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Slides do conjunto (19)
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- A guerra de Canudos foi um conflito no sertão baiano ocorrido em 1896 e 1897, que terminou com a destruição do povoado de Canudos – daí o nome da Guerra. Houve várias batalhas entre tropas do governo federal e um grupo de sertanejos liderados por um líder religioso,Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro (1828 – 1897).
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- Legenda: Imagem de um cangaceiro no sertão nordestino
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- Cangaceiros
- A figura do cangaceiro é caracterizada pelo sertanejo sempre em trânsito, com vida seminômade, vivendo em bando e vestindo roupas de couro curtido, armado com rifles, facas (peixeiras) e punhais. Esse tipo de sertanejo carregava consigo as tralhas de que necessitava, todas afiveladas em seu tronco. Por isso, o nome “cangaço”, atribuído a essa forma de levar pertences e mantimentos.
- Exercito brasileiro
- O governo da República recém-instaurada precisava de dinheiro para materializar seus planos, e só se fazia presente no Sertão pela cobrança de impostos.Antônio Conselheiro havia encomendado uma remessa de madeira, vinda de Juazeiro, para a construção da igreja nova, mas a madeira não foi entregue, apesar de ter sido paga. Surgem então rumores de que os conselheiristas viriam buscar a madeira à força, o que leva as autoridades de Juazeiro a enviar um pedido de assistência ao governo estadual baiano, que manda um destacamento policial de cem praças, sob comando do Tenente Manuel da Silva Pires Ferreira
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- Legenda: Cangaceiro

