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Interpretação de Texto
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Interpretação de Texto
Noções Gerais de Compreensão e Interpretação
- Compreensão
- Se baseia em informações escritas ou pressupostas.
- A informação pressuposta não está escrita, mas permite certeza a partir de relações lógicas entre ideias do texto, ou de aspectos gramaticais com implicações semânticas
- Interpretação
- Se baseia em possibilidades a partir de pistas presentes no texto.
- Trata-se de inferência: depende de confirmação que pode se dar ou não na realidade. Na inferência, lançamos mão da experiência e conhecimento prévios à leitura daquele texto.
- Vocabulário no enunciado das questões
- Informação no Texto: ESCRITA OU PRESSUPOSTA (CERTEZA)
- Vocabulário na questão: AFIRMAR, DIZER, RELATAR, MOSTRAR, EVIDENCIAR de acordo com o texto..., segundo o texto...
- Informação no Texto: SUSPEITA, POSSIBILIDADE
- Vocabulário na questão: INFERIR, DEPREENDER, ALUDIR, CONCLUIR, SUGERIR, DEDUZIR, a partir do texto...
- Informação no Texto: ESCRITA OU PRESSUPOSTA (CERTEZA)
- Compreensão
DICAS
- ARTIGO DEFINIDO
- UM suco: Artigo indefinido - genérico
- O/DO suco: Artigo Definido - Já é conhecido
- ARTIGO DEFINIDO
Significação Literal e Contextual: SEMÂNTICA - sentido e emprego de vocábulos
- Significação das palavras
- Significante
- é elemento concreto, um sinal que pode gerar sentidos
- Significado
- é elemento abstrato, mental que é "apontado" pelo significante
- Um mesmo significante pode ter mais de um significado:
- Ambiguidade
- É acidental, não intencional: o significante pode ter mais de um significado em um mesmo contexto.
- Polissemia
- Um mesmo significante pode ter mais de um significado, em difernetes contextos.
- A polissemia ocorre com emprego consciente, intencional da linguagem
- Ambiguidade
- Significante
- HOMÔNIMOS
- Mesma escrita (homógrafos)
- o emprego, eu emprego
- a mesma pronúncia (homófonos)
- eu sinto, o cinto; sessão, cessão, seção/ sela, cela, acender, ascender
- Homógrafos homófonos (homônimos perfeitos)
- Acordei cedo. Eu cedo a vaga. Meninos são. Amigos são para sempre.
- Mesma escrita (homógrafos)
- PARÔNIMOS
- Semelhantes na escrita e ou na pronúncia
- flagrante X fragrante, mandado X mandato, retificar X ratificar, vultoso X vultuoso
- Semelhantes na escrita e ou na pronúncia
- Significação das palavras
Campos Semânticos e Campos Lexicais
- Noção preliminar: léxico e semântica
- Léxico é o acervo de palavras de uma língua. Esse acerto sofre adições com a mutabilidade de uma língua no tempo. Em um texto, o léxico é o conjunto de palavras nele empregadas. Para cada usuário de uma língua, o léxico é um universo de palavras por ele conhecidas.
- Palavras podem associar-se de formas relevantes e colaborar para uma leitura eficiente.
- Campo Lexical
- Trata-se de agrupamento de palavras com parentesco baseado em dois processos
- Derivação ou composição com um mesmo radical
- Campo lexical de pedra: pedreiro, pedregulho, apedrejar, quebra-pedra, pedrinha.
- Pertencimento a uma mesma área do saber ou área conceitual
- Campo lexical de carnaval: samba, desfine, trio elétrico, pierrot, confetes, escola de samba, frevo...
- Derivação ou composição com um mesmo radical
- Trata-se de agrupamento de palavras com parentesco baseado em dois processos
- Campo semântico
- Trata-se da extensão de significados e conceitos que um termo pode abranger, cada significado ou conceito ajustado a um certo contexto
- Campo semânitco da palavra "balão": bexiga, rotatória, furto, dirigível...
- Campo semântico de "linha": fio, cordel, linha de ônibus, rota, série, estilo, fila, regra, andar na linha, verso, elegância...
