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Notas

Platão

Yohannes Kathriel Português 15 páginas

Conteúdo das notas (15)

Página 1

Prefácio

Vida e obras

Autenticidade e cronologia dos livros

As doutrinas não escritas e suas relações com os escritos

Sócrates como personagem dos diálogos platônicos

A nova forma de utilizar o mito por Platão

A descoberta da Metafísica

O mundo das ideias ou o Hiperurânio

A estrutura do Hiperurânio

Sobre os princípios primeiros e supremos e os entes matemáticos

O mundo sensível

Página 2

Bibliografia

Metafísica

De acordo com o dicionário de filosofia de Nicola Abbagnano, é a "ciência primeira, por ter como objeto o objeto de todas as outras

ciências, e como princípio um princípio que condiciona a validade de todos os outros."

Página 3

Vida e Obras de Platão

Reale - Estrutura

p1 - Apresentação de algumas informações acerca da família de Platão e de seu nascimento.

p2 - Expõe algumas informações acerca da trajetória "acadêmica" de Platão

p3, p4, p5 - Um pouco acerca da vida política de Platão e seu contato frustrante com ela

p6 - Alguns fatos curiosos acerca de Platão, Díon, Dionísio I e o ideal de rei-filósofo

p7 - Retorno de Platão a Atenas e o surgimento da Academia

p8 - Dionísio II e a segunda frustração de Platão

p9 - A terceira frustração de Platão e os infelizes acontecimentos políticos que o rodiaram

p10 - Platão finalmente volta a Atenas e permanece o resto da vida dedicado à filosofia e à Academia

p11 - Divisão e escritos de Platão feitas pelo gramático Trasilo

Platão nasceu na segunda década do século 400 a.C., em Atenas. Sua família gozava de um sangue privilegiado: sua mãe compartilhava parentesco com Sólon, e seu pai, com o rei Codro. Curiosamente, Platão não é seu nome, mas um apelido que, significa "largueza", "amplitude" ou "extensão; o qual foi atribuído a ele por causa de, como alguns contam, seus ombros largos; outros dizem que é por causa d

e seu vigor físico ou ainda pela amplitude de seu estilo.

Naturalmente, Platão foi influenciado e direcionado à vida política, contudo, como veremos, foi uma experiência deveras frustrante e amarga. Inicialmente, conta-nos Aristóteles que inicialmente Platão foi discípulo de Crátilo, seguidor radical de Heráclito, e após isso foi discípulo de Sócrates, com intuito de conseguir conhecimentos práticos para a vida política, e não para seguir a vida de filósofo.

O primeiro contato de Platão com a política ocorreu em 403/4 a.C., quando seus dois parentes, Cármides e Crítias, participaram da oligarquia que assumiu o poder; Platão frustrou-se ao constatar seus métodos facciosos e violentos. Entretanto, o auge máximo da sua decepção com a política se atinge quando Sócrates é condenado à morte pelos democratas, o que o fez se afastar da vida política militante. Após isso, em 399, Platão foi em Mégara passar um tempo na casa de Euclides para evitar possíveis perseguições.

Desejando conhecer a comunidade pitagórica, Platão empreendeu em 388 uma viagem até a Itália, onde conheceu Arquita. Ali Platão foi convidado pelo tirano Dionísio II de Siracusa, na Sicília, onde, pela primeira vez, ele vislumbra a possibilidade de formar o seu ideal de rei-filósofo (ideal que defende em Górgias, diálogo escrito antes dessa viagem). Contudo, Platão se indispôs com o tirano, mas pelo contrário, conheceu seu parente Díon, um homem que seria seu amigo por um longo tempo. Consequentemente, o tirano vendeu Platão como escravo para Egina (que na época estava em guerra com Atenas), porém foi salvo por Aniceris de Cirene.

