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A MORAL NO PENSAMENTO MODERNO
Na Idade Moderna, as teorias filosóficas passaram por mudanças cruciais. O teocentrismo medieval deu lugar a um crescente antropocentrismo: a reflexão filosófica seculariza-se, ou seja, volta a privilegiar seu fundamento racional, separado da religião. Alterações sociais, políticas e econômicas delinearam uma nova era de ascensão da burguesia, com
o florescimento do comércio e do capitalismo liberal. A Revolução Científica produziu outra realidade, pela qual se reconheceu o poder do conhecimento humano, capaz de transformar o ambiente, ou, como se dizia então, de “dominar a natureza” e tornar-se “senhor” dela.
DAVID HUME E OS SENTIMENTOS MORAIS.
Diversos filósofos da modernidade se debruçaram sobre a questão ética. “A
felicidade: amor, corpo e erotismo”, como Espinosa criou uma teoria original sobre as relações entre corpo e espírito ao criticar a tradicional hierarquia estabelecida entre razão e paixão. Talvez devido à controvertida teoria sobre Deus sofreu críticas e perseguições, e sua filosofia permaneceu quase desconhecida por longo tempo.
Já o filósofo escocês David Hume (1711-1776) participou de polêmicas por sua oposição ao racionalismo cartesiano. Ao abraçar um empirismo radical, assumiu uma postura declaradamente cética, embora moderada.
Hume divergiu das concepções éticas tradicionais em sua obra mais importante, Tratado da
natureza humana. Enquanto toda a tradição filosófica priorizava o papel da razão na conten-
ção das paixões, Hume foi enfático ao dizer que a razão não fundamenta a moral, pois esse é o papel do sentimento.
Para ele, são as paixões que determinam a vontade, por isso os atos morais dizem respeito a sentimentos de aprovação ou desaprovação de nossos atos e às sensações de agrado e prazer , ou de dor e remorso que deles resultam. Cabe à razão apenas discutir o que é verdadeiro ou falso, enquanto os atos morais requerem juízos de valor, que nos aju-
dam a identificar as ações como boas ou más, como virtudes ou vícios. O máximo que a razão pode fazer é colaborar com as paixões, orientando-as.
O pensamento de Hume provocou em Kant a reflexão sobre os limites do conhecimento e, consequentemente, sobre o fundamento da ética.
Esclarecimentos sobre o Texto:
Espinosa acreditava que Deus não era transcendente* , mas imanente* , ou seja , que ele não estava aquém ou além da natureza material. Segundo a sua teoria Deus não criou a natureza , mas sim, ELE É A PRÓPRIA NATUREZA.
A essa visão de Deus dá-se o nome de Monismo , pois se ele é perfeito , ele é total , se ele é total ele não está fora de tudo o que existe.
*Transcendente : adjetivo de dois gêneros : que excede os limites normais; superior, sublime. "inspiração t." / que transcende a natureza física das coisas; metafísico.
"entidades”
Imanente : adjetivo de dois gêneros :que está inseparavelmente contido na natureza de um ser ou de um objeto; inerente. "o sentimento religioso é à consciência individual
FILOSOFIA
que permanece no âmbito da experiência possível, agindo na captação da realidade através dos sentidos (no kantismo, diz-se de conceitos ou princípios cognitivos).
Empirismo substantivo masculino : FILOSOFIA doutrina segundo a qual todo conhecimento provém unicamente da experiência, limitando-se ao que pode ser captado do mundo externo, pelos sentidos, ou do mundo subjetivo, pela introspecção, sendo ger. descartadas as verdades reveladas e transcendentes do misticismo, ou apriorísticas e inatas do racionalismo. Atitude de quem se atém a conhecimentos práticos.
Cético , partidário do Ceticismo : doutrina segundo a qual o espírito humano não pode atingir nenhuma certeza a respeito da verdade, o que resulta em um procedimento intelectual de dúvida permanente e na abdicação, por inata incapacidade, de uma compreensão metafísica, religiosa ou absoluta do real.
Texto : Augusto Marinho Bastos
“Hume pretende aplicar o método de raciocínio experimental, para entender, melhor a natureza humana, usar um método científico , que era usado basicamente para entender os objetos, para interpretar também as pessoas, criando assim a ciência do homem.
O filósofo acreditava que se o que e como são as pessoas, qual a essência da natureza humana, explicamos também todas as outras ciências.
Isso acontece porque todas as outras ciências como a matemática e a física , estão relacionadas diretamente com as pessoas, pois a própria razão, que é fundamento da matemática e da física, faz parte da natureza humana.
RACIOCINAMOS E FILOSOFAMOS POR INSTINTO
Tudo o que temos em nossa mente é resultado de nossas sensações, Nossas ideias são percepções, mas existe diferença entre O SENTIR e O PENSAR, sentir está relacionado às nossas sensações mais vivas , mais recententes e que nos marcam mais.
Já o pensar, está relacionado às ideias, que é uma percepção mais fraca. As ideias são como imagens que com o tempo vão perdendo cor e definição
As ideias dependem das sensações , assim, somente temos idéias verdadeiras do que podemos sentir. Não existem ideias inatas, ideias que nascem com as pessoas.
Para ele a moral, que para ele é derivada mais dos sentimentos do que da razão.
A razão pode até apoiar a moral com algumas orientações, mas o fundamento da moral são mesmo os sentimentos e especificamente os sentimentos de dor e prazer.
A virtude provoca prazer e o vício a dor. Por exemplo, quando estamos diante de uma pessoa virtuosa sentimos um prazer característico, e o contrário acontece quando estamos diante de alguém com vícios.
A virtude nos provoca o elogio, e o vício a censura.
Segundo ele a moral também não é o fundamento da religião, pois a religião não fundamenta nem é fundamentada pela razão ou pela ética. A religião nasce do instinto, os deuses surgem por causa do medo que temos da morte e pela inquietação com o nosso fim e a nossa existência depois dela.”
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- Notas sobre hume, criado por Nathan Diogo em 13-08-2020.
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- Nathan Diogo
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