Notas
RADIOLOGIA DO QUADRIL
Conteúdo das notas (10)
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Ângulo centro-borda (ângulo de Wiberg): Ângulo entre uma linha perpendicular (linha P) à linha que passa pelo centro das cabeças femorais no RX da bacia (linha C) e uma linha que tangencia a borda lateral do acetábulo (linha E).
Plano de avaliação – RX anteroposterior e plano coronal na TC e RM.
Avalia o grau de cobertura da cabeça femoral pelo acetábulo.
Normal adulto: 25-40°.
Cobertura excessiva: quando >40-45° isoladamente ou >35° associada a índice acetabular <0°
Quadril displásico: < 20-25°
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Índice de extrusão da cabeça femoral: porção da cabeça femoral que não está recoberta pelo acetábulo, representada pela distância N (seta dupla preta) entre a linha vertical que passa pela margem superior da linha epifisária (linha E) e a linha que passa pela margem acetabular (linha A). A porção da cabeça femoral recoberta pelo acetábulo está representada pela seta dupla azul (distância C).
Plano de avaliação – RX anteroposterior e plano coronal na TC e RM.
Avalia o grau de cobertura da cabeça femoral pelo acetábulo.
Normal adulto: cerca de 75% da cabeça femoral deve ser recoberta pelo acetábulo.
Cobertura excessiva: mais 75% da cabeça femoral está coberta pelo acetábulo
Quadril displásico: tendência a pouca cobertura (menos de 75% da cabeça femoral coberta pelo acetábulo)
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Índice acetabular (ângulo do teto acetabular de Tönnis): ângulo formado por uma linha paralela (linha H') à linha horizontal que tangencia a margem inferior da imagem em "gota de lágrima" da radiografia AP da bacia (linha H), que passa pela margem de esclerose mais medial do acetábulo (ponto vermelho) e outra linha que une as margens medial (ponto vermelho) e o bordo lateral (ponto verde) do acetábulo (linha L).
Plano de avaliação – RX anteroposterior e plano coronal na TC e RM.
Avalia a presença impacto de origem acetabular ("pincer").
Normal adulto: > 0 a 10°.
Coxa profunda e protrusão acetabular = 0° ou negativo
> 10° há risco de instabilidade
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Coxa VARA: ângulo cefalodiafisário < 120-125° - tendência a joelho VALGO
Coxa VALGA: ângulo cefalodiafisário > 135-140° - tendência a joelho VARO e frequente na displasia acetabular
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Ângulo cefalodiafisário (ângulo de inclinação femoral): ângulo entre o eixo longo do colo femoral passando pelo centro da cabeça femoral (linha C) e o eixo longo da diáfise femoral (linha F).
Plano de avaliação – RX anteroposterior e plano coronal na TC e RM.
Avalia a inclinação femoral.
Normal adulto: 120-125 a 135-139°.
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“Offset”da cabeça femoral: distância (seta dupla O) entre uma linha passando pela margem anterior da cabeça femoral (linha F) paralela à linha que passa pelo centro da cabeça e do eixo longitudinal do colo femoral (linha C) e uma linha também paralela que tangencia a face anterior do colo femoral (linha A).
Plano de avaliação – plano axial oblíquo (no eixo longo do colo femoral) na TC e RM.
Incidências radiográficas "cross-table" (perfil cirúrgico) e perfil Ducroquet.
Avalia o espaço entre a cabeça e o colo femoral, necessário para evitar impacto da transição cabeça/colo com o acetábulo durante os movimentos.
Normal adulto: > 8 a 10 mm. (média nos indivíduos assintomáticos em torno de 10 a 12 mm).
A razão do "offset" é calculada dividindo o “offset” (distância entre as linhas A e F) pelo diâmetro da cabeça femoral.
Normal em indivíduos assintomáticos: 0,18 a 0,24; quando < 0,15 é muito provável estar relacionado com deformidade do tipo came.