Ao retornar para Atenas, Platão fundou a Academia, ginásio situado no parque dedicado ao herói Academos (de onde derivou o nome). Lá Platão escreve Mênon, o primeiro diálogo a divulgar a nova Escola, e logo a Academia se tornou conhecida e frequentada por numerosos jovens ilustres.

Em 367 a.C. Platão retorna à Sicília, motivado por seu amigo Díon para que realizasse seus ideais de rei-filósofo com o filho de Dionísio I, Dionísio II, entretanto, este não se dispôs assim como o pai, exilou Díon e manteve Platão quase como um prisioneiro. Felizmente, deixou Platão retornar à Atenas porque estava empenhado em uma guerra.

Pela terceira vez Platão retorna à Sicília, iludido de que conseguiria formar o rei-filósofo em Dionísio II, o qual afirmou querer Platão para sua preparação filosófica. Contudo, novamente Platão se arrisca e quase perde a vida, porém graças à Arquita e alguns amigos em Taranto, consegue escapar.

Em 360 a.C. Platão retorna para a Academia, onde ficará na direção para o resto de sua vida, ou seja, até 347 a.C..

Todas as obras de Platão chegaram até nós e foi organizada em tetralogias pelo gramático Trasilo. No total são 36 obras e 9 tetralogias:

1: Eutífron, Apologia de Sócrates, Críton, Fédon;

2: Crátilo, Teeteto, Sofista, Político;

3: Parmênides, Filebo, Banquete, Fedro;

4: Alcibíades I, Alcibíades II, Hiparco, Amantes;

5: Teages, Cármides, Laques, Lísis;

6: Eutidemo, Protágoras, Górgias, Mênon;

7: Hípias menor, Hípias maior, Íon, Menexeno;

8: Clitofon, República, Timeu, Crítias;

9: Mino, Leis, Epinomis, Cartas.

Apesar disso, existe problemas complexos na interpretação desses escritos, como veremos adiante.

Página 4

Autenticidade e cronologia dos livros

Reale - Estrutura

p1 - Questionamentos acerca da autenticidade dos escritos platônicos

p2 - Foram averiguados e concluiu-se que todos são de Platão, e esse problema perdeu relevância

p3 - Instaura-se o questionamento acerca da cronologia dos escritos platônicos

p4, p5, p6, p7 e p8 - Cronologia das obras e Platão de acordo com os estudos modernos

Um problema longamente debatido foi acerca da autenticidade dos livros de Platão, se todos são dele ou se existem alguns que não são, e quais seriam aqueles que não são.

Este problema teve uma minuciosa investigação, contudo, perdeu importância e atualmente todos os escritos de Platão são considerados autênticos. Entretanto, um problema ainda maior constitui objeto de investigação de longos tempos, e é acerca da cronologia das obras.

Esta questão impera porque Platão é um autor que sempre evoluiu no pensamento através de autocrítica e autocorreção. Felizmente, através do critério estilométrico, foi possível dar soluções parciais ao problema.

As conclusões são de que "As Leis" é a última obra de Platão, precedida por Crítias, Timeu, Filebo, Político, Sofista, Parmênides e Teeteto, consecutivamente. Além disso, República está na fase central de Platão, precedida por Fédon, Banquete e Fedro.

Página 5

As doutrinas não escritas e suas relações com os escritos

Nos últimos tempos evidenciou-se algo que complicaria ainda mais os estudos de Platão: ele ministrou aulas orais sobre doutrinas importantes que não foram escritas.

Estas doutrinas não escritas são chamadas por ele de "realidades últimas e supremas", as quais só poderiam ser passadas adiante a partir do diálogo vivo e de rigoroso e metódico estudo. Sobretudo, Platão mesmo diz: "sobre essas coisas não há nenhum escrito meu, e nunca haverá".

