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Mapa mental

FASE PÓS-OPERATÓRIa

Isabele Dantas Português

FASE PÓS-OPERATÓRIa

Conteúdo do mapa

FASE PÓS-OPERATÓRIa

  1. inicia e termino

    • avaliação de acompanhamento do ambiente clínico ou em casa
      • conceito de alta: é a total recuperação que induziu no intra.
      • pós-operatório tardio: 8 dias
    • admissão na URPA
  2. atividades de enfermagem

    • manutenção de vias aéreas pérvias, monitorização dos sinais vitais, avaliação do agente anestésico, avaliação do pct para complicações e fornecer alívio para a dor
    • Avaliação inicial
      • consiste na avaliação inicial
        • tudo que descobriu no pré-operatório e que foi induzido no intra-operatório e agora avaliar no pós
          • avalia primeiramente
            • permeabilidade das vias aéreas e função respiratória
              • seguida de
                • exames de função cardiovascular, condição do sítio cirúrgico e a função do SNC
                • depois da avaliação inicial
                  • sinais vitais e estado físico geral são observados a cada 15 minutos
                    • FASE 1: sinais vitais de 15 em 15 minutos na 1°hora
                    • FASE 2: sinais vitais de 30 em 30 minutos na 2 hora, após junto ao nível de consciência
                      • ALTA somente na 2° hora (fase)
            • é essencial avaliar
              • saturação de O2, frequência e regularidade do pulso, profundidade das respirações, coloração da pele, nível de consciência e capacidade de responder aos comandos
      • 1) Vias aéreas permeáveis
        • objetivo principal no pós- imediato
          • manter a ventilação pulmonar evitando a HIPOXEMIA e HIPERCAPNIA
            • via aérea obstruída e ventilação reduzida (hipoventilação)
              • ambas acontecem quando a via aérea está (...)
              • obstrução hipofaríngea
                • Queda de língua = obstrução hipofaríngea (EB gosta de utilizar o termo)
                • tira a permeabilidade das vias aéreas, pois na entrada de ar tem a língua obstruindo
                  • sinais de obstrução
                    • sufocação
                    • respirações ruidosas e irregulares
                    • escores diminuídos de saturação de O2
                    • coloração azulada e mosqueada (cianose) da pele
                  • o movimento do diafragma e tórax não indica necessariamente que o pct está respirando, deve-se colocar a mão sobre o nariz ou a boca para verificar saída de ar
                • tratamento
                  • inclinar a cabeça para trás e empurrar para diante o ângulo da mandíbula, para abir vias aéreas
                    • HIPEREXTENSÃO do pescoço; se persistir utiliza a CÂNULA DE GUEDEL (retira quando volta a CONSCIÊNCIA)
                  • cânula de guedel mantém a permeabilidade da via evitando a queda da língua
                    • RETIRA QUANDO VOLTA A CONSCIÊNCIA
                  • secreção excessiva de muco ou aspiração de vômito = lateraliza o pct para a saída da secreção
                    • a dificuldade respiratória pode decorrer de secreção excessiva de muco ou aspiração de vômito.
                    • aspiro com sonda de aspiração (introduzida na nasofaringe ou orofaringe até uma distância segura de 15 a 20 cm)
                      • pacientes que se submeteram a cirurgias da cavidade oral ou faringe deve ter cuidado com a aspiração pelo risco de SANGRAMENTO.
                      • obst. por MUCO, aspiração paciente inconsciente
                        • consciente TOSSE
                        • estava consciente e volta a inconsciência, pode ser SANGRAMENTO
                  • cabeceira elevada a 15 a 30° (exceto quando contraindicado)
                    • para melhorar a EXPANSÃO
            • além de adm O2 (prescrito) o enfermeiro deve avaliar
              • frequência respiratória e profundidade das respirações
                • saturação de O2
                  • sons respiratórios
      • 2) Manter a estabilidade cardiovascular
        • para monitorar o estado cardiovascular deve-se
          • avaliar continuamente os estado mental (nível de consciência, reflexos, respostas neurológicas), os sinais vitais, ritmo cardíaco, temperatura, coloração e umidade da pele, débito urinário
            • A pressão venosa central, pressão da artéria pulmonar pode ser monitorada caso sejam requeridas.
            • chegar permeabilidade do acesso venoso, caso necessitar infusão de emergência
        • principais complicações
          • hipotensão arterial
            • choque
