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TRABALHO SOBRE VOLEIBOL
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ORIGEM
O voleibol foi criado nos Estados Unidos, no dia 9 de fevereiro de 1895, pelo diretor de educação física da ACM (Associação Cristã de Moços de Massachusetts) William George Morgan.
Ao inventar o voleibol e suas regras, Morgan tinha como objetivo principal a criação de um esporte sem contato físico entre os jogadores. Desta forma, ele pretendia oferecer às pessoas (principalmente aos mais velhos) um esporte em que as lesões físicas, provocadas por choques entre pessoas, seriam raras.
PRIMEIROS ANOS DO ESPORTE
As primeiras regras foram apresentadas em 1897 e permitiam que esse esporte fosse praticado em locais abertos, como parques e praias, e em locais fechados, como quadras e ginásios. Nessa época, não havia limitações para o número de pessoas em quadra, mas a indicação era para manter a bola em movimento sobre uma rede de um lado para outro da quadra, misturando mesmo o tênis com o basquetebol. Iniciava-se a partida jogando a bola para o lado da quadra adversária e, sem que o adversário deixasse cair a bola no chão, eles deviam devolvê-la, até que alguém deixasse a bola cair. A bola no chão da quadra adversária equivalia a um ponto para o seu time.
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ORIGEM
O Voleibol foi criado em 1885, em Massachussets, por William G. Morgan, responsável pela Educação Física no Colégio de Holyoke, no Estado de Massachussets, nos Estados Unidos da América. Este professor de Educação Física, ao procurar criar uma nova atividade que fosse suave e motivante, ao contrário do fatigante e competitivo basquetebol, que se pudesse praticar no Inverno e que não colocasse tantos problemas de material e de ocupação como o tênis, inventou uma nova modalidade, a que chamou de “minonette” e que deu origem ao voleibol dos nossos dias.
William Morgan tentou criar uma atividade em que não teria contato físico entre os jogadores, onde pretendia oferecer as pessoas (principalmente aos mais velhos) um esporte em que as lesões físicas, provocadas por choques entre as pessoas, seriam raras. Inspirado no tênis, uma vez que permaneceu na sua ideia uma rede a dividir o espaço de jogo, ao mesmo tempo que o jogo deveria ser jogado num recinto retangular, entre duas equipas separadas por uma rede, mantendo uma bola em movimento, até que esta tocasse no solo, ou fosse batida para além dos limites do campo.
Como a bola de basquetebol era muito pesada, começou por se usar a sua câmara, o que também se tornava demasiado leve. Foi então que a firma A. G. Spalding & Brothers criou uma bola idêntica à dos tempos atuais.
A primeira demonstração pública deste jogo foi realizada em 1896 no Springfield College, durante uma conferência de diretores de Educação Física do YMCA (Young Man Christian Association). Morgan apresentou duas equipas formadas por cinco jogadores, num campo de 15,35 m de comprimento, por 7,625 m de largura e com a rede colocada a uma altura de 1,98 m.
Durante a exibição o Prof. Alfred Halstead sugeriu a mudança de nome para “Volley-ball” que na sua opinião era mais adaptada ao jogo e com a qual Morgan concordou, tendo o nome usado até os dias atuais.
AS PRIMEIRAS REGRAS E AS ALTERAÇÕES
Nos primeiros anos do esporte, o voleibol era um jogo que poderia ser jogado em recintos cobertos ou ao ar livre, por um qualquer número de jogadores, que não precisavam de material para bater a bola, pois poderiam fazê-lo com as próprias mãos. E isso foi uma das coisas que não mudaram até hoje, ao contrário das regras do vôlei, que foram modificadas ao longo dos anos.
As primeiras regras foram:
1- O jogo era constituído por nove innings. Um inning consistia na execução de três serviços por jogador em cada equipe.
2- Sistema de pontuação - uma equipa só marcava ponto quando possuía o serviço.
3- A rede não podia ser tocada.
4- A bola não podia ser agarrada.
5- A bola podia tocar em qualquer objeto estranho ao jogo e se voltasse novamente à área de jogo podia continuar a ser jogada.
6- Os jogadores podiam tocar na bola duas vezes consecutivas.
