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Megaesôfago Chagásico
Conteúdo do mapa
Megaesôfago Chagásico
Fisiopatologia
- A desnervação intrínseca do esôfago que ocorre na Doença de Chagas ocasiona perda do peristaltismo no corpo do esôfago (aperistalse) e falta de relaxamento do esfíncter esofagiano inferior às deglutições (acalasia)
- Tais alterações são as mesmas descritas na acalasia idiopática, de ocorrência universal. Do ponto de vista clínico, radiológico e manométrico, portanto, as duas afecções são indistinguíveis. Na acalasia idiopática encontra-se, igualmente, lesões degenerativas do plexo mientérico de Auerbach, de causa desconhecida.
- Assim, como resultado da desnervação intrínseca verifica-se incoordenação motora, retenção de alimentos, hipertrofia muscular e, finalmente, dilatação, levando a formação do megaesôfago
- Nos casos avançados o esôfago se comporta como uma bolsa intratorácica de depósito de alimento (DIAS; COURA, 1997). O megaesôfago pode atingir um peso 26 vezes superior ao normal e suportar até dois litros de fluido
- As alterações que ocorrem no tracto digestivo na doença de Chagas resultam principalmente do comprometimento do sistema nervoso entérico, em particular do plexo mientérico de Auerbach. As células nervosas desse plexo sofrem fenômenos degenerativos em meio ao processo inflamatório encontrado em suas vizinhanças, e seu número se reduz acentuadamente (Koeberle, 1961; Andrade & Andrade, 1966; Tafuri & Brener, 1967).
- O mecanismo de destruição neuronal não é bem conhecido, porém admite-se que esteja ligado à imunidade celular (Teixeira et al., 1980; Santos & Hudson, 1981). A desnervação ocorre de maneira irregular e em intensidade variável, em função de fatores ligados ao parasito e ao hospedeiro, ainda não completamente esclarecidos. Segundo Koeberle (1968), para que haja manifestações clínicas é necessário que a desnervação ultrapasse um nível crítico, específico para cada órgão
- A desnervação intrínseca do esôfago que ocorre na Doença de Chagas ocasiona perda do peristaltismo no corpo do esôfago (aperistalse) e falta de relaxamento do esfíncter esofagiano inferior às deglutições (acalasia)
Classificação de Rezende
- Grupo 1 - Esôfagos de calibre aparentemente normal ao exame radiológico. Trânsito lento. Pequena retenção de contraste
- Grupo 2 - Esôfagos com pequeno a moderado aumento de calibre. Apreciável retenção de contraste. Observam-se com freqüência ondas terciárias, associadas ou não à hipertonia do esôfago inferior
- Grupo 3 - Esôfagos com grande aumento de calibre. Hipotonia do esôfago inferior. Atividade contrátil reduzida ou inaparente. Grande retenção de contraste;
- Grupo 4 - Dolicomegaesôfagos. Esôfagos com grande capacidade de retenção, atônicos, alongados, dobrando-se sobre a cúpula diafragmática.
- Esofagectomia
- cirurgia de Serra Dória
- A cardiomiotomia de Heller é normalmente utilizada nos casos de megaesôfago não avançado
- Intervenção cirúrgica para seccionar a camada muscular da parte inferior do esófago no espasmo do cárdia
- Esofagectomia
- Grupo 4 - Dolicomegaesôfagos. Esôfagos com grande capacidade de retenção, atônicos, alongados, dobrando-se sobre a cúpula diafragmática.
- Grupo 3 - Esôfagos com grande aumento de calibre. Hipotonia do esôfago inferior. Atividade contrátil reduzida ou inaparente. Grande retenção de contraste;
- Para o diagnóstico dos casos do grupo I recomenda-se a técnica padronizada de exame, anteriormente descrita por Lauar et al. (1959), denominada prova de retenção. Consiste esta prova na tomada de duas radiografias; a primeira, durante a ingestão da suspensão baritada e a segunda, 1 minuto após. O esvaziamento incompleto do esôfago, com retenção de parte do contraste, associado à presença de ar que mantém aberto o esôfago, caracteriza a esofagopatia deste grupo.
- Grupo 2 - Esôfagos com pequeno a moderado aumento de calibre. Apreciável retenção de contraste. Observam-se com freqüência ondas terciárias, associadas ou não à hipertonia do esôfago inferior
- Grupo 1 - Esôfagos de calibre aparentemente normal ao exame radiológico. Trânsito lento. Pequena retenção de contraste
Manifestações clínicas
- Os sintomas mais importantes são a disfagia, regurgitação e dor esofagiana.
- O principal sintoma é de dificuldade progressiva para engolir alimentos, pirose, dor torácica e emagrecimento.
- Os sintomas mais importantes são a disfagia, regurgitação e dor esofagiana.
Tratamento
- O tratamento do megaesôfago pode ser clínico, por dilatação ou cirúrgico. O tratamento clínico inclui medidas de ordem higieno-dietéticas e medicamentos
- O tratamento medicamentoso baseia-se em substâncias capazes de relaxar o esfíncter acalásico. Dentre os medicamentos testados destacam-se, como mais eficazes, os derivados nítricos e os bloqueadores dos canais de cálcio.
Relação com o Câncer
- Os doentes portadores de megaesôfago chagásico apresentam, de maneira reconhecida, maior propensão ao desenvolvimento do câncer esofágico em relação à população geral, variando os índices de 3,9% a 10%
- A mesma relação parece não ser observada no megacólon chagásico.
- Os doentes portadores de megaesôfago chagásico apresentam, de maneira reconhecida, maior propensão ao desenvolvimento do câncer esofágico em relação à população geral, variando os índices de 3,9% a 10%
Complicações
Diagnóstico
- O diagnóstico do megaesôfago é principalmente radiológico, sendo aconselhável a prática rotineira do exame endoscópico tanto do esôfago como do estômago e duodeno. A endoscopia permite afastar outros processos patológicos localizados na junção esofagogástrica, que podem simular a acalasia, especialmente as neoplasias da região cardiotuberositária.
- A endoscopia é um exame capaz de analisar a mucosa do esôfago, estômago e duodeno (primeira parte do intestino delgado). É feita através de um tubo flexível (conhecido por endoscópio) que possui um chip responsável por capturar as imagens do sistema digestivo através de uma câmera.
- Além do exame radiológico, a manometria tem sido utilizada em serviços especializados para distinguir a acalasia de outras alterações motoras, assim como para medir a pressão do esfíncter esofagiano inferior
- O exame é realizado por tração da sonda do estômago, passando lentamente pelo esfíncter inferior do esôfago até o corpo esofageano. No corpo do esôfago o peristaltismo (contração esofágica) é avaliado por meio da análise dos complexos de deglutição, desencadeados pela ingestão de pequenos volumes de água (5 ml).
- O diagnóstico do megaesôfago é principalmente radiológico, sendo aconselhável a prática rotineira do exame endoscópico tanto do esôfago como do estômago e duodeno. A endoscopia permite afastar outros processos patológicos localizados na junção esofagogástrica, que podem simular a acalasia, especialmente as neoplasias da região cardiotuberositária.
Informações
- Descrição
- Mapa Mental sobre Megaesôfago Chagásico, criado por Álvaro Henrique em 05-04-2021.
- Criado por
- Álvaro Henrique
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