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Interpretação de Texto

Felipe Reis Administração Inglês

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Interpretação de Texto

  1. Noções Gerais de Compreensão e Interpretação

    • Compreensão
      • Se baseia em informações escritas ou pressupostas.
      • A informação pressuposta não está escrita, mas permite certeza a partir de relações lógicas entre ideias do texto, ou de aspectos gramaticais com implicações semânticas
    • Interpretação
      • Se baseia em possibilidades a partir de pistas presentes no texto.
      • Trata-se de inferência: depende de confirmação que pode se dar ou não na realidade. Na inferência, lançamos mão da experiência e conhecimento prévios à leitura daquele texto.
    • Vocabulário no enunciado das questões
      • Informação no Texto: ESCRITA OU PRESSUPOSTA (CERTEZA)
        • Vocabulário na questão: AFIRMAR, DIZER, RELATAR, MOSTRAR, EVIDENCIAR de acordo com o texto..., segundo o texto...
      • Informação no Texto: SUSPEITA, POSSIBILIDADE
        • Vocabulário na questão: INFERIR, DEPREENDER, ALUDIR, CONCLUIR, SUGERIR, DEDUZIR, a partir do texto...
  2. DICAS

    • ARTIGO DEFINIDO
      • UM suco: Artigo indefinido - genérico
      • O/DO suco: Artigo Definido - Já é conhecido
  3. Significação Literal e Contextual: SEMÂNTICA - sentido e emprego de vocábulos

    • Significação das palavras
      • Significante
        • é elemento concreto, um sinal que pode gerar sentidos
      • Significado
        • é elemento abstrato, mental que é "apontado" pelo significante
      • Um mesmo significante pode ter mais de um significado:
        • Ambiguidade
          • É acidental, não intencional: o significante pode ter mais de um significado em um mesmo contexto.
        • Polissemia
          • Um mesmo significante pode ter mais de um significado, em difernetes contextos.
          • A polissemia ocorre com emprego consciente, intencional da linguagem
    • HOMÔNIMOS
      • Mesma escrita (homógrafos)
        • o emprego, eu emprego
      • a mesma pronúncia (homófonos)
        • eu sinto, o cinto; sessão, cessão, seção/ sela, cela, acender, ascender
      • Homógrafos homófonos (homônimos perfeitos)
        • Acordei cedo. Eu cedo a vaga. Meninos são. Amigos são para sempre.
    • PARÔNIMOS
      • Semelhantes na escrita e ou na pronúncia
        • flagrante X fragrante, mandado X mandato, retificar X ratificar, vultoso X vultuoso
  4. Campos Semânticos e Campos Lexicais

    • Noção preliminar: léxico e semântica
      • Léxico é o acervo de palavras de uma língua. Esse acerto sofre adições com a mutabilidade de uma língua no tempo. Em um texto, o léxico é o conjunto de palavras nele empregadas. Para cada usuário de uma língua, o léxico é um universo de palavras por ele conhecidas.
      • Palavras podem associar-se de formas relevantes e colaborar para uma leitura eficiente.
    • Campo Lexical
      • Trata-se de agrupamento de palavras com parentesco baseado em dois processos
        • Derivação ou composição com um mesmo radical
          • Campo lexical de pedra: pedreiro, pedregulho, apedrejar, quebra-pedra, pedrinha.
        • Pertencimento a uma mesma área do saber ou área conceitual
          • Campo lexical de carnaval: samba, desfine, trio elétrico, pierrot, confetes, escola de samba, frevo...
    • Campo semântico
      • Trata-se da extensão de significados e conceitos que um termo pode abranger, cada significado ou conceito ajustado a um certo contexto
        • Campo semânitco da palavra "balão": bexiga, rotatória, furto, dirigível...
        • Campo semântico de "linha": fio, cordel, linha de ônibus, rota, série, estilo, fila, regra, andar na linha, verso, elegância...
  5. Tipologia e Gêneros Textuais (modos de organização discursiva)

