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Rayane Nascimento Português 1 página

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Página 1

Introdução

O presente relatório aborda o que é a camada de ozônio, quais são os seus mecanismos, o quanto a sua destruição afeta não só o Brasil, mas sim o mundo inteiro, o quanto traz consequências a saúde de todos, uma delas podendo ser fatal, porém tem algumas medidas que podem ser tomadas através das industrias e através da população, podendo se prevenir diariamente como medidas que contribui para a diminuição dos danos.

A camada de ozônio

O ozônio (O3) é um dos gases que compõe a atmosfera e cerca de 90% de suas moléculas se concentram entre 20 e 35 km de altitude, região denominada Camada de Ozônio. Sua importância está no fato de ser o único gás que filtra a radiação ultravioleta do tipo B (UV-B), nociva aos seres vivos.

O ozônio tem funções diferentes na atmosfera, em função da altitude em que se encontra. Na estratosfera, o ozônio é criado quando a radiação ultravioleta, de origem solar, interage com a molécula de oxigênio, quebrando-a em dois átomos de oxigênio (O). O átomo de oxigênio liberado une-se a uma molécula de oxigênio (O2), formando assim o ozônio (O3). Na região estratosférica, 90% da radiação ultravioleta do tipo B é absorvida pelo ozônio.

Ao nível do solo, na troposfera, o ozônio perde a sua função de protetor e se transforma em um gás poluente, responsável pelo aumento da temperatura da superfície, junto com o monóxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso.

Mecanismo de Destruição do Ozônio

O ozônio é naturalmente destruído na estratosfera superior pela radiação ultravioleta do Sol. Para cada molécula de ozônio que é destruída, um átomo de oxigênio e uma molécula de oxigênio são formados, podendo se recombinar para produzir o ozônio novamente. Essas reações naturais de destruição e produção de ozônio ocorrem de forma equilibrada.

Apesar da sua relevância, a camada de ozônio começou a sofrer com os efeitos da poluição crescente provocada pela industrialização mundial. Seus principais inimigos são produtos químicos como Halon, Tetracloreto de Carbono (CTC), Hidroclorofluorcabono (HCFC), Clorofluorcarbono (CFC) e Brometo de Metila, substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal e que são denominadas Substâncias Destruidoras da Camada de Ozônio - SDOs. Quando liberadas no meio ambiente, deslocam-se atmosfera acima, degradando a camada de ozônio.

Como ela se apresenta no Brasil e no mundo:

Os primeiros alertas sobre a perda de espessura do escudo protetor são feitos pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa), a partir de pesquisas realizadas entre 1979 e 1986. Os estudos também indicam a existência de um buraco de cerca de 7 milhões de quilômetros quadrados sobre a Antártica. Em 1992 a Nasa identifica um segundo buraco, desta vez sobre o Pólo Norte, chegando às regiões próximas ao Círculo Polar Ártico. Em setembro de 1995, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulga que o buraco sobre o continente antártico já atinge cerca de 10 milhões de km², área equivalente ao território europeu.

No Brasil, a camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com os instrumentos medidores do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O Instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção de CFC no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil apenas 5%dos aerossóis utilizam CFC, já que uma mistura de butano e propano é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição ao clorofluorcarbono.

Consequências:

Essa diminuição da concentração de O3 na atmosfera tem provocado o aumento da quantidade de raios ultravioleta que chegam à superfície terrestre, provocando diversos impactos para o meio ambiente do mundo inteiro. Entre os impactos, destacam-se:

Impactos sobre o organismo humano1: envelhecimento precoce, mutação genética, problemas no sistema imunológico e câncer de pele.

Impacto sobre as plantas: A grande quantidade de raios ultravioleta pode comprometer o processo de fotossíntese, impactando o sistema nutritivo das plantas e o seu crescimento.

Redução de espécies1: A superexposição de raios UV pode prejudicar o desenvolvimento de diversas espécies marítimas, como peixes, camarões, caranguejos e fitoplânctons (base da cadeia alimentar marítima). Além disso, o contato com essa radiação pode causar diversas mutações genéticas, alterando totalmente o DNA dos seres vivos.

Contribuição para o aquecimento global: A diminuição da camada de Ozônio e o aumento da quantidade de raios UV podem contribuir para a aceleração do aquecimento global.

