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Mapa mental

IST's

Andressa Eloi Português

Conteúdo do mapa

IST's

  1. Epidemiologia

    • Mais de 1 milhão ISTs são adquiridas/dia no mundo;
    • 357 milhões novas ISTs/ano – infecção por clamidia, gonorréia, sífilis, tricomoníase;
    • 500 milhões pessoas vivem com herpes no mundo;
    • 290 milhões mulheres tem infecção pelo HPV.
  2. Hepatites B e C

    • AGUDA: DOENÇA PERSISTE POR MENOS DE 6 MESES;
    • CRÔNICA: DOENÇA PERSISTE POR MAIS DE 6 MESES;
    • Sintomas
      • Cansaço e mal-estar, dor abdominal, febre, tontura, enjoo e vômitos, pele e olhos amarelados, urina clara e fezes escuras.
    • Diagnóstico
      • Exames de sangue. No caso das hepatites B e C, é preciso um intervalo de 60 dias para que sejam detectadas no exame;
      • Se praticou sexo desprotegido ou compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam;
      • Transmissão de mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação.
    • A hepatite é a inflamação do fígado e representa um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. No Brasil, as hepatites causadas pelos vírus B e C hepatites virais mais comuns, as pessoas podem desenvolver a doença através de transfusão sanguínea, uso de álcool e drogas, uso de alguns remédios e doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
    • Tratamento
      • A Hepatite B não tem cura. Entretanto, o tratamento disponibilizado no SUS objetiva reduzir o risco de progressão da doença e suas complicações, como cirrose, câncer do fígado e até morte. Não existe vacina contra a hepatite C. Além disso, toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites B e C, a aids e a sífilis.
  3. Transmissão

    • A principal forma de contágio é pelo sexo;
    • De mãe para filho;
    • Pelo contato de mucosas ou pele ferida ou machucada, com secreções corporais contaminadas;
    • Por transfusão de sangue ou transplante de órgãos.
  4. Sífilis

    • A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que acomete exclusivamente o ser humano. Podendo apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).
    • Sífilis congênita
    • Sintomas
      • Primária: Apresenta-se na forma de uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), aparecendo entre 10 a 90 dias após o contágio. Normalmente é indolor e não coça.
      • Secundária: Podem ocorrer manchas no corpo, abrangendo palmas das mãos e plantas dos pés. Aparecendo entre seis semanas e seis meses após a cicatrização da ferida inicial.
      • Latente: Neste período não se apresenta nenhum sinal ou sintoma.
      • Terciária: Pode surgir entre um a 40 anos depois do início da infecção. Costuma apresentar lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.
    • Diagnóstico
      • teste rápido de sífilis, que é ofertado pelo Sistema Único de Saúde. Caso esse seja positivo, uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para realização de um teste laboratorial para confirmar o diagnóstico.
    • Tratamento
      • O tratamento é prescrito após a avaliação médica, sendo a penicilina benzatina (benzetacil) o remédio de escolha. Cabe ressaltar que ambos os parceiros devem realizar o tratamento.
  5. HPV

    • A infecção por HPV é sexualmente transmissível (IST), atinge tanto homens quanto mulheres e provoca verrugas nas regiões genital e anal, podendo até desenvolver câncer, dependendo do tipo de vírus.
    • Sintomas
      • Lesões clínicas: verrugas que podem acometer vulva, vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis, bolsa escrotal, e região pubiana que, tecnicamente, são chamadas de condilomas acuminados e, popularmente, chamadas de “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”.
      • Lesões subclínicas: lesões não visíveis a olho nú, não apresentam sinais e sintomas. Podem ser causadas por tipos de HPV com baixo e alto risco para levar ao desenvolvimento de câncer
      • Os primeiros sintomas surgem 2 a 8 meses após a infecção pelo HPV, podendo demorar até 20 anos. A maioria das pessoas não apresenta sintomas.
    • Diagnóstico
      • Realizado através de exames clínicos a laboratoriais;
      • Para diagnosticar lesões clínicas: exame clínico urológico, ginecológico e dermatológico.
      • Para diagnosticar lesões subclínicas: exames laboratoriais como Papanicolau (citopatologia), colposcopia, peniscopia e anuscopia e biopsias e histopatologia.
    • Tratamento
      • Domiciliares: imiquimode (exceto na gestação), podofoloxotina;
      • A maioria das infecções em mulheres tem resolução espontânea, pelo próprio organismo, em aproximadamente 24 meses;
      • Ambulatoriais: ácido tricloroacético – ATA, podofilina (exceto na gestação), eletrocauterização, exérese cirúrgica e crioterapia.
  6. são infecções causadas, principalmente, através das relações sexuais sem o uso de preservativo com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.