    • A tipologia textual abrange quatro tipos de estruturas e formas de empregar certos recussos linguísticos, conforme se mostra a seguir:
    • NARRAÇÃO
      • 1) Tempo, espaço, ação, personagens.
      • 2) Predominam advérbios: tempo e lugar.
      • 3) Sequência cronológica: antes, durante, depois.
      • 4) Verbos no pretérito perfeito prevalecem.
    • DESCRIÇÃO
      • 1) Espaço e/ou ação e/ou personagens.
      • 2) Predominam adjetivos e vocabulários dos cinco sentidos, sobretudo visão.
      • 3) Só durante uma cena.
      • 4) Verbos no presente, no gerúndio e/ou pretérito imperfeito.
    • DISSERTAÇÃO
      • 1) Conceito, informação, dados, juízos de valor e fundamentação.
      • 2) Predominam substantivos abstratos. Pode haver adjetivos subjetivos (juízo de valor)
      • 3) Predomina o presente.
      • 4) Verbos sobretudo no presente.
    • TEXTO INJUNTIVO
      • Pode conter instruções sobre procedimentos (verbos no imperativo e/ou infinitivo), que é chamado também de TEXTO INSTRUCIONAL (manuais, receitas, bulas, etc.), ou
      • Pode conter regras e normas (verbos no presente e/ou no futuro), que é chamado também de TEXTO NORMATIVO ou DEONTOLÓGICO (leis, decretos, regulamentos, contratos, etc.).
    • Textos do gênero jornalístico
      • Editorial
        • Texto dissertativo-argumentativo sem indicação de autoria, utilizando para tornar pública a postura ideológica adotada por uma equipe de certo veículo de comunicação.
      • Notícia
        • Apenas o registro dos acontecimentos, narração objetiva, fatos sem comentário.
      • Reportagem
        • Investiga um assunto a fundo e mostra depoimentos, testemunhos de autoridades, dados de pesquisa. Podem ocorrer postura ideológica.
      • Resenha
        • Resumo crítico, mostra as ideias centrais e tece comentários que podem comparar obras, podem criticar ou elogiar com fundamentos. Aplica-se a livros, filmes, teatro etc.
      • Crônica
        • Narração curta de fato trivial do cotidiano, abordado de forma bem-humorada, linguagem leve e informal, acessível - pode conter ironia sutil.
      • Artigo de opinião
        • Texto dissertativo-argumentativo com indicação de autoria, utilizado para expressar postura ideológica bem fundamentada e articulada. Geralmente escrito por autoridades de renome e profundo conhecimento na área em que atuam. Marcados por juízos de valor, críticas, com objetivo de convencer a respeito de pontos de vista.
      • Charge
        • Texto visual e verbal com registro de situação do momento de maneira bem-humorada e/ou crítica. Pode empregar ironia. Costuma provocar reflexão crítica.
      • Cartum
        • Texto visual e verbal com representação de um contexto que ultrapassa o momento histórico, de maneira bem-humorada e crítica. Pode empregar ironia. Costuma provocar reflexão crítica.
      • Tira
        • Texto visual e verbal com personagens em uma breve sequência de ações em que pode se dar fato engraçado, curioso, provocativo.
    • Textos do gênero publicitário
      • Peça publicitária
        • Texto verbal e visual que pode combinar recursos visuais em cores, formas, tamanho, posição, intertextualidade, ritmo etc. para cativar a atenção do receptor e provocar nele reação/ação, geralmente no sentido de aquisição de produtos ou de formação de atitudes.
      • Placa
        • Recurso comunicativo visual para áreas abertas, com texto curto e elementos visuais ou códigos em cor, formato, posição, tamanho que enfatizem a mensagem.
      • Propaganda institucional/educacional
        • Recurso comunicativo visual para áreas sobretudo fechadas, com textos breves ou elementos visuais.
    • Textos do gênero epistolar
      • Carta
