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Colonização Mercantilista
Durante a época das grandes navegações, Portugal conquistou expansão comercial, principalmente depois de descobrir as terras brasileiras. Ao chegar ao Brasil, os portugueses buscavam apenas as riquezas da nova terra, sem a pretensão de formar uma colônia de povoamento.
No início, a colônia de exploração buscava expandir o mercantilismo da monarquia portuguesa, garantindo uma balança comercial favorável para Portugal, o monopólio e o protecionismo na importação de mercadorias. Os portugueses, na verdade, pouco se interessaram pelo Brasil no início da colônia de exploração. Eles viam o pau-brasil como o único produto de valor comercial das terras brasileiras.
Com o tempo, os franceses começaram a cobiçar a matéria-prima, e a concorrência entre os portugueses e os franceses acabou acelerando o processo de povoamento do Brasil. A partir de 1530, a exploração de pau-brasil deixou de ser lucrativa por causa do esgotamento das florestas. Dessa forma, os portugueses deram início à colonização mercantilista, que tinha o objetivo de desenvolver a economia e o comércio da metrópole.
Podemos dizer que o início da colonização brasileira se deu entre os anos de 1530 e 1580. Foi exatamente em 1530, que a posição de Portugal em relação ao Brasil mudou radicalmente, quando os portugueses perceberam que só manteriam a posse das terras caso criassem núcleos permanentes de povoamento no país.
Com a colonização mercantilista, a coroa de Portugal tinha a intenção de encontrar riquezas minerais no Brasil. A primeira grande atuação portuguesa no país foi com a produção de açúcar, graças às condições climáticas do Brasil. Depois dessa primeira empreitada, o açúcar se tornou uma das especiarias mais valorizadas do mercado europeu.
Sendo assim, podemos concluir que, depois de 1530, Portugal iniciou uma ocupação efetiva das terras brasileiras, com o suporte da expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza e com a divisão do Brasil em Capitanias Hereditárias.
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Cultura Colonial
Os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, provocando imediatamente o conflito entre duas culturas diferentes: os europeus e os índios brasileiros. Com o passar do tempo, o período colonial também passou a integrar novos personagens marcantes, com culturas próprias, como os jesuítas e os africanos.
As principais características culturais marcantes do período colonial estavam no comportamento e no cristianismo português e na comunidade, na liberdade e no xamanismo indígena. Contudo, outros aspectos também foram importantes para esse período histórico brasileiro.
Confira as principais marcas da cultura colonial, de acordo com cada grupo representativo:
Indígenas – Os índios brasileiros tinham uma forte relação com a natureza. No início da colonização, os indígenas estranhavam e se encantavam com os europeus.
Os índios tinham uma rotina de rituais sagrados, curandeirismo e até canibalismo. As relações incestuosas também eram normais entre os índios. Os nativos também tinham hábitos diferentes de higiene, pois se banhavam nos rios várias vezes, enquanto os portugueses não tinham o costume de tomar banho com frequência.
No processo de descobrimento do Brasil, os portugueses usaram os índios amigos e escravizaram os inimigos. Esse relacionamento também levou à disseminação de várias doenças entre os indígenas, que não possuíam anticorpos contra as doenças dos brancos.
Jesuítas – Os padres europeus vieram para catequizar os índios, apresentando novos valores e o cristianismo. Além disso, eles realizavam um trabalho de evangelização e aculturação dos índios, a fim de provocar um afastamento de sua cultura original. Os jesuítas fizeram os índios vestirem roupas e tomarem menos banhos.
Os membros da Ordem de Jesus tinham a incumbência de ampliar o número de fiéis católicos no Brasil. Com o aumento do número de católicos, os padres buscavam competir com as religiões protestantes, que surgiam, na época, como uma alternativa religiosa.
Africanos – Trazidos para o Brasil na condição de escravos, os africanos passaram por muita discriminação, violência e racismo. Nas primeiras décadas da colonização, a mão de obra escrava africana foi usada por colonos. Os africanos vinham para o Brasil de regiões da África Subsaariana, do Senegal até a Angola. Os escravos apresentam culturas muito diversas.
No período colonial, os africanos trabalhavam nas plantações, viviam nas senzalas e lutavam para manter suas tradições vivas. As práticas religiosas contavam com crenças e rituais realizados de forma escondida para evitar punições dos senhores de escravos.
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Processo de Independência
A Independência do Brasil foi resultado de um processo histórico que envolveu política, economia e características da sociedade colonial brasileira, e durou de 1789 a 1822. Antes da independência, o sistema colonial já apresentava sinais de decadência, não só no Brasil, mas em toda a América Latina.
Antes do Brasil declarar sua liberdade de Portugal, o país passou por várias rebeliões de emancipação, como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Os movimentos sociais marcaram o início do processo de independência do Brasil, que só se concretizou em 7 de setembro de 1822.
A Revolução Industrial na Inglaterra e o liberalismo econômico foram dois aspectos que influenciaram o fim da colônia portuguesa no Brasil. A abertura comercial do país era necessária, mas isso automaticamente acabaria com o monopólio da metrópole e com o pacto colonial. Essa situação seria favorável aos interesses da elite agrária do Brasil.
A Inglaterra industrializada precisava de mercados consumidores, e o Brasil poderia se tornar um desses mercados. Em 1810, Portugal assinou com a Inglaterra o tratado de Comércio e Navegação e Aliança e Amizade, no qual perdeu o monopólio do comércio no Brasil. Esse foi o primeiro passo rumo à independência.
Depois que D. João VI voltou para Portugal, a maçonaria e a imprensa passaram a defender o fim do pacto colonial. D. Pedro foi responsável por assumir os interesses da aristocracia. Com o apoio de José Bonifácio de Andrada e Silva, Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, o movimento de independência ganhou força.
Assim, no dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, gritou: "É tempo... Independência ou morte... Estamos separados de Portugal". Depois da independência, D. Pedro assumiu o posto de Imperador Constitucional do Brasil.
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Segundo Reinado
O período nomeado de Segundo Reinado é segunda fase da história do Brasil monárquico, época em que o país esteve sob a liderança de Dom Pedro II.
Em virtude dos sucessivos entraves e dificuldades enfrentadas por D. Pedro I para manter-se no trono do Brasil recém independente e, ao mesmo tempo, garantir sua influência em Portugal, a responsabilidade de comandar o Brasil recaiu sobre D. Pedro II, que assume o poder com apenas 15 anos de idade.
Antecipar a maioridade de Pedro de Alcântara (D. Pedro II) era a única alternativa da Família Real para manter-se presente e comandando o Brasil e, ao mesmo tempo, Portugal. Com esse objetivo, o chamado “golpe da maioridade” resguardou os interesses tanto das classes mais altas do país quando da própria Família Real. A iniciativa de antecipar a maioridade de D. Pedro II veio do Partido Liberal que queria, ao mesmo tempo, assegurar sua influência no poder e acabar com a instabilidade causada pelo governo regencial, que testemunhou grande desordem interna. Buscavam então acabar com a instabilidade do país e garantir seus próprios interesses.
Oficialmente, o reinado de D. Pedro II vai de 23 de julho de 1840 a 15 de novembro de 1889. Se caracteriza pela intensa luta pela estabilidade interna com o enfrentamento de revoltas, pela reorganização da política, através de uma bipartidarização que coloca frente a frente o Partido Liberal e o Partido Conservador, a instauração do parlamentarismo como forma de governo e a reativação do comércio internacional.
No cenário econômico, o cultivo do café era um grande sucesso, devido às excelentes condiões de solo e clima em algumas regiões do Brasil, principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Esse sucesso trouxe ao país um aquecimento econômico e a consequente necessidade de mais mão de obra escrava. O bom momento da economia era atestado pelo superávit da balança comercial, pois o Brasil mais exportava do que importava.
