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MECANISMOS DE RESISTÊNCIA BACTERIANA A ANTIBIÓTICOS NA INFECÇÃO URINÁRIA

Paola Zandoná Português

Conteúdo do mapa

MECANISMOS DE RESISTÊNCIA BACTERIANA A ANTIBIÓTICOS NA INFECÇÃO URINÁRIA

  1. SOBRE A INFECÇÃO

    • As infecções do trato urinário são destacadas pela presença de micro-organismo patogênico em algum local das vias urinárias. São consideradas as infecções bacterianas mais comuns.
      • São iniciadas frequentemente por uma inflamação na uretra ou uretrite.
        • No mundo ocorre cerca de 150 milhões de casos de ITU’s sintomáticas a cada ano.
          • Os maiores responsáveis pelas ITU’s são as bactérias Gram-negativas principalmente a Escherichia coli, seguidas das demais Gram-negativas como Klebsiella, Enterobacter, Acinetobacter, Proteus e Pseudomonas.
            • As mulheres são mais vulneráveis aos episódios de ITU’s, devido a uretra ser menor que 5 centímetros de comprimento.
    • Existem fatores que aumentam o risco de ITU, como: o ato sexual, a gestação e o número de gestações, diabetes (apenas no sexo feminino) e a higiene deficiente, idade avançada, nascimento prematuro, entre outros.
  2. MECANISMOS DE RESISTÊNCIA BACTERIANA

    • O monitoramento da resistência e o estudo do perfil de sensibilidade das bactérias patogênicas podem evitar o erro terapêutico e o desenvolvimento de multirresistência bacteriana pelo uso indiscriminado de antibióticos
      • Tipos de resistência
        • Processo evolutivo
          • O aparecimento de bactérias resistentes a antibióticos pode ser considerado como uma manifestação natural regida pelo princípio evolutivo da adaptação genética de organismos a mudança no seu meio ambiente.
            • Bactéria E.coli pode se duplicar em 20 minutos, onde há possibilidade de serem produzidas muitas gerações em apenas algumas horas.
        • Ausência de sitio específico para a atuação do fármaco
          • Bactérias são naturalmente resistentes à determinados agente microbiano
        • Resistências intríncecas
          • Algumas bactérias possuem membrana celular impermeável aos fármacos, consequentemente o antibiótico não consegue alcançar o sítio de atuação
        • Resistência adquirida
          • Uma bactéria anteriormente sensível a determinado fármaco, vem a se tornar especificamente resistente a esse fármaco, portanto, o antibiótico não pode alcançar o sítio de ação.
        • Mutação cromossomal
          • A modificação da estrutura da membrana celular, pode alterar a permeabilidade da membrana. Para penetrar em uma célula bacteriana, o fármaco deve ser capaz de atravessar a parede e a membrana celular.
        • Bombas de resistência
          • Permite a célula bombear o fármaco para fora da célula, antes que ele possa danificar ou matá-la. Os genes que codificam essas bombas estão frequentemente localizados em plasmídeos que as bactérias recebem durante a conjugação.
        • A destruição do antibiótico através de enzimas que catalisam a degradação ou modificam grupos funcionais, farmacologicamente importantes presentes em sua estrutura, pode ser citada como outro mecanismo de resistência da E.coli
  3. PRINCIPAIS MICRO-ORGANISMOS ENVOLVIDOS

    • Os maiores responsáveis pela ITU são as bactérias Gram-negativas entéricas. (Relacionadas ao intestino).
      • A Escherichia coli é a bactéria identificada em maior porcentagem, cuja prevalência varia de 54 e 81% (tanto no meio hospitalar quanto na comunidade).
        • A Klebsiella pneumoniae é frequente em infecções urinárias, assim como outras bactérias do grupo das Enterobacteriaceae, como Enterobacter e Acinetobacter. Pseudomonas aeruginosa.
  4. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

    • Os exames mais utilizados para fins diagnósticos são os qualitativos, representado pelas fitas reagentes.
      • Análise quantitativa, realizada através do sedimento urinário, com a realização do exame microscópico.
        • Outro exame habitualmente utilizado é a urocultura, que na maioria dos casos fornece o agente causador da infecção. Após a urocultura, realiza-se o antibiograma que fornecerá os antimicrobianos úteis a serem prescritos.
          • Exames por imagem (É a forma é mais utilizada nos casos de ITU complicada). Os mais importantes para o diagnóstico são: o ultrassom, urografia excretora, uretrocistografia miccional, cintilografia.
    • TRATAMENTO E PROFILAXIA
      • O conhecimento do local da resistência bacteriana é muito importante na orientação da escolha dos antibióticos para tratamento dos pacientes.
        • Na maioria das infecções do trato urinário identificadas é prescrito antibiótico.
          • Quando se trata do primeiro episódio de ITU adquirida fora do ambiente hospitalar, a prescrição é de sulfonamidas . As sulfonamidas agem por inibição da síntese dos ácidos nucléicos, impedindo a multiplicação bacteriana. O uso simultâneo de sulfonamidas com trimetoprima resulta na inibição das etapas metabólicas sequenciais e possível sinergismo antibacteriano .
            • Quando se trata de cistite não complicada, as quinolonas ácido nalidíxico, ácido pipemídico, norfloxacina, ciprofloxacina, lomefloxacina, ofloxacina e pefloxacina), podem ser prescritas, pois, seu modo de ação envolve a inibição da síntese bacteriana de DNA.
              • Em caso de cistite aguda é prescrito amoxicilina.

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre MECANISMOS DE RESISTÊNCIA BACTERIANA A ANTIBIÓTICOS NA INFECÇÃO URINÁRIA, criado por Paola Zandoná em 26-03-2018.
Criado por
Paola Zandoná
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