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Papilomavírus Humano

Conteúdo do mapa
Papilomavírus Humano
Definição e Etiologia
- HPV
- Vírus de DNA
- Não cultivável
- Não envelopado
- Tropismo por células basais do epitélio
- Causa infecções na pele e nas mucosas
- Genital
- Oral
- Laringe
- Esôfago
- Tipos mais oncogênicos
- 16, 18, 31 e 33
- Infecção pelo HPV
- Clinicamente
- Lesões
- Podem ser únicas ou múltiplas
- Podem ser difusas ou localiazdas
- Tamanho variável
- Lesões
- Morfologicamente
- Pápulas circunscritas
- Hiperquerotósicas
- Ásperas
- Indolores
- Clinicamente
- HPV
Epidemiologia
- Aspectos gerais
- Em todo o mundo, o HPV-16 e o HPV-18 causam 70% dos carcinomas espinocelulares do colo e 85% dos adenocarcinomas do colo
- O HPV-16 e o HPV-18 causam quase 90% dos cânceres anais em todo o mundo
- A infecção por HPV oncogênico é necessária para o desenvolvimento do câncer de colo, mas apenas cerca de 3 a 5% das mulheres infectadas desenvolverão esse câncer, mesmo na ausência de rastreamento citológico
- Estudo no Brasil
- Estudo POP - Brasil
- Realizado em 2018 pelo Ministério da Saúde e colaboradores
- Amplitude nacional
- Perfil dos pesquisados
- Idades de 16 a 25 anos
- Maioria pertencente a Classe C
- Mais da metade das pessoas se autodeclararam pardos
- Resultados
- Prevalência positiva para HPV de 53,6% entre a população que participou da pesquisa
- Dos infectados, 38,4% possuía o HPV considerado de alto risco
- A maior incidência foi na região nordeste (58,09%) e a menor incidência foi na região sul (49,68%)
- A capital com maior incidência foi Salvador - BA, com 71,9%
- A capital com menor incidência foi Recife - PE, com 41,2%
- Conclusões
- Ao comparar os dados, alguns fatores merecem destaque na determinação da incidência de HPV
- Escolaridade
- Etnia
- Classe econômica
- Acesso à informação
- Número de parceiros
- Ao comparar os dados, alguns fatores merecem destaque na determinação da incidência de HPV
- Estudo POP - Brasil
- Aspectos gerais
Transmissão
- Horizontal
- Via sexual
- Oral-genital, genital-genital ou manual-genital
- É a principal forma de contágio
- Compartilhamento de objetos íntimos
- Via sexual
- Vertical
- Durante o parto
- Intrauterina
- Durante a gestação
- Aleitamento materno
- É muito raro
- Não se deve deixar de amamentar
- Horizontal
Manifestações Clínicas
- Somente 5% das pessoas infectadas pelo HPV tendem a desenvolver alguma manifestação
- Diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV
- Multiplicação do HPV provoca o aparecimento de lesões
- Manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e pessoas com imunidade baixa
- Diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV
- As primeiras manifestações tendem a aparecer entre dois e oito meses
- Podem demorar até 20 anos para aparecer algum sinal de infecção
- Infecção pode ser clínica ou subclínica
- Infecções clínicas
- Formação de verrugas / "condilomas acuminados" / "crista de galo" / "figueira" / "cavalo de crista"
- Aspecto de "couve-flor"
- Podem ser únicas ou múltiplas
- Achatadas ou papulosas (elevadas e sólidas)
- Tamanho variável
- Podem aparecer no colo do útero, vagina, vulva, regiões pubiana, perineal e perianal, ânus, bola escrotal, conjuntivas e mucosas nasal, oral e laríngea
- Normalmente são causadas por tipos de HPV cancerígenos
- Formação de verrugas / "condilomas acuminados" / "crista de galo" / "figueira" / "cavalo de crista"
- Infecções subclínicas
- Não visíveis ao olho nu, apenas na colposcopia, vulvoscopia e peniscopia
- Podem ser encontradas nos mesmos locais, mas não apresentam nenhum sinal ou sintoma
- Podem ser causadas por tipos de HPV de baixo e de alto risco para o desenvolvimento do câncer
- No colo do útero
- Lesões Intra-epiteliais de Baixo Grau / Neoplasia Intra-epitelial grau I (NIC I)
- Reflete apenas a presença do vírus
- Lesões Intra-epiteliais de Alto Grau / Neoplasia Intra-epitelial graus II e III (NIC II ou III)
- Lesões precursoras do câncer do colo de útero
