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Mapa mental

Linguagem

Evom Cloregio Sobrinho Português

Conteúdo do mapa

Linguagem

  1. Escrita

    • Lingua Portuguesa
  2. Sinais

    • LIBRAS (Lingua Brasileira de Sinais)
      • Semelhanças
        • Arbitrariedade: as línguas orais são maioritariamente arbitrárias, não se depreende a palavra simplesmente pela sua representatividade, mas é necessário conhecer o seu significado.
          • Comunidade: as línguas orais têm uma comunidade que as adquirem, como língua materna, cujo desenvolvimento se faz através de uma comunidade de origem, passando pela família, a escola e as associações. Todas as línguas orais têm variações linguísticas. Todas as línguas de sinais possuem estas mesmas características.
            • Produtividade: as línguas orais possuem as características da produtividade e da recursividade, sendo possível aos seus falantes nativos produzirem e compreenderem um número infinito de enunciados, mesmo que estes nunca tenham sido produzidos antes. Acontece o mesmo com as línguas de sinais, sendo encontradas a criatividade e produtividade nas produções, por exemplo, da Libras, pelos seus sinalizadores nativos, parecendo não haver limite criativo.
              • Aspectos contrastivos: as línguas orais possuem aspectos contrastivos, isto é, as unidades fonológicas do sistema de determinada língua estabelecem- se por oposições contrastivas, ou seja, em pares de palavras, em que a substituição de uma unidade fonológica (uma letra) por outra altera o significado da palavra (por exemplo: jarra e barra). Acontece o mesmo nas línguas de sinais, sendo que em vez de unidade fonológica, muda um pequeno aspecto do sinal.
                • Evolução e renovação: as línguas orais modificam-se, como no caso das palavras que caem em desuso, outras que são adquiridas, a fim de aumentar o vocabulário e ainda no caso da mudança de significado das palavras. O mesmo acontece nas línguas de sinais, a fim de responder às necessidades que a evolução socio-cultural impõe.
                  • Aquisição: a aquisição de qualquer língua oral é natural, desde que haja um ambiente propício desde nascença. Na língua de sinais acontece da mesma forma, não tendo o surdo que exercer esforço para aprender uma língua de sinais, ou necessidade de qualquer preparação especial.
                    • Funções da linguagem: as línguas orais podem ser analisadas de acordo com as suas funções. O mesmo acontece com as línguas de sinais. As funções são: a função referencial, a emotiva, a conotativa, a fática, a metalinguística, e a poética.
                      • Processamento: embora usando modalidades de produção e percepção, as línguas orais e de sinais são processadas na mesma área cerebral.
                        • Dupla articulação: tanto as línguas orais possuem um número finito de unidades (fonemas para as primeiras e quiremas para as segundas) que não possuem significado quando consideradas isoladamente. Por exemplo, os sons f, v, c, e a, não possuem significado por si só, mas quando combinados, por exemplo, como vaca, cava e faca, adquirem sentidos diferentes.
                • linguística contrastiva é uma parte da linguística geral, que estuda as similaridades (coisas parecidas) e diferenças estruturais entre a língua materna (de um grupo de alunos) e uma língua estrangeira.
      • Aspectos Fonológicos
        • As línguas de sinais são visuoespaciais (ou espaço-visuais), pois a informação linguística é recebida pelos olhos e produzida pelas mãos.
        • Os elementos mínimos constituintes da língua de sinais (parâmetros) são processados simultaneamente e não linearmente como ocorre na língua oral.
        • Os articuladores primários das línguas de sinais são as mãos, que se movimentam no espaço em frente ao corpo e articulam sinais em determinadas locações nesse espaço. Entretanto, os movimentos do corpo e da face também desempenham funções.
        • Um sinal pode ser articulado com uma ou duas mãos. No caso de uma mão, a articulação ocorre pela mão dominante.
        • Um mesmo sinal pode ser produzido pela mão esquerda ou direita.
      • Parametros: parâmetros da Libras, apesar de serem icônicos, não podem ser considerados como mímica. Exemplos: árvore, forte, carro, telefone, borboleta, mesa, revolver, sorriso, triste, pensar, beijo, vestir.
      • Aspectos sintáticos
        • Espaço Gramatical:
          • mecanismos espaciais que fazem com que a informação gramatical se apresente simultaneamente com o sinal. Esses mecanismos envolvem dois aspectos: a incorporação, que você estudou na Unidade IV e é considerada um mecanismo produtivo na Libras e usada, por exemplo, para expressar localização, número, pessoa e o uso de sinais não–manuais, como movimentos do corpo e expressões faciais.
            • Fazer o sinal em um local particular
            • Direcionar a cabeça e os olhos
            • Usar a apontação ostensiva antes do sinal de um referente específico
            • Usar um pronome demonstrativo
            • Usar um classificador
            • Usar um verbo direcional
      • Tipos de Frases
        • AFIRMATIVA – expressão facial é Neutra.
        • EXCLAMATIVA: sobrancelhas levantadas e um ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima e para baixo.
        • INTERROGATIVA: sobrancelhas franzidas e um ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima.
        • NEGATIVA: ela pode ocorrer por meio de duas maneiras: alterando o parâmetro movimento (por exemplo: ter e não ter) e incorporando a expressão facial ao sinal sem alterar nenhum parâmetro, mas em qualquer tipo de negativa, a expressão facial é importante, como sobrancelhas levemente franzidas.
    • línguas de sinais não são iguais em todo o mundo
      • Os processos ou recursos para a formação de sinais em Libras são: derivação, composição e incorporação.
        • Na derivação um novo sinal é obtido pelo enriquecimento do radical (raiz) com vários movimentos e contornos no espaço. A maneira mais comum de criação de novos sinais em Libras é realizar mudanças no movimento para derivar verbos de substantivos e vice-versa. O movimento dos substantivos repete e encurta o movimento dos verbos.
        • a composição, em que, como o próprio nome indica, dois ou mais sinais se combinam para criar um novo sinal. Este é um processo comum na língua de sinais brasileira.
        • A criação de novos sinais em Libras também é possível pela incorporação na raiz de um argumento, um numeral ou de uma negação.
      • Aspectos Morfológicos das LIBRAS
        • Empréstimos de itens lexicais de outras línguas de sinais, isto é, sinais de outras línguas de sinais que foram agregadas ao léxico da Libras, como o sinal para laranja, que utiliza a CM em “O” “O”, referente à “Orange”, que é um possível empréstimo da Língua de Sinais Americana – ASL ou da Língua de Sinais Francesa (LSF).
        • Empréstimos lexicais de inicialização: utilização de uma CM que corresponde, no alfabeto manual, à primeira letra da palavra equivalente em Língua Portuguesa.
        • Empréstimos Lexicais de soletração manual completa ou de parte das palavras em Língua Portuguesa como os sinais para B-A-R; MÇO; JN (JUNHO); JL (JULHO).
    • Não é universal
  3. Oral

