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Notas

PBL

dedeco Ortiz PBL Português 1 página

Conteúdo das notas (1)

Página 1

Eructações:

Ejeção de gás ou ar do estômago, através da boca. Pode ocorrer em refluxo gastroesofágico, gastrite etc...

Dispepsia

Digestão prejudicada, especialmente após alimentação.

MECANISMOS DE ADAPTAÇÃO CELULAR

Displasia:

Lesão celular reversível desencadeada por irritantes crônicos. Sua alteração pode acontecer na forma, tamanho ou organização de um determinado tecido ou epitélio, podendo variar em três níveis:

Leve

Moderada

Grave

Quando atinge o nível grave pode ser denominado de carcinoma "in situ", que é uma forma precoce de tumor).

No esôfago de Barret, nem sempre há a displasia (apenas quando a mucosa está sendo irritado há tempos.).

Ainda a respeito da displasia, se ela estiver lá muito tempo, há grandes chances dela ser benigna.

Metaplasia:

É uma alteração reversível na qual um tipo celular diferenciado (epitelial ou mesenquimal), é substituído por outro tipo celular de mesma linhagem (Robbins & Cotran, 2015).

No esôfago de Barret, ocorre substituição do epitélio escamoso esofágico por epitélio glandular de tipo intestinal (PATOGNOMÔNICO), e na biopsia, há na lâmina uma impressão digitiforme, devido ao epitélio glandular. (VER FOTOS FACE)

FÁRMACOS PARA TRATAMENTO DE ESÔFAGO DE BARRET

Domperidona

É uma droga com ação antidopaminérgica, pois ela age impedindo a ligação do neurotransmissor dopamina ao seus receptores D2.

Essa inibição da ligação da dopamina aos receptores D2 provoca os seguintes efeitos:

Aumento da peristalse do esôfago, o que acelera a passagem dos alimentos em direção ao estômago.

Aumento da pressão do esfíncter inferior do esôfago, o que diminui o risco de refluxo gastroesofágico.

Aumento da motilidade gástrica e do duodeno, o que acelera o esvaziamento do estômago.

Ação antiemética (inibição de náuseas e vômitos).

Aumento da secreção de prolactina.

EFEITOS COLATERAIS

Os efeitos adversos da domperidona costumam surgir quando o paciente faz uso prolongado da medicação ou quando as doses são maiores que 30 mg/dia.

Entre os efeitos colaterais mais comuns podemos citar: dor de cabeça, diarreia, depressão, agitação, ansiedade, menstruação irregular, galactorreia (secreção de leite), dor mamária, aumento do volume das mamas, retenção urinária e boca seca.

A ocorrência de arritmias cardíacas graves é um evento raro, que costuma ocorrer apenas em pacientes que fazem uso prolongado e em doses maiores que 30 mg por dia ou que já tenham alguma doença que predisponha à arritmia cardíaca.

CONTRAINDICAÇÕES

A domperidona não deve ser administrada em pacientes com as seguintes características:

História de alergia a qualquer um dos componentes da fórmula.

Alterações no eletrocardiograma que predisponham a arritmias, como a existência de um intervalo QT alargado (leia: ENTENDA O SEU ELETROCARDIOGRAMA).

Doenças cardíacas, como insuficiência cardíaca moderada a grave (leia: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA – Causas, Sintomas e Tratamento).

Hemorragia gastrointestinal ativa.

Insuficiência hepática moderada a grave.

Existência de prolactinoma (tumor produtor de prolactina)

Omeprazol

O omeprazol reduz a secreção ácida gástrica por meio de mecanismo de ação altamente seletivo. Este medicamento produz inibição específica da enzima H+ /K + -ATPase (“bomba de prótons”) nas células parietais. Esta ação farmacológica, dose-dependente, inibe a etapa final da formação de ácido no estômago, proporcionando, assim, uma inibição altamente efetiva, tanto da secreção ácida basal, quanto na estimulada, independentemente do estímulo. O omeprazol atua de forma específica, exclusivamente nas células parietais, não possuindo ação sobre receptores de acetilcolina e histamina.

O uso deste medicamento é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao omeprazol sódico ou aos demais componentes da formulação.

AGRESSÕES CELULARES

Cigarro

aumenta o nível de oxidantes nos pulmões, levando ao estresse oxidativo e à destruição do tecido dos alvéolos

Àlcool

No esôfago, o consumo de etanol pode levar à doença do refluxo esofágico, já que reduz o tono do esfíncter inferior do esôfago (EIE), aumenta a freqüência de relaxamentos espontâneos do EIE e reduz a depuração esofágica. O consumo de álcool eleva ainda o risco de câncer epidermóide de esôfago, pois prolonga o contato desse com carcinógenos.

O abuso de bebidas alcoólicas eleva também o risco de adenocarcinoma em pacientes com esôfago de Barrett já estabelecido, mas não predispõe ao desenvolvimento de metaplasia colunar no esôfago.

ESÔFAGO DE BARRETT

Em geral, o esôfago de Barrett resulta da exposição recorrente ao ácido estomacal. Costuma ser diagnosticado em pessoas que sofrem com a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) por muito tempo.

O sintomas incluem azia frequente e dores no peito. No entanto, muitas pessoas com esôfago de Barrett não apresentam sintomas.

Os tratamentos incluem acompanhamento médico, medicamentos e cirurgia. Raramente, progride para câncer de esôfago.

O adenocarcinoma associado ao Esôfago de Barrett é o tipo de câncer que mais cresceu em frequência (600%) no mundo ocidental nos últimos 20 a 30 ano.

Diagnóstico: Biópsia do tecido lesado

tratamento de ablação com argônio:

Os estudos mostram que a regressão do esôfago de Barrett é mais provável em pacientes que realizaram ablação com Plasma de Argônio. Na maior parte dos pacientes tratados com Plasma de Argônio, a nova mucosa (Técnicamente chamada de nova camada escamosa ) permanece estável ao longo dos 5 anos de seguimento , portanto ,substituindo aquela camada de tecido prejudicial que foi formada sobre o esôfago , voltando a camada normal (Epitélio Escamoso).

Tem indicação nos casos de Esôfago de Barrett sem displasia ou com displasia de Baixo Grau (Visto na biópsia).

OBS: tratamento pode ser feito com omeprazol.

Raramente, evolui para uma neoplasia.

Ocorre METAPLASIA INTESTINAL, havendo assim, substituição do epitélio escamoso esofágico por epitélio glandular de tipo intestinal (patognomônico), e na biopsia, há na lâmina uma impressão digitiforme, devido ao epitélio glandular. (VER FOTOS FACE)

Sintomas

Não existem sintomas específicos do esôfago de Barret, os sintomas são decorrentes do refluxo gastroesofágico e da esofagite. Entre os sintomas mais frequentes estão azia, queimação, ou pirose, regurgitação (quando volta ácido e comida para o esôfago), sensação de desconforto em região do tórax, que chamamos retroesternal, dor na “boca do estômago”, dor na garganta, sensação de entalo. O refluxo pode ocorrer durante a noite, causando falta de ar, com sensação de estar sufocando.

Outros sintomas menos frequentes, também decorrentes do refluxo são tosse crônica, rouquidão, sensação de irritação na garganta e pigarro.

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PBL Notas sobre PBL, criado por dedeco Ortiz em 21-08-2018.
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