              • Tipos de choque: Hipovolêmico, cardiogênico, neurogênico, anafilático e séptico.
              • Sinais clássicos do choque HIPOVOLÊMICO (tipo mais comum): palidez, pele fria e úmida, respiração rápida, cianose de lábios, gengivas e língua, pulso fraco, rápido e filiforme, estreitamento da pressão de pulso (pressão de pulso- diferença entre pressão sistólica- seu estreitamento indica geralmente HIPOVOLEMIA), urina concentrada. **na apostila, página 9** como evitar o choque hipovolêmico !!!
              • A instabilidade hemodinâmica pode aparecer através da DOR pós-operatória : o pct deve ser mantido aquecido, NÃO podendo elevar muito a temperatura, pois o aquecimento excessivo promove vasodilatação periférica e pode privar de sangue os órgãos vitais.
              • hemorragia
                • hipertensão
                  • arritmias cardíacas
                    • associadas aos distúrbios eletrolítico, função respiratória alterada, dor, hipotermia, estresse a agentes anestésicos
                      • pode ter sido por causa do HALOTANO (óxido nitroso não faz )
                  • comum no pós IMEDIATO
                    • secundário à estimulação do SNSimpático pela dor, hipóxia ou distensão vesical
                • complicação incomum, porém GRAVE, que pode resultar em MORTE
                  • é incomum no RPA, mas tem que procurar caso exista.
                  • pode-se apresentar de maneira insidiosa ou em caráter de emergência a qualquer momento do pós-operatório imediato ou vários dias depois da cirurgia
                    • No RPA se preocupa com o sangramento, porque pode dar alta sem conseguir identificar, por ex. o capilar, é o sangramento mais grave. Podendo sangrar na enfermaria, voltar ao centro cirúrgico para tirar o coágulo.
                    • capilar é o mais grave!
                    • medidas iniciais
                      • perda de sangue extrema, aumenta frequência de pulso, caimento de temperatura, e respirações rápidas e profundas; se não corrigir o quadro evolui para débito cardíaco diminuído, pressão sanguínea diminuída, nível de queda de hemoglobina, conjuntivas tornam-se pálidas, manchas aparecem na visão.
                      • transfundir sangue ou hemoderivados e determinar a causa da hemorragia
                        • inspecionar sítio cirúrgico e incisão quanto ao sangramento
                          • quando o sangramento é evidente, uma compressa de gaze é aplicada e o sítio do sangramento é elevado até o nível do coração; o pct é colocado na posição de choque (Tredelemburg modificado)
              • uma das mais complicações mais grave
                • pode resultar de
                  • hipovolemia e volume intravascular diminuído
            • pode resultar de
              • perda sanguínea, hipoventilação, alterações de posição, represamento do sangue nos membros ou efeitos colaterais dos medicamentos e anestésicos
                • causa
                  • perda de volume circulante devido à perda de sangue e plasma
                    • quando a perda é superior a 500 ml (principalmente quando a perda é rápida) a reposição geralmente é indicada
      • 3) Aliviar a dor e ansiedade
        • Aliviar a dor: analgésico opioides, porém são adm com critérios, e com frequência, por via IV na RPA.  Fornecem alívio IMEDIATO da dor e são de ação curta, minimizando o potencial para as interações medicamentos ou depressão respiratória prolongada, enquanto os anestésicos ainda estão ativos no organismo. O apoio emocional ao pct e família auxilia a aliviar a ansiedade.
      • 4) Controlar náuseas e vômitos
        • são COMUNS na RPA
          • comumente adm DURANTE a cirurgia ou quando necessário
          • pacientes de risco
            • mulheres, não-fumantes, história anterior de náuseas e vômitos em pós e cirurgias que demoram mais de 2 horas
        • Se for vomitar e está com a raquianestesia LATERALIZA a cabeça do paciente.
          • Na mais leve indicação de náuseas, o pct é colocado em DECÚBITO LATERAL para promover a drenagem da boca e evitar aspiração do vômito, o que pode provocar asfixia e morte.
        • ALERTA para RPA
          • no caso do pct idoso, a CONFUSÃO e o DELÍRIO afetam grande número de pcts.  A confusão pode ser causada pela dor, anestesia, hipotensão, febre, hipoglicemia, perda de líquidos, impactação fecal, retenção urinária (principalmente por BEXIGOMA) ou anemia. Fornecer hidratação adequada, reorientar o pct, reavaliar as doses de sedativo, anestésico e analgésico podem reduzir o risco de confusão.
          • delírio
          • confusão
  3. divide-se em