        • Possui remetente e destinatário, trata de assunto ompartilhado entre os dois, o tratamento pode ser formal o amigável/familiar. Possio vocativo (invocação inicial) e saldação final.
      • Relatório
        • Registra resultados de trabalho realizado em dado período de tempo. Tem caráter narrativo e descritivo. Pode ser apenas expositivo ou pode ser analítico.
      • Parecer
        • Posicionamento técnico fundamentado por autoridade especializada no assunto submetido a sua análise. Sugere decisões, providências. Pode ser aprovado ou rejeitado.
      • Ofício
        • Correspondência oficial entre órgãos públicos. Linguagem estritamente formal, tratametos respeitosos,clareza de ideias, impessoalidade, uniformidade, objetividade, assuntos apenas do interesse público.
    • Texto didático
      • É produzido com o objetivo máximo de fazer o leitor compreender e assimilar conhecimentos, conceitos, técnicas etc.
      • Para isso, a linguagem, a organização e o conteúdo são planejados para permitir a mairo clareza e objetividade possível. Assim, todos os leitores poderão obter a mesma compreensão.
      • Características do texto didático:
        • Objetividade / Impessoalidade / Denotação / 3° pessoa verbal
        • Linguagem acessível planejada/adaptada de acordo com o nível do leitor almejado.
        • Ajustes no vocabulário para potencializar a compreensão
        • Sequência rigorosamente coesa, conteúdo exposto passo a passo.
      • Função: Ensinar.
      • Ex.: Livros escolares, conferências, palestras...
    • Texto preditivo
      • Tem função de antecipar eventos futuros que podem vir a ocorrer ou não.
      • Abrange: profecias, oráculos, horóscopos, almanaque, boletim meteorológico, programação de eventos, roteiro de viagem, relato de sonhos, pequisas de intenção de voto.
      • Emprega verbos no futuro do presente ou presente do indicativo. Pode empregar explressões indicativas de futuro. Costuma haver interlocução.
      • Obs.: Texto divinatório
        • Faz parte do universo dos textos preditivos
        • Ex.: Horóscopo, oráculos...
        • Divinatório: Relatuvo a adivinhação ou que se usa nas práticas de adivinhação.
    • Resumo
      • Recupera e reproduz com fidelidade as ideias principais de um texto para oferecer uma visão geral.
      • Predomina verbo no modo indicativo.
      • Referência bibliográfica
      • 3° pessoa
      • Reprodução fiel na mesma ordem e com as mesmas relações das ideias principais originais.
      • Sem avaliações e comentários
      • Não interage com o leitor
      • O que é eliminado no resumo:
        • exemplos
        • expressões explicativas
        • Casos particulares
        • repetições
        • comentários
        • detalhamentos
    • Sinopse
      • Texto espositivo curto que apresenta elementos essenciais de um produto cultural: filme, espetáculo, musical, peça teatral, livro, documentário etc.
      • O objetivo é antecipar ao leitor informações que se destacam na obra, sem revelar o inteiro teor. Dessa forma, cria-se curiosidade e interesse.
      • Não comenta nem avalia de modo subjetivo. Tende a usar 3° pessoa verbal.
    • Texto de divulgação científica
      • O objetivo é tornar acessível ao público leigo algum conhecimento especializado produzido em universidades e pesquisas científicas em geral.
      • Assim, procura simplificar a linguagem, menos técnica, fazer uso de analogias didáticas e de inlustrações explicativas para traduzir conceitos.
      • É encontrado em páginas da web, em redes sociais, revistas como Galileu, Superinteressante, seções de jornais sobre ciência.
  6. Tipos de discurso: DIRETO, INDIRETO e INDIRETO LIVRE

