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Mapa mental

Dificuldades comuns com Requisitos

Lucas Lima Português

Conteúdo do mapa

Dificuldades comuns com Requisitos

  1. As dificuldades mais comuns ao se aplicar a Engenharia de Requisitos

    • Comunicação
      • Uma das dificuldades mais comuns ao trabalho de requisitos é conseguir comunicar-se de forma clara, seja com as partes interessadas, seja com os demais membros da equipe do projeto.
      • O analista de requisitos deve estar sempre atento à ambiguidade nas mensagens – tanto das que envia quanto das que recebe.
      • A ambiguidade aumenta a chance de uma compreensão equivocada pelos demais profissionais atuando no desenvolvimento e, consequentemente, de uma construção de produto que não atende ao seu propósito.
      • Uma solução que diminui o problema da ambiguidade é atentar para o fato de que a comunicação não se constitui simplesmente da mensagem:
        • Emissor: alguém que emite a mensagem.
        • Receptor ou destinatário: a quem se destina a mensagem.
        • Código: a maneira pela qual a mensagem se organiza.
        • Canal de comunicação: meio físico ou virtual que assegura a circulação da mensagem.
        • Mensagem: é o objeto da comunicação, constituída pelo conteúdo das informações transmitida.
        • Referente: o contexto, a situação à qual a mensagem se refere.
      • . Denomina-se ruído os elementos que perturbam e que dificultam a compreensão pelo destinatário.
      • Outra dificuldade relativa à comunicação é manter sintonizados todos os envolvidos na Engenharia de Requisitos, sejam membros da equipe de requisitos, sejam as partes interessadas.
        • A solução que a humanidade criou para lidar com essa complexidade foi a hierarquia.
    • Acesso às partes interessadas
      • A dificuldade de acesso mais comum é quando a parte interessada é de fora da organização (clientes, fornecedores, parceiros, aliados etc.).
      • Se esse intermediário falhar no seu papel, certamente o produto entregue ao final do projeto terá sérios problemas.
      • Outro caso de dificuldade de acesso à parte interessada é quando ela não deseja se envolver tanto no trabalho de requisitos. Em geral, alega-se “falta de tempo” para participar de reuniões. Pode-se dividir esse cenário em dois casos:
        • O primeiro é aquele em que a parte interessada necessária ao trabalho de requisitos não é a demandante direta do projeto, ou não se beneficiará de forma direta dos resultados dele.
        • O segundo caso é aquele em que a parte interessada é a demandante direta do projeto.
      • Quando a falta de tempo para se reunir é uma desculpa para alguém não se envolver no projeto, deve-se buscar outras formas de levantar informação além de entrevistas.
        • Outras opções são as técnicas de observação, análise de documentos e questionário. Ou também pode-se tentar encontrar outra pessoa com mais disponibilidade ou interesse e que possa fornecer as mesmas informações. Quase sempre há essa opção.
      • O ideal é trabalhar para que a presença do analista seja desejada por aqueles que podem criar essa barreira.
    • Indecisões/Indefinições do usuário
      • A dificuldade de o usuário em saber o que quer, ou, então, de se expressar corretamente quanto ao que deseja e isso varia a intensidade com que ocorre, desde a parte interessada que não sabe expressar sua necessidade até aquela que expressa a necessidade errada.
      • A princípio, pode-se pensar que a culpa por essa dificuldade é do usuário; afinal, seria sua obrigação ter uma visão clara da necessidade.
        • E o grande valor que o analista de requisitos pode agregar com o seu trabalho é justamente conseguir compreender corretamente as necessidades do usuário, ainda que este, a princípio, não saiba bem o que quer.
      • Para essas partes interessadas, deve-se também buscar um método mais adequado de obtenção de informação, como entrevistas e prototipação.
    • Requisitos implícitos ou não ditos
      • O papel do analista de requisitos é descobrir as necessidades das partes interessadas, estejam elas à tona (explícitas) ou mais ocultas (implícitas). É ilusão achar que o trabalho de requisitos se restringe ao que está explícito.
      • Não há nenhuma ferramenta ou técnica que garanta que a especificação de requisitos está completa. Por isso, a dificuldade em lidar com necessidades implícitas.
      • A observação é muito útil também, tanto para ganhar conhecimento do negócio quanto para perceber o que não foi dito e prototipação é útil para antecipar a descoberta dos requisitos implícitos.
    • Mudança
      • Uma reclamação muito comum entre alguns analistas de requisitos é a frequência alta de mudanças em requisitos.
