pirapora, em Minas Gerais, e Juazeiro e Petrolina, na fronteira entre Bahia e Pernambuco. No alto curso da bacia, o uso da água para o abastecimento humano é a principal demanda existente, e as águas dos prin- cipais afluentes, como o rio das Velhas e o Paraopeba, são aproveitados para abastecer a Região Metropolitana de Belo Horizonte e o seu entorno.
- A falta de saneamento básico adequado faz com que o esgoto doméstico e industrial afete negativamente a qualidade da água. Nessa região, ocorre intensa atividade mineradora, o que potencializa degradações extremas, como a que ocorreu em 2019 em Brumadinho, quando o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração degradou gravemente o rio Paraopeba.
- Ao longo do curso médio, há dutos que desviam parte importante das águas dos rios que compõem a bacia em direção a lavouras irrigadas. A região do Médio São Francisco está se tornando cada vez mais relevante na produção nacional de frutas e de soja. A geração de energia hidrelétrica nessa porção da bacia ocorre nas usinas de Paulo Afonso e Sobradinho, importantes para a economia do Nordeste.
- O lago de Sobradinho modificou a forma e a dinâmica hídrica do rio. Nos últimos anos, estão sendo construídos dois grandes canais nessa região para transpor a água do São Francisco para diversas bacias hidrográficas menores. Outra crítica recorrente refere-se ao custo das obras, já que, com o valor aplicado, seria possível expandir outros projetos mais eficientes de combate à seca no semiárido nordestino, como a construção de cisternas, que captam água das chuvas.
- No Baixo São Francisco, o principal problema é a regularização do fluxo de água. Em decorrência das inúmeras alterações feitas à montante da bacia, o rio vem perdendo força, o que reduz a sua condição de levar os sedimentos até o oceano, ocasionando um processo de assoreamento (acúmulo de sedimentos no leito do rio).
Informações
- Descrição
- Mapa Mental sobre MAPA IX GEOGRAFIA, criado por Augusto Sandri em 17-11-2021.
- Criado por
- Augusto Sandri
- Visualizações
- 0
- Avaliação