Além disso, a cultura do café trouxe consigo uma expansão urbana, tanto no número de cidades quanto no crescimento das já existentes, em virtude da necessidade de se responder às necessidades da economia.
Aumentaram de número os latifúndios cafeeiros e os barões do café que eram seus donos. Esses barões apoiavam o Imperador, lhe dando sustentação política e ganhando em troca títulos de nobrezae privilégios. Também verifica-se nessa época uma expansão considerável nas ferrovias e portos, usados para escoar a produção cafeeira.
Entre as mudanças políticas adotadas, uma das principais foi a adoção do parlamentarismo, em 1847. Nesse sistema, o poder legislativo era mais respeitado. O presidente de conselho era quem estabelecia o quadro de ministros, num modelo diferente daquele implantado em países europeus, como a Inglaterra. Essa diferença gerou o termo “Parlamentarismo às avessas”.
D. Pedro II a essa altura, concentrava poderes para si, tendo o controle absoluto sobre a assembleia, podendo demitir todo o ministério e escolher o novo presidente de conselho. Podia também dissolver a Câmara e convocar novas eleições.
Um dos assuntos principais desse período foi a escravidão. Governo e elite resistiam firmemente à ideia de abolição do tráfico de escravos e da escravidão em si. No entanto, a aproximação diplomática de longa data com a Inglaterra, que resguardou a Família Real Portuguesa na fuga para o Brasil e garantiu a independência, forçou o imperador a reconsiderar essa posição.
No dia 4 de setembro de 1850 é promulgada a Lei Eusébio de Queirós, que instituía o fim do tráfico de escravos.
Não tardou para que a escravidão também fosse abolida. Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel abole a escravidão através da assinatura da Lei Áurea. Com o fim do trabalho escravo negro, buscando uma alternativa para suprir a demanda por mão de obra para a cafeicultura, os fazendeiros, sobretudo paulistas dão início à imigração europeia, trazendo trabalhadores assalariados de vários países para o Brasil.
Assim, “pedaços da República” surgem paulatinamente, A produção de café cai no Vale do Paraíba e no Rio de Janeiro mas cresce consideravelmente no oeste paulista, por conta da terra roxa. Isso causa uma mudança no eixo de poder. A monarquia já não favorecia os proprietários de terra do nordeste, que acabaram por abandonar o Imperador. Sem apoio, a Monarquia sofre o golpe de 15 de novembro de 1889.
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A República Velha
A República Velha também é conhecida como Primeira República e se estende de 1889 até 1930, quando Getúlio Vargas, através de um Golpe de Estado inicia um novo período político.
A política de sucessão presidencial dará ainda outra denominação ao momento inicial da República Brasileira, conhecida como política do café com leite. Nesse acordo, centros econômicos do país ditavam a ocupação da presidência. Enquanto São Paulo e sua agricultura cafeeira ocupava a presidência em um pleito, no próximo seria a vez de Minas Gerais representada pela economia do gado leiteiro. Minas Gerais e São Paulo por serem nesse momento os dois polos econômicos do Brasil forjavam as lideranças nacionais, mantendo, porém, acordos com outros Estados para que essa dinâmica política e econômica não fosse quebrada.
Esse grande acordo mantinha o controle político do Brasil nas mãos daqueles que controlavam também a economia. Assim, os interesses das classes dominantes estavam sempre em voga frente às classes menos abastadas. Essa dinâmica política será rompida com a Revolução de 1930. Assumindo a presidência do Brasil no lugar de Júlio Prestes, eleito com o apoio do então presidente Washington Luís, Getúlio Vargas dá inicio ao período conhecido como Era Vargas.
O Governo Provisório de Marechal Deodoro da Fonseca faz a transição legal, necessária para o ajuste Nacional aos moldes republicanos. Em 1890, antes mesmo do lançamento da Constituição é criado o Código Penal, antes do Direito a Ordem, não se afastando do ideal de República constituída no Positivismo.
Na Constituição de 1891 a República rompe de vez com a dinâmica de Estado Imperial. Ao definir o Estado como laico, deu fim ao Padroado e à união de Estado e Igreja Católica. A República garante em sua Carta Magna as diretrizes sociais que adota, no entanto, apesar de prever a Liberdade de Religião, o Código Penal condena crenças como o Espiritismo e as religiões afrodescendentes.
A Carta Magna da República inicia também a separação tripartidária do Poder, excluindo a mediação Imperial, que era exercida por meio do Poder Moderador. Agora a política nacional seria dividida entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A Dinâmica de pleito presidencial a cada 4 anos também fica decidido nesse momento. Todo homem maior de 21 anos, que saiba ler e escrever torna-se obrigado a votar.
Se a passagem do Império para a República foi quase um passeio, os anos que se seguiram ao início da República foram de grande agitação social. Movimentos insurgentes como a Revolução Federalistado Rio Grande do Sul e Guerra de Canudos no Sertão da Bahia marcam o inicio da República por sua violência no combate aos seus opositores.
O Presidente Marechal Deodoro da Fonseca renuncia em 1891 após a política econômica de encilhamento dar errado. A proposta empreendida por Rui Barbosa, Ministro da Fazenda do governo provisório permitia o aumento na emissão de papel moeda gerando uma grave crise econômica.
Entre os 11 presidentes eleitos no período da Primeira República, um não chegou à posse por ocasião de morte, Francisco de Paula Rodrigues Alves morreu de gripe espanhola antes de sentar à cadeira de presidente e foi substituído por seu vice Delfim Moreira da Costa Ribeiro. Já Afonso Augusto Moreira Pena morreu durante mandato e foi substituído por Nilo Procópio Peçanha.
Os presidentes da República Velha foram:
1889-1891: Marechal Manuel Deodoro da Fonseca;
1891-1894: Floriano Vieira Peixoto;
1894-1898: Prudente José de Morais e Barros;
1898-1902: Manuel Ferraz de Campos Sales;
1902-1906: Francisco de Paula Rodrigues Alves;
1906-1909: Afonso Augusto Moreira Pena (morreu durante o mandato)
1909-1910: Nilo Procópio Peçanha (vice de Afonso Pena, assumiu em seu lugar);
1910-1914: Marechal Hermes da Fonseca;
1914-1918: Venceslau Brás Pereira Gomes;
1918-1919: Francisco de Paula Rodrigues Alves (eleito, morreu de gripe espanhola, sem ter assumido o cargo);
1919: Delfim Moreira da Costa Ribeiro (vice de Rodrigues Alves, assumiu em seu lugar);
1919-1922: Epitácio da Silva Pessoa;
1922-1926: Artur da Silva Bernardes;
1926-1930: Washington Luís Pereira de Sousa (deposto pela Revolução de 1930);
1930: Júlio Prestes de Albuquerque (eleito presidente em 1930, não tomou posse, impedido pela Revolução de 1930);
1930: Junta Militar Provisória: General Augusto Tasso Fragoso, General João de Deus Mena Barreto, Almirante Isaías de Noronha.
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Era Vargas e Populismo Liberal
No Brasil, Getúlio Vargas é o exemplo maior do populismo. Apesar de toda a repressão exercida por Vargas conseguiu ser democraticamente eleito pelo povo o que mostra sua popularidade diante das grandes massas. Seu “interesse” pelos pobres, o que o levou a ser apelidado de “pai dos pobres”, dá uma dimensão do populismo assumido por Getúlio Vargas. A manipulação das massas é compreensível na medida em que a industrialização fez migrar para as grandes cidades um grande contingente de trabalhadores das zonas rurais como também de outros países. Estas massas vindas de diferentes lugares tinham dificuldades de organizar-se e, assim, preferiam confiar seus anseios àquele que se dizia um amigo, o líder populista.