    • A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passou a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissível (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.
    • são causados por vírus, por bactérias ou por protozoários.
  7. Fatores de Risco

    • Não utilização de preservativos
    • Relações sexuais com múltiplos parceiros
    • Falta de cuidados de higiene
    • Consulta tardia após surgirem os primeiros sinais ou sintomas
  8. HIV/AIDS

    • HIV é uma sigla para vírus da imunodeficiência humana, O vírus que pode levar à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).
    • Sintomas
      • gripe, como febre e mal-estar;
      • febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento;
      • doenças associadas ao enfraquecimento do organismo pela infecção;
      • Hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer são algumas das doenças que podem aparecer nesse período.
    • Os agentes causadores são os retrovírus: HIV-1 e HIV-2; Além da via sexual (esperma e secreção vaginal), o vírus pode ser transmitido pelo sangue (através da gestação, parto, uso de drogas injetáveis, transfusões e transplantes) e pelo leite materno.
    • ATENÇÃO: É dever do profissional manter o sigilo diagnóstico, de acordo com a decisão do paciente.
    • Tratamento
      • Os medicamentos antirretrovirais (ARV) servem para impedir a multiplicação do HIV no organismo.
    • Diagnóstico
      • é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral;
        • exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV.
  9. Prevenção

    • USO DE PRESERVATIVO SEMPRE;
    • Acompanhamento médico;
    • PREVENÇÃO COMBINADA;
    • Triagem de IST – HIV, sífilis, hepatite B/C.
  10. VÍRUS HERPES SIMPLES (HSV)

    • Diagnóstico
      • Análise de uma amostra retirada da ulceração;
      • Exames de sangue para a identificação de anticorpos contra o HSV também podem ser utilizados.
    • O herpes simples é um dos diversos tipos de herpesvírus. Essa infecção viral muito contagiosa é transmitida pelo contato direto com ulcerações ou, por vezes, com uma área afetada quando nenhuma ulceração estiver presente.
      • HSV-1
      • HSV-2
    • Tratamento
      • Medicamentos antivirais, como o aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, podem aliviar ligeiramente o desconforto e ajudar a resolver os sintomas. Porém, os medicamentos antivirais estão disponíveis somente com prescrição.
    • A infecção pode também ocorrer em outras partes do corpo, como no cérebro (uma doença séria) ou no trato gastrointestinal. É importante lembrar que depois da primeira infecção (primária), o HSV, da mesma forma que outros herpesvírus, permanece inativo (dormente ou latente) no organismo por toda a vida.
  11. TRICOMONÍASE

    • A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível, na maioria dos casos não há complicações sérias na mulher, mas pode facilitar a transmissão de outros agentes infecciosos como gonorreia e clamídia.
    • Sintomas
      • corrimento vaginal intenso de cor amarelo-esverdeado, podendo ser cinza, bolhoso e espumoso, acompanhado de mau cheiro (lembrando peixe).
    • Diagnóstico
      • Pode ser realizado através do relato dos sintomas por um profissional de saúde e por meio laboratorial, com observação do parasita no microscópio.
    • Tratamento
      • Através de antibióticos receitados pelo médico, tratando-se simultaneamente o parceiro sexual.
  12. CANDIDÍASE

    • Sintomas
      • placas brancas na mucosa oral conhecidas como aftas ou sapinhos, na região vaginal pode se encontrar prurido e secreção, ardor ou dor ao urinar e placas brancas ou acinzentadas.
    • Diagnóstico
      • O diagnostico é feito a partir da inspeção macroscópica através de endoscopia ou necropsia, ou microscopia (histologia ou citologia) em material obtido diretamente do tecido afetado e por meio do teste do pH vaginal.
    • São infecções oportunistas causadas por fungos do gênero candida albicans na pele ou tecido mucoso resultando em candidíase oral, candidíase vaginal intertrigo, onicomicose e paroníquia.
    • Tratamento
      • O Fluconazol para monilíase orofaríngea ou esofágica ou candidíase disseminada. Para a candidíase vulvovaginal recomenda se isoconazol, uso tópico, sob forma de creme vaginal durante 7 dias.
  13. REFERÊNCIAS:

    • - DA COSTA, Thais dos Santos et al. Escola, sexualidade, práticas sexuais e vulnerabilidades para as infecções sexualmente transmissíveis (IST). REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO-RevInt, v. 4, n. 1, 2017.
    • - VERONESI, Ricardo; FOCACCIA, Roberto. Tratado de Infectologia-2 Volumes-5ª Edição. Editora Atheneu, 2015.
    • - Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015.
    • - CIENTÍFICO, Conselho; BERMUDEZ, Beatriz Elizabeth Bagatin Veleda; DE CARVALHO, Aroldo Prohmann. Infecções Sexualmente Transmissíveis na Adolescência.2018.

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre IST's, criado por Andressa Eloi em 01-12-2020.
Criado por
Andressa Eloi
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