    • Os tipos de discurso são formas de apresentar/citar a fala de um personagem, formas como podemos relatar palavras alheias:
    • DISCURSO DIRETO
      • Apresenta a fala supostamente original, como se o falante estivesse agora diante do leitor.
      • Verbo declarativo, geralmente seguido de dois-pontos e travessão ou aspas.
      • Ex.: Ana acordou cedo e pediu ao pai: — Prepare-me um café.
      • Ex.: O médico atendeu as vítimas e alertou: "É cristão socorrer os desvalidos".
    • DISCURSO INDIRETO
      • Apresenta a fala reformulada pelo narrador/relator.
      • Verbo declarativo, geralmente seguido de conjunção integrante (que/se).
      • Ex.: Ana acordou cedo e pediu ao pai que lhe preparasse um café.
      • Ex.: O médico atendeu as vítimas e alertou que era cristão socorrer os desvalidos.
    • DISCURSO INDIRETO LIVRE
      • Confunde falas/trechos de narrador e de pesonagem, em um mesmo fluxo de ideias.
      • Sem verbo declarativo, mas forma escrita do discurso indireto.
      • Ex.: Ana acordou cedo. O pai que lhe preparasse um café.
      • Ex.: O médico atendeu as Vítimas. Era Cristão socorrer os desvalidos.
    • Transformação entre discursodireto e discurso indireto
      • Discurso Direto
        • Presente do indicativo
          • Ana assumiu: — Sou professora.
        • Pretérito perfeito do indicativo
          • Felipe confessou: — Não tomei banho.
        • Futuro do presente
          • O garçom avisou: — O restaurante fechará logo.
        • Imperativo
          • O pai pediu aos filhos: — Tragam meus livros.
        • Pronomes de 1ª e 2ª pessoa
          • Ana afirmou: — Posso te ajudar.
        • Este(a)(s)/esse(a)(s)
          • Breno informou: — Este livro vai surpreender.
        • Advérbio de proximidade
          • Maria admitiu: — Hoje estamos felizes aqui.
      • Discurso Indireto
        • Pretérito imperfeito do indicativo
          • Ana assumiu que era professora.
        • Pretérito mais-que-perfeito do indicativo
          • Felipe confessou que não tomara banho. (ou: tinha havia tomado)
        • Futuro do pretérito
          • O garçiom avisou que o restaurante fecharia logo.
        • Pretérito imperfeito do subjuntivo
          • O pai pediu aos filhos que lhe trouxessem os livros.
        • Pronomes de 3ª pessoa
          • Ana afirmou que podia ajudá-lo.
        • Aquele(a)(s), aquilo
          • Breno informou que aquele livro ia surpreender.
        • Advérbio de distanciamento
          • Maria admitiu que naquele dia estavam felizes naquele lugar.
  7. A coerência Textual

