Mapa mental
Coronavírus
Conteúdo do mapa
Coronavírus
Os coronavírus pertencem à família Coronaviridae.
- O SARS-CoV-2 é um vírus de ácido ribonucleico (RNA), cujo material genético é representado por uma única molécula de RNA positivo (RNA+).
- Todo o seu genoma contém menos de 30.000 nucleotídeos, cada um deles formado por uma molécula de açúcar (ribose), um ácido fosfórico e uma base nitrogenada. Por ser um vírus RNA, as bases nitrogenadas são adenina, citosina, guanina e uracila. Aproximadamente 29 diferentes proteínas virais são identificadas; entre elas, as mais relevantes são a glicoproteína de pico, reconhecida como proteína S, e a proteína N, do nucleocapsídeo viral
- A glicoproteína de pico permite a entrada do vírus na célula hospedeira pela ligação ao receptor celular e à fusão da membrana. A proteína do nucleocapsídeo, por sua vez, regula o processo de replicação viral.
- Todo o seu genoma contém menos de 30.000 nucleotídeos, cada um deles formado por uma molécula de açúcar (ribose), um ácido fosfórico e uma base nitrogenada. Por ser um vírus RNA, as bases nitrogenadas são adenina, citosina, guanina e uracila. Aproximadamente 29 diferentes proteínas virais são identificadas; entre elas, as mais relevantes são a glicoproteína de pico, reconhecida como proteína S, e a proteína N, do nucleocapsídeo viral
- O SARS-CoV-2 é um vírus de ácido ribonucleico (RNA), cujo material genético é representado por uma única molécula de RNA positivo (RNA+).
São vírus com RNA linear não segmentado e seu nome se deve às espículas presentes na superfície dos vírus, que são semelhantes a uma coroa.
- São associados a doenças respiratórias, intestinais, hepáticas e neurológicas em mamíferos e aves. Eles têm grande potencial de transmissão entre espécies e rápida adaptação por apresentarem um genoma grande (o maior entre os vírus de RNA) e alta taxa de mutação e recombinação.
O novo coronavírus, ou SARS-Cov-2, externamente possui uma camada lipoproteica, composta por lipídios e proteínas. Nessa camada estão presentes espículas compostas por glicoproteínas.
Os vírus entram no corpo humano pelas mucosas (boca, nariz e olhos) e se ligam às células das vias aéreas. Quando o vírus infecta células humanas ele insere seu material genético, o RNA viral. A célula infectada lê o RNA e começa a produzir proteínas que manterão o sistema imunológico do corpo inativo e nesse período são feitas novas cópias do vírus.
- Quando essas cópias estão prontas, elas são transportadas para as bordas da célula. Cada célula infectada pode liberar milhões de cópias do vírus antes de morrer. Esses vírus podem infectar outras células ou acabar em gotículas que saem dos pulmões.
A maioria das infecções por Covid-19 causa febre enquanto o sistema imunológico tenta combater o vírus. Em casos graves, o sistema imunológico pode reagir exageradamente e passar a atacar células pulmonares. Ao tossir ou espirrar, nós podemos liberar gotículas carregadas de vírus para pessoas e superfícies próximas, onde o vírus pode permanecer infeccioso por várias horas e até dias.
Como se previnir:
- A COVID-19 é um imenso problema especialmente para aqueles que estão no grupo de risco: idosos, diabéticos, hipertensos, pessoas com insuficiência renal, com doença respiratória crônica e doença cardiovascular. Aqueles que não fazem parte desse grupo devem se preocupar, principalmente, em não ser um agente de contágio.
- Lavar as mãos é essencial para destruição da camada lipoproteica do vírus, matando-o e impedindo que ele se dissemine. Grande parte da disseminação da doença vem sendo feita por pessoas contaminadas mas que não apresentam sintomas, por isso, mesmo quem não apresenta sintomas deve ficar em casa. O isolamento social nesse momento é importante para que não tenhamos uma superlotação dos hospitais e centros de saúde, o que já está acontecendo em outros países.
- A COVID-19 é um imenso problema especialmente para aqueles que estão no grupo de risco: idosos, diabéticos, hipertensos, pessoas com insuficiência renal, com doença respiratória crônica e doença cardiovascular. Aqueles que não fazem parte desse grupo devem se preocupar, principalmente, em não ser um agente de contágio.
