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O Arcadismo foi o principal movimento literário do século XVIII. Outros nomes dados ao estilo são Setecentismo ou Neoclassicismo
O movimento árcade foi fortemente influenciado pela cultura grega, latina e renascentista. A clareza e a harmonia nos temas e nas formas afastaram das produções literárias a linguagem rebuscada e confusa do Barroco. As antíteses e paradoxos do homem do século XVII passaram a dar lugar ao sujeito racional, que buscava a simplicidade e a racionalidade em suas obras.
no Brasil, teve como marco inicial o livro “Obras Poéticas”, de Cláudio Manuel da Costa, em 1768, e foi a principal tendência estética produzida no país na época, tendo seus principais autores presentes na cidade de Vila Rica, atual Ouro Preto, em Minas Gerais.
- O arcadismo no Brasil teve forte influência europeia, tanto por meio da apropriação de técnicas e temas típicos do arcadismo europeu quanto por meio de inspirações no Iluminismo francês. Em sua face lírica, os poemas árcades eram escritos segundo os seguintes preceitos latinos
- Inutilia truncat (cortar o inútil): Segundo esse preceito, a poesia deveria abandonar a linguagem rebuscada, típica do movimento estético anterior, o Barroco. Deixando para trás os paradoxos, antíteses e jogos sintáticos da arte barroca, o arcadismo prezava por uma linguagem simples e clara.
- Carpe diem (aproveitar o dia): Para os árcades, para que o homem atingisse a plenitude, era necessário viver o presente, em harmonia com a natureza, como um pastor de ovelhas ou um vaqueiro. A vida simples do campo e a possibilidade do ócio produtivo, ou seja, do respeito à necessidade de descanso para produzir grandes obras, eram muito valorizados no neoclassicismo.
- Fugere urbem (fugir da cidade): A cidade era vista, segundo a perspectiva dos árcades, como um espaço negativo, cheio de ilusões e conflitos, no qual o homem não poderia atingir sua plenitude. Por conta disso, seria necessário fugir do ambiente urbano.
- Locus amoenus (lugar ameno): Como uma espécie de resposta ao preceito anterior (fugere urbem), o locus amoenus aponta para o campo, espaço bucólico, como sendo o ideal para que o homem encontre sua plenitude, longe das ilusões e conflitos criados pela cidade
- Aurea mediocritas (equilíbrio do ouro): Segundo os escritores do arcadismo, uma vida de luxo e ostentação, típica dos ambientes urbanos, deveria ser evitada. O preceito Aurea mediocritas discorre justamente sobre essa visão de mundo, apontando que os poetas deveriam exaltar uma vida simples, sem miséria ou riqueza, mas com equilíbrio.
- O arcadismo foi a principal corrente literária do país durante o século XVIII, superando o Barroco e precedendo o movimento romântico. Os principais autores árcades e suas principais obras são:
- Tomás Antônio Gonzaga, que escreveu o livro lírico “Marília de Dirceu” (1792) e as satíricas “Cartas Chilenas” (1863); Cláudio Manuel da Costa, autor dos livros “Culto Métrico” (1749), “Munúsculo Métrico” (1751), “Epicédio” (1753), “Obras Poéticas de Glauceste Satúrnio (sonetos, epicédios, romances, éclogas, epístolas, liras)” (1768), “O Parnaso Obsequioso e Obras Poéticas” (1768), “Vila Rica” (1773) e “Poesias Manuscritas” (1779); Basílio da Gama, cujas obras são “Epitalâmio às núpcias da Sra. D. Maria Amália” (1769), “O Uraguai” (1769), “A declamação trágica” (1772), “Os Campos Elíseos” (1776), “Relação abreviada da República e Lenitivo da saudade” (1788) e “Quitúbia” (1791). Santa Rita Durão, que escreveu as obras “Pro anmia studiorum instauratione oratio” (1778) e “Caramuru” (1781).
- O arcadismo no Brasil teve forte influência europeia, tanto por meio da apropriação de técnicas e temas típicos do arcadismo europeu quanto por meio de inspirações no Iluminismo francês. Em sua face lírica, os poemas árcades eram escritos segundo os seguintes preceitos latinos
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- Mapa Mental sobre Digite seu texto aqui, criado por J G em 17-12-2020.
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