7- O número de toques era ilimitado.
8- O número de jogadores por equipa era variável, ou seja, não tinha um número exato para o total de jogadores, apenas tinha que ser igual para ambas equipes.
9- O campo tinha 50 pés (15,35 metros) de comprimento, 25 pés (7,625 metros) de largura e a rede estava colocada a uma altura de 6 pés e 6 polegadas (1,98 metros).
À medida que os jogadores foram evoluindo tecnicamente, que as equipes foram aperfeiçoando e melhorando a sua condição física e os conhecimentos táticos, houve uma natural necessidade de modificar e aperfeiçoar as regras do jogo. As principais alterações nas regras do voleibol de 1994 até os dias atuais foram:
1994 - Foram aprovadas novas regras que seriam introduzidas em 1995, que a bola poderá ser tocada com qualquer parte do corpo (inclusive os pés), a zona de serviço se estenderá por toda a linha de fundo e a eliminação dos “dois toques” na 1ª bola vinda da quadra adversária.19
1996 - Uma bola que tenha ido para a zona livre adversária por fora da delimitação do espaço aéreo poderá ser recuperada. A mão poderá tocar a quadra adversária desde que, não ultrapasse completamente a linha central. A linha de ataque terá um prolongamento de 1,75m com linhas tracejadas de 15 cm com espaçamento de 20 cm. Diminuição da pressão da bola para 0,30 – 0,325 kg/cm2.
1998 - Começa a ser testada a adoção do Rally-point System com 25 pontos nos quatro primeiros sets e 15 pontos no tie-break. A mudança da cor da bola, a introdução do libero e uma maior liberdade por parte dos técnicos para darem instruções (entre a linha de ataque e o fundo da quadra).
2004 - A nova regra em relação à “bola presa” na disputa por jogadores adversários na rede. Estudos da FIVB revelam um pequeno aumento no tempo de bola em jogo com a adoção desta regra entrou em vigor no início de 2005.
2008 - Começou a ser permitido invadir a quadra adversária com qualquer parte do corpo, desde que uma parte dos pés do jogador esteja sobre a linha central ou dentro da quadra de sua equipe. Passou a não permitida a invasão caso haja contato direto com o adversário por baixo da rede. Ao toque na rede, só é falta quando o jogador tocar no bordo superior ou na antena na parte de cima do bordo superior. Os atletas podem tocar na malha da rede desde que esta ação não seja uma vantagem para a sua equipe, não atrapalhe o jogo do adversário, e que não se apóie na rede para realizar o movimento.
2009 - As equipes podem ter dois líberos inscritos entre os 14 jogadores. No entanto, somente um poderá atuar. Caso haja a troca direta de um líbero pelo outro, por qualquer motivo, o jogador que for trocado não terá o direito de retornar à partida.
Todas essas mudanças tornaram o voleibol ainda mais atrativo, pois era visível que o ataque era superior à defesa, com a entrada do líbero o jogo ganhou mais volume e plasticidade das belas defesas e contra-ataques. Isso também devido à diminuição da pressão da bola, pois com a potência de um ataque ou saque, a bola com menos pressão fez com que o rally demorasse mais a ser concluído.A liberação dos dois toques na 1ª bola, e poder tocar na rede de maneira que não atrapalhe o rally e o adversário, também são fatores que contribuíram para o espetáculo ser mais atrativo aos espectadores. Nota-se que as mudanças foram feitas para que aumentasse o volume de jogo, e que não houvesse tantas interrupções que não influenciassem diretamente no resultado do jogo.
É valido também ressaltar que essas mudanças se deram também ao fator Televisivo, pois uma emissora não conseguiria enquadrar em sua grade um jogo de mais de 3 horas, fazendo também que as equipes não conseguissem patrocinadores, pois não havia espaço na mídia para exporem suas marcas, por isso a TV foi um fator determinante para essas mudanças de regras, tanto para os clubes como também para os atletas.