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Movimentos Sociais no Brasil
No Brasil, os movimentos sociais ganharam destaque a partir da década de 1960. Uma parcela muito grande da sociedade tinha sido contra o regime militar.
No Brasil, merecem destaque o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MSTS), os movimentos em defesa dos índios e os movimentos negros.
Note ainda que fazem parte dos movimentos sociais no Brasil os movimentos populares, sindicais e a organizações não governamentais (ONGs).
Os Tipos de Movimentos
Em termos de classificação podemos dividir os movimentos sociais em:
Movimentos reivindicatórios, os quais focam sua ação em exigências de questões imediatas. Utilizam-se da pressão pública para pressionar instituições que possam modificar os dispositivos legais que possam lhes favorecer.
Movimentos políticos, os quais buscam influenciar a população na participação política direta enquanto garantia para transformações estruturais na sociedade.
Movimentos de classe, os quais buscam subverter a ordem social e, consequentemente, alterar as relações entre distintos fatores na conjuntura nacional.
Composição de um Movimento Social
Para que haja um movimento social efetivo, é preciso a conjugação de alguns fatores. O primeiro deles é o projeto, o qual abarca toda proposta e objetivos do movimento em questão.
Um outro fator crucial é a ideologia que embasa este movimento. A ideologia é a responsável por articular a união entre os grupos sociais em prol do movimento.
Por fim, ao se instituírem, os movimentos sociais estabelecem uma disposiçãohierárquica. Essa hierarquização pode ser descentralizada ou não, numa estrutura deliberada para possuir líderes e outros integrantes.
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Ditadura Militar
Podemos definir a Ditadura Militar como sendo o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se principalmente, pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contrários o regime militar.
Contexto histórico e o golpe militar de 1964
A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organizações populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale lembrar que, nesse período, o mundo vivia o auge da Guerra Fria (disputa política, militar, tecnológica e econômica entre os EUA capitalista e a URSS socialista).
Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista.
Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava.
No dia 13 de março de 1964, João Goulart realizou um grande comício na Central do Brasil (Rio de Janeiro), onde defendeu as Reformas de Base. Neste plano, Jango prometeu mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país.
Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizaram uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.
O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. Os grandes órgãos de imprensa começaram a pedir a saída de João Goulart do poder, aumentando ainda mais a pressão sobre o governo.
No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saíram às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango deixou o país, refugiando-se no Uruguai. Os militares tomaram o poder e deram início ao regime militar. Em 9 de abril, foi decretado o Ato Institucional Número 1 (AI-1). Este Ato cassou mandatos políticos de opositores ao regime militar e tirou a estabilidade de funcionários públicos.
GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967)
Castello Branco, general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém, ao começar seu governo, assumiu uma posição autoritária.
Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além de dissolver os partidos políticos. Vários parlamentares federais e estaduais de oposição tiveram seus mandatos cassados, cidadãos contrários ao regime militar tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar.
Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo. Só estava autorizado o funcionamento de dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Enquanto o primeiro era de oposição, o segundo representava os militares.
Em 1967, uma nova Constituição foi aprovada e confirmou e institucionalizou o regime militar e suas formas de atuação política.
GOVERNO COSTA E SILVA (1967-1969)
Em 1967, assumiu a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo foi marcado por protestos e manifestações sociais, que defendiam a volta da democracia. A oposição ao regime militar cresceu no país. A UNE (União Nacional dos Estudantes) organizou, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil.
Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisaram fábricas em protesto contra regime militar.
A guerrilha urbana começou a se organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltavam bancos e sequestravam embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada. Pretendiam derrubar o governo através da luta armada.
No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decretou o Ato Institucional Número 5 (AI-5). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas corpus e aumentou a repressão militar e policial.
Passeata contra a ditadura militar no Brasil
GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31/8/1969 - 30/10/1969)
Doente, Costa e Silva foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica).
Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN sequestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigiram a libertação de 15 presos políticos, caso contrário matariam o embaixador. Diante da possibilidade de assassinato do embaixador, o governo militar atendeu a exigência. Porém, em 18 de setembro, o governo decretou a Lei de Segurança Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva". Ela vigorou de 1969 a 1978.
No final de 1969, o líder e guerrilheiro comunista do grupo armado ALN (Aliança Libertadora Nacional), Carlos Marighella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo.
GOVERNO MÉDICI (1969-1974)
Em 1969, a Junta Militar escolheu o novo presidente: o general Emílio Garrastazu Médici. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como "anos de chumbo". A repressão à luta armada cresceu e uma rígida política de censura foi colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística foram censuradas. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores foram investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna) atuou como centro de investigação e repressão do governo militar.
Nesse período, ganhou força, no campo, a guerrilha rural, principalmente no Araguaia. Porém, a guerrilha do Araguaia foi fortemente reprimida pelas forças militares.
O Milagre Econômico
Na área econômica o país cresceu rapidamente. Esse período, que vai de 1969 a 1973, ficou conhecido como a época do Milagre Econômico. O PIB brasileiro cresceu a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e criou uma importante infraestrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói.
Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil. No final da década de 1970 e começo da de 1980, a crise econômica rondou o país novamente, fazendo cair a popularidade do governo militar. Porém, vale ressaltar que, toda infraestrutura feita durante o regime militar foi de fundamental importância para o desenvolvimento do Brasil nas décadas seguintes.
GOVERNO GEISEL (1974-1979)
Em 1974, assumiu a presidência o general Ernesto Geisel que começou um lento processo de transição rumo à democracia. Seu governo coincidiu com o fim do milagre econômico e com a insatisfação popular em taxas elevadas. A crise do petróleo (final de 1973 e início de 1974) e a recessão mundial interferiram na economia brasileira, no momento em que os créditos e empréstimos internacionais diminuíram.
Geisel anunciou a abertura política lenta, gradual e segura. A oposição política começou a ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB conquistou 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganhou a prefeitura da maioria das grandes cidades.
Alguns militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começaram a promover ataques clandestinos para criar um clima de conturbação social. O objetivo deles era a volta da linha dura ao poder.
Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog apareceu morto nas dependências do DOI-Codi em São Paulo. Integrantes da oposição disseram que o jornalista havia sido assassinado e a cena do enforcamento forjada. Responsáveis pelo DOI-Codi afirmaram que o jornalista tinha cometido suicídio em sua cela.
Em 1978, Geisel acabou com o AI-5, restaurou o habeas-corpus e abriu caminho para a volta da democracia no Brasil.
GOVERNO FIGUEIREDO (1979-1985)
A vitória do MDB nas eleições, em 1978, começou a acelerar o processo de redemocratização. O general João Baptista Figueiredo decretou a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. Os militares de linha dura continuaram com a repressão clandestina. Cartas-bomba foram colocadas em órgãos da imprensa e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). No dia 30 de Abril de 1981, uma bomba explodiu durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O atentado foi, provavelmente, promovido por militares de linha dura, embora até hoje nada tenha sido provado.
Em 1979, o governo aprovou a lei que restabeleceu o pluripartidarismo no país. Os partidos voltaram a funcionar dentro da normalidade. A ARENA mudou o nome e passou a ser PDS, enquanto o MDB passou a ser PMDB. Outros partidos foram criados, como: Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).
A Redemocratização e a Campanha pelas Diretas Já
Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresentou vários problemas. A inflação era alta e a recessão começou a preocupar. Enquanto isso a oposição ganhou terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira, que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.
Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves ficou doente antes de assumir e acabou falecendo. Assumiu o vice-presidente José Sarney. Em 1988 foi aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros do período militar e restabeleceu princípios democráticos no país.
