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  1. Tragedia de Mariana

    • Tragedia de Mariana
    • A maior tragédia ambiental da história do país deixou 12 pessoas mortas, 11 desaparecidas, uma cidade destruída, um rio morto e a mídia nacional na berlinda. A barragem que se rompeu em Mariana, Minas Gerais, no dia 05 de novembro, jogou no solo e nos rios detritos de minérios altamente poluentes como manganês, ferro e mercúrio. Os dejetos tornaram a terra infértil, mataram fauna e flora. É tão grave que ambientalistas ainda não sabem avaliar com precisão o futuro da vida naquela região
  2. Slide 2

    • . Apesar da catástrofe sem precedentes, a imprensa demorou mais de 10 dias para dar o devido destaque e a dimensão que o assunto merecia.No Brasil existem 402 barragens de minérios, desse total 16 estão em risco, mas a opinião pública só agora conhece este perigo. Nem as primeiras imagens da televisão mostrando o lodaçal em que se transformou a cidade de Bento Rodrigues, distrito de Mariana, foram suficientes para que as principais empresas jornalísticas enviassem equipes e repórteres para o local do desastre.
    • Jornais como o Zero Hora, de Porto Alegre, que tradicionalmente cobre bem assuntos internacionais, se apressaram em enviar uma equipe para cobrir os atentados em Paris no dia 13, mas não enviaram, na época, um repórter para Minas Gerais.
    • O Observatório da Imprensa quer aprofundar estas questões no programa e contribuir na construção de uma imprensa mais atenta, mais crítica com empresas e governantes e responsável com o meio ambiente.
    • Sem título
  3. Slide 3

    • Com 317 anos, o distrito de Bento Rodrigues, na cidade mineira de Mariana, tinha história. O vilarejo de 600 habitantes fez parte da rota da Estrada Real no século XVII e abrigava igrejas e monumentos de relevância cultural. Em 5 de novembro, em apenas onze minutos, um tsunami de 62 milhões de metros cúbicos de lama aniquilou Bento Rodrigues. Dez mortes haviam sido confirmadas até a tarde da última sexta-feira e dezoito pessoas continuavam desaparecidas. A onda devastou outros sete distritos de Mariana e contaminou os rios Gualaxo do Norte, do Carmo e Doce. Moradores de cidades em Minas e no Espírito Santo tiveram a rotina afetada por interrupções no abastecimento de água. O destino final da lama deve ser o mar do Espírito Santo, onde o Rio Doce tem sua foz. O que causou a tragédia foi o rompimento de duas barragens no complexo de Alegria, da mineradora Samarco. As barragens continham rejeito, o resíduo não tóxico resultante da mineração de ferro.Eram três as barragens de rejeito em Alegria: a de Germano, a de Fundão e a de Santarém. Todas operavam segundo o sistema de aterro hidráulico, tradicional e empregado em todo o mundo. Ele conta com a ação da gravidade para fazer com que os resíduos separados do ferro escoem até bacias. A parte frontal dessas bacias é feita de areia, para filtrar a água. O Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Civil abriram inquéritos para apurar as causas do desastre, mas uma resposta satisfatória não deve vir antes de seis meses. A principal hipótese levantada pelos técnicos, contudo, é que tenha ocorrido o processo de liquefação, que se dá quando essa camada arenosa externa, em vez de expelir, retém a água. Uma variação brusca na pressão interna do depósito de rejeito pode então transformar areia em lama, que não consegue mais conter os resíduos que estão atrás. Isso explicaria o rompimento da barragem de Fundão — o que arrasou a de Santarém e tudo o mais que havia pela frente. Dois abalos sísmicos de pequena magnitude registrados na região pouco antes da tragédia podem ter acarretado a mudança de pressão na barragem — hipótese que também precisa de comprovação.
    • Segundo a lei, empresas que exercem atividades com riscos conhecidos, como a mineração, assumem o ônus por eventuais acidentes. Por isso, o monitoramento das barragens é um dos pontos críticos do empreendimento. “Os rejeitos se acumulam, e os engenheiros vão ampliando as estruturas”, diz o professor de geologia de engenharia da USP Edilson Pissato. Há depósitos com 200 metros de altura. O de Fundão tinha 90 metros. Existem técnicas mais modernas para lidar com o rejeito, que usam filtros para garantir sua drenagem. Seus custos podem encarecer a exploração de uma jazida em até seis vezes. “Por isso, as mineradoras acabam assumindo o risco de usar os processos tradicionais”, diz Pissato. A ONG International Commission on Large Dams (Icold) calcula que ocorrem em média dois rompimentos como o de Mariana por ano no mundo
  4. Slide 4

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Slides sobre Sem título, criado por 123456fael em 14-12-2015.
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123456fael · dez 2015
Atualizado
19 fev 2016
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