- Trata-se da extensão de significados e conceitos que um termo pode abranger, cada significado ou conceito ajustado a um certo contexto
- Noção preliminar: léxico e semântica
Tipologia e Gêneros Textuais (modos de organização discursiva)
- A tipologia textual abrange quatro tipos de estruturas e formas de empregar certos recussos linguísticos, conforme se mostra a seguir:
- NARRAÇÃO
- 1) Tempo, espaço, ação, personagens.
- 2) Predominam advérbios: tempo e lugar.
- 3) Sequência cronológica: antes, durante, depois.
- 4) Verbos no pretérito perfeito prevalecem.
- DESCRIÇÃO
- 1) Espaço e/ou ação e/ou personagens.
- 2) Predominam adjetivos e vocabulários dos cinco sentidos, sobretudo visão.
- 3) Só durante uma cena.
- 4) Verbos no presente, no gerúndio e/ou pretérito imperfeito.
- DISSERTAÇÃO
- 1) Conceito, informação, dados, juízos de valor e fundamentação.
- 2) Predominam substantivos abstratos. Pode haver adjetivos subjetivos (juízo de valor)
- 3) Predomina o presente.
- 4) Verbos sobretudo no presente.
- TEXTO INJUNTIVO
- Pode conter instruções sobre procedimentos (verbos no imperativo e/ou infinitivo), que é chamado também de TEXTO INSTRUCIONAL (manuais, receitas, bulas, etc.), ou
- Pode conter regras e normas (verbos no presente e/ou no futuro), que é chamado também de TEXTO NORMATIVO ou DEONTOLÓGICO (leis, decretos, regulamentos, contratos, etc.).
- Textos do gênero jornalístico
- Editorial
- Texto dissertativo-argumentativo sem indicação de autoria, utilizando para tornar pública a postura ideológica adotada por uma equipe de certo veículo de comunicação.
- Notícia
- Apenas o registro dos acontecimentos, narração objetiva, fatos sem comentário.
- Reportagem
- Investiga um assunto a fundo e mostra depoimentos, testemunhos de autoridades, dados de pesquisa. Podem ocorrer postura ideológica.
- Resenha
- Resumo crítico, mostra as ideias centrais e tece comentários que podem comparar obras, podem criticar ou elogiar com fundamentos. Aplica-se a livros, filmes, teatro etc.
- Crônica
- Narração curta de fato trivial do cotidiano, abordado de forma bem-humorada, linguagem leve e informal, acessível - pode conter ironia sutil.
- Artigo de opinião
- Texto dissertativo-argumentativo com indicação de autoria, utilizado para expressar postura ideológica bem fundamentada e articulada. Geralmente escrito por autoridades de renome e profundo conhecimento na área em que atuam. Marcados por juízos de valor, críticas, com objetivo de convencer a respeito de pontos de vista.
- Charge
- Texto visual e verbal com registro de situação do momento de maneira bem-humorada e/ou crítica. Pode empregar ironia. Costuma provocar reflexão crítica.
- Cartum
- Texto visual e verbal com representação de um contexto que ultrapassa o momento histórico, de maneira bem-humorada e crítica. Pode empregar ironia. Costuma provocar reflexão crítica.
- Tira
- Texto visual e verbal com personagens em uma breve sequência de ações em que pode se dar fato engraçado, curioso, provocativo.
- Editorial
- Textos do gênero publicitário
- Peça publicitária
- Texto verbal e visual que pode combinar recursos visuais em cores, formas, tamanho, posição, intertextualidade, ritmo etc. para cativar a atenção do receptor e provocar nele reação/ação, geralmente no sentido de aquisição de produtos ou de formação de atitudes.
- Placa
- Recurso comunicativo visual para áreas abertas, com texto curto e elementos visuais ou códigos em cor, formato, posição, tamanho que enfatizem a mensagem.
- Propaganda institucional/educacional
- Recurso comunicativo visual para áreas sobretudo fechadas, com textos breves ou elementos visuais.
- Peça publicitária
- Textos do gênero epistolar
- Carta
- Possui remetente e destinatário, trata de assunto ompartilhado entre os dois, o tratamento pode ser formal o amigável/familiar. Possio vocativo (invocação inicial) e saldação final.