    • COERÊNCIA versus COESÃO
      • Coerência
        • Organização lógica
        • Consiste em adequada articulação entre os sentidos das partes de um texto, e/ou adequação entre significados do texto e dados da realidade.
      • Coesão
        • Articulação gramatical do texto
        • Consiste em estabelecer referência de um trexo a outro do texto, e/ou estabelecer conexão/sequência entre orações/frases/parágrafos.
        • Além disso, a coesão pode levar em conta elementos da situação comunicativa entre emissor e receptor (coesão exofórica e emprego de elementos dêiticos.
    • A COERÊNCIA pode ocorrer internamente o ao texto, ou pode ocorrer entre o texto e a realidade.
      • coerência Interna (coerência textual)
        • Adequação entre os sentidos das partes do texto.
          • Ex.: Diante do perigo, só tinha medo de ter coragem.
            • Sem coerência interna.
      • Coerência entre o texto e a realidade (coerência pragmática)
        • O sentido produzido no texto equivale a um dado do mundo real.
          • Ex.: Ana gosta de acordar bem cedo para ver o sol nascer no Oeste.
            • Sem coerência pragmática.
    • Obs.: MUITO CUIDADO!
      • A coerência NÃO é a mesma coisa que SENTIDO
      • Coerência vai muito além do mero significado das palavras e frases.
      • É preciso observar a articulação das ideias no texto.
    • Mecanismos de Coesão Referencial: Anáfora, Catáfora, dêixis, substituição, hiperonímia, hiponímia
      • Anáfora ou coesão anafórica
        • Ocorre quando uma palavra ou extressão antecipa informações que o texto ainda vai apresentar mais especificamente na sequência.
          • Ex.: Pedrinho segurava firme a mão do pai. O menino não queria se perder.
      • Catáfora ou coesão catafórica
        • Ocorre quando uma palavra ou expressão antecipa informações que o texto ainda vai apresentar mais especificamente na sequência.
          • Ex.: Ela vinha de distantes terras onde não há tempo para tristezas. Ana era mais forte que todos.
      • Dica:
        • Pronome relativo retoma substantivo anterior ou expressão nominal anterior, mas aceima de tudo prevalece a lógica textual (coerência) e a clareza da informação.
      • A coesão ANAFÓRICA e a coesão CATAFÓRICA ocorrem dentro do texto, entre elementos escritos ou pressupostos (elipse) na estrutura da oração. Podem ser chamadas de COESÃO ENDOFÓRICA.
      • Não obstante, a coesão pode ocorrer entre elementos expressos no texto e dados do contexto que envolve os interlocutores em uma dada sutuação comunicativa. Pode ocorrer aí:
        • COESÃO EXOFÓRICA
          • O elemento referido é fico, mas apenas não estava expresso no texto.
          • Ex.: Pedro chegou cedo. Queria ver tudo: animais, palhaços, trapezistas.
            • Nesse texto, o leitor só vai pensar logo em circo, a partir dos elementos desse campo lexical. Logo, temos aqui coesão exofórica.
        • COESÃO COM DÊIXIS
          • O elemento referido não é fixo, mas varia conforme a situação entre os interlocutores.
          • Ex.: Aqui estamos confortáveis hoje.
            • Nesse outro texto, o leitor vai associr o advérbio "aqui" ao lugar onde ele estiver (e por isso pode variar a cada vez que enunciamos a mesma frase, em locas diferentes); o leitor vai associar a forma verbal "estamos" ao grupo em que ele estiver inserido a cada momento quando essa frase for enunciada; e o leitor vai associar o advérbio "hoje" ao dia ou à data do momento e que essa frase for enunciada. Então temos aqui coesão com dêixis ou elementos dêiticos.
      • A coesão ANAFÓRICA e a coesão CATAFÓRICA podem ocorrer também por meio de substituições.
      • As substituições podem se dar por SINÔNIMOS, HIPERÔNIMOS e HIPÔNIMOS, processos chamados respectivamente de: SINONÍMIA, HIPERONÍMIA e HIPONÍMIA.
        • HIPERÔNIMO
          • Ex.: Getúlio Vargas governou o Brasil durante dois pediodos. O político liderou o país entre 1930 e 1945, e depois retornou entre 1951 e 1954.
            • Nesse caso, primeiro identificamos o nome do indivíduo, elemento (Getúlio Vargas). Depois é referenciado com uma paravra mais genérica, representando o grupo (político).
        • HIPÔNIMO
          • Ex.: Um mamífero pré-histórico foi descoberto. Seu fóssil data de aproximadamente 30 milhões de anos. Trata-se de uma baleia que andava em terra com quatro patas.
            • Nesse caso, primeiro identificamos o nome do grupo, mais genérico (mamífero). Depois é referenciado com uma paravra mais específica, indivíduo/elemento do grupo (baleia).
      • VERBO VICÁRIO
        • Verbo ou locução/expressão verbal que substitui uma oração, e funciona como se fosse pronome em referência anafórica.
          • Ex.: Aqueles que reprimem o desejo assim o fazem porque seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido.
            • "o fazem" faz referência a "reprimem o desejo", que é uma oração. "Fazem" é verbo vicário.
    • Dica:
      • X...Y... este (Y - mais próximo), aquele (X - mais distante)
    • Dica:
      • Quem estuda vence. Isso é fato.
        • "Isso" se refere à frase anterior.
          • Referência Anafórica
      • Isto é fato: Quem estuda vence.
        • "Isto" se refere ao que vem posteriormente.
          • Referência Catafórica
    • Dica:
      • Referência de um pronome é o que ele substitui no texto.
      • Os imperadores cunhavam moedas com sua imagem para confirmar seu poderio.
        • "sua" e "seu": Pronome possessivo e substituindo "os imperadores"
  8. Coesão Sequencial: sentido e emprego de conectivos