- Lesões Intra-epiteliais de Baixo Grau / Neoplasia Intra-epitelial grau I (NIC I)
- Infecções clínicas
- Crianças infectadas no momento do parto podem desenvolver Papilomatose Respiratória Recorrente
- Lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe
- Somente 5% das pessoas infectadas pelo HPV tendem a desenvolver alguma manifestação
Tipos de HPV
- A classificação dos papilomavírus se baseia na espécie de origem e no grau de relação dos genomas virais
- Para que seja feita a classificação compara-se a sequência de nucleotídeos do seu genoma viral
- Até o momento, foram caracterizados cerca de 100 tipos de HPVs
- Existe um grande número de tipos de HPV cuja sequência genética ainda não foi obtida por métodos convencionais
- Considera-se um novo tipo de HPV quando o seu genoma apresenta variações maiores que 10% nos genes L1, E6 e E7 e quando se comparam com qualquer tipo de HPV previamente conhecido
- Até o momento, foram caracterizados cerca de 100 tipos de HPVs
- Gêneros diferentes de HPVs compartilham menos de 60% de similaridade na sequência de nucleotídeos
- Diferentes espécies virais dentro de um mesmo gênero dividem de 60% a 70% de similaridade
- Para que seja feita a classificação compara-se a sequência de nucleotídeos do seu genoma viral
- São agrupados em 5 gêneros
- Alfapapilomavírus
- Neste grupo estão os HPVs com tropismo para epitélio genital, mas alguns tipos pertencentes a este gênero causam verrugas comuns
- Encontram-se os tipos de HPVs de alto risco para câncer de colo de útero, como os HPVs 16 e 18 e tipos de baixo risco, como os HPVs 6 e 11.
- Destaca-se também o HPV 7, associado a verrugas cutâneas em açougueiros e manipuladores de carne, aves e peixes
- Neste grupo estão os HPVs com tropismo para epitélio genital, mas alguns tipos pertencentes a este gênero causam verrugas comuns
- Betapapilomavírus
- Este grupo engloba cinco diferentes espécies
- Os HPVs 5 e 8 são os tipos mais comumente identificados na pele de indivíduos com epidermodisplasia verruciforme (EV)
- Encontram-se HPVs cutâneos detectados na pele da população geral sem lesões
- Este grupo engloba cinco diferentes espécies
- Gamapapilovírus
- Essa grupo abrange cinco espécies diversas com sete tipos diferentes que causam lesões cutâneas: HPVs 4, 48, 50, 60, 88, 65, 95.
- Mupapilovírus
- Este grupo contém os HPVs 1 e 63. O HPV1 é o mais estudado e causa verrugas comuns e palmares
- Nupapilovírus
- Neste grupo classifica-se apenas uma espécie, o HPV 41
- Alfapapilomavírus
- Classificação histórica
- Os HPVs são agrupados de acordo com o seu tropismo tecidual e o sítio no qual foram inicialmente isolados
- Cutâneos
- Mucosos
- HPVs de baixo risco oncogênico
- HPVs de alto risco oncogênico
- Apenas as proteínas E6/E7 de HPVs de alto risco oncogênico são capazes de imortalizar queratinócitos humanos primários
- Genes E6 e E7 são responsáveis por imortalização
- Codificam proteínas associadas à malignização de lesões
- Essas proteínas estimulam a proliferação celular por interagir com as proteínas celulares p53 e pRb envolvidas no controle do ciclo celular
- Codificam proteínas associadas à malignização de lesões
- Associados a epidermodisplasia verruciforme
- Consiste em uma desordem genética rara
- Apresenta caráter autossômico recessivo
- Caracteriza-se pelo surgimento de verrugas cutâneas em qualquer parte do corpo
- Está relacionada à infecção disseminada de HPV
- Os HPVs são agrupados de acordo com o seu tropismo tecidual e o sítio no qual foram inicialmente isolados
- A classificação dos papilomavírus se baseia na espécie de origem e no grau de relação dos genomas virais
Exames e Diagnóstico
- Diagnóstico
- Realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo das lesões (clínicas ou subclínicas)
- Lesões clínicas
- Podem ser diagnosticadas por meio do exame clínico urológico (pênis), ginecológico (vulva/vagina/colo uterino), anal (ânus e região perianal) e dermatológico (pele)
- Lesões subclínicas