Na temporada 2011/2012 da Superliga, foi adotado a contagem de pontos igual à liga mundial, onde vitória por 3 sets a 0 vale 3 pontos, 3 sets a 1 vale 3 pontos e 3 sets a 2 vale 2 pontos para a equipe vencedora e 1 ponto para a equipe perdedora. Isso fez com que as equipes buscassem um placar, que beneficiasse a contagem de pontos geral, automaticamente os jogos passaram a ser mais rápidos, melhor para a televisão.
VÔLEI NO BRASIL
Não se tem registro de quando o vôlei chegou às terras brasileiras. Oficialmente, a primeira competição do esporte no país foi realizada em Recife (PE), em 1915, organizada pela Associação Cristã de Moços (ACM) local, e com regras e regulamento definidos. Assim, tudo leva a crer que o esporte já era praticado informalmente antes desta data. A partir daquele momento, entretanto, colégios de outras cidades pernambucanas passaram a ter o vôlei como uma de suas disciplinas de educação física. Dois anos depois, em 1917, o esporte chegou à ACM de São Paulo.
A primeira competição internacional da qual o Brasil participou foi o 1º Campeonato Sul-Americano, em 1951, mesmo antes da fundação da Confederação Brasileira de Volley Ball (CBV), em 1954. O Sul-Americano foi patrocinado pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), com o apoio da Federação Carioca de Volley Ball, e aconteceu no ginásio do Fluminense, no Rio de Janeiro, entre 12 e 22 de setembro daquele ano, sendo campeão o Brasil, no masculino e no feminino.
Em 1954, a Confederação Brasileira de Voleibol foi criada com o objetivo de difundir e desenvolver o vôlei no país. Dez anos mais tarde, o vôlei brasileiro marcou presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio, quando o esporte fez sua estréia na competição. Assim como no futebol o Brasil é o único país que disputou todas as Copas do Mundo, os sextetos nacionais masculinos de vôlei participaram de todas as edições das Olimpíadas.
A estréia do país em competições em solo europeu foi para a disputa do Campeonato Mundial de Paris (FRA), em 1956, quando a Seleção masculina foi comandada pelo técnico Sami Mehlinsky. O Brasil terminou na 11ª colocação.
A grande virada do vôlei brasileiro começou em 1975, quando Carlos Arthur Nuzman assumiu a presidência da CBV. Nuzman lutou para que o Brasil sediasse os mundiais juvenis masculino e feminino em 1977. Apostando na idéia de que marketing e esporte podem caminhar lado a lado, o dirigente atraiu a atenção das empresas para o esporte, o que nas Olimpíadas de Los Angeles possibilitou a criação de uma infra-estrutura permitindo a profissionalização dos atletas, no início da década de 80, e servindo de exemplo para os outros esportes coletivos do país.
Logo os bons resultados começaram a aparecer. O país conquistou a primeira medalha em um torneio de nível mundial na Copa do Mundo do Japão, em 1981, quando a Seleção masculina garantiu a medalha de bronze. No ano seguinte, a mesma equipe sagrou-se vice-campeã mundial na Argentina. Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, o grupo de William, Renan, Bernard e Cia. conquistou a tão sonhada medalha, de prata. Num crescente, o Brasil chegou ao auge na conquista do ouro olímpico em Barcelona-1992, com a geração de Maurício, Tande, Giovane e Marcelo Negrão.
Depois, vieram a conquista da Liga Mundial, em 1993 e 2001 e, finalmente, o Mundial da Argentina, em 2002, coroando um trabalho primoroso do esporte no país.
Paralelamente, a Seleção feminina também passou a ser sinônimo de competitividade no cenário mundial ao conquistar duas medalhas olímpicas, ambas de bronze, em Atlanta/96 e Sydney/2000, além de três edições do Grand Prix (1993, 1995 e 1997).
E não foi apenas nas quadras duras que os brasileiros mostraram domínio. Nas areias, o Brasil vem dominando o cenário mundial há uma década. Na estréia do vôlei de praia nos Jogos Olímpicos de Atlanta, um feito histórico: ouro e prata no feminino. Em Sydney, foram duas pratas e um bronze.
Informações
- Descrição
- Notas sobre TRABALHO SOBRE VOLEIBOL, criado por Thais Fonte em 09-04-2017.
- Criado por
- Thais Fonte · abr 2017
- Atualizado
- 10 abr 2017
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