Debates, justificativas e controvérsias que se estendem até hoje
De acordo com integrantes do alto escalão das forças armadas do Brasil, o país corria um sério risco, no início de 1964, de convulsões sociais e até mesmo de uma revolução, que poderia abrir caminho para a implantação do regime socialista no Brasil. Alguns historiadores e analistas políticos afirmam que essa justificativa não encontra respaldo nos fatos, pois não era a intenção de Jango dar um golpe e levar o Brasil para o lado da União Soviética. Outros historiadores e analistas dizem que havia sim uma tendência de esquerda no governo de Jango, em função da aproximação dele com os movimentos sociais e sindicatos, que estavam se fortalecendo. Também havia, de acordo com esses pesquisadores, grupos organizados com grande simpatia pelo regime socialista e que poderiam, num momento de crise, tentar uma revolução de caráter socialista, através da luta armada, como aquele ocorrido em Cuba no ano de 1959.
As controvérsias e debates continuam até os dias de hoje. Muitos foram e ainda são contrários a entrada e permanência dos militares no poder, em função, principalmente, das restrições democráticas, censura e excessos de força no combate aos opositores. Por outro lado, outros afirmam que teria sido muito pior se os militares não tivessem assumido o poder, pois poderia ter ocorrido no Brasil uma revolução socialista com consequências muito negativas para o país. Neste segundo caso, acreditam que uma ditadura socialista, a exemplo da União Soviética e Cuba, poderia ter gerado a eliminação em massa de opositores políticos e um governo ditatorial muito mais repressor do que o ocorrido no Brasil entre 1964 e 1985.
Defensores do regime militar argumentam também que, a violência utilizada, em muitos casos, contra os opositores do governo militar foi necessária. Segundo eles, os grupos armados não lutavam pela democracia, mas sim pela instalação, no Brasil, de uma ditadura de esquerda, pois estavam alinhados ideologicamente com o socialismo cubano e soviético. Afirmam também que, muitos desses opositores praticavam sequestros, roubos e portavam armamentos. Logo, deveriam ser combatidos com força pelos militares.
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Introdução
Com a economia mundial globalizada, a tendência comercial é a formação de blocos econômicos. Estes são criados com a finalidade de facilitar o comércio entre os países membros. Adotam redução ou isenção de impostos ou de tarifas alfandegárias e buscam soluções em comum para problemas comerciais.
Em tese, o comércio entre os países constituintes de um bloco econômico aumenta e gera crescimento econômico para os países. Geralmente estes blocos são formados por países vizinhos ou que possuam afinidades culturais ou comerciais. Esta é a nova tendência mundial, pois cada vez mais o comércio entre blocos econômicos cresce. Economistas afirmam que ficar de fora de um bloco econômico é viver isolado do mundo comercial.
Veremos abaixo uma relação dos principais blocos econômicos da atualidade e suas características.
UNIÃO EUROPEIA
A União Europeia ( UE ) foi oficializada no ano de 1992, através do Tratado de Maastricht. Este bloco é formado pelos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia. Este bloco possui uma moeda única que é o EURO, um sistema financeiro e bancário comum. Os cidadãos dos países membros são também cidadãos da União Europeia e, portanto, podem circular e estabelecer residência livremente pelos países da União Europeia.
A União Europeia também possui políticas trabalhistas, de defesa, de combate ao crime e de imigração em comum. A UE possui os seguintes órgãos : Comissão Europeia, Parlamento Europeu e Conselho de Ministros.
NAFTA
Fazem parte do NAFTA ( Tratado Norte-Americano de Livre Comércio ) os seguintes países: Estados Unidos, México e Canadá. Começou a funcionar no início de 1994 e oferece aos países membros vantagens no acesso aos mercados dos países. Estabeleceu o fim das barreiras alfandegárias, regras comerciais em comum, proteção comercial e padrões e leis financeiras. Não é uma zona livre de comércio, porém reduziu tarifas de aproximadamente 20 mil produtos.
MERCOSUL
O Mercosul (Mercado Comum do Sul) foi oficialmente estabelecido em março de 1991. É formado pelos seguintes países da América do Sul: Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e Venezuela. Futuramente, estuda-se a entrada de novos membros, como o Chile e a Bolívia. O objetivo principal do Mercosul é eliminar as barreiras comerciais entre os países, aumentando o comércio entre eles. Outro objetivo é estabelecer tarifa zero entre os países e num futuro próximo, uma moeda única.
PACTO ANDINO - COMUNIDADE ANDINA DE NAÇÕES
Outro bloco econômico da América do Sul é formado por: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. Foi criado no ano de 1969 para integrar economicamente os países membros. As relações comerciais entre os países membros chegam a valores importantes, embora os Estados Unidos sejam o principal parceiro econômico do bloco.
APEC
A APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) foi criada em 1993 na Conferência de Seattle (Estados Unidos da América). Integram este bloco econômico os seguintes países: Estados Unidos da América, Japão, China, Formosa (também conhecida como Taiwan), Coreia do Sul, Hong Kong (região administrativa especial da China), Cingapura, Malásia, Tailândia, Indonésia, Brunei, Filipinas, Austrália, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Canadá, México, Rússia, Peru, Vietnã e Chile. Somadas as produções industriais de todos os países, chega-se a metade de toda produção mundial. Quando estiver em pleno funcionamento (previsão para 2020), será o maior bloco econômico do mundo.
ASEAN
A ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) foi criada em 8 de agosto de 1967. É composta por dez países do sudeste asiático (Tailândia, Filipinas, Malásia, Cingapura, Indonésia, Brunei, Vietnã, Mianmar, Laos, Camboja).
SADC
A SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) foi criada em 17 de outubro de 1992, sendo formada por 15 países da região sul do continente africano.
MCCA
Criado em 1960, o MCCA (Mercado Comum Centro-Americano) é o bloco econômico da região da América Central, cujo principal objetivo é a integração econômica entre os países-membros (Nicarágua, Guatemala, El Salvador, Honduras e Costa Rica).
Aliança do Pacífico
Criado em junho de 2012, este bloco econômico latino-americano é composto por México, Colômbia, Peru e Chile.
BENELUX
Considerado o embrião da União Europeia, este bloco econômico envolve a Bélgica, Holanda e Luxemburgo. O BENELUX foi criado em 1958 e entrou em operação em 1 de novembro de 1960.
UEAA - União Euroasiática
Bloco de integração política e econômica composto por Rússia, Belarus e Cazaquistão. Tem como fundamento principal a união aduaneira entre estes três países, estabelecendo a livre circulação de serviços, produtos e pessoas. O mais novo bloco econômico entrou em vigor a partir de 1 de janeiro de 2015.
ECOWAS - Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental
Criada em 1975, reúne quinze estados da África Ocidental. A integração econômica entre os países membro é o principal objetivo deste bloco.
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A Terceira Revolução Industrial teve início em meados da década de 1940, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, vindo até os dias de hoje. Este processo teve a liderança dos Estados Unidos da América, que se tornou a grande potência econômica deste período. Tem como principal característica o uso de tecnologias avançadas no sistema de produção industrial.
Principais características da Terceira Revolução Industrial:
- Utilização de várias fontes de energia (antigas e novas): petróleo, energia hidrelétrica, nuclear, eólica, etc. Passa a aumentar, principalmente a partir da década de 1990, a preocupação com a diminuição do uso das fontes de energia poluidoras e aumento da energia limpa.
- Uso crescente de recursos da informática nos processos de produção industrial. A Robótica é o principal exemplo.
- Diminuição crescente do emprego de mão de obra humana (principalmente em tarefas braçais), sendo substituída pelas máquinas, sistemas automatizados, computadores e robôs industriais.