- Relatório
- Registra resultados de trabalho realizado em dado período de tempo. Tem caráter narrativo e descritivo. Pode ser apenas expositivo ou pode ser analítico.
- Parecer
- Posicionamento técnico fundamentado por autoridade especializada no assunto submetido a sua análise. Sugere decisões, providências. Pode ser aprovado ou rejeitado.
- Ofício
- Correspondência oficial entre órgãos públicos. Linguagem estritamente formal, tratametos respeitosos,clareza de ideias, impessoalidade, uniformidade, objetividade, assuntos apenas do interesse público.
- Carta
- Texto didático
- É produzido com o objetivo máximo de fazer o leitor compreender e assimilar conhecimentos, conceitos, técnicas etc.
- Para isso, a linguagem, a organização e o conteúdo são planejados para permitir a mairo clareza e objetividade possível. Assim, todos os leitores poderão obter a mesma compreensão.
- Características do texto didático:
- Objetividade / Impessoalidade / Denotação / 3° pessoa verbal
- Linguagem acessível planejada/adaptada de acordo com o nível do leitor almejado.
- Ajustes no vocabulário para potencializar a compreensão
- Sequência rigorosamente coesa, conteúdo exposto passo a passo.
- Função: Ensinar.
- Ex.: Livros escolares, conferências, palestras...
- Texto preditivo
- Tem função de antecipar eventos futuros que podem vir a ocorrer ou não.
- Abrange: profecias, oráculos, horóscopos, almanaque, boletim meteorológico, programação de eventos, roteiro de viagem, relato de sonhos, pequisas de intenção de voto.
- Emprega verbos no futuro do presente ou presente do indicativo. Pode empregar explressões indicativas de futuro. Costuma haver interlocução.
- Obs.: Texto divinatório
- Faz parte do universo dos textos preditivos
- Ex.: Horóscopo, oráculos...
- Divinatório: Relatuvo a adivinhação ou que se usa nas práticas de adivinhação.
- Resumo
- Recupera e reproduz com fidelidade as ideias principais de um texto para oferecer uma visão geral.
- Predomina verbo no modo indicativo.
- Referência bibliográfica
- 3° pessoa
- Reprodução fiel na mesma ordem e com as mesmas relações das ideias principais originais.
- Sem avaliações e comentários
- Não interage com o leitor
- O que é eliminado no resumo:
- exemplos
- expressões explicativas
- Casos particulares
- repetições
- comentários
- detalhamentos
- Sinopse
- Texto espositivo curto que apresenta elementos essenciais de um produto cultural: filme, espetáculo, musical, peça teatral, livro, documentário etc.
- O objetivo é antecipar ao leitor informações que se destacam na obra, sem revelar o inteiro teor. Dessa forma, cria-se curiosidade e interesse.
- Não comenta nem avalia de modo subjetivo. Tende a usar 3° pessoa verbal.
- Texto de divulgação científica
- O objetivo é tornar acessível ao público leigo algum conhecimento especializado produzido em universidades e pesquisas científicas em geral.
- Assim, procura simplificar a linguagem, menos técnica, fazer uso de analogias didáticas e de inlustrações explicativas para traduzir conceitos.
- É encontrado em páginas da web, em redes sociais, revistas como Galileu, Superinteressante, seções de jornais sobre ciência.
Tipos de discurso: DIRETO, INDIRETO e INDIRETO LIVRE
- Os tipos de discurso são formas de apresentar/citar a fala de um personagem, formas como podemos relatar palavras alheias:
- DISCURSO DIRETO
- Apresenta a fala supostamente original, como se o falante estivesse agora diante do leitor.
- Verbo declarativo, geralmente seguido de dois-pontos e travessão ou aspas.
- Ex.: Ana acordou cedo e pediu ao pai: — Prepare-me um café.
- Ex.: O médico atendeu as vítimas e alertou: "É cristão socorrer os desvalidos".
- DISCURSO INDIRETO
- Apresenta a fala reformulada pelo narrador/relator.
- Verbo declarativo, geralmente seguido de conjunção integrante (que/se).
- Ex.: Ana acordou cedo e pediu ao pai que lhe preparasse um café.
