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Farmacologia dos antiparasitários - Anti-helmínticos

Bruna Ottobeli medicina veterinária Português

Conteúdo do mapa

Farmacologia dos antiparasitários - Anti-helmínticos

  1. Introdução ao estudo

    • Fármacos utilizados no controle e prevenção de enfermidades causadas por parasitas
      • Anti-helmínticos (cestodas, trematodas e nematodas
      • Anti-protozoários (protozoários)
      • Ectoparasiticidas (artrópodes)
      • Classificação especial: endectocidas (ectoparasitas + endoparasitas)
      • Associações: sinergismo ou complemento da atividade de um fármaco
      • Uso terapêutico: tratamento de infecções já existentes
      • Uso profilático: prevenção de uma doença com base na epidemiologia regional
        • Imunoprofilaxia: vacina para indução de resposta imune
        • Quimioprofilaxia: compostos químicos para reduzir ocorrência da doença
      • Métodos de administração
        • Via oral, parenteral e cutânea
        • Baixa solubilidade em água: dificulta a formulação de fármacos estáveis e não irritantes para administração parenteral
      • Absorção e distribuição
        • Fração não absorvida da dose (sistema gastrintestinal/pele)
        • Fração absorvida da dose (corrente sanguínea)
          • Ligação a proteínas plasmáticas ou depósitos
            • A hipoproteinemia aumenta a chance de toxicidade
          • Liberação do fármaco aos poucos, diminuindo chance de toxicidade
        • Depende da espécie animal, dose, administração e características físico-químicas
  2. Anti-helmínticos

    • Amplo espectro
      • Benzimidazóis/pró-benzimidazóis
        • Principais Benzimidazóis: Tiabendazol, Parbendazol, Oxibendazol, Oxfendazol, Albendazol, Triclabendazol e Ricobendazol
        • Principais pró-benzimidazóis: Febantel, Netobimina e Tiofanato
          • Pró-benzimidazóis são transformados em benzimidazóis
        • Usados em todas as espécies domésticas
        • Baixa toxicidade. Efeitos tóxicos relacionados a teratogenicidade
        • Biotransformação hepática e excreção pela urina e fezes
        • Mecanismos de ação: ligação à B-tubulina do parasito e indução de déficit energético
        • Ação boa contra nematódeos e mediana contra trematódeos e cestódeos
        • Administração por via oral
      • Imidazotiazóis
        • Principais compostos: Tetramisol e Levamisol
        • Espécies: ruminantes, suínos e aves
        • Toxicidade moderada. Causa efeitos neurológicos. Não tem efeito teratogênico
        • Rápida absorção, metabolismo e excreção.
        • Biotransformação hepática
        • Meia-vida de 6 a 8h. 90% da dose eliminada em 24h pela urina
        • Não recomendados para fêmeas em lactação
        • Período de carância: ruminantes (7d) e suínos (87d)
        • Mecanismo de ação: morte por paralisia
        • Ação apenas contra nematódeos
      • Tetraidopirimidinas
        • Principais compostos: pirantel (principal), morantel e oxantel
        • Espécies: cães, equinos, ruminantes e suínos.
        • Toxicidade baixa. Sem efeito teratogênico
        • Rápida absorção, metabolização e excreção
        • Pouco absorvidos no TGI. Agem bem em parasitas do lúmen intestinal
        • Biotransformação hepática e exceção nas fazes
        • Meia-vida: 10 a 12h
        • Mecanismo de ação: morte por paralisia
      • Avermectinas/milbemicinas
        • Principais avermectinas: Abamectina, Doramectina, Eprinomectina, Ivermectina, Selamectina
        • Principais Milbemicinas: Moxidectina e Milbemicina
        • Todas as espécies domésticas
        • Endectocida
        • Toxicidade variável
          • Cães dolicocefálicos são mais suscetíveis à toxicidade
        • Alto risco em gestantes e lactantes
        • Rápida absorção, armazenamento em tecido adiposo
        • Excreção pelas fezes, urina e leite
        • Eprinomectina não requer período de carência no leite
        • Meia-vida: 18 a 24h
        • Mecanismo de ação: morte por paralisia
    • Estreito espectro
      • Organofosforados
        • Principais compostos: Cumafós, Triclorfon (principal), Haloxon e Diclorvós
        • Todas as espécies domésticas
        • Extremamente tóxicos
        • Potencialmente fatais
        • Alguns compostos são teratogênicos
        • Lipossolúveis: facilmente absorvidos através da pele, TGI, pulmões e olhos
        • Oxidados e inativados no fígado. Eliminados pela urina
        • Meia-vida: 10 a 24h
        • Contraindicados para animais leiteiros
        • Mecanismo de ação: ligação à acetilcolinesterase
        • Ação boa em ectoparasitas e mediana em nematódeos
      • Arsenicais
        • Principais compostos: Tiocetarsamida (não é mais usada) e Melarsomida
        • Cães
        • Hepatotóxicos e nefrotóxicos
        • Pode causar tromboembolismo pelo acúmulo de adultos de D. immitis mortos
        • Metabolismo hepático e eliminação nas fezes e urina
        • Uso restrito ao tratamento de filarídeos
        • Ação boa em nematódeos
      • Sanicilalinideos/fenóis substitutos
        • Principais compostos: Closantel (mais usado), Disofenol (mais usado) e Nitroscanato
        • Todas as espécies domésticas
        • Toxicidade variável. Em geral é seguro, mas pode causar diarreia e perda de apetite
        • Risco moderado em gestantes e lactantes
        • Biotransformação hepática e ligação a proteínas plasmáticas > 99%
        • Pequena parte excretada na urina e restante nas fezes e leite
        • Meia-vida: 7 a 30 dias
        • Mecanismo de ação: inibição da fosforilação oxidativa das mitocôndrias
        • Ação boa contra cestódeos e trematódeos e mediana em nematódeos
        • Disofenol: haemoncose
      • Outras drogas
        • Espiroindóis: Derquantel
          • Usado em ovinos para controle de nematódeos
        • Fenotiazina
          • Utilizada contra cepas de pequenos estrôngilos resistentes aos Benzimidazóis
        • Epsiprantel
          • Ação boa contra cestódeos em cães e gatos
          • Administrado com pamoato de pirantel
          • Não usar em filhotes de cão e gato com menos de 7 semanas
        • Praziquantel
          • Ação boa contra cestódeos e trematódeos em cães, gatos, ruminantes e equinos
          • Metabolismo hepático e excreção renal
          • Alta margem de segurança
        • Clorsulon
          • Ação boa contra a forma adulta madura de trematódeos hepáticos em ruminantes
          • Seguro para prenhes e reprodutores
      • Derivados de aminocetonitrila
        • Monepantel
        • Ruminantes
        • Alta margem de segurança
        • Distribuição em compartimentos periféricos, principalmente na gordura
        • Boa biodisponibilidade por via oral
        • Mecanismo de ação: ação em receptor de acetilcolina nicotínico
        • Boa ação sobre nematódeos
      • Ciclodepsipeptídeos
        • Emodepsida
        • Espécies: caninos, felinos, ruminantes, aves e roedores
        • Toxicidade baixa
        • Não deve ser aplicado em gatos com menos de 8 semanas ou 0,5 kg
        • Tolerância de até 10x a dose recomendada
        • Mecanismo de ação: atuação em receptores pré-sinápticos nas células musculares
        • Boa ação contra nematódeos

Informações

Descrição
medicina veterinária Mapa Mental sobre Farmacologia dos antiparasitários - Anti-helmínticos, criado por Bruna Ottobeli em 10-10-2021.
Criado por
Bruna Ottobeli
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