- Podem ser diagnosticadas por exames laboratoriais, como o exame preventivo Papanicolau (citopatologia), colposcopia, peniscopia e anuscopia, e também por meio de biopsias e histopatologia, a fim de distinguir as lesões benignas das malignas
- Lesões clínicas
- Realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo das lesões (clínicas ou subclínicas)
- Exames
- Exame de Papanicolau
- Mais acessível, porque é oferecido gratuitamente pela rede pública
- A amostra é analisada diretamente na lâmina
- Sujeito a erros humanos
- Ajuda a detectar células anormais no revestimento do colo do útero, que podem ser tratadas antes de se tornarem câncer
- Não é capaz de identificar a presença do HPV
- Exame molecular
- Não é de fácil acesso
- Capaz de identificar o DNA de diferentes tipos de HPV
- A análise é feita por um equipamento
- Exame de Papanicolau
- Diagnóstico
Fisiopatologia
- Aspectos Gerais
- A maioria das infecções por HPV são subclínicas e transitórias
- A infecção pelo HPV oncogênico é principal fator para o desenvolvimento do câncer cervical, mas não é suficiente
- A infecção persistente pelo HPV oncogênico é fator de risco na progressão para a neoplasia intraepitelial cervical (NIC) e para o câncer cervical invasivo
- Não é considerada “suficiente” porque a neoplasia não se desenvolve na maioria das mulheres infectadas
- Diversos cofatores influenciam no processo de carcinogênese
- Fatores intrínsecos do hospedeiro
- Sexo, idade, resposta imune, hábito de fumar, estresse, uso de anticontraceptivos orais por longo tempo, multiparidade, presença de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), presença de múltipla infecção por HPV etc.
- Fatores intrínsecos do próprio vírus
- Tipo viral, variante, carga viral, frequência e local de integração
- O risco oncogênico do vírus está relacionado ao comportamento de seu genoma no núcleo da célula hospedeira
- HPVs de baixo risco oncogênico tendem a manter o seu DNA íntegro, circular e epissomal,
- HPVs de alto risco oncogênico, a abrir seu DNA, sofrendo deleções e se integrando ao genoma da célula hospedeira
- Fatores intrínsecos do hospedeiro
- O câncer do colo do útero é uma doença de progressão lenta, sendo precedido por lesões precursoras denominadas neoplasias intraepiteliais cervicais (NICs)
- Estrutura Viral e Visão Geral Molecular
- O genoma do HPV é formado por
- Região de genes precoces (E)
- E1
- Associado à replicação viral
- E2
- Associado à transcrição e à replicação
- Regula a expressão dos genes E6 e E7
- E4
- Associado à maturação viral e à alteração da matriz intracelular
- E5, E6 e E7
- Envolvidos na transformação celular
- E1
- Região de genes tardios (L)
- L1 e L2
- Codificam as proteínas do capsídeo viral
- A proteína L1 é expressa após a L2 no ciclo de replicação viral e medeia a montagem dos vírions do HPV
- L1 e L2
- Região não codificadora (LCR)
- Localizada entre as regiões E e L (entre o fim de L1 e começo de E6)
- Não codifica proteínas, mas mantém o controle da transcrição do vírus
- Região de genes precoces (E)
- O genoma do HPV é formado por
- Ciclo Infeccioso
- Entrada no hospedeiro
- O HPV entra no hospedeiro por meio das microabrasões existentes decorrentes, por exemplo, da relação sexual
- Liga-se aos seus receptores (sulfatos de heparina), o que permite uma alteração na estrutura do capsídeo e a entrada do vírus por um lento processo de endocitose
- Fase de estabelecimento
- o HPV infecta as células do estrato basal através das microabrasões
- As células basais são responsáveis pela renovação epitelial por preservar a capacidade mitótica
- Elas se dividem e, posteriormente, são conduzidas a um processo de diferenciação, gerando células epiteliais maduras
- As células basais são responsáveis pela renovação epitelial por preservar a capacidade mitótica
- Libera o seu genoma viral para o interior do núcleo da célula hospedeira
- Inicia-se a síntese das proteínas virais iniciais, E1 e E2, para que o vírus consiga se replicar
- Inicia-se a replicação do genoma, obtendo cerca de 20 a 100 cópias por célula