- Ex.: O médico atendeu as vítimas e alertou que era cristão socorrer os desvalidos.
- DISCURSO INDIRETO LIVRE
- Confunde falas/trechos de narrador e de pesonagem, em um mesmo fluxo de ideias.
- Sem verbo declarativo, mas forma escrita do discurso indireto.
- Ex.: Ana acordou cedo. O pai que lhe preparasse um café.
- Ex.: O médico atendeu as Vítimas. Era Cristão socorrer os desvalidos.
- Transformação entre discursodireto e discurso indireto
- Discurso Direto
- Presente do indicativo
- Ana assumiu: — Sou professora.
- Pretérito perfeito do indicativo
- Felipe confessou: — Não tomei banho.
- Futuro do presente
- O garçom avisou: — O restaurante fechará logo.
- Imperativo
- O pai pediu aos filhos: — Tragam meus livros.
- Pronomes de 1ª e 2ª pessoa
- Ana afirmou: — Posso te ajudar.
- Este(a)(s)/esse(a)(s)
- Breno informou: — Este livro vai surpreender.
- Advérbio de proximidade
- Maria admitiu: — Hoje estamos felizes aqui.
- Presente do indicativo
- Discurso Indireto
- Pretérito imperfeito do indicativo
- Ana assumiu que era professora.
- Pretérito mais-que-perfeito do indicativo
- Felipe confessou que não tomara banho. (ou: tinha havia tomado)
- Futuro do pretérito
- O garçiom avisou que o restaurante fecharia logo.
- Pretérito imperfeito do subjuntivo
- O pai pediu aos filhos que lhe trouxessem os livros.
- Pronomes de 3ª pessoa
- Ana afirmou que podia ajudá-lo.
- Aquele(a)(s), aquilo
- Breno informou que aquele livro ia surpreender.
- Advérbio de distanciamento
- Maria admitiu que naquele dia estavam felizes naquele lugar.
- Pretérito imperfeito do indicativo
- Discurso Direto
A coerência Textual
- COERÊNCIA versus COESÃO
- Coerência
- Organização lógica
- Consiste em adequada articulação entre os sentidos das partes de um texto, e/ou adequação entre significados do texto e dados da realidade.
- Coesão
- Articulação gramatical do texto
- Consiste em estabelecer referência de um trexo a outro do texto, e/ou estabelecer conexão/sequência entre orações/frases/parágrafos.
- Além disso, a coesão pode levar em conta elementos da situação comunicativa entre emissor e receptor (coesão exofórica e emprego de elementos dêiticos.
- Coerência
- A COERÊNCIA pode ocorrer internamente o ao texto, ou pode ocorrer entre o texto e a realidade.
- coerência Interna (coerência textual)
- Adequação entre os sentidos das partes do texto.
- Ex.: Diante do perigo, só tinha medo de ter coragem.
- Sem coerência interna.
- Ex.: Diante do perigo, só tinha medo de ter coragem.
- Adequação entre os sentidos das partes do texto.
- Coerência entre o texto e a realidade (coerência pragmática)
- O sentido produzido no texto equivale a um dado do mundo real.
- Ex.: Ana gosta de acordar bem cedo para ver o sol nascer no Oeste.
- Sem coerência pragmática.
- Ex.: Ana gosta de acordar bem cedo para ver o sol nascer no Oeste.
- O sentido produzido no texto equivale a um dado do mundo real.
- coerência Interna (coerência textual)
- Obs.: MUITO CUIDADO!
- A coerência NÃO é a mesma coisa que SENTIDO
- Coerência vai muito além do mero significado das palavras e frases.
- É preciso observar a articulação das ideias no texto.
- Mecanismos de Coesão Referencial: Anáfora, Catáfora, dêixis, substituição, hiperonímia, hiponímia
- Anáfora ou coesão anafórica
- Ocorre quando uma palavra ou extressão antecipa informações que o texto ainda vai apresentar mais especificamente na sequência.
- Ex.: Pedrinho segurava firme a mão do pai. O menino não queria se perder.
- Ocorre quando uma palavra ou extressão antecipa informações que o texto ainda vai apresentar mais especificamente na sequência.