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Ângulo alfa (α) ou ângulo de Notzli: ângulo entre a linha que passa pelo centro da cabeça femoral e o centro do ponto mais estreito do eixo longitudinal do colo femoral (linha C) e a linha que passa pelo centro da cabeça femoral e o ponto onde a cortical anterior do colo femoral está fora do contorno do círculo que demarca a cabeça femoral (linha A).
Plano de avaliação – plano axial oblíquo (no eixo longo do colo femoral) na TC e RM (no nível da fóvea) e RX laterais:
Incidência radiográfica "cross-table" (perfil cirúrgico), Dunn 45° e Ducroquet
Avalia a presença de abaulamento da cortical anterior da transição da cabeça com o colo femoral (“bump”).
Normal adulto: < 50°.
Anormal adulto: > 55° (mais usado) a 60°
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SÍNFISE PÚBICA
Diastase: aumento da distância entre as margens da sínfise púbica > 10 mm (seta dupla d) na ausência de fratura.
Plano de avaliação – incidência anteroposterior ou flamingo da bacia. Pode também ser feita na TC ou RM, mas os valores podem mudar um pouco.
Normal (RX):
Crianças < 3 anos: @ 10 mm.
Crianças > 3 anos e adulto jovem: @ 6 mm. Medidas na TC nas crianças até 11 anos @ 5 mm e de 12-15 anos @ 4,5 mm.
Adulto > 50 anos: @ 3 mm.
Gravidez: ocorre aumento da distância em torno de 2 a 3 mm.
* Sempre avaliar as articulações sacroilíacas nos casos de diastase da sínfise púbica (acometimento mais frequente quando diastase é > 20 mm).
Critério mais utilizado para definição de conduta:
Diastase até 2 cm → tratamento conservador
Diastase entre 2 e 5 cm → tratamento conservador ou cirúrgico dependendo do caso
Diastase > 5 cm → tratamento cirúrgico
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Instabilidade da sínfise púbica: aumento da distância vertical (linha dupla vermelha) entre a margem superior do púbis de cada lado.
Plano de avaliação – incidências anteroposterior (AP) da bacia e flamingo do púbis para avaliação de macroinstabilidade.
Realizada incidência anteroposterior da bacia com apoio bipodal para referência (radiografia neutra).
Depois são obtidas incidências do púbis em AP com apoio unipodal de cada lado (uma com o pé direito elevado e outra com o pé esquerdo elevado).
É traçada uma reta no plano longitudinal passando pelo centro do sacro (linha tracejada azul) e depois uma reta perpendicular a esta tangenciando a margem superior do púbis direito (linha D) e do púbis esquerdo (linha E) em cada incidência obtida.
É avaliada a distância vertical entre as retas D e E com cada pé elevado (linha dupla vermelha).
Normal:
Radiografia neutra: distância vertical entre as linhas D e E deve ser 0 (zero) ou até no máximo 2 mm.
Radiografias com apoio unipodal (flamingo): avaliada a distância vertical entre as linhas D e E (linha dupla vermelha), subtraindo a distância vertical encontrada na posição neutra com apoio bipodal.
Microinstabilidade: distância vertical < 2 mm (overlap com valores normais)
Macroinstabilidade: distância vertical ≥ 2 mm
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INCIDÊNCIAS RADIOGRÁFICAS DA BACIA E QUADRIL
ROTINA NÃO TRAUMÁTICA
As rotinas não-traumáticas variam entre os diferentes serviços e são utilizadas em geral na avaliação de deformidades, osteoartrose e impacto femoroacetabular. As incidências mais frequentemente solicitadas são:
Anteroposterior (AP) da bacia
Lauenstein ou posição de rã (“frog leg” lateral)
Laterais
Cross-table (incidência em perfil cirúrgico)
Dunn com 45° ou 90° de flexão do quadril
Perfil de Ducroquet
Falso perfil de Lequesne
Informações
- Descrição
- Residência Médica ORTOPEDIA - SBQ Notas sobre RADIOLOGIA DO QUADRIL, criado por Leandro Silva em 12-06-2023.
- Criado por
- Leandro Silva · jun 2023
- Atualizado
- 12 jun 2023
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