- É favorecida a manutenção da forma epissomal (circular) pela atuação de E1 e E2
- o HPV infecta as células do estrato basal através das microabrasões
- Fase de manutenção
- Ainda no estrato basal, o DNA viral replica-se junto com o DNA da célula hospedeira, garantindo que o número de cópias permaneça igual nas células-filhas
- As proteínas E6 e E7 se expressam e conduzem à transformação celular, fazendo com que a célula tenha um ciclo de vida mais rápido e se divida com uma frequência maior
- As células vão cada vez mais aumentando em número e substituindo as células normais
- Parte delas migra para a camada superior e inicia o programa de diferenciação celular
- A outra parte continua se dividindo na camada basal e serve de reservatório de DNA viral para as divisões celulares posteriores
- Fase produtiva
- Ocorre nos estratos suprabasais
- As proteínas iniciais E1 e E2 promovem a amplificação do genoma viral
- E6 e E7 asseguram, através da interferência do ciclo celular, a manutenção das células diferenciadas do epitélio na fase S, permitindo o processo de amplificação
- Por fim, próximo ao estrato córneo ocorre a síntese dos antígenos L1 e L2
- Quando essas proteínas do capsídeo ficam prontas, elas se juntam no DNA do viral formando novas partículas virais, os vírions
- Esses vírions serão liberados durante a descamação do estrato basal, estando disponíveis para infectar um novo tecido
- Quando essas proteínas do capsídeo ficam prontas, elas se juntam no DNA do viral formando novas partículas virais, os vírions
- Entrada no hospedeiro
- Principais Eventos Envolvidos na Carcionegênese
- Integração do DNA viral ao DNA do hospedeiro
- A integração não é uma parte normal do ciclo de vida do HPV
- Nela, ocorrem grandes deleções do DNA viral acoplado a uma descontrolada expressão das oncoproteínas E6 e E7
- Para integrar-se ao DNA celular, é necessário que haja uma quebra no genoma viral, que ocorre nas regiões E1/E2
- O resultado dessa quebra é uma perda de função de E1 e E2, acompanhada de uma desregulação dos genes E6 e E7
- Transformação da célula hospedeira
- Perda da estabilidade da forma epissomal
- E6
- Associa-se à proteína p53, que regula a passagem pelas fases G1/S e G2/M
- Quando em excesso, causa degradação da p53 via proteassoma 26S, o que compromete a integridade do DNA replicado, causando danos ao DNA e instabilidade cromossomial
- O aumento da sua expressão causa transformação da célula hospedeira, imortalização da célula, proliferação celular, replicação do DNA defeituoso e acúmulo de mutações e inibição da resposta imune das células tumorais
- Também induz, de forma independente, a atividade da telomerase, ativando o promotor da telomerase transcriptase reversa
- Imortalização celular
- E7
- Associa-se à pRb, que regula a transição G1/S
- Quando em excesso, causa a inativação da função pRb por impedir a ligação desta ao fator de transcrição E2F
- Com o aumento da sua expressão, a inspeção do controle da transição da fase G1 para S é perdida e as células continuam a atravessar no ciclo celular, levando a uma proliferação celular descontrolada
- A rápida multiplicação celular acaba por levar ao acúmulo de mutações genéticas que podem dotar as células de novas características
- O resultado dessa quebra é uma perda de função de E1 e E2, acompanhada de uma desregulação dos genes E6 e E7
- A partir da integração, deixa de ser possível a síntese de proteínas tardias, impossibilitando a montagem de novos vírions
- A integração não é uma parte normal do ciclo de vida do HPV
- Evasão da resposta imune do hospedeiro
- Integração do DNA viral ao DNA do hospedeiro
- Aspectos Gerais
Prevenção
- Mudança comportamental
- Comportamentos de risco
- São atitudes, hábitos e/ou comportamentos que o indivíduo tem e que o coloca em maior risco de ter uma infecção por HPV
- Múltiplos parceiros sexuais
- Não utilizar preservativos durante toda e qualquer relação sexual
- O uso de preservativo impede 100% a contaminação pelo HPV?
