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Análise Psicanalítica de Discurso: Perspectivas Lacanianas (DUNKER, PAULON, MILÁN-RAMOS p.07-30)

Juliana Afonso de Paula Souza Discurso, Subjetividade, Identidade Português

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Análise Psicanalítica de Discurso: Perspectivas Lacanianas (DUNKER, PAULON, MILÁN-RAMOS p.07-30)

  1. INTRODUÇÃO: os autores afirmam que oferecem subsídios conceituais e metodológicos para uma prática da análise do discurso de orientação lacaniana (p.7)

    • Conceitos estratégicos de diversas disciplinas e campo do saber (p7)
    • Objetivo: "pensar inflexões ideológicas ou críticas da própria situação de tratamento, incluindo seus condicionantes históricos, seus complexos discursivos e suas modalidades de subjetivação." (p.8)
    • Entender a linguagem, em si mesma, um dispositivo transformativo, do mundo e do sujeito, na clínica e na política. (p.8)
  2. O Campo da Linguagem

    • Saussure e Freud : introduziram dois cortes determinantes até hoje sobre o modo em que percebemos os fenômenos da linguagem e a determinação material da vida simbólica do sujeito. (p.12)
      • Para Saussure: a fala é individual e contingente. Possibilidade de sutura do sujeito (da ciência) no campo da linguagem.
        • Lacan (1901-1981) psiquiatra e psicanalista francês, dedicou-se aos estudos de Freud, de linguística e filosofia.
          • "para pensar a linguagem, Lacan recorre a Saussure e ao método estrutural..." (p.13
          • Para pensar o sujeito, Lacan recorre a Hegel e ao método dialético. p.13
        • Separa língua e fala, o social e o individual(...) o essencial do secundário (...) o humano daquilo que não é. (p.14)
      • Freud: inconsciente pode ser definido como uma estrutura de linguagem. Sutura entre o indivíduo e coletivo.
  3. Uma Geografia do Discurso

    • Do ponto de vista da teoria Saussuriana: qualquer fato discursivo é um fenômeno da fala. O discurso sustenta-se na língua. (p.16)
    • "O discurso é um laço social que não se reduz à soma das suas falas individuais, mas é uma espécie de condição de possibilidade para um conjunto de enunciados possíveis". (p.17)
    • Polo linguístico: a radical pureza formal da língua (metalinguagem). (p.18)
    • Polo discursivo: abordagens interpretativas e transformativas. Próximo desse polo, localizamos a dimensão enunciativa-performática de Pêcheux. (p.19)
  4. Descrição e Transformação

    • Um enfoque discursivo supõe abordar e trabalhar as determinações (materiais) entre material linguístico com o subentendido. (p.23)
    • "As dimensões e alcances da transformação podem ser múltiplos." Devemos levar em consideração as mudanças no sujeito e no mundo.
    • "(...) a escolha do escopo do discurso já faz parte de seu problema metodológico".(p.24)
    • "A partir de Lacan, a psicanálise recorre ao campo da linguagem como o alicerce ou esteio de uma espécie de "ciência de base" na qual pode demonstrar o funcionamento do inconsciente (...) " (p.28)
      • Para Lacan em sua máxima sintética: o inconsciente se estrutura como uma linguagem. (p.28)
  5. Perspectivas lacanianas

    • Análise de discurso não é somente uma técnica que poderia ser mais ou menos útil para análise dos processos sociais; sua discussão metodológica e histórica, apresentou como a própria análise do discurso havia suprimido a força da psicanálise em suas origens. (p.31)
    • Necessário construir o método de análise discursivo de cada pesquisa de modo a elevar seu objeto à dignidade de coisa.
      • Definição lacaniana de sublimação (que ele subordine seus meios à experiência que ele pretende investigar. (p.32)

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Mapa mental sobre leitura de trecho do livro Análise Psicanalítica de Discurso.
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