    • URPA
      • Unidade de Recuperação Pós-Anestésica O pcte para ir para a cirurgia já tem que estar com sua vaga reserva na URPA ou CTI
      • SÍTIO FUNCIONAL
        • EB cobra como SÍTIO FUNCIONAL !!!
        • localiza-se adjacente ao centro cirúrgico e recebe os pcts no pós-operatório ainda sob efeito de anestésico
      • critérios para admissão
        • recebeu anestesia geral
          • teve períodos de hipotensão na anestesia ou na cirurgia
            • teve grandes hemorragias graves ou existe o risco de tê-las novamente
              • sofreu acidente grave no ato operatório
                • foi submetido à cirurgia demorada (mais de 6 horas)
                  • utilização de morfina
        • a admissão começa a partir
          • da saída da sala cirúrgica acompanhado do anestesista
            • o profissional se mantém na cabeceira durante o transporte para garantir vias aéreas pérvias
              • o enfermeiro recebe as informações essenciais para elaboração do cuidado no pós:
                • procedimento cirúrgico realizado, anestesia (anestésico utilizado), perda de líquido ou sangue no decorrer da cirurgia, alterações significativas de sinais vitais, complicações encontradas (anestésicas ou cirúrgicas), condição pré-operatória (diabetes, hipertensão, alergias, ex.), considerações para o período pós-operatório imediato (tratamento da dor, reversões, parâmetros do ventilador)
    • ENFERMARIA
  4. ALTA DA URPA

    • Avaliação livro
    • Avaliação escala
      • Critério de alta igual ou superior a 7
    • PÓS ALTA da URPA
      • é levado para a enfermaria
        • Admitido pela enfermeira e recebendo as informações de todo histórico cirúrgico (pré, intra e pós operatório na PPA), complicações, medicamentos administrados, perdas sanguíneas e procedimentos realizados.
        • META NA ENFERMARIA
          • fazer de tudo que ele recupere TODAS as complicações, o mais rápido possível, naquele período de 8 dias (que é onde termina o pós-operatório), se não ele vira pct CLÍNICO
            • durante as primeiras 24h da cirurgia, o CUIDADO de enfermagem envolve
              • ajudar o pct se recuperar da anestesia, monitorar as complicações, tratar a dor, auxiliar a recuperação do autocuidado, preparando-o para a alta domiciliar
            • nas primeiras horas após a admissão na unidade clínica, as principais PREOCUPAÇÕES são
              • ventilação adequada, estabilidade hemodinâmica, dor incisional, integridade do sítio cirúrgico, náuseas e vômitos, estado neurológico e micção espontânea
                • sinais vitais
                  • 2° hora: cada 30 minutos
                    • se permanecer estáveis, a verfificação segue a rotina do hospital.
                  • 1 hora: registrados a cada 15 minutos
                • temperatura
                  • a cada 4 horas durantes nas primeiras 24 horas
                • deambulação precoce
                  • É um OBJETIVO nesta etapa!
                  • reduz risco de complicações no pós:
                    • atelectasia, pneumonia hipostática, desconforto gastrointestinal, problemas circulatórios
                  • previne
                    • Por impedir a estase circulatória ao aumentar a velocidade da circulação nos membros, a deambulação precoce ajuda a prevenir a tromboflebite e flebotrombose
                    • tromboflebite e flebotrombose
                  • caso não possa
                    • exercícios de expansão pulmonar e movimentos dos membros inferiores
  5. COMPLICAÇÕES