- Catáfora ou coesão catafórica
- Ocorre quando uma palavra ou expressão antecipa informações que o texto ainda vai apresentar mais especificamente na sequência.
- Ex.: Ela vinha de distantes terras onde não há tempo para tristezas. Ana era mais forte que todos.
- Ocorre quando uma palavra ou expressão antecipa informações que o texto ainda vai apresentar mais especificamente na sequência.
- Dica:
- Pronome relativo retoma substantivo anterior ou expressão nominal anterior, mas aceima de tudo prevalece a lógica textual (coerência) e a clareza da informação.
- A coesão ANAFÓRICA e a coesão CATAFÓRICA ocorrem dentro do texto, entre elementos escritos ou pressupostos (elipse) na estrutura da oração. Podem ser chamadas de COESÃO ENDOFÓRICA.
- Não obstante, a coesão pode ocorrer entre elementos expressos no texto e dados do contexto que envolve os interlocutores em uma dada sutuação comunicativa. Pode ocorrer aí:
- COESÃO EXOFÓRICA
- O elemento referido é fico, mas apenas não estava expresso no texto.
- Ex.: Pedro chegou cedo. Queria ver tudo: animais, palhaços, trapezistas.
- Nesse texto, o leitor só vai pensar logo em circo, a partir dos elementos desse campo lexical. Logo, temos aqui coesão exofórica.
- COESÃO COM DÊIXIS
- O elemento referido não é fixo, mas varia conforme a situação entre os interlocutores.
- Ex.: Aqui estamos confortáveis hoje.
- Nesse outro texto, o leitor vai associr o advérbio "aqui" ao lugar onde ele estiver (e por isso pode variar a cada vez que enunciamos a mesma frase, em locas diferentes); o leitor vai associar a forma verbal "estamos" ao grupo em que ele estiver inserido a cada momento quando essa frase for enunciada; e o leitor vai associar o advérbio "hoje" ao dia ou à data do momento e que essa frase for enunciada. Então temos aqui coesão com dêixis ou elementos dêiticos.
- COESÃO EXOFÓRICA
- A coesão ANAFÓRICA e a coesão CATAFÓRICA podem ocorrer também por meio de substituições.
- As substituições podem se dar por SINÔNIMOS, HIPERÔNIMOS e HIPÔNIMOS, processos chamados respectivamente de: SINONÍMIA, HIPERONÍMIA e HIPONÍMIA.
- HIPERÔNIMO
- Ex.: Getúlio Vargas governou o Brasil durante dois pediodos. O político liderou o país entre 1930 e 1945, e depois retornou entre 1951 e 1954.
- Nesse caso, primeiro identificamos o nome do indivíduo, elemento (Getúlio Vargas). Depois é referenciado com uma paravra mais genérica, representando o grupo (político).
- Ex.: Getúlio Vargas governou o Brasil durante dois pediodos. O político liderou o país entre 1930 e 1945, e depois retornou entre 1951 e 1954.
- HIPÔNIMO
- Ex.: Um mamífero pré-histórico foi descoberto. Seu fóssil data de aproximadamente 30 milhões de anos. Trata-se de uma baleia que andava em terra com quatro patas.
- Nesse caso, primeiro identificamos o nome do grupo, mais genérico (mamífero). Depois é referenciado com uma paravra mais específica, indivíduo/elemento do grupo (baleia).
- Ex.: Um mamífero pré-histórico foi descoberto. Seu fóssil data de aproximadamente 30 milhões de anos. Trata-se de uma baleia que andava em terra com quatro patas.
- HIPERÔNIMO
- VERBO VICÁRIO
- Verbo ou locução/expressão verbal que substitui uma oração, e funciona como se fosse pronome em referência anafórica.
- Ex.: Aqueles que reprimem o desejo assim o fazem porque seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido.
- "o fazem" faz referência a "reprimem o desejo", que é uma oração. "Fazem" é verbo vicário.
- Ex.: Aqueles que reprimem o desejo assim o fazem porque seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido.
- Verbo ou locução/expressão verbal que substitui uma oração, e funciona como se fosse pronome em referência anafórica.