      • Diferenças
        • A língua de sinais é visual-espacial e a Língua Portuguesa é oral-auditiva
          • A língua de sinais é baseada nas experiências visuais das comunidades surdas mediante as interações culturais surdas, enquanto a Língua Portuguesa constitui-se baseada nos sons.
            • A língua de sinais não tem marcação de gênero, isto é, não tem sinais diferentes para feminino e masculino, enquanto que na Língua Portuguesa o gênero é marcado a ponto de ser redundante, por exemplo, na frase A MULHER é professorA, o feminino é utilizado diversas vezes, o que não era necessário para se entender.
              • A língua de sinais atribui um valor gramatical às expressões faciais. As expressões faciais não são essenciais na Língua Portuguesa, apesar de poderem ser substituídas pela prosódia, que significa a pronúncia correta das palavras com acentuação ou intensidade.
                • A língua de sinais utiliza a estrutura tópico-comentário, associada ao mecanismo gramatical da topicalização. A estrutura tópico-comentário evidencia a função gramatical das componentes não manuais, no caso, da expressão facial. Por exemplo, na frase DE FUTEBOL JOÃO GOSTA, que em Libras fica FUTEBOL JOÃO GOSTAR, o sinal para João vem acompanhado da elevação das sobrancelhas.
                  • A língua de sinais utiliza a estrutura de foco, envolve construções duplas em que o elemento duplicado ocupa a posição final”, isto é, significa destacar a parte mais importante da conversa, por meio de repetições sistemáticas. Este processo não é comum na Língua Portuguesa. ex: eu ter dois cachorros dois. A ênfase está na quantidade de cachorros, portanto, ela se repete.
                    • A língua de sinais utiliza as referências anafóricas, isto é, sobre quem se está falando, mostrando ou indicando pontos específicos no espaço, o que exclui ambiguidades que são possíveis na Língua Portuguesa. A língua de sinais usa apontamentos para indicar um referente e isso não cria ambiguidades como na Língua Portuguesa.
                      • A escrita da língua de sinais, denominada Signwriting, não é alfabética.
  4. Língua

    • o sistema abstrato, articulado utilizado por um grupo ou uma comunidade específica, por exemplo, a Língua Portuguesa.
  5. fenômeno universal, independente da situação cultural, que diferencia o ser humano das demais espécies.

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre Linguagem, criado por Evom Cloregio Sobrinho em 17-08-2022.
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