- Uso de tecnologias no processo de produção, visando diminuir os custos e o tempo de produção.
- Ampliação dos direitos trabalhistas.
- Globalização: produção de produtos com peças fabricadas em várias partes do mundo.
- Desenvolvimento da Biotecnologia, ampliando a produção da indústria de medicamente e melhorando a qualidade e eficiência.
- Surgimento, na década de 1970, de novas potências industriais e econômicas como, por exemplo, Alemanha e Japão. Neste cenário, já na década de 1990, aparece a China.
- Massificação dos produtos tecnológicos, ligados aos meios de comunicação e Internet, no começo do século XXI. Exemplos: telefones celulares, computadores pessoais, notebooks, tablets e smartphones.
- Aumento da consciência ambiental, a partir da década de 1980, por grande parte das indústrias, que passam a buscar processos produtivos sem ou com baixo impacto ambiental.
Principais invenções tecnológicas deste período:
- Robôs industriais
- Satélites de telecomunicações
- Computador Pessoal (PC)
- Caixa eletrônico
- Telefone Celular
- Tablet
- Softwares
- Sistema de GPS
- Tecnologias automotivas
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A sigla Brics faz referência aos países emergentes, considerados como possíveis potências econômicas do futuro. Entre essas nações estão Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Esse grupo tem ganhado cada vez mais relevância na área econômica nos últimos anos, sendo considerado estratégico nas principais discussões políticas do mundo.
O conceito de potência emergente está associado aos países que apresentam uma crescente influência econômica e política no mundo, aumentando muito sua participação e atuação nas questões mundiais. Os países emergentes estão em evidência no cenário internacional por seus recursos naturais, sua atuação política e sua estabilidade econômica.
Outros países que também estão sendo considerados emergentes são Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, México e Turquia. A sigla Bric surgiu em 2001, criada por pesquisadores do banco americano Goldman Sachs. Os países emergentes foram relacionados de acordo com um estudo sobre as estimativas de evolução dos mercados, produção e demografia na ordem econômica global.
A estimativa é que nas próximas décadas, Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e China alcancem liderança no ranking das maiores economias do mundo. Esse avanço das nações emergentes também deve ampliar a classe média em todos os países que fazem parte dos Brics, fato que refletirá positivamente no crescimento do mercado consumidor global.
O Brasil é um dos países emergentes mais importantes, mesmo passando pela atual crise econômica. A nação é considerada estratégica para a ampliação do intercâmbio entre os Brics e vem reforçando anualmente sua posição de fornecedor de bens, alimentos e matérias-primas para o mercado mundial.
Somente nos últimos anos, as exportações brasileiras no agronegócio, por exemplo, cresceram cerca de 450% nas negociações com a China, beneficiando principalmente os produtores brasileiros de soja e carne.
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O mundo é cheio de disparidades socioeconômicas. Enquanto existem poucas nações ricas e desenvolvidas, que promovem uma digna para seus habitantes; muitos países estão amargando a pobreza, as guerras e conflitos e a fome.
O desenvolvimento econômico não acontece de maneira igualitária no mundo e, por isso, uma grande parcela da população mundial sofre com graves problemas, como a pobreza extrema, a falta de moradia, de emprego, alimentos, atendimento de saúde, educação e transporte digno.
Todos sabem que atualmente um pequeno número de países controlam a riqueza e a produção de bens de consumo, enquanto uma grande massa vive uma realidade sombria. As nações da África estão entre as mais sofridas e pobres. Países como Etiópia, Somália e Mauritânia apresentam uma alta taxa de mortalidade de adultos e crianças por causa da fome. Nações como estas apresentam um baixo índice de desenvolvimento econômico e social.
Até mesmo países em desenvolvimento, como Brasil e Argentina, apresentam fortes desigualdades sociais, com a concentração de riquezas nas mãos de poucos. A disparidade socioeconômica é evidente, e deve se intensificar nos próximos anos.
O perfil da pobreza e da extrema pobreza
A má distribuição das riquezas e a falta de oportunidades igualitárias criaram um grande contraste econômico e social entre as sociedades dos diversos países do mundo. De acordo com as Nações Unidas, a concentração de renda interfere diretamente no acesso aos serviços e direitos básicos dos seres humanos.
Hoje, as famílias consideradas pobres vivem com menos de 2 dólares por dia. Já os extremamente pobres, recebem menos de 1,25 dólar por dia para sobreviver, e essa parcela corresponde a 22% da população mundial.
Os países da América Latina, do sul da Ásia e da África Subsaariana são os que enfrentam maiores dificuldades e também os que apresentam quadros mais acentuados de desigualdade social. Já Estados Unidos e as nações da Europa estão entre os mais ricos.
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Existem problemas ambientais que são globais, ou seja, prejudicam de forma generalizada toda a população do planeta Terra. Esses problemas ambientais fazem parte do estilo de vida da sociedade moderna e foram provocados pela ação do homem em sua maioria.
Poluição e desmatamento estão entre as ações que acontecem no mundo inteiro e que provocam danos graves à natureza, afetando a vida animal, as plantas, fontes de água e os seres humanos. Processos que causam desequilíbrio ao ecossistema trazem consequências muito preocupantes.
A sociedade de consumo tem grande impacto sobre o ambiente global, principalmente no que diz respeito à produção de lixo e resíduos. Os impactos de dimensão planetária são aqueles que não podem ser contidos e que atingem os oceanos, a atmosfera, a biosfera e a vida humana.
Entre os principais problemas ambientais globais, podemos citar o efeito estufa, a destruição da camada de ozônio e as chuvas ácidas, processos relacionados diretamente ao Aquecimento Global.
Saiba mais sobre os problemas ambientais globais:
Efeito Estufa – O efeito estufa é um processo natural da Terra, que consiste na conservação do calor no planeta. Contudo, as ações humanas, como o uso de combustíveis fósseis, têm acentuado o efeito estufa, ou seja, aumentado o calor na Terra e, consequentemente, as temperaturas globais.
Chuvas Ácidas – A chuva ácida é provocada pela poluição na atmosfera, principalmente pela alta concentração de dióxido de enxofre (SO2) e dióxido de nitrogênio (NO2). O fenômeno prejudica a qualidade do ar e polui fontes de água, além de causar prejuízos como a destruição de patrimônios e problemas à agricultura e pecuária.
Aquecimento Global – É consequência direta da ação humana, com suas fontes de poluição, desmatamento e alterações nos ecossistemas.
Camada de Ozônio – A camada de ozônio é uma proteção da Terra contra os raios de sol. Essa camada tem sido reduzida pela ação do homem, aumentando os riscos de câncer de pele e outros problemas. O uso de gases CFC está entre as causas da destruição da camada.
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Nos últimos 20 anos, a população brasileira passou por diversas mudanças de comportamento, perfil socioeconômico, de hábitos de vida e acesso a tecnologias, educação e informação. A população brasileira também começou a passar por um acentuado processo de envelhecimento. Estima-se que até o ano de 2025, o Brasil tenha uma possibilidade de enriquecimento de sua população geral, mas os jovens serão minoria nesse cenário.
O país também passou por mudanças demográficas, e hoje existem mais pessoas vivendo nas cidades do que no campo. O aumento da proporção de idosos no Brasil vai trazer uma série de desafios para o governo, como a necessidade de maiores investimentos em saúde e prevenção.
Acredita-se que o país tenha uma redução da população a partir de 2040, pois as famílias brasileiras já fazem um controle de natividade mais assertivo e o país não tem um processo imigratório acelerado. A média nacional de filhos por brasileira, em 2010, era de apenas 1,8. Na década de 1960, esse índice era de 6 filhos por mulher.