- Anáfora ou coesão anafórica
- Dica:
- X...Y... este (Y - mais próximo), aquele (X - mais distante)
- Dica:
- Quem estuda vence. Isso é fato.
- "Isso" se refere à frase anterior.
- Referência Anafórica
- "Isso" se refere à frase anterior.
- Isto é fato: Quem estuda vence.
- "Isto" se refere ao que vem posteriormente.
- Referência Catafórica
- "Isto" se refere ao que vem posteriormente.
- Quem estuda vence. Isso é fato.
- Dica:
- Referência de um pronome é o que ele substitui no texto.
- Os imperadores cunhavam moedas com sua imagem para confirmar seu poderio.
- "sua" e "seu": Pronome possessivo e substituindo "os imperadores"
- COERÊNCIA versus COESÃO
Coesão Sequencial: sentido e emprego de conectivos
- COESÃO SEQUENCIAL
- Consiste no emprego de conectores para articular palavras, trechos, frases, orações e compor um enunciado harmonioso.
- 1) Coesão e Coerência por oposição e contraste
- 1.1) Coordenação Adversativa
- Ex.: Hoje é domingo, mas vou estudar.
- mas: contraste/oposição, conjunção adversativa
- Articuladores: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
- Ex.: A ambisão impoulsiona o progresso científico e tecnológico, mas / porém seu excesso pode acarretar guerras e desequilíbrio ambiental.
- Obs.: A conjunção "mas" pode ter seu sentido reforçado pelas outras conjunções adversativas.
- Ex.: A ambição impulsiona o progresso científico e tecnológico, mas seu excesso pode acarretar, entretanto, guerras e desequilíbrio ambiental.
- Ex.: A ambição impulsiona o progresso científico e tecnológico, mas, entretanto, seu excesso pode acarretar guerras e desequilíbrio ambiental.
- Ex.: Hoje é domingo, mas vou estudar.
- 1.2) Subordinação Concessiva
- Ex.: Embora seja domingo, vou estudar.
- Regra eliptica: Não estudo no domingo. Regra versus Exceção. Conjunção Concessiva,
- Articuladores:
- Conjunções ou Locuções Conjuntivas: embora, muito embora, ainda que, conquanto, posto que, se bem que, mesmo que
- Locuções Prepositivas: apesar de, a despeito de, não obstante
- Ex.: Embora a ambição impulsione o progresso científico e tecnológico, seu excesso pode acarretar guerras e desequilíbrio ambiental.
- Ex.: Ainda que tenham ocorrido apenas na infância, algumas experiências influenciam atitudes na vida adulta.
- Ex.: Apesar de terem ocorrido apenas na infância, algumas experiências influenciam atitudes na vida adulta.
- Ex.: Embora seja domingo, vou estudar.
- ADVERSATIVA X CONCESSIVA
- A doação de órgãos é reconhecida como ato valoroso, mas ainda existe resistência e preconceito.
- Embora a doação de órgãos seja reconhecida como ato valoroso, ainda existe resistência e preconceito.
- Obs.: Só a oração concessiva pode trocar de lugar com a oração principal.
- Ainda existe resistência e preconceito, embora a doação de órgãos seja reconhecida como ato valoroso.
- Como escolher? Dica: adversativa causa surpresa. Concessiva permite antecipar.
- 1.1) Coordenação Adversativa
- 2) Coesão e Coerência por causa, motivo, razão
- 2.1)
- Conjunções e Locuções
- porque, pois, como, já que, visto que, uma vez que
- Preposições e Locuções Prepositivas:
- por, por causa de, em vista de, em virtude de, devido a, em consequência de, por motivos de, por razões de.
- Ex.: A obesidade tornou-se um grave problema, porque aumenta o risco de doenças cardiovasculares e de diabetes.
- Ex.: Os exercícios físicos são recomentáveis, em virtude dos seus benefícios para reduzir males que advêm da obesidade.
- Obs.: Na articulação sintática de causa, a oração pode preceder a oração principal
- Por ameaçar a segurança e tolher a liberdade de locomoção, a violência requer um combate constante.
- Como aumenta o risco de doenças cardiovasculares e de diabetes, a obesidade tornou-se um grave problema.