Como o coronavírus ataca o pulmão:
- No pulmão, o vírus inicia uma inflamação grave, que ataca principalmente os alvéolos. Os alvéolos são pequenos sacos de ar que ficam dentro dos pulmões e são responsáveis pela troca gasosa, ou seja, levam oxigênio ao sangue. O nosso corpo reconhece o vírus como uma ameaça e inicia o processo de combate a esse microorganismo, chamado de inflamação.
- A inflamação nos alvéolos leva ao preenchimento desses sacos de ar com líquido, prejudicando a troca gasosa. Assim, nosso sangue não recebe oxigênio suficiente. Além disso, não consegue eliminar o gás carbônico, que é tóxico em grandes quantidades. Tudo isso causa a falta de ar. Nesse estágio, são necessários cuidados médicos imediatos.
- Além disso, a inflamação no pulmão também o fragiliza, favorecendo a entrada de bactérias. Dessa forma, duas doenças podem se sobrepor: a covid-19, causada por um vírus, e uma pneumonia causada por bactéria, piorando ainda mais o quadro.
- A inflamação nos alvéolos leva ao preenchimento desses sacos de ar com líquido, prejudicando a troca gasosa. Assim, nosso sangue não recebe oxigênio suficiente. Além disso, não consegue eliminar o gás carbônico, que é tóxico em grandes quantidades. Tudo isso causa a falta de ar. Nesse estágio, são necessários cuidados médicos imediatos.
- No pulmão, o vírus inicia uma inflamação grave, que ataca principalmente os alvéolos. Os alvéolos são pequenos sacos de ar que ficam dentro dos pulmões e são responsáveis pela troca gasosa, ou seja, levam oxigênio ao sangue. O nosso corpo reconhece o vírus como uma ameaça e inicia o processo de combate a esse microorganismo, chamado de inflamação.
Como funciona a resposta do sistema imunológico:
- Quando somos infectados, o sistema imune — o sistema de defesa do nosso corpo contra vírus, bactérias e fungos — inicia uma batalha contra o microrganismo invasor. Mesmo com o objetivo de combater a covid-19, a resposta do nosso sistema imune pode ocorrer de forma descontrolada, gerando sintomas graves. Isso significa que a forma como a imunidade interage com o vírus influencia muito na gravidade da doença.
- Mas antes, vamos entender o que é o sistema imune! Ele é dividido em duas partes: a defesa inata, que está presente desde o nascimento e tem como característica atuar de forma rápida e imediata contra vários invasores. Ela não é específica e age de forma parecida para eliminar todos os tipos e espécies de microrganismos; a defesa adquirida, que não nasce pronta e tem como característica identificar invasores específicos que encontra durante a vida. Por isso, demora um pouco mais para entrar em ação. Em outras palavras, ela é focada em um microrganismo e, por isso, tem mais chances de sucesso.
- Na infecção pelo novo coronavírus, a defesa inata do sistema respiratório percebe o vírus e, em poucas horas, inicia os mecanismos de defesa. Assim, ela diminui a multiplicação do vírus e avisa para o restante do corpo que está acontecendo uma invasão.
- Após esse aviso, a defesa adaptativa entra em ação. Células e anticorpos produzidos por essa linha de defesa atacam o coronavírus, destruindo-o. Entretanto, ainda não se sabe precisamente qual o mecanismo de imunidade contra a covid-19.
- Nos casos mais críticos, porém, pode ocorrer uma resposta exagerada e ineficaz do sistema imune. A consequência disso é o ataque a vários órgãos do próprio corpo, o que pode ser fatal.
- Após esse aviso, a defesa adaptativa entra em ação. Células e anticorpos produzidos por essa linha de defesa atacam o coronavírus, destruindo-o. Entretanto, ainda não se sabe precisamente qual o mecanismo de imunidade contra a covid-19.
- Na infecção pelo novo coronavírus, a defesa inata do sistema respiratório percebe o vírus e, em poucas horas, inicia os mecanismos de defesa. Assim, ela diminui a multiplicação do vírus e avisa para o restante do corpo que está acontecendo uma invasão.
- Mas antes, vamos entender o que é o sistema imune! Ele é dividido em duas partes: a defesa inata, que está presente desde o nascimento e tem como característica atuar de forma rápida e imediata contra vários invasores. Ela não é específica e age de forma parecida para eliminar todos os tipos e espécies de microrganismos; a defesa adquirida, que não nasce pronta e tem como característica identificar invasores específicos que encontra durante a vida. Por isso, demora um pouco mais para entrar em ação. Em outras palavras, ela é focada em um microrganismo e, por isso, tem mais chances de sucesso.