Com esses dados, vemos que a população brasileira segue rumo ao envelhecimento, com uma queda da fecundidade e aumento da longevidade dos idosos. No campo do combate à pobreza, o Brasil evoluiu, conseguindo elevar muitas pessoas que estavam na pobreza extrema a um nível mais digno de vida.
Outra mudança bastante evidente no padrão da população brasileira envolve especificamente a mulher, que hoje tem papel relevante no sustento das famílias. As transformações da sociedade brasileira fazem com que o governo tenha imensos desafios para promover o crescimento da economia e para garantir melhor renda, sustentabilidade da previdência e melhores serviços de saúde e educação.
Um ponto positivo que merece destaque é que a população brasileira da atualidade já apresenta maior escolaridade e acesso ao nível superior de ensino, que vem sendo democratizado para os mais pobres. De uma forma geral, as mudanças na população brasileira estão trazendo mais justiça, qualidade de vida e igualdade. Se ainda não vivemos a situação ideal, com certeza, estamos melhor do que estávamos há 20 anos
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As cidades, principalmente as de grande porte, apresentam diversos problemas urbanos estruturais e ambientais, a maioria decorrente das ações humanas. As áreas urbanas sofrem diversas intervenções e, até mesmo, ataques ao ambiente natural, o que prejudica muito a qualidade de vida da população.
Com a criação de aterros sanitários, ocupações de áreas irregulares, desmatamento, impermeabilização dos solos, poluição do ar e da água e aumento da temperatura, as grandes cidades se tornam um verdadeiro caldeirão, prestes a explodir.
Os centros urbanos crescem sem planejamento, têm cada vez mais atividades industriais e passam por um aumento constante do número de habitantes. No Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro são dois bons exemplos dos problemas e do caos que o crescimento desordenado traz.
Os problemas urbanos provocam muitas mudanças na natureza e, consequentemente, problemas ambientais. No campo da estrutura, falta moradia, transporte de qualidade, mobilidade urbana, saúde e educação. Já na esfera ambiental, temos ilhas de calor, poluição, falta de saneamento básico, produção de resíduos altamente tóxicos, contaminação de recursos hídricos, entre outros.
Esses problemas geram escassez da água, crises hídricas e muitas catástrofes, como o deslizamento de encostas e enchentes, que podem deixar muitas vítimas fatais. No caso da poluição atmosférica, temos ainda a chuva ácida, a ilha de calor, a inversão térmica, etc.
Para o homem, os problemas estruturais e ambientais das cidades trazem doenças respiratórias, intoxicações, irritação nos olhos, alergias, além de um grande desconforto. É preciso controlar as ações que provocam as alterações e impactos negativos nos ambientes urbanos. Medidas urgentes precisam ser adotadas pelos governos para controlar o aumento da frota de veículos, evitar ações de degradação ao meio ambiente e evitar a construção de novos aterros sanitários. Tudo isso deve ser feito pensando na saúde e bem-estar da população.
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As fontes alternativas de energia reúnem as formas de produção de energia que causam menor impacto ambiental no planeta sendo assim, pouco poluentes. As energias alternativas são derivadas de fontes de energias renováveis (ou energia limpa) na medida que não cessam e se renovam na natureza espontaneamente.
Cada vez mais são utilizadas no mundo como fontes alternativas em relação as fontes de energia mais convencionais que muitas vezes causam forte impacto ambiental, tal qual a queima de combustíveis fósseis.
Nesse sentido, vale lembrar que as fontes de energia não renováveis (energia suja) os recursos naturais, se explorados indefinidamente, se esgotam na natureza.
No Brasil, a fonte de energia mais utilizada é a hidráulica, no entanto, problemas atuais como a escassez da chuva e consequentemente a evaporação das águas dos rios, tem levado ao desenvolvimento de outras fontes de energia alternativas, por exemplo, a solar e eólica.
Vantagem e Desvantagem
A principal vantagem da utilização das fontes de energia alternativas é, sem dúvida, o baixo impacto ambiental que geram. No geral, como desvantagem da escolha de fontes alternativas de energia podemos citar os altos custos para implementação e manutenção de tais sistemas.
Tipos de Energia
Segue abaixo os principais tipos de fontes de energia alternativas:
Energia Hidráulica
A energia hidráulica ou hidrelétrica utiliza a água como fonte principal de produção de energia. São utilizadas pela força das massas de águas dos rios, lagos e mares
As Usinas hidrelétricas são exemplos da utilização da energia hidráulica que é transformada em energia mecânica pelas turbinas e por fim, em energia elétrica. É uma das produções de energia mais utilizadas no mundo e embora seja considerada alternativa, ela pode gerar alguns impactos.
Assim, ela pode causar um grande impacto ambiental, por exemplo, com a construção de barragens e alagamentos de zonas, o que leva a perda do habitat natural de diversos animais. Além disso, também podem gerar impactos sociais, por exemplo, com o alagamento de territórios onde existem povos ribeirinhas.
Energia dos Oceanos
Além da energia hidráulica dos rios e lagos, a partir da força das águas do mar tem-se a chamada força da mare-motriz. Esse tipo de energia é proveniente da força das correntes marítimas (marés, ondas), gerando a energia elétrica.
Energia Solar
A Energia Solar é produzida pela energia dos raios solares e, portanto, é inesgotável na natureza. É uma das mais exploradas na atualidade como fonte de energia alternativa limpa e não poluente.
As placas solares e as células fotovoltaicas estão sendo muito utilizadas nas residências, de forma que captam a energia solar (luminosa), e depois transformam em energia elétrica. São utilizadas também para o aquecimento de água (energia térmica)
Energia Eólica
Outra importante fonte de energia alternativa é a energia eólica, produzida pela força dos ventos. Utilizada para bombear água e produzir eletricidade, muitos países estão escolhendo a energia eólica, por ser uma fonte limpa e de fácil implementação. Ainda que seja pouco representativa em relação as outras fontes de energia, ela vem ganhando espaço no cenário mundial.
A energia eólica transforma energia mecânica em energia elétrica através dos aerogeradores, espécies de cata-ventos ou de moinhos, localizados em espaços abertos que possuem grande incidência de correntes de ar (vento). Alguns dos impactos que causa é a poluição visual e poluição sonora.
Biomassa
A Biomassa, produzida através de resíduos de matéria orgânica (geralmente de origem vegetal), torna-se uma ótima alternativa, por exemplo, para produção de energia térmica e de combustíveis: álcool, biogás e biodiesel.
Os principais materiais utilizados são a cana de açúcar, beterraba, milho, mandioca, eucalipto, lenha e óleos vegetais (mamona, dendê, soja, etc.). Interessante notar que ela pode ser produzida pelo reaproveitamento de resíduos (lixos) municipais e outros detritos, que através da combustão gera combustíveis. Note que a combustão libera dióxido de carbono na atmosfera, prejudicando o ambiente.
Diferente de outras fontes de energia alternativas que possuem elevado custo de implementação e manutenção, a biomassa é de baixo custo, e por isso é considerada uma das importantes fontes de energia do século e ainda, uma ótima alternativa para as fontes não renováveis como o petróleo e carvão mineral, na medida que produz baixo impacto ambiental.
Energia Geotérmica
A energia geotérmica ou geotermal é obtida pelo calor proveniente do interior do planeta Terra. Trata-se de uma fonte de energia alternativa que produz eletricidade através das centrais geotérmicas que perfuram o solo até atingir o interior da Terra.
Ela é uma fonte de energia muito antiga, ou seja, já era utilizada por povos da antiguidade, seja para cozinhar ou as aquecer casas. Embora seja uma energia limpa (energia renovável) se utilizada de maneira inadequada pode trazer diversos danos ao planeta, tal qual a alteração geológica.