Contudo, felizmente alguns discípulos escreveram essas doutrinas, intituladas Sobre o Bem, as quais chegaram até nós. Elas são importantes porque conectam-se a certas partes enigmáticas e obscuras de seus diálogos, e, portanto, não devem ser ignoradas. Além do mais, constituem importantes doutrinas do pensamento platônico, (evidente isso pelo próprio modo de Platão tratá-las, dizendo que não seria possível uma compreensão plena sem diálogo vivo).

Página 6

Sócrates como personagem dos diálogos platônicos

Platão utiliza-se de um estilo literário específico, criado por ele mesmo, que posteriormente seria chamado de "diálogo socrático". Trata-se de um diálogo escrito que reproduz aquilo que Sócrates fazia ao vivo. Geralmente os interlocutores que apresentam as teses que Sócrates refutará são os próprios criadores. Portanto, Platão, engenhosamente, usa os maiores nomes de sua época para reproduzir as teorias.

Particularmente, eu adoro esse estilo porque o leitor participa como se fosse um ouvinte de um grande debate, além disso, comicamente vemos passagens claramente irônicas que dão um tom e naturalidade ao diálogo, deixando a leitura fluída, interessante e participativa.

Curiosamente, outros autores posteriores também utilizaram-se desse gênero para escrever, mas só Platão, seu criador, soube extrair o potencial máximo.

Página 7

A nova forma de utilizar o mito por Platão

Inicialmente, a filosofia se derivou do mito, deixando-o para trás para a nova forma de pensamento através de Logos. Contudo, com os Sofistas, o mito retorna, não para explicar coisas, ou para retornar à fé, apenas para utilizar como adornos aos discursos retóricos, ou melhor, os Sofistas usam o mito de modo funcional.

Sócrates destrói as duas noções, primeiro que o Logos deve trabalhar dialeticamente até a verdade, segundo que o discurso retórico é apenas um instrumento, nada mais que isso. Igualmente, Platão compartilha dessa posição inicialmente com Sócrates, contudo, Platão iria mudar após o Górgias.

Platão retoma aos mitos para trabalhar com aquilo que está para além da razão. É assim que, mutuamente, o mito se clarifica na razão, e a razão utiliza-se do mito para ir além de seus limites. Esta parece ser a primeira tentativa de se racionalizar uma fé (coisa que veríamos incessantemente na Idade Média).

Página 8

A descoberta da Metafísica

Uma coisa que estava implícita na maioria dos Naturalistas, e que Platão soube constatar, era o caráter fisicalista-mecanicista. Isto é, eles tentaram explicar todos os fenômenos do mundo a partir de causas materiais ou físicas.

Salvo alguns, que até chegaram a propor algo "metafísico" (mas com peso relativamente maior aos aspectos físicos), como Anaxágoras, que próprio Platão reconhece, que viu a necessidade de algo superior e puramente inteligível, o Espírito (Nous), contudo, não soube extrair o máximo dessas características.

É aí que Platão explica através de sua metáfora a "segunda navegação". A segunda navegação na linguagem dos antigos marinheiros era aquela que, após o fim dos ventos e sua incapacidade de levar o barco, os próprios homens tomavam os remos e conduziam o barco. A primeira navegação é obviamente os Naturalistas, aqueles que deixavam o "barco" conduzir-se pela própria natureza, através de causas físicas; a segunda, no entanto, é quando o próprio Platão se esforça para conduzir o barco, através de algo ulterior ao mundo físico, que seria na linguagem atual de mundo inteligível.

Platão esclarece este ponto ainda melhor com seus outros dois exemplos: o primeiro trata da beleza, o que seria a beleza, ou melhor, o que causa a beleza? Os naturalistas responderiam pela cor, tamanho ou forma geométrica, contudo, há claramente uma insuficiência nessa explicação, o caráter do belo não pode estar nas propriedades das coisas, é aí que Platão invoca a Ideia de Belo, a qual está em comunhão com o objeto da contemplação e, portanto, faz com que algo físico seja belo; e essa Ideia de Belo não é senão algo ulterior e puramente no mundo inteligível.