- Apesar de prevenir a maioria das ISTs, o preservativo não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois muitas vezes as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha
- A camisinha feminina, que cobre também a vulva, é mais eficaz para evitar a infecção, se utilizada desde o início da relação sexual
- O uso de preservativo impede 100% a contaminação pelo HPV?
- Os quais são fortemente influenciados por questões culturais e/ou sistêmicas
- Portanto, para que ocorra mudança, é necessário diminuir os fatores de risco, ou seja, a vulnerabilidade que indivíduos e grupos populacionais apresentam
- Ampliar acesso à saúde, principalmente para os indivíduos e os grupos populacionais mais vulneráveis
- Ampliar o acesso a informação confiável sobre HPV, seus riscos e formas de transmissão
- Portanto, para que ocorra mudança, é necessário diminuir os fatores de risco, ou seja, a vulnerabilidade que indivíduos e grupos populacionais apresentam
- São atitudes, hábitos e/ou comportamentos que o indivíduo tem e que o coloca em maior risco de ter uma infecção por HPV
- Comportamentos de risco
- Rastreamento
- Rastreamento de casos
- Importante considerar alguns tópicos antes de implementar um rastreamento na saúde pública:
- Se a patologia é frequente na sociedade e tem importante morbidade e moratlidade
- Se os testes de rastreamento são simples, precisos, isentos de efeitos colaterais (incluindo efeitos psicológicos e sociais) e se eles são custo-efetivos
- Se existe um benefício em tratar a infecção antes que ela manifeste sintomas ou se pode esperar para iniciar o tratamento quando existirem sintomas
- Pelo SUS é possível realizar o exame de Papanicolau como forma de rastreamento
- Existem outros exames que podem ser realizados no rastreamento como anuscopia e genitoscopia, no entanto não são tão utilizados
- Importante considerar alguns tópicos antes de implementar um rastreamento na saúde pública:
- Rastreamento de casos
- Mudança comportamental
Vacinas
- Tipos de vacina
- Vacina bivalente
- HPV tipos 16 e 18
- A partir dos 9 anos
- 3 doses (0, 1, 6)
- Idade de vacinação pelo SUS
- Meninas de 9 a 14 anos
- Meninos de 11 a 14 anos
- Pessoas HIV+ podem receber a vacina até os 26 anos
- Vacina quadrivalente
- HPV tipos 6, 11, 16 e 18
- Dos 9 aos 45 anos
- 3 doses (0, 2, 6)
- Vacina nonavalente
- HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58
- Mulheres dos 9 aos 26 anos e homens dos 9 aos 15 anos
- 3 doses (0, 2, 6)
- Não é ofertada pelo SUS
- Vacina bivalente
- Há maior funcionalidade caso a imunização seja feita antes do início da vida sexual
- Quando não vacinar?