    • de acordo com o que trabalho no pré-operatório
    • Metas
      • Promover a cicatrização da ferida cirúrgica
      • Tratar a função gastrointestinal
      • Controlar a eliminação urinária
      • Complicações potenciais
    • Metas
      • Evitar complicações respiratórias - HIPÓXIA
        • Atelectasia
          • é colabamento dos alvéolos
            • colabamento dos PULMÕES é PNEUMOTÓRAX e HEMOTÓRAX.
            • expansão incompleta do pulmão ou parte dele que ocorre dentro de 48h da cirurgia. É atribuída à ausência de respirações profundas periódicas. Um tampão mucoso fecha um bronquíolo, fazendo com que os alvéolos distais ao tamponamento sofram colapso. 
            • os sintomas podem estar ausentes ou se manifestar através da taquipneia branda a grave, taquicardia, tosse, febre, hipotensão e sons respiratórios diminuídos no lado afetado
        • Boncopneumonia
          • ou Pneumonia
            • é a inflamação dos alvéolos, geralmente com produção de MUCO, que pode ser de base pulmonar ou de ápice pulmonar
              • Consiste em uma resposta inflamatória na qual o material celular substitui o gás alveolar. No paciente pós-cirúrgico, o germe mais comum é o gram-negativo em virtude do comprometimento dos mecanismos de defesa orofaríngeos. Os fatores predisponentes podem ser a atelectasia, infecção respiratória alta, secreções intensas, broncoaspiração, intubação prolongada, história de fumo, imunodepressão
              • ver por raio x e avaliação por ausculta
        • Embolia Pulmonar
          • é o deslocamento do trombo fechando a artéria pulmonar e a troca gasosa inalterada
            • causada pela obstrução de uma ou mais arteríolas pulmonares por um êmbolo que se origina em algum lugar no sistema venoso. No pós-operatório, os êmbolos se originam, freqüentemente, nas veias pélvicas ou ileofemorais, antes de se desprenderem.  A embolia pulmonar envolve risco de vida devendo o enfermeiro intervir imediatamente)
            • sintomas: dores agudas e penetrantes no tórax, ansiedade e cianose, dilatação pupilar, sudorese profunda, pulso rápido e imperceptível, dispnéia, taquipnéia e hipoxemia, atrito pleural
      • Alívio da dor
        • deve ser avaliada quanto ao tipo, duração e adm analgésicos prescritos
          • considerada complicação quando não consegue ser controlada com analgésicos
            • classificada como desconforto pós-operatório
          • analgésicos opióides
            • são normalmente prescritos para dor e agitação pós-operatória.
            • Para cirurgia torácica, ortopédica, obstétrica ou abdominal importante, determinados analgésicos opióides podem ser administrados por infusão epidural, proporcionando respostas analgésicas melhores que as da administração parenteral. 
            • os opioides NÃO tratam a dor, eles tiram o SNC daquele momento da dor aguda, o paciente fica mais relaxado para não fazer hipertensão e ataque ansiedade.
            • dor e agitação pós-operatória
            • conduta preventiva (adm rotineira) no lugar do quando necessário é mais efetivo no controle da dor
              • A preocupação com eventuais riscos (depressão respiratória, por exemplo) a esta prática de se administrar de rotina esta droga não encontra base na fármacodinâmica dos opióides, desde que feito com absoluto controle de tempo e em prazo curto
            • a dosagem depende se o pct é fumante ou não
              • fumantes doses maiores = alvo de maior observação
            • anti inflamatório
      • Promover estabilidade hemodinâmica

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Informações

Descrição
Mapa Mental sobre FASE PÓS-OPERATÓRIa, criado por Isabele Dantas em 06-02-2019.
Criado por
Isabele Dantas
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