- Conjunções e Locuções
- 2.1)
- 3) Coesão e Coerência por conclusão, efeito, resultado lógico
- Principais articuladores: logo, portanto, então, assim, por isso, por conseguinte, pois (posposto ao verbo), de modo que, em vista disso
- Ex.: A falta de considerar a história de vida do outro predispõe a ódio e violência, portanto é preciso cultivar o valor humano da empatia.
- Obs.: "logo" e "de modo que" só se empregam antes do verbo. A conjunção "pois" só se emprega depois do verbo. As outras podem ser empregadas antes ou depois do verbo.
- Ex.: A empatia permite perceber e respeitar o outro como diferente, de modo que pode reduzir ódio, violência e bullying.
- Ex.: A empatia permite perceber e respeitar o outro como diferente; pode, pois, reduzir ódio, violência e bullyng.
- Principais articuladores: logo, portanto, então, assim, por isso, por conseguinte, pois (posposto ao verbo), de modo que, em vista disso
- 4) Coesão e Coerência por condição, suposição, hipótese
- 4.1) Articulador principal: Se
- Ex.: Se a inteligência artificial já pode aprender e aperfeiçoar-se, então cabe prever que ela superará o homem em algumas atividades.
- Ex.: Se a inteligência artificial superar o homem em algumas atividades, restarão tarefas tipicamente humanas que algoritmos não executam.
- Outros articuladores: caso, contanto que, desde que, a menos que, a não ser que
- Ex.: Caso a inteligência artificial supere o homem em algumas atividades, restarão tarefas tipicamente humanas que algoritmos não executam.
- Ex.: Contanto que a prática de exercícios físicos seja habitual, a obesidade poderá diminuir.
- Ex.: A menos que a prática de exercícios físicos seja habitual, a obesidade poderá diminuir.
- "a menos que" tem sentido negativo, acompanha de "não" posterior.
- Ex.: Desde que estude, vou gabaritar. A menos que estude, não vou gabaritar.
- 4.1) Articulador principal: Se
- 5) Coesão e coerência por fim, finalidade, objetivo
- 5.1) A maneira mais comum de manifestar finalidade é utilizando a preposição "para"
- Ex.: É necessário cultivar a empatia para que sejam respeitadas as diferenças culturais.
- Ex.: É necessário cultivar a empatia para serem respeitadas as diferenças culturais.
- 5.2) Outros articuladores: a fim de, com o propósito de, com a intenção de, com o intuito de, com o objetivo de
- obs.: Estes outros articuladores se utilizam em situações em que, na oração principal, haja uma construção agentiva (com verbo de ação).
- Ex.: A educação deve ser priorizada, com o objetivo de formar cidadãos que cooperem para o bem comum e evitem extremos de violência.
- deve ser priorizada: ação
- Ex.: A obesidade deve diminuir para reduzir riscos para a saúde coletiva.
- deve diminuir: não é ação, é fato
- 5.1) A maneira mais comum de manifestar finalidade é utilizando a preposição "para"
- COESÃO SEQUENCIAL
Reescrita de frases e clareza
- Reescrita de frases e manutenção do sentido: Significação, substituição, reorganização, alteração sintática, alteração semântica/prejuízo semântico, prejuízo sintático
- A reescrita de frases pode ser abordada quanto à manutenção de clareza na frase
- A clareza é obtida evitando-se situações que geram duplicidade de sentido.
- IDEIAS CLARAS x IDEIAS OBSCURAS ou DUPLO SENTIDO
- Frases com duplo sentido:
- A campanha arrecadou cobertores para casal de lã.
- O juiz convocou o réu e lhe entregou seus bens.
- Frases com sentido único (clareza):
- A campanha arrecadou cobertores de lã para casal.
- O réu recebeu seus bens após convocação do juiz.
- Frases com duplo sentido:
- Reescrita de frases e manutenção do sentido: Significação, substituição, reorganização, alteração sintática, alteração semântica/prejuízo semântico, prejuízo sintático
Informações
- Descrição
- Administração Mapa Mental sobre Interpretação de Texto, criado por Felipe Reis em 20-03-2024.
- Criado por
- Felipe Reis
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