- Legenda: Imagem que retrata o exercito brasileiro
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- O episódio que desencadeia a Guerra de Canudos. Antônio Conselheiro havia encomendado uma remessa de madeira, vinda de Juazeiro, para a construção da igreja nova, mas a madeira não foi entregue, apesar de ter sido paga. Surgem então rumores de que os conselheiristas viriam buscar a madeira à força, o que leva as autoridades de Juazeiro a enviar um pedido de assistência ao governo estadual baiano, que manda um destacamento policial de cem praças, sob comando do Tenente Manuel da Silva Pires Ferreira. Após vários dias de espera em Juazeiro, vendo que o rumor era falso, o destacamento policial decide partir em direção à Canudos, em 24 de novembro. Mas a tropa é surpreendida durante a madrugada em Uauá pelos seguidores de Antônio Conselheiro, que estavam sob o comando de Pajeú e João Abade. Vinham como quem vinha para reza, ou para a guerra. Foram recebidos à bala pelos sentinelas semi-adormecidos e surpresos. Era a guerra. Manoel Neto assim descreve: "Estabelecia-se, sangrento, o 1º fogo previsto pelo Conselheiro, e a pacata Uauá transformava-se em violento território de combate. O próprio Tenente Pires Ferreira descreve o ataque destacando a "incrível ferocidade" dos assaltantes e a forma pouco convencional como organizavam suas manobras, isto é, usando apitos. A celeridade e a rapidez com que a luta se deu propiciou vantagem inicial aos conselheiristas. Adentraram ao arraial onde ocuparam algumas casas.
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- Janeiro de 1897 - Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial. Comandada pelo major Febrônio de Brito, depois de atravessar a serra do Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos conselheiristas, que se abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e habilidade militar, enquanto Antônio Conselheiro ocupava-se da esfera civil e religiosa. O major contou com 250 homens. Eles partiram triunfantes, certos de vitória fácil. Mas voltaram derrotados, tendo perdido mais de cem soldados. Prudente de Morais, presidente na época, ficou indignado e convocou, para o comando de uma nova expedição, o coronel Moreira César, famoso pela violência utilizada contra os revoltosos da Revolução Federalista (1839-1895), no sul do país.
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- Março de 1897 - Na capital do país, diante das perdas e a pressão de políticos florianistas que viam em Canudos um perigoso foco monarquista, o governo federal assumiu a repressão, preparando a primeira expedição regular, cujo comando confiou ao coronel Antônio Moreira César, considerado pelos militares um herói do exército brasileiro, e popularmente conhecido como "corta-cabeças" por ter mandado executar mais de cem pessoas a sangue frio na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina. A notícia da chegada de tropas militares à região atraiu para lá grande número de pessoas, que partiam de várias áreas do Nordeste e iam em defesa do "homem Santo". Em 2 de março, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas pela guerra de guerrilhas na travessia das serras, a força, que inicialmente se compunha de 1.300 homens, assaltou o arraial. Moreira César foi morto em combate, tendo o comando sido passado para o coronel Pedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo, que também tombou no mesmo dia. Abalada, a expedição foi obrigada a retroceder. Entre os chefes militares sertanejos destacaram-se Pajeú, Pedrão, que depois comandou os conselheiristas na travessia de Cocorobó, Joaquim Macambira e João Abade, braço direito de Antônio Conselheiro, que comandou os jagunços em Uauá.
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- Abril de 1897 - No Rio de Janeiro, a repercussão da derrota foi enorme, principalmente porque se atribuía ao Conselheiro a intenção de restaurar a monarquia. Jornais monarquistas foram empastelados e Gentil José de Castro, gerente de dois deles, assassinado. Em abril de 1897, o ministro da Guerra, marechal Carlos Machado de Bittencourt preparou uma expedição, sob o comando do general Artur Oscar de Andrade Guimarães, composta de duas colunas, comandadas pelos generais João da Silva Barbosa e Cláudio do Amaral Savaget, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas da época.
- Junho de 1897 - O primeiro combate verificou-se em Cocorobó, em 25 de junho, com a coluna Savaget. No dia 27, depois de sofrerem perdas consideráveis, os atacantes chegaram a Canudos. Durante os primeiros meses, as tropas conseguem pouco resultado. Os sertanejos estão bem armados com armas abandonadas pela expedição anterior, e o exército não tem a infra-estrutura necessária para alimentar suas tropas, que passam fome.
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- Agosto de 1897 - O próprio ministro da Guerra, marechal Carlos Machado de Bittencourt, seguiu para o sertão baiano e se instalou em Monte Santo, com o intuito de colocar um fim ao caos em que estava o abastecimento das tropas. Monte Santo se torna base das operações.
- Setembro de 1897 - Após várias batalhas, a tropa conseguiu fechar o cerco sobre o arraial. Antônio Conselheiro morreu em 22 de setembro, supostamente em decorrência de uma disenteria. Após receber promessas de que a República lhes garantiria a vida, uma parte da população sobrevivente se rendeu com bandeira branca, enquanto um último reduto resistia na praça central do povoado. Apesar das promessas, todos os homens presos, e também grupos de mulheres e crianças acabaram sendo degolados - uma execução sumária que se apelidou de "gravata vermelha". Com isto, a Guerra de Canudos acabou se constituindo num dos maiores crimes já praticados em território brasileiro.
- Outubro de 1897 - O arraial resistiu até 5 de outubro de 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores. O cadáver de Antônio Conselheiro foi exumado e sua cabeça decepada a faca. No dia 6, quando o arraial foi arrasado e incendiado, o Exército registrou ter contado 5.200 casebres.
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- O conflito de Canudos mobilizou aproximadamente doze mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em quatro expedições militares. Em 1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.
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- Como toda guerra, canudos também teve seus personagens tanto do lado dos cangaceiros, quanto do exercito brasileiro, estão listados abaixo os principais nomes dessa guerra.
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- Antônio Vicente Mendes Maciel (Nova Vila de Campo Maior, 13 de março de 1830 — Canudos, 22 de setembro de 1897), mais conhecido na História do Brasil como Antônio Conselheiro, que se autodenominava "o peregrino", foi um líder religioso brasileiro.
- Figura carismática, adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, um pequeno vilarejo no sertão da Bahia, que atraiu milhares de sertanejos, entre camponeses, índios e escravos recém libertos, e que foi destruído pelo Exército da República na chamada Guerra de Canudos em 1896.

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- Em 22 de setembro de 1897, morre Antônio Conselheiro. Não se sabe ao certo qual foi a causa de sua morte. As razões mais citadas são ferimentos causados por uma granada, e uma forte "caminheira" (disenteria).
- Em 5 de outubro de 1897 são mortos os últimos defensores de Canudos, e o exército inicia a contagem das casas do arraial. No dia seguinte o cadáver de Antônio Conselheiro é encontrado enterrado no Santuário de Canudos, sua cabeça é cortada e levada até a Faculdade de Medicina de Salvador para ser examinada pelo Dr. Nina Rodrigues, pois para a ciência da época, "a loucura, a demência e o fanatismo" deveriam estar estampados nos traços de seu rosto e crânio (ver: frenologia). O arraial de Canudos é completamente destruído.
- Em 3 de março de 1905, um incêndio na antiga Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus, em Salvador (BA), destrói a cabeça de Antônio Conselheiro, que lá se encontrava desde o final da guerra de Canudos, em outubro de 1897.

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- João Abade (Tucano, data desconhecida — Canudos, 1897) foi um dos líderes guerrilheiros durante a