Outro exemplo bastante didático é o de Sócrates: qual motivo o teria levado ao cárcere? Os naturalistas responderiam que ele foi porque os processos físicos levaram seu corpo a se mover até lá e lá permanecer. Ora, é evidente a inconsistência de tal resposta, e evidentemente o que levou Platão ao cárcere são motivos espirituais e morais e, portanto, não-físicos.

Portanto, é a partir de Platão que poderemos nos referir à realidade física e realidade inteligível, material e imaterial, físico e supra-físico. E é também a partir dele que se torna explícito o materialismo dos antigos filósofos. Essa descoberta não só é importante, como é essencial na filosofia platônica, a qual colocará como fundamento verdadeiro da realidade física a realidade mental.

Página 9

O mundo das ideias ou o Hiperurânio

A primeira coisa que precisamos ter em mente ao estudarmos o mundo das ideias de Platão (que parece-me ser uma de suas doutrinas mais conhecidas) é o significado de ideia em Platão. O termo ideia entendido atualmente como qualquer objeto do pensamento não corresponde ao significado de ideia que vemos em Platão.

Platão se refere às realidades puramente inteligíveis com os termos "idéa" e "éidos", os quais se traduzem por "forma". Especificamente, esses termos são usados para se referir às substâncias inteligíveis, pois no platonismo, as formas existem em si e por si, constituindo realidades independentes do sujeito e que se impõe ao pensamento de maneira que não pode ser manipulada pelo sujeito.

Potanto, a forma do Belo, a qual está em comunhão com os objetos que se apresentam belos, não é uma simples representação, mas uma substância que é imposta ao sujeito.

O conjunto das Ideias (a partir de agora, referirei-me às Ideias platônicas com "i" maiúsculo) está no hiperurânio, termo que duzido significa acima do céu ou ainda acima do cosmos físico. Evidentemente, as Ideias não estão no espaço-tempo, na verdade, este termo serve para denominar a realidade do conjunto de Ideias. Comumente, ouve-se falar em mundo das Ideias, e não hiperurânio, relembrando que o hiperurânio existe em si mesmo e não depende do sujeito.

Página 10

A estrutura do Hiperurânio

O Hiperurânio é composto por uma multiplicidade de Ideias, as quais Platão deixou implícito haver uma hierarquia. No vértice superior está, como Platão fala de forma incompleta na República, a Ideia do Bem.

A Ideia do Bem é absoluta e produz o Ser e a substância, além disso, ela que possibilita a mente a conhecer as Ideias. A Ideia do Bem, sendo a geratriz da substância, não pode ser ela mesma a substância, é por isso que Platão diz que ela transcende a substância, sendo incondicionada e absoluta.

Sobre a Ideia do Bem Platão nada mais nos diz em seus livros. As outras doutrinas acerca desta Ideia serão escritas por seus discípulos, recebendo o título de Sobre o Bem.

Página 11

Sobre os princípios primeiros e supremos

Nas doutrinas não escritas, o Bem ao qual Platão se refere na República é mencionado como Uno. Isso é explicável pelo fato de que o Uno só gera o Bem, o Bem é, portanto, o aspecto funcional do Uno. Em oposição ao Uno existe outro princípio originário, porém inferior, a Díade.

A Díade é o princípio indeterminado e ilimitado, também chamada de dualidade grande-e-pequeno por tender simultaneamente para a infinita grandeza e à infinita pequenez. A relação da Díade com o Uno é a seguinte: o Uno age sobre a Díade, que é o princípio da multiplicidade e da indeterminação, delimitando-a. Em termos menos obscuros, o Uno age sobre a Díade, sendo o Uno aquilo que dá a forma à matéria informe inteligível.

Mas de que forma o "Bem" surge dessa delimitação? Ora, a delimitação, sendo a expressão da ordem, da perfeição e da essência, só poderia se relacionar com o Bem, pois essas coisas são boas em si mesmas.