- Gravidez
- Alergia a algum componente
- Febre ou doenças agudas
- Redução do número de plaquetas e problemas de coagulação sanguínea
- Implicações sociais
- Masculinidade tóxica
- Machismo estrutural no controle do corpo da mulher
- Tipos de vacina
Tipos de NICs & Manifestações Clínicas Histológicas
- Histologia
- Aparecimento de células indiferenciadas na camada basal
- Tipos de NIC indicam percentagem do epitélio acometida
- Não indicam necessariamente o grau da neoplasia
- Para isso é interessante utilizar: NIC de alto grau, ou NIC de baixo grau
- Não indicam necessariamente o grau da neoplasia
- Classificadas de acordo com o grau de comprometimento epitelial e são caracterizadas pela perda gradual das funções celulares básicas, como o controle da divisão celular e capacidade de amadurecimento
- Tipos de NIC
- NIC 1
- Até 1/3 do epitélio
- Grandes chances de regredir
- NIC 2
- De 1/3 à 2/3 do epitélio
- NIC 3
- Acima de 2/3 do epitélio
- Pode evoluir para
- Carcinoma in situ
- Câncer invasivo
- NIC 1
- Histologia
Papel do Sistema Imune
- Mecanismos de evasão da resposta imune
- O HPV codifica as proteínas E6 e E7
- E6 se liga na p53
- Impede apoptose
- Sem citólise ou necrólise
- Impede apoptose
- E7 se liga na pRb
- Interrompe o ciclo celular normal
- Sem resposta inflamatória
- Assim, há pouca ou nenhuma liberação local de citocinas pró-inflamatórias, que são essenciais para a ativação e migração das células apresentadoras de antígeno
- Consequentemente, a viremia não ocorre, e quantidade mínima de vírus é exposta ao sistema de defesa, tornando-o praticamente invisível ao hospedeiro
- Assim, há pouca ou nenhuma liberação local de citocinas pró-inflamatórias, que são essenciais para a ativação e migração das células apresentadoras de antígeno
- Sem resposta inflamatória
- Interrompe o ciclo celular normal
- E6 se liga na p53
- O HPV inibe interferons do tipo 1
- O ciclo infeccioso viral é intra-epitelial
- Não há ativação de células dendríticas intra-epiteliais
- O HPV codifica as proteínas E6 e E7
- Resposta imune bem sucedida
- A maioria das infecções pelo HPV regride sem tratamento
- Devido à resposta imune celular bem sucedida, dirigida contra as proteínas precoces do vírus
- A maioria das infecções pelo HPV regride sem tratamento
- Mecanismos de evasão da resposta imune
Transativação Viral
- O que é?
- Processo pelo qual se estimula uma célula hospedeira a replicar os componentes genéticos de um vírus
- Concomitância HPV/HIV
- Pacientes HIV soropositivas apresentam maior prevalência de lesões HPV-induzidas
- Hipótese
- O gene TAT-1, em combinação com a proteína E2 (controle da transativação) do HPV oncogênicorealçaria a transativação da região da sequência regulatória do HPV
- Isso estimula a expressão dos genes do papiloma vírus, isso contribui para uma maior prevalência e persistência em pacientes soropositivos
- O gene TAT-1, em combinação com a proteína E2 (controle da transativação) do HPV oncogênicorealçaria a transativação da região da sequência regulatória do HPV
- Hipótese
- A infecção pelo HIV parece induzir a replicação do HPV, promovendo a reativação e sua persistência, além de tornar as lesões do colo do útero mais agressivas e com pior prognóstico
- Causa alterações na carga genética do papiloma vírus, aumentando sua agressividade
- Pacientes HIV soropositivas apresentam maior prevalência de lesões HPV-induzidas
- O que é?
Outras Lesões Causadas pelo HPV
- Todos os tipos de HPV possuem tropismo por
- células do epitélio escamoso estratificado
- mas há variações de afinidade com diferentes sítios anatômicos
- Tipos genitais de HPV podem ser detectados na pele e vice-versa
- mas há variações de afinidade com diferentes sítios anatômicos
- células do epitélio escamoso estratificado
- Todos os tipos de HPV possuem tropismo por
Tratamento
- Considerar: tamanho, número e morfologia da lesão
- Neoplasia intracervical
- NIC I - lesões de baixo grau
- Normalmente têm regressão espontânea
- Acompanhamento médico
- NIC II e III - lesões de alto grau
- Podem evoluir para um câncer invasor
- Remoção cirurgica
- Conização a frio com alça de LEEP
- Aumento do risco de aborto
- Conização a frio com alça de LEEP
- Remoção cirurgica
- Podem evoluir para um câncer invasor
- NIC I - lesões de baixo grau
- Lesões condilomatosas
- Crioterapia
- Destruição física por ciclos de congelamento e descongelamento
- Eletrocoagulação e laser ablativo
- Destruição física
- Podofilotoxina
- Induz necrose local
- Ácido triclororacético
- Crioterapia
Imagens e arquivos do mapa
Informações
- Descrição
- Mapa Mental sobre Papilomavírus Humano, criado por Universo Neuro em 14-10-2020.
- Criado por
- Universo Neuro
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