    • COESÃO SEQUENCIAL
      • Consiste no emprego de conectores para articular palavras, trechos, frases, orações e compor um enunciado harmonioso.
      • 1) Coesão e Coerência por oposição e contraste
        • 1.1) Coordenação Adversativa
          • Ex.: Hoje é domingo, mas vou estudar.
            • mas: contraste/oposição, conjunção adversativa
          • Articuladores: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
            • Ex.: A ambisão impoulsiona o progresso científico e tecnológico, mas / porém seu excesso pode acarretar guerras e desequilíbrio ambiental.
          • Obs.: A conjunção "mas" pode ter seu sentido reforçado pelas outras conjunções adversativas.
            • Ex.: A ambição impulsiona o progresso científico e tecnológico, mas seu excesso pode acarretar, entretanto, guerras e desequilíbrio ambiental.
            • Ex.: A ambição impulsiona o progresso científico e tecnológico, mas, entretanto, seu excesso pode acarretar guerras e desequilíbrio ambiental.
        • 1.2) Subordinação Concessiva
          • Ex.: Embora seja domingo, vou estudar.
            • Regra eliptica: Não estudo no domingo. Regra versus Exceção. Conjunção Concessiva,
          • Articuladores:
            • Conjunções ou Locuções Conjuntivas: embora, muito embora, ainda que, conquanto, posto que, se bem que, mesmo que
            • Locuções Prepositivas: apesar de, a despeito de, não obstante
          • Ex.: Embora a ambição impulsione o progresso científico e tecnológico, seu excesso pode acarretar guerras e desequilíbrio ambiental.
          • Ex.: Ainda que tenham ocorrido apenas na infância, algumas experiências influenciam atitudes na vida adulta.
          • Ex.: Apesar de terem ocorrido apenas na infância, algumas experiências influenciam atitudes na vida adulta.
        • ADVERSATIVA X CONCESSIVA
          • A doação de órgãos é reconhecida como ato valoroso, mas ainda existe resistência e preconceito.
          • Embora a doação de órgãos seja reconhecida como ato valoroso, ainda existe resistência e preconceito.
          • Obs.: Só a oração concessiva pode trocar de lugar com a oração principal.
            • Ainda existe resistência e preconceito, embora a doação de órgãos seja reconhecida como ato valoroso.
            • Como escolher? Dica: adversativa causa surpresa. Concessiva permite antecipar.
      • 2) Coesão e Coerência por causa, motivo, razão
        • 2.1)
          • Conjunções e Locuções
            • porque, pois, como, já que, visto que, uma vez que
          • Preposições e Locuções Prepositivas:
            • por, por causa de, em vista de, em virtude de, devido a, em consequência de, por motivos de, por razões de.
          • Ex.: A obesidade tornou-se um grave problema, porque aumenta o risco de doenças cardiovasculares e de diabetes.
          • Ex.: Os exercícios físicos são recomentáveis, em virtude dos seus benefícios para reduzir males que advêm da obesidade.
          • Obs.: Na articulação sintática de causa, a oração pode preceder a oração principal
            • Por ameaçar a segurança e tolher a liberdade de locomoção, a violência requer um combate constante.
            • Como aumenta o risco de doenças cardiovasculares e de diabetes, a obesidade tornou-se um grave problema.
      • 3) Coesão e Coerência por conclusão, efeito, resultado lógico
        • Principais articuladores: logo, portanto, então, assim, por isso, por conseguinte, pois (posposto ao verbo), de modo que, em vista disso