- Quando somos infectados, o sistema imune — o sistema de defesa do nosso corpo contra vírus, bactérias e fungos — inicia uma batalha contra o microrganismo invasor. Mesmo com o objetivo de combater a covid-19, a resposta do nosso sistema imune pode ocorrer de forma descontrolada, gerando sintomas graves. Isso significa que a forma como a imunidade interage com o vírus influencia muito na gravidade da doença.
O vírus SARS-CoV-2 é classificado como RNA+ devido à sua direção no sentido 5'3', o que significa que pode ser lido diretamente pelas estruturas celulares. É considerado um tipo de RNA mensageiro que, ao ser percorrido por ribossomos celulares, induz a produção de proteínas virais. Outra característica desse tipo de RNA é a presença da enzima replicase (RNA polimerase), a qual acompanha o vírus ou é produzida pela célula infectada, quando então a produção de uma molécula de RNA negativo (RNA-) ocorre a partir da molécula de RNA+, típica do vírus. A molécula de RNA- é transitória e, a partir dela, são produzidas inúmeras moléculas de RNA+ que são idênticas ao RNA+ original. Portanto, a molécula transitória de RNA- serve como modelo para a produção de moléculas de RNA+; cada uma delas descenderá do vírus que infectou a célula; esses descendentes parasitarão a célula e se produzirão no interior dela.
Acredita-se que o início das infecções deu-se em um mercado de frutos do mar e animais naquela cidade. Mesmo não havendo um consenso, no entanto, acredita-se que a doença possa ter sido transmitida primeiramente ao ser humano por meio da ingestão da carne de cobras ou morcegos.
Infecção:
- Para infectar as células, SARS-CoV-2 atua sobre a proteína Spike, nucleoproteína importante para o diagnóstico e patogênese da doença.
- Durante a infecção, Spike, presente na superfície do SARS-CoV-2, se liga a uma proteína “receptora” situada no exterior das células humanas, a enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2), permitindo a entrada do vírus nas células do hospedeiro. Para isso, a proteína passa por uma alteração conformacional, processo auxiliado por uma outra proteína da membrana celular da célula hospedeira, o correceptor TMPRSS2 (Transmembrane Serine Protease). Esse processo permite a fusão do envelope viral com a membrana celular. “Quando mencionam o SARS-CoV-2, todo mundo fala apenas da ECA2. Na verdade, para proteína Spike ter uma interação com ela, precisa do auxílio de uma outra proteína de membrana, a TMPRSS2”, explica o professor Benedito Fonseca.
- Para ele, “o que é interessante nesse vírus é sua replicação complexa”, com materiais subgenômicos. Isto é, a partir do seu genoma inicial, o vírus consegue produzir várias fitas de RNA mensageiro de tamanhos menores. Porém, por ele ser um vírus de RNA de fita positiva, seu genoma original também é capaz de produzir suas próprias proteínas. Contudo, além do RNA subgenômico, a partir do genoma original do vírus, também é gerada uma fita de RNA sentido negativo, intermediária, a partir da qual novas fitas de RNA de sentido positivo serão geradas, com a meta de ser “empacotada” dentro do novas partículas virais.
- Durante a infecção, Spike, presente na superfície do SARS-CoV-2, se liga a uma proteína “receptora” situada no exterior das células humanas, a enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2), permitindo a entrada do vírus nas células do hospedeiro. Para isso, a proteína passa por uma alteração conformacional, processo auxiliado por uma outra proteína da membrana celular da célula hospedeira, o correceptor TMPRSS2 (Transmembrane Serine Protease). Esse processo permite a fusão do envelope viral com a membrana celular. “Quando mencionam o SARS-CoV-2, todo mundo fala apenas da ECA2. Na verdade, para proteína Spike ter uma interação com ela, precisa do auxílio de uma outra proteína de membrana, a TMPRSS2”, explica o professor Benedito Fonseca.
- Para infectar as células, SARS-CoV-2 atua sobre a proteína Spike, nucleoproteína importante para o diagnóstico e patogênese da doença.
Informações
- Descrição
- Mapa Mental sobre Coronavírus, criado por Caroline Oliveira em 25-02-2021.
- Criado por
- Caroline Oliveira
- Visualizações
- 1
- Avaliação