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Notas

Sem título

Luana Vieira Português 4 páginas

Conteúdo das notas (4)

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No plano histórico, simboliza a superação dos pelos portugueses do medo do "Mar Tenebroso", das superstições medievais que povoaram o atlanta e o Indico de monstros e abismos. Adamastor é uma visão, um espectro, uma alucinação que existe só nas crendices dos portugueses. É contra seus próprios medos que os navegadores triunfam

No plano lírico, é um dos pontos altos do poema, retomando dois temas constantes da lírica camoniana: a do amor impossível e o do amante rejeitado. Adamastor, um dos gigantes filhos da Terra, apaixonou - se pela nereida Tétis. Não correspondido, tenta toma-la á força, provocando a cólera de Júpiter, que o transforma no Cabo das Tormentas, personificando numa figura monstruosa, lançada nos confins do Atlântico

O episodio do Gigante Adamastor é relativamente curto. Abarca apenas 24 estrofes, portanto, 192 versos. Boa parte do episódio é dialógico.

Foco Narrativo

O Canto V do poema foi escrito em primeira pessoa

Tempo

No canto V, o tempo é rigorosamente cronológico. A ação se desenrola de maneira contínua, desde a armada partir de Portugual , até chegar a Moçambique

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Espaço

A ação se processa nas embarcações da armada, nas Ilhas Santiago e São Tomé, costas da Africa, Cabo das Tormentas e Moçambique. O oceano ocupa uma posição de destaque na narrativa. Seguindo a tradição medieval, Camões não se preocupou muito em descrever minuciosamente o espaço. Ao citar os lugares - comuns partilhados, o poeta ativa os símbolos que constituirão a referência espacial do leitor

Personagens

Os personagens principais no Canto V são o narrador e o Gigante Adamastor. Os demais (marinheiros, Fernão Veloso, Coelho, etíopes, três reis do Oriente, pessoas que navegam em batéis, povos de Mombaça) não desempenham importância significativa no episódio do Gigante, razão pela não serão objeto de preocupação

O gigante Adamastor é robusto, de grande estatura, rosto barbudo, cabelos crespos, dentes amarelos, voz grossa e horrenda

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Linguagem

Em Camões a lingua portuguesa assume seu perfil nacional. O processo de "desgalização" da lingua portuguesa que vinha ocorrendo no período anterior (1140 - 1350) se consolidará na época do poeta. Camões maneja com habilidade e harmonia um idioma bem definido, capaz de expressar emoções e pensamentos nobres e elevados

Ao contrario do que defendem certos autores, não foi Camões que fixou o uso da língua portuguesa, mas o padrão culto da mesma tal qual era empregada no seculo XVL.

Informações

Descrição
Notas sobre Sem título, criado por Luana Vieira em 21-08-2016.
Criado por
Luana Vieira · ago 2016
Atualizado
25 ago 2016
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