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A urbanização no Brasil se tornou intensa na década de 1950, quando muitas pessoas passaram a deixar a zona rural e as áreas mais pobres do interior do país para tentarem a vida nas grandes cidades, com destaque para as metrópoles do sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro. Esse processo foi estimulado pelo desenvolvimento das atividades industriais.
Como a urbanização não foi um processo planejado, o Brasil começou a enfrentar diversos desafios e problemas sociais. A grande massa concentrada nas cidades não tinha acesso aos seus direitos mais básicos, como educação, transporte e saúde.
A infraestrutura precária, e não adequada para receber tantas pessoas, começou a entrar em colapso, favorecendo o surgimento das favelas, o aumento da população de rua, a violência urbana e a desigualdade social. O desemprego também atingiu um grande número de pessoas, dificultando ainda mais o acesso à saúde, educação e a uma vida digna.
A falta de moradia para tanta gente trouxe vários problemas. A população passou a ocupar áreas impróprias, como áreas de encostas, por exemplo. Os conjuntos habitacionais ilegais, sem saneamento básico, asfalto e iluminação, passaram a conviver com o aumento de casos de doenças, assaltos e outros tipos de problemas sociais.
As populações das favelas estiveram, e ainda estão, entre as mais prejudicadas, sem acesso a serviços públicos e vivendo em situação precária. A péssima educação pública do Brasil também agrava o problema social, pois sem qualificação profissional as pessoas não conseguem entrar para o mercado de trabalho nos grandes centros urbanos.
Nos últimos anos, a saúde tem se tornado um dos mais graves problemas estruturais do Brasil, com postos de saúde, hospitais e médicos insuficientes para atender uma demanda tão grande. Com isso, as unidades de saúde pública concentram filas enormes, falta de medicamentos e aparelhos e despreparo dos profissionais.
A violência urbana também é um grave problema. Hoje, as pessoas vivem com medo nas grandes cidades, se tornaram reféns da criminalidade com o alto índice de assassinatos, assaltos, sequestros e arrastões.
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Quando falamos sobre problemas ambientais no espaço urbano, é preciso considerar alguns fatores que vão contribuir significativamente para que o meio ambiente seja impactado de forma negativa. Dentre esses fatores, podemos destacar que o grande crescimento demográfico das cidades, aliado a uma falta de ordenamento territorial e planejamento estrutural capazes de absorver esse contingente populacional são os principais causadores de problemas ambientais nas áreas urbanas
O processo de industrialização, a partir da revolução industrial do século XVIII, transformou completamente o padrão produtivo e o panorama de organização das sociedades e, consequentemente, a condição socioambiental dos aglomerados urbanos, principalmente com a mudança de população do campo para as cidades. A partir dessa nova realidade, as cidades, principalmente as de países subdesenvolvidos, que tiveram sua industrialização tardia, muito acelerada e em um curto espaço de tempo, não foram capazes de se organizar a ponto de criar infraestrutura suficiente para absorver esse crescimento populacional.
Os problemas ambientais urbanos são cada vez mais visíveis na paisagem urbana, principalmente pelas constantes transformações que o homem faz na natureza, fazendo com que a capacidade de resiliência ambiental (capacidade de um sistema restabelecer seu equilíbrio após este ter sido rompido por um distúrbio, ou seja, sua capacidade de recuperação) seja cada vez menor. Dentre os muitos impactos ambientais nas áreas urbanas podemos destacar as enchentes, lixos urbanos, poluição do ar, poluição sonora e despejo de esgoto sanitário nos rios, problemas estes que afetam diretamente os recursos naturais e a qualidade de vida das pessoas que residem nas cidades.
Principais problemas ambientais urbanos
Descarte inadequado do lixo em um lixão.
Enchentes – As enchentes são um problema cada vez mais comum nas grandes cidades brasileiras. Isso ocorre principalmente por causa da impermeabilização do solo urbano, que é coberto na maior parte por asfalto e cimento. Com isso, a água não consegue penetrar e se acumula sobre o solo. Outro fator que colabora com as enchentes é a alteração de cursos d’água, como o aterramento para construção civil ou mudanças do curso de rios, o aterramento de áreas pantanosas, locais para onde a água escorria – sem essa possibilidade ela se acumula sobre o solo -, ou mesmo a ocupação irregular na beira de rios. Também podemos citar o entupimento dos bueiros como fatores que colaboram para as enchentes, sem falar também nas mudanças climáticas, esse um fator mais recente, que altera os ciclos das chuvas, fazendo com que verdadeiras tempestades proporcionem enchentes de grandes proporções e graves consequências.
Lixos urbanos – O aumento populacional causa uma maior produção de lixo, especialmente no atual modelo de produção e consumo. Com isso, os lixos urbanos se tornam outro grande problema para o meio ambiente em áreas urbanas, porque a falta de um tratamento adequado para os resíduos sólidos domésticos, principalmente os despejados em lixões ou em cursos d’água, queimados ou depositados em terrenos baldios vão causar impactos ambientais severos nos solos, águas e mesmo no ar. Esses lixos urbanos vão produzir gases e substâncias tóxicas que, ao entrarem em contato com o meio em que são depositados, vão ser causadores de doenças graves e contaminação do ambiente. Também é preciso destacar que, em relação aos lixões, os mais afetados são as camadas mais pobres da sociedade, justamente a camada que dispõe de menores recursos na questão de atendimento hospitalar. Esse problema de atingir as camadas sociais mais pobres ocorre porque é na periferia que se encontram os lixões das cidades.
Despejo de esgotos nos rios e canais – O crescimento desordenado e a falta de infraestrutura urbana das cidades fez com que ocorresse uma ausência de planejamento em relação ao saneamento básico. Esse fato ocasiona um despejo sistemático de esgoto sanitário doméstico e industrial em rios e canais em grande escala, fazendo com que ocorra um grande impacto em ecossistemas aquáticos, aumento da contaminação da água, proliferação de doenças e menor disponibilidade de água doce para consumo humano.
Poluição sonora – A grande quantidade de automóveis nos centros urbanos vai colaborar significativamente para a produção da chamada poluição sonora. Além dos automóveis, também podemos destacar as obras de construção civil, fábricas, entre outros fatores que vão ser responsáveis pro distúrbios mentais, aumento significativo do stress e até problemas auditivos.
Emissão de gases – Em relação aos gases poluentes despejados na atmosfera, vamos perceber que o grande volume de automóveis e indústrias é o principal causador desse grave problema urbano, que, entre outros fatores, pode gerar o efeito estufa, devido à grande quantidade de gás carbônico, chuvas ácidas e as ilhas de calor. As chuvas ácidas ocorrem quando existe na atmosfera um número muito grande de enxofre (SO2) e óxidos de nitrogênio (NO, NO2, N2O5), que, quando em contato com o hidrogênio em forma de vapor, formam ácidos como o ácido nítrico (HNO3) ou o ácido sulfúrico (H2SO4). O grande problema para o meio ambiente é a alteração do PH das águas, podendo trazer mortandade de seres aquáticos e a acidificação do solo, tornando-o improdutivo ou acelerando a erosão. Já as ilhas de calor são uma anomalia do clima que ocorre quando a temperatura em determinadas regiões dos centros urbanos fica muito maior do que a temperatura nas regiões periféricas, devido à junção de diversos fatores, como a poluição atmosférica (principalmente), alta densidade demográfica, pavimentação e diminuição da área verde, construção de prédios barrando a passagem do vento e grande quantidade de veículos, entre outros.
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Dados do Ministério da Agricultura mostram que entre maio de 2014 e abril de 2015, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 92,40 bilhões. Os grandes destaques do setor são os complexos de soja, carnes, produtos florestais, café e complexo sucroalcooleiro.