          • Ex.: A falta de considerar a história de vida do outro predispõe a ódio e violência, portanto é preciso cultivar o valor humano da empatia.
          • Obs.: "logo" e "de modo que" só se empregam antes do verbo. A conjunção "pois" só se emprega depois do verbo. As outras podem ser empregadas antes ou depois do verbo.
            • Ex.: A empatia permite perceber e respeitar o outro como diferente, de modo que pode reduzir ódio, violência e bullying.
            • Ex.: A empatia permite perceber e respeitar o outro como diferente; pode, pois, reduzir ódio, violência e bullyng.
      • 4) Coesão e Coerência por condição, suposição, hipótese
        • 4.1) Articulador principal: Se
          • Ex.: Se a inteligência artificial já pode aprender e aperfeiçoar-se, então cabe prever que ela superará o homem em algumas atividades.
          • Ex.: Se a inteligência artificial superar o homem em algumas atividades, restarão tarefas tipicamente humanas que algoritmos não executam.
        • Outros articuladores: caso, contanto que, desde que, a menos que, a não ser que
          • Ex.: Caso a inteligência artificial supere o homem em algumas atividades, restarão tarefas tipicamente humanas que algoritmos não executam.
          • Ex.: Contanto que a prática de exercícios físicos seja habitual, a obesidade poderá diminuir.
          • Ex.: A menos que a prática de exercícios físicos seja habitual, a obesidade poderá diminuir.
            • "a menos que" tem sentido negativo, acompanha de "não" posterior.
          • Ex.: Desde que estude, vou gabaritar. A menos que estude, não vou gabaritar.
      • 5) Coesão e coerência por fim, finalidade, objetivo
        • 5.1) A maneira mais comum de manifestar finalidade é utilizando a preposição "para"
          • Ex.: É necessário cultivar a empatia para que sejam respeitadas as diferenças culturais.
          • Ex.: É necessário cultivar a empatia para serem respeitadas as diferenças culturais.
        • 5.2) Outros articuladores: a fim de, com o propósito de, com a intenção de, com o intuito de, com o objetivo de
          • obs.: Estes outros articuladores se utilizam em situações em que, na oração principal, haja uma construção agentiva (com verbo de ação).
          • Ex.: A educação deve ser priorizada, com o objetivo de formar cidadãos que cooperem para o bem comum e evitem extremos de violência.
            • deve ser priorizada: ação
          • Ex.: A obesidade deve diminuir para reduzir riscos para a saúde coletiva.
            • deve diminuir: não é ação, é fato
  9. Reescrita de frases e clareza

    • Reescrita de frases e manutenção do sentido: Significação, substituição, reorganização, alteração sintática, alteração semântica/prejuízo semântico, prejuízo sintático
      • A reescrita de frases pode ser abordada quanto à manutenção de clareza na frase
      • A clareza é obtida evitando-se situações que geram duplicidade de sentido.
      • IDEIAS CLARAS x IDEIAS OBSCURAS ou DUPLO SENTIDO
        • Frases com duplo sentido:
          • A campanha arrecadou cobertores para casal de lã.
          • O juiz convocou o réu e lhe entregou seus bens.
        • Frases com sentido único (clareza):
          • A campanha arrecadou cobertores de lã para casal.
          • O réu recebeu seus bens após convocação do juiz.

Informações

Descrição
Administração Mapa Mental sobre Interpretação de Texto, criado por Felipe Reis em 20-03-2024.
Criado por
Felipe Reis
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