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Mapa mental

Interoperabilidade na saúde

THAMIRIS CINTRA SILVA Português

Interoperabilidade na saúde

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Interoperabilidade na saúde

  1. capacidade que os sistemas assim como o software,aplicativos e plataformas,apresentam para operar de maneira integrada.

    • Pode-se dizer que os sistemas formam um ecossistema digital. Dentro desse ambiente, eles operam de maneira harmônica. Os resultados são positivos, pois a combinação dos sistemas abre portas para um melhor aproveitamento de suas potencialidades.
  2. objetivo

    • prover um atendimento de ponta a ponta entre médico e paciente, por meio de soluções tecnológicas integradas com fácil acesso aos dados.
  3. exemplo prático

    • É comum que os hospitais e as operadoras de planos de saúde tenham que trocar informações diariamente, porém cada um possui seu próprio software e sua própria solução tecnológica para a troca de informações internas
      • Portanto, para que ocorra a interoperação hospital-operadora, é adotado um terceiro padrão comum, no qual é possível compartilhar e extrair de maneira segura e dentro da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) todas as informações necessárias para prosseguir com os atendimentos e procedimentos médicos diários.
  4. vantagem

    • A interoperabilidade em saúde é uma proposta interessante para os gestores que já implantaram, trazendo oportunidades com a integração dos sistemas que ajudarão inclusive no levantamento de dados da população atendida.
      • a promove maior autonomia e engajamento do paciente e seus familiares, já que eles passam a ter acesso facilitado às informações de saúde. Isso traz maior comprometimento e envolvimento do paciente em questões que envolvem o autocuidado.
        • a adesão ao tratamento é parte de grande mudança, pois o paciente se compromete mais, principalmente quando observa nitidamente a evolução positiva dos exames que tem acesso remoto, com certeza terá mais confiança nos profissionais.
          • o engajamento e a satisfação com os serviços integrados pode servir de pano de fundo para que os pacientes indiquem os estabelecimentos e os profissionais para outros indivíduos.
  5. Redução de custos

    • Reunir as informações sobre os pacientes facilita a análise de variáveis, como tempo de internação e leitos ocupados, que são de extrema relevância e devem ser controlados pelo setor financeiro da unidade de saúde com o objetivo de reduzir gastos
    • interoperabilidade em saúde evita a duplicação de exames e retrabalhos, tarefas dispendiosas que costumam ocorrer com certa frequência nos ambientes clínicos.
    • e economia de redução, no contexto da interoperabilidade em saúde é a utilização ou adaptação dos recursos tecnológicos já disponíveis entre as plataformas, evitando assim o pagamento de outros softwares.
  6. TISS (Troca de Informação de Saúde Suplementar)

    • modelo padrão para troca de informações entre os agentes de saúde suplementar e planos de saúde
    • Objetivo
      • objetivos desse sistema está a uniformização de ações administrativas, registro eletrônico de saúde, financiamento de medidas de avaliação e acompanhamento financeiro das operadoras de convênios médicos.
  7. sistemas

    • a implementação da interoperabilidade na saúde depende da incorporação de protocolos específicos, que convertam os sistemas automaticamente, sem a necessidade de intervenção humana. Alguns exemplos desses sistemas são o TISS (Troca de Informação de Saúde Suplementar) e HL7 (Health Level Seven).
    • HL7 (Health Level Seven)
      • A HL7 é um conjunto de normas desenvolvido por uma organização sem fins lucrativos, o qual produz protocolos de transmissão de mensagens entre os equipamentos, base de dados e sistemas de gestão médicos.
        • normas são centralizadas em uma camada de aplicação, chamada de “camada 7”, no modelo OSI (Open Systems Interconnect) de comunicação entre computadores adaptados para o sistema
    • ERP (Enterprise Resource Planning)
      • Trata-se de uma software de gestão, utilizado a partir de indicadores gerenciais e econômicos, relacionados a levantamento de contas a pagar e receber, monitoramento do faturamento, pedido de compras entre outras.
      • Apesar de não ter sido tradicionalmente desenhado para atuação em empresas clínica, possui funcionalidades como a de recursos humanos, compras e estoque que podem ser adaptados a realidade das instituições de saúde.
    • PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente)
      • O PEP é uma das maiores inovações em saúde pois agrega de forma virtual todas as informações clínicas, medicamentosas, laboratoriais e radiológicas do paciente além de garantir segurança no acesso e transmissibilidade dos dados
        • Essa plataforma veio como uma evolução dos prontuários físicos, com preenchimento manual, grande possibilidade de perdas por extravio, elevado custo de armazenamento desse histórico e mais otimização na assistência ao paciente
    • HIS (Hospital Information System) ou CIS (Clinical Information System)
      • sistemas que apuram o levantamento da produtividade hospitalar, ambulatorial e de consultas dos profissionais de saúde, e serão escolhidos conforme a complexidade da assistência à saúde prestada.
  8. desafios para implementaçao

    • a adoção de padronização de estruturas para representação dos dados, mensagens e vocabulário — o que é mais trabalhoso e lento em um setor complexo como o da saúde;
    • a exigência de treinamento dos profissionais da tecnologia da informação e dos que usarão os sistemas posteriormente (profissionais de saúde em geral);
    • a necessidade de garantir segurança e confidencialidade dos dados dos pacientes com a integração dos sistemas.
  9. beneficios de adotar esse padrao na instituiçao

    • oferecer um tratamento especial para seus pacientes e otimizar processos e rotinas de trabalho no ambiente clínico
    • investir em tecnologias como a interoperabilidade deve estar na lista de ações de melhorias.
    • o investimento na integralização da tecnologia possibilitar estudar dados clínicos, administrativos, financeiros, que outrora não era possível ou extremamente dispendioso em tempo e dinheiro
  10. como tudo comecou?

    • Durante o Conahp (Congresso Nacional de Hospitais Privados) o tema foi debatido por especialistas e autoridades envolvidas neste desafio. O evento reuniu em São Paulo mais de 100 palestrantes que debateram assuntos diversos ligados ao mercado de saúde e foi realizado pela Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados).
      • convidados para falar sobre o tema foi o norte-americano George Mathew, diretor médico da DXC Technology, empresa especializada na gestão de dados para o setor, que criou uma plataforma capaz de gerenciar esses dados e padronizar as informações.
        • “Neste processo existem duas etapas importantes. A primeira é criar um padrão para esses dados, levando uma série de aspectos em consideração como segurança, operabilidade e acesso. Logo depois, o passo é criar engajamento entre médico, administradoras e paciente, para que todos saibam o que fazer com esses dados”, diz.
    • No Brasil
      • “O Datasus tem duas grandes missões: compartilhar dados e proporcionar um prontuário eletrônico. Desde 2011 se fala em interoperabilidade do sistema, vários projetos foram criados, mas nenhum foi levado adiante”
        • diretor do Datasus
      • A iniciativa do órgão começa a tomar forma no Estado de Alagoas, que tem 77% dos seus hospitais sem prontuários eletrônico e 80% de suas unidades básicas de saúde não são informatizadas.

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Mapa Mental sobre Interoperabilidade na saúde, criado por THAMIRIS CINTRA SILVA em 12-09-2022.
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