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Mapa mental

Cotidiano, Conhecimento e Crítica. Netto & Carvalho

Gabriela Verdan Serviço Social Português

Cotidiano, Conhecimento e Crítica. Netto & Carvalho

Conteúdo do mapa

Cotidiano, Conhecimento e Crítica. Netto & Carvalho

  1. Conhecimento da vida cotidiana: fonte de conhecimento e prática social

    • Nossa prática como assistentes sociais se faz na vida de todos os dias dos grupos sociais oprimidos
  2. 1º Vida Cotidiana: o centro de atenção de hoje

    • Vida Cotidiana, é sobretudo o centro de atenção do Estado e da produção capitalista;
      • Para a produção capitalista, tratasse de uma base de rentabilidade êconomica inesgotável
        • Espaço modelado (pelo Estado e Capitalismo) para erigir o homem em robô
          • Fonte de exploração, espaço a ser controlado, organizado e programado
  3. 2º O que é via cotidiana?

    • É aquela vida dos mesmos gestos, ritos e ritmos de todos os dias
      • As regularidades da vida cotidiana se distinguem em cada época histórica
        • É heterogênea e também hierárquica.
          • Se altera em função de valores de uma dada época histórica
            • A vida cotidiana é o conjunto de atividades que caracteriza a reprodução dos homens singulares que, criam a possibilidade da reprodução social
        • História: continuidade de valores
  4. 3º A vida cotidiana em nosso mundo: algumas questões relevantes

    • A revolução passiva do pós guerra
      • Virada significativa das estruturas sociais, dos processos de acumulação capitalista, das estruturas e relações sociais de dominação
        • A classe dominante pare se manter no poder revoluciona suas próprias bases materiais e políticas
          • uma teoria da subalternidade social e política que excede o campo classista da exploração de classe
            • O pensamento Keynesiano forneceu as bases teóricas a este processo de revolução passiva
              • Estado-Providência
      • as relações de dominação e poder tomam uma forma corporativista, funcional, triangular (sindicatos, Estado, burguesia monopolista)
        • Pacto social com as classes trabalhadoras, expansão e fortalecimento do Estado-Providência
          • forte expansão das funções do Estado: funções de mediação entre capital e trabalho
            • Evolução de um capitalismo selvagem para um capitalismo transnacional, monopolista
        • despolarização das relações capital/trabalho e Estado/ Classe dominante, com o fortalecimento das relações classe trabalhadora/Estado
        • Um mundo partido, fragmentado passível de alianças mercantis e políticas onde o poder econômico sobrepuja quaquer outro ingrediente possível nessa relação
      • Permitiu uma plena expansão da economia, da técnica, do saber científico e do progresso, introduziu uma melhoria real das condições de vida das classes trabalhadoras, consagrou uma série de conquistas trabalhistas e produziu maior equidade social nos países capitalistas desenvolvidos
        • Mas ao mesmo tempo introduziu novas contradições e efeitos perversos, por exemplo a desigualdades gritante entre países desenvolvidos e o Terceiro Mundo
          • O esvaziamento progressivo do exercício da cidadania;
            • a substituição quase total de um processo de solidariedade espontânea por um de solidariedade mecânica emanada do Estado;
              • Perda de visibilidade dos valores essenciais ao desenvolvimento do homem enquanto ser singular e social e, com eles, a perda de referencias para a transformação da sociedade.
      • A voz das bases trabalhadoras, a voz do coletivo, perdeu muito de sua importância à medida que um processo ativo de negociações sociais passou a operar via Estado e de forma corporativista. Com esse mecanismo, um processo democrático de "baixo para cima" se converteu, progressivamente, em processo democrático de "cima para baixo".
        • É assim que as bases perderam também progressivamente seu alimento vivo que é a reflexão e a participação real no processo de construção da sociedade
          • Por outro lado o Estado moderno reificou seu complemento fundamental: o indivíduo e, com ele a afirmação do indivíduo total, descartando o coletivo e atomizando o social
            • O cidadão deixa de ter significado e expressão
              • Passividade, individualismo exacerbado, ainda não se reconheceram como coletivos oprimidos, inibição de um pensamento inovador capaz de fornecer a motivação, a pouca visibilidade dos valores fundamentais à emergência do ser total
                • O ritmo da modernização é tal que parece que nada de antigo se mantém e nada de novo chega a criar raízes
                  • A alienação contamina e sufoca a vida cotidiana, na objetivação do trabalho, na objetivação das relações sociais
    • Sagrado e o espiritual no cotidiano: motores de transformação
  5. 4º O cotidiano e a prática social dos assistentes sociais

    • É na vida cotidiana que se consolidam, se perpetuam ou se transformam, no mundo moderno, as condições de vida mais amplas. E é nela e sobre ela que realizamos nossa prática.
      • O assistente social é um dos mediadores privilegiados na relação entre população dominada, oprimida ou excluída, e o Estado
        • Um caráter eminentemente político
        • A mediação se refere a processos existentes na realidade objetiva, presentes nas relações que ocorrem entre partes, forças e fenômenos de uma totalidade
          • É preciso compreender que forças e relações contraditórias existem e coexistem no processo, na totalidade, produzindo o movimento
            • Duas dimensões: a de usuários dos serviços do Estado e a de satisfação de necessidades
              • A provisão ou negociações da provisão das necessidades básicas da população pauperizada é uma das funções do Serviço Social
                • O assistente social atua no cotidiano dos grupos sociais oprimidos, introduzindo, na maioria das vezes, mesmo sob a roupagem de uma ação revolucionária, o progresso, o conforto, como fins em si próprios
                  • Confiança social, os indivíduos e grupos estão deixando de creditar confiança no saber teórico, nas ideologias, nas grandes instituições, no Estado, a confiança parece ser creditada no próximo, no local, nas pequenas organizações que os próprios indivíduos controlam e, proque controlam, parecem escapar de manipulações maiores
                    • Práxis Social, uma direção mais profunda e global. Um nível superior de consciência, que se expressa em ação criadora, transformadora, realizante. É a expressão do sujeito coletivo.
                      • Uma práxis social é sempre movida por uma visão de homem-mundo

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  • Cotidiano, Conhecimento e Crítica. Netto & Carvalho
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Descrição
Serviço Social Mapa Mental sobre Cotidiano, Conhecimento e Crítica. Netto & Carvalho, criado por Gabriela Verdan em 26-12-2014.
Criado por
Gabriela Verdan
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