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Mapa mental

Acalasia e megaesôfago

Brenda Dias Araujo Português

Acalasia e megaesôfago

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Acalasia e megaesôfago

  1. Doença de Chagas

    • Tem como agente etiológico o Trypanossoma Cruzi, o verto é o barbeiro/ inseto triatomíneo, que se presentas nas formas amastigota, tripomastigota e epimastigota.
    • Pode ser transmitida por meio vetorial, vertical, via oral entre outros. Além de te uma fase aguda e uma fase crônica que esta se apresenta na forma clínica cardíaca, digestiva e mista.
    • Ciclo
    • Epidemiologia
      • Nos países onde a D. de Chagas é endêmica, mais pessoas são acometidas pela doença, sendo predominante no sexo masculino. Ocorre em qualquer faixa etária, mas predomina mais entre 20-40 anos.
  2. Conceito

    • A acalasia (AC) é o distúrbio mais completo da musculatura lisa, pois tem falta de relaxamento do EEI à deglutição e ausência de peristaltismo no esôfago. O megaesôfago é justamente a acalasia ocasionada pela Doença de Chagas.
  3. Epidemiologia

    • A acalasia idiopática é incomum. A distribuição quanto ao sexo é praticamente igual, além de poder acontecer em qualquer idade. É mais diagnosticada em pessoas entre 30-60 anos.
    • Costuma ser prevalente em populações com baixas condições socioeconômicas
  4. Manifestações clínicas

    • Disfagia (queixa mais comum) à deglutição de líquido e sólidos, regugitação, pirose, soluços, sialose, tosse, emagrecimento, dor torácica, sialorreia
  5. Diagnóstico

    • Classificação do megaesôfago através da esofagografia (exame radiológico do esôfago)
      • A maioria dos pacientes se apresenta com megaesôfago não avançado (graus I e II).
      • Achados: retardo do meio de contraste, ausência de peristalse do órgão com ou sem contrações terciarias, JEG afilada (aspecto de rabo de rato ou bico de pássaro) e os diferentes graus de dilatação esofágica.
    • Esofagomanometria (padrão-ouro)
      • Realizada para avaliar o relaxamento e pressão do EEI pré e pós tratamento. Serve para orientar o local de posicionamento do cateter da PHmetria prolongada, quando este for necessário
    • Endoscopia digestiva alta
      • Importante para a exclusão de alteração orgânica como causa da disfagia. Também pode avaliar as complicações do megaesôfago
    • Outros exames: PHmetria esofágica; Manometria de alta resolução; Ultrassonografia intraluminal de alta frequência.
  6. Tratamento

    • Farmacológico: medicamentos que relaxam a musculatura lisa para alívio da disfagia, como dinitrato de isosaorbida ou nefipidina
    • Medidas higieno-dietéticas, aconselhamento e educação em saúde, adequação em saúde
    • Toxina botulínica (tipo A)
    • Dilatação por balão
    • Cirúrgico (laparotomia, cirurgia endoscópica, cirurgia robótica, videolaparoscopia)
  7. Etiologia

    • A causa da AC idiopática é desconhecida, ao passo que a AC secundária decorre de patologias que geram anormalidades motoras esofágicas semelhantes ou idênticas à da idiopática. Vale ressaltar que a AC secundária decorre principalmente da Doença de Chagas.
  8. Complicações

    • Neplasias
      • Um dos possíveis fatores responsáveis pelo desenvolvimento da neoplasia do esôfago seria a estase do bolo alimentar, na porção distal do órgão, por causa da esofagite que esta estase desencadeia. Ademais, outro fator seria a regurgitação, visto que ela induz a irritação crônica da mucosa, que pode estar associada ao tratamento inadequado do megaesôfago.
    • Pode haver ruptura do esôfago, perfuração e hemorragia do esôfago após a dilatação forçada
  9. AC chagásica

    • Alteração esofágica proveniente de área endêmica de doença de Chagas/ redução do número de células nervosas do plexo mioentérico pela atuação dos parasitos: nerotóxica (substâncias neurolíticas liberadas da forma amastigota destroem o neurônio) e autoimune (liberação de antígenos a partir da forma amastigota, que se depositam nas células neuronais, sensibilizando-as, seguido de resposta imunológica com liberação de autoanticorpos)
  10. AC idiopática

    • Relativamente incomum/ 8 a 14% das causas de disfagia nos países em que não existe a doença de Chagas/ teoria de etipatogênia infecciosa ( sarampo, pólio e varicela- zóster) e associação com doenças neurológicas
  11. Referências

    • * PAJECKI, Denis et al. Megaesophagus microbiota and carcinogenesis. Arquivos de Gastroenterologia, v. 40, n. 1, p. 16-19, 2003. * Gastroenterologia essencial. 2. ed. Rio de Janeiro (RJ): Editora Guanabara Koogan, 2017. * Neves, DP. Parasitologia Humana, 11ª ed, São Paulo, Atheneu, 2005. * BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo * Patologia. 9.ed. Rio de Janeiro. * Rogelio Lopez-Velez.. Chagas gastrointestinal disease. UptoDate. 2020. Available: https://www.uptodate.com/contents/chagas-gastrointestinal-disease * CAVALCANTE, Andressa Silva et al. Doença de Chagas e suas complicações: uma revisão de literatura. Mostra Interdisciplinar do curso de Enfermagem, 2019. * KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; FAUSTO, N.; MITCHELL, R. N. Robbins. Patologia básica. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

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Mapa Mental sobre Acalasia e megaesôfago, criado por Brenda Dias Araujo em 21-09-2020.
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