O agronegócio do Brasil é muito competitivo e importante para a economia do país. O setor do agronegócio pode ser considerado uma atividade altamente segura e rentável para os empresários.
O Brasil tem um ambiente favorável ao agronegócio, com um clima diversificado, energia solar, solo rico, períodos de chuvas regulares e muita água doce. O país possui, nada mais, nada menos, do que 388 milhões de hectares de terras férteis para cultivo.
Hoje, o agronegócio é considerado fundamental para manter a economia brasileira, gerando um real em cada três reais que circulam no país. Números recentes indicam que o agronegócio corresponde a 33% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. O setor também é responsável por 42% das exportações e 37% dos empregos do país.
O Brasil tem presença expressiva no comércio internacional do agronegócio. Suas vendas externas de produtos agropecuários batem recordes todos os anos. Por isso, as Nações Unidas acreditam que o Brasil será o maior produtor mundial de alimentos já na próxima década, tornando-se verdadeiramente um líder mundial no segmento.
Os principais produtos do agronegócio brasileiro são: café, açúcar, álcool, soja, sucos de frutas, carne bovina, carne de frango, tabaco, couro, calçados de couro, algodão, biocombustíveis de cana-de-açúcar e óleos vegetais, milho, arroz, frutas frescas, cacau, castanhas, nozes, suínos e pescados. Aproximadamente 17,7 milhões de empregos são gerados pelo setor.
Características do Agronegócio:
Atividade de capital intensivo;
Necessita de máquinas, equipamentos e recursos humanos;
Possui insumos caros;
Tem importante participação no Produto Interno Bruto;
É responsável por 37% dos empregos do Brasil.
Vocação
O Brasil tem verdadeira vocação agropecuária e, por isso, vem investindo pesado na modernização da atividade rural e em novas tecnologias. Para fortalecer o setor, o governo tem apostado em Políticas Agrícolas, que garantem segurança aos produtores rurais e Fundos de Investimento do Agronegócio.
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Migrar corresponde à mobilidade espacial da população, ou seja, é o ato de trocar de país, estado, região, ou até mesmo de domicílio. A migração internacional consiste na mudança de moradia com destino a outro país. Tal ocorrência vem sendo promovida ao longo de muitos anos, a exemplo disso cita-se a migração forçada de africanos no intento de realizarem trabalhos escravos em outros continentes. A partir daí, esses fluxos migratórios internacionais têm se intensificado cada vez mais nas últimas décadas.
O processo de migração internacional pode ser desencadeado por diversos fatores: em consequência de desastres ambientais, guerras, perseguições políticas, étnicas ou culturais, causas relacionadas a estudos em busca de trabalho e melhores condições de vida, entre outros. O principal motivo para esses fluxos migratórios internacionais é o econômico, no qual as pessoas deixam seu país de origem visando à obtenção de emprego e melhores perspectivas de vida em outras nações.
Conforme relatório de desenvolvimento humano de 2009, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), aproximadamente 195 milhões de pessoas moram fora de seus países de origem, o equivalente a 3% da população mundial, sendo que cerca de 60% desses imigrantes residem em países ricos e industrializados. No entanto, em decorrência da estagnação econômica oriunda de alguns países desenvolvidos, estima-se que em 2010, 60% das migrações ocorram entre países em desenvolvimento.Os principais destinos da migração internacional são os países industrializados, entre eles estão: Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e as nações da União Europeia. Os Estados Unidos possuem o maior número de imigrantes internacionais – dos 195 milhões, 39 milhões residem naquele país.
A migração internacional promove uma série de problemas socioeconômicos. Em face das medidas tomadas pela maioria dos países desenvolvidos no intento de restringir a entrada de imigrantes, o tráfico destes tem se intensificado bastante. No entanto, esses mesmos países adotam ações seletivas, permitindo a entrada de profissionais qualificados e provocando a “fuga de cérebros” dos países em desenvolvimento, ou seja,
pessoas com aptidões técnicas e dotadas de conhecimentos são bem-vindas.
Outra consequência é o fortalecimento da discriminação atribuída aos imigrantes internacionais, processo denominado “xenofobia”.
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A camada de pré-sal é formada por grandes reservas de petróleo e gás natural, que se encontram em imensas profundidades sob um depósito de sal. Possui uma extensão de aproximadamente 800 km entre Espírito Santo e Santa Catarina, representando uma das maiores regiões petrolíferas descoberta nos últimos cem anos.
Para que ocorra os depósitos de petróleo são necessárias a existência de três tipos de rochas. As rochas geradoras (permitem a concentração de material para a formação do petróleo), as rochas reservatórios (favorecem o acúmulo e produção do petróleo) e as rochas capeadoras (conservam baixa permeabilidade, atuando como selante e não permitindo a migração do petróleo para a superfície).As seções do pré-sal são formadas por rochas reservatórios do tipo conglomerados/detríticas, e de carbonatos. Na camada pós-sal são encontradas rochas detríticas, como por exemplo, nos campos de Albacora, Atlanta, Marlim e Roncador. A camada pré-sal é composta por rochas carbonáticas como as encontradas nos campos de Carcará, Libra, Tupi, entre outros. A maioria dos campos do pré-sal são encontrados na Bacia de Santos.
A distância entre a superfície do mar e o óleo abaixo da camada de pré-sal pode chagar a 7 mil metros. Atualmente (novembro/2017), são 118 poços produtores de petróleo. Os principais produtores são os campos de Lula-LUL, Jubarte, Baleia Franca, Marlim Leste, Caratinga e Sapinhoá.
A produtividade dos campos de pré-sal é alta. De toda a produção da Petrobrás, 51% é proveniente da exploração do pré-sal, equivalente a 1,35 milhão de barris por dia, em junho de 2017. O óleo bruto extraído dos poços do pré-sal é considerado de boa qualidade. Parte da produção do óleo apresentou o grau API médio de 26,8, classificado como óleo leve (>=31°API).
As empresas que possuem o desejo de efetuar a exploração do petróleo na camada de pré-sal precisam participar de leilões realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O que permitiu essa condição foi a lei 13.365/2016, que revoga a lei 12.351/2010, onde a Petrobrás possuía participação obrigatória na sua exploração com no mínimo 30% em cada consórcio.
O pré-sal possui um grande potencial na produção do óleo bruto e gás natural. No entanto, os custos e os desafios para sua extração são impasses que serão superados com o tempo, principalmente na exploração do gás natural. Além de apresentar oportunidades econômicas significativas, apresenta desafios técnicos devido à distância da costa, como o seu armazenamento e transporte.
Outros países como os da África Ocidental seguem os passos do Brasil e buscam novas jazidas de pré-sal. Há aproximadamente 200 milhões de anos os dois continentes eram unidos. Empresas como a Total e a Cobalt realizaram descobertas na camada de pré-sal no Gabão e Angola.
No Brasil as pesquisas na área do pré-sal continuam. Em agosto de 2017, a Petrobrás divulgou a descoberta de petróleo em áreas maduras, na Bacia de Campos. O campo se encontra na profundidade de aproximadamente 4568 m, na área de Marlim Sul.
O descobrimento da área do pré-sal e sua expansão significa em uma grande conquista, pois suas reservas apresentam óleo leve de imensa qualidade, e consequentemente de grande valor comercial. Desse modo, o Brasil passa a ter uma colocação estratégia na exploração petrolífera, tornando-se competitivo no mercado e podendo exportar petróleo em um futuro próximo.
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- Notas sobre Geografia, criado por DamLuca Silva em 17-01-2019.
- Criado por
- DamLuca Silva · jan 2019
- Atualizado
- 18 jan 2019
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