A exposição em excesso as radiações UV causa danos acumulativos e irreversíveis aos olhos, a pele e ao sistema imunológico humano.

Olhos:

A exposição prolongada ao sol é a principal causa ou, pelo menos, agravante de cerca de 20% dos casos de catarata no mundo. E a catarata, por sua vez, é a principal causa da cegueira, sendo que cerca de 15 milhões de pessoas no mundo ficaram cegas graças à sua ocorrência. A incidência maior desse problema dos olhos fica nas regiões próximas à linha do Equador.

Pele:

As radiações UV atuam na formação de radicais livres no interior das células, altera a textura da pele, enfraquece sua elasticidade, além de levar à flacidez e ao envelhecimento precoce, com o surgimento de rugas prematuras e hematomas com mais facilidade.

Além disso, os raios UV penetram a pele, matando células da camada mais externa, e em camadas mais profundas pode danificar o DNA dos genes que controlam o crescimento e a divisão das células da pele, sendo que nesse caso o resultado pode ser o câncer. Pesquisas mostram que todo ano cerca de 66 mil pessoas morrem vítimas do câncer de pele.

Sistema Imunológico:

A radiação UV divide-se em três faixas de energia distintas: UVA (320 nm a 400 nm), UVB (290nm a 320 nm) e UVC (200 nm a 290 nm). A UVB é a mais danosa e reduz a eficiência do sistema imunológico, isto é, diminui a defesa do corpo contra infecções bacterianas, fúngicas, parasíticas ou virais.Muitos após se exporem ao sol ficam com pequenas bolhas nos lábios ou herpes simples.

Medidas de prevenção

Vários países adotaram medidas visando à diminuição do uso dos CFCs e halogênios. Em 1987, diversos países assinaram o Protocolo de Montreal, no qual se comprometeram a erradicar o uso de substâncias que provocassem algum dano à Camada de Ozônio e a implantar uma série de medidas para proteção dessa importante camada da atmosfera. Atualmente esse protocolo é adotado por 197 países, sendo o único acordo multilateral com adoção universal do mundo. O Protocolo de Montreal possui mais países adeptos que o Protocolo de Quioto, que visava à implantação de uma série de medidas para a diminuição da emissão de gases que aceleram o efeito estufa.

As Principais Soluções são:

• Governos de cada país devem fazer as iniciativas, e os investimentos necessários, para o combate aos CFCs;

• Busca de alternativas para os CFCs com o fim de se garantir a eliminação total destes compostos;

•. Promover a cooperação técnica com os países mais ricos para garantir que todas as nações adoptem as novas tecnologias;

• . Efetuar a reciclagem dos gases já produzidos, como forma de combater a poluição e degradação do ozono;

• Diminuição do uso de refrigeradores e dos sprays;

•. Substituir os CFCs por hidroclorofluorocarbonetos -123 e por hidrofluorcarbonetos (HFC);

• Não utilizar os aerossóis;

• Tentar usar produtos com a etiqueta “amigo do ozono”;

• Trocar extintores que usem “halon” por outros que usem compostos alternativos (ex. dióxido de carbono ou espuma);

• Sugerir atividades escolares com o objetivo de aumentar a consciência cívica do problema e fomentar a ação local;

• Reciclar velhos frigoríficos ou unidades de acondicionamento do ar e certificar-se que estes não emitem CFCs para a atmosfera.

Evitar a exposição ao Sol no período entre 10 e 16 horas, horário em que a quantidade de raios ultravioleta é maior;

Utilizar protetor solar durante todo o dia;

Fazer uso de óculos, chapéus e guarda-sóis.

Evitar práticas de bronzeamento.

Conclusão

Conclui-se, que através da destruição da camada de ozônio pode acarretar diversos problemas para o mundo. Não só a população, mas também ao meio ambiente. Infelizmente muitos contribui para tal destruição, não tento o conhecimento e não dando o real interesse aos danos causados. Precisa-se da contribuição de algumas empresas, não utilizando alguns produtos que favorecem a destruição e é de muita importância que a população adote medidas preventivas que podem ser realizadas diariamente e que fazem muita diferença.

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Notas sobre Sem título, criado por Rayane Nascimento em 14-03-2018.
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