Portanto, as conclusões acerca do Uno são as seguintes: é princípio do Ser (isto é, da Ideia); é princípio da cognoscibilidade e, portanto, da verdade, pois só aquilo que é determinado pode ser cognoscível; é princípio de valor porque implica em ordem e perfeição e, por fim, Platão definiu a Unidade como uma medida perfeitamente exata (H. Kramer).

É nítida a influência pitagórica nesses princípios. E falando em pitagóricos, não poderíamos esquecer dos entes matemáticos, os quais estão situados na parte mais baixa do mundo inteligível, sendo, pois, os intermediários entre os dois mundos. A natureza desses entes é múltipla, ou seja, não existe apenas um ente do mesmo tipo, mas muitos, essa é a característica que os aproxima do mundo sensível.

Página 12

O mundo sensível

Como vimos anteriormente, o Uno, que é princípio formal, age sobre a Díade (a "matéria inteligível" informe) gerando as Ideias. Um processo semelhante ocorre com a derivação do mundo físico.

Diferentemente do que ocorre no Hiperurânio, quem age sobre a matéria informe física do mundo sensível são as Ideias. As Ideias entram como princípio formal da matéria informe física. Fica evidenciado que em Platão existe dois tipos de matéria: a física e a inteligível, e que existem dois princípios formais que agem sobre essas matérias: o Uno e as Ideias.

Platão denomina a matéria física de "chora", que significa "espacialidade", e para que as Ideias (de natureza inteligível) ajam sobre a chora, é necessário um mediador, já que ambas são de naturezas distintas. Essa é a maior diferença que temos entre as derivações do mundo inteligível e sensível.

Página 13

Demiurgo

O mediador entre as Ideias e o mundo sensível é, obviamente, o Demiurgo. Um Deus-artífice que plasmou a chora, isto é, deu forma ao receptáculo físico utilizando-se do mundo das Ideias como "modelo".

Desta forma, o Deus-artífice que é inteligência "copiou" o mundo das Ideias e fez surgir o mundo físico. O mundo físico, sendo uma cópia, é imperfeito, enquanto o artífice divino e o "modelo" são eternos e perfeitos.

Mas por que o Deus-artífice gerou o mundo? O Artífice divino gerou o mundo por “ bondade” e por amor ao bem. “Porque Deus, querendo que todas as coisas fossem boas e, à medida do possível, não fossem más, tomou tudo quanto havia de visível que não se encontrava calmo, mas se agitava de forma irregular e desordenada, e o fez passar da desordem para a ordem, acreditando que isso era muito melhor do anterior. Com efeito nunca foi nem é lícito ao ótimo fazer outra coisa senão a mais bela”.

Página 14

A alma do mundo

Demiurgo dotado de bondade fez este mundo, e este mundo só possui maldade por causa da matéria caótica. Contudo, como Demiurgo queria fazer a obra mais bela possível, também dotou-o de inteligência e de vida porque, com efeito, este é mais belo do que aquele que é não-vivo e não-inteligente.

Demiurgo criou a alma do mundo utilizando três princípios: a essência, o idêntico e o diverso.

O cosmo portanto é um Deus-visível dotado de inteligência (alma), e os corpos celestes são os deuses-visíveis. O cosmos, sendo o mais perfeito possível, não perecerá.

Além disso, o Cosmo está sob efeito do tempo, o qual é a imagem móvel do eterno, permitindo a geração e o movimento. O mundo inteligível por ser eterno está em um constante "é", enquanto o mundo sensível necessita de um "era" e um "será" para continuar sendo.

Página 15

Esquema

Platão

Platão

Informações

Descrição
Notas sobre Platão, criado por Yohannes Kathriel em 28-02-2018.
Criado por
Yohannes Kathriel · fev 2018
Atualizado
7 mar 2018
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