      • É importante entender a natureza da mudança para identificar se esse fenômeno é um problema que deve ser tratado ou não.
        • Há também as mudanças que fogem ao controle do trabalho do analista de requisitos.
        • Há mudanças que poderiam ser evitadas.
        • E muitas mudanças são benéficas ao projeto, pois aumentam o seu valor agregado.
        • Mas, mesmo ainda dentro desse cenário de mudanças inevitáveis, é possível prever que algumas acontecerão.
      • Quanto maior o tamanho do projeto, maior tende a ser sua duração e, consequentemente, maior a incidência de mudanças.
    • Conflitos
      • Quanto maior a quantidade de partes interessadas em um projeto, maior o potencial de conflitos de interesses, necessidades e informações.
      • Os conflitos podem ser de várias naturezas: de ordem pessoal, profissional, político, familiar etc. Entender sua origem ajuda na solução.
      • Podem-se listar alguns conflitos comuns:
        • Requisitos de partes interessadas que são inviáveis de atender simultaneamente.
        • Requisitos de partes interessadas que são inviáveis de atender simultaneamente.
        • Solicitações de partes interessadas fora do escopo do projeto.
        • Partes interessadas que são adversárias, antipáticas ou hostis umas às outras.
        • Falta de sintonia entre as áreas de negócio envolvidas.
    • Resistência a Mudança
      • Todo projeto de software implica em algum tipo de mudança para as partes interessadas.
      • A primeira coisa que o analista deve buscar é compreender o impacto que o projeto acarretará a cada parte interessada
      • Manter a zona de conforto é a reação natural da maioria, por isso é frequente encontrar resistência a mudanças.
      • . Há também os casos onde, de fato, a mudança pode trazer perdas para algumas partes interessadas
    • Parte interessada não domina seu negócio
      • O analista deve buscar conhecer bem o negócio, através de outros meios (estudo de documentação disponível ou identificar outras pessoas com mais conhecimento – quase sempre há), para conseguir fazer um bom trabalho.
    • Parte interessada não lê a especificação de requisitos
      • Seguir com o projeto sem nenhum feedback da parte interessada sobre a especificação representa um alto risco de construir um produto que não trará satisfação..
      • Alguns motivos possíveis são:
        • Partes interessadas não compreendem a importância da especificação e entendem o papel de revisão como mera burocracia.
        • A estratégia adotada de apresentação da especificação para aprovação pode estar errada.
        • Parte interessada já está (ou acha que está) ciente do que será entregue e não vê necessidade de revisar a especificação, pois já sabe o que está contido al
    • Partes interessadas insaciáveis com requisitos
      • Essa característica expansiva dos requisitos torna a gestão do escopo de projetos um desafio.
      • Porque as partes interessadas sempre têm necessidades a serem satisfeitas;
      • Se o analista não estiver atento, começa a incorporar ao projeto todos os requisitos que vão surgindo durante a interação.
    • Consistência
      • O trabalho de requisitos vai sendo desenvolvido de forma evolutiva; a especificação é criada e vai recebendo incrementos, melhorias e correções ao longo do tempo.
      • O conhecimento do autor da especificação vai mudando (aumentando) durante esse processo e partes da especificação elaboradas ao início podem já ter uma perspectiva diferente de partes elaboradas posteriormente.
      • Isso pode resultar em uma especificação final de requisitos com inconsistências.
    • Necessidade de Vagas
      • Transformar essas necessidades vagas em necessidades claras e específicas é responsabilidade do analista de requisitos.
      • O trabalho de requisitos não se conclui enquanto houver um nível alto de incerteza sobre as necessidades a serem atendidas.
      • Encontrar uma especificação de requisitos, em tese finalizada, mas com requisitos vagos é quase sempre um sintoma de preguiça ou desatenção do autor. E, consequentemente, sua utilidade fica comprometida.
    • Priorização
      • A priorização tem como função assegurar que os recursos do projeto sejam focados nos itens mais relevantes.
      • O analista de requisitos participa da discussão de priorização para ajudar no processo, mostrando eventuais impactos das decisões e esclarecendo melhor cada requisito, se necessário.
      • A grande dificuldade é ter as partes interessadas assumindo a responsabilidade da priorização.
  2. Lucas Limas Sousa Torres - nº 415479

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre Dificuldades comuns com Requisitos, criado por Lucas Lima em 15-06-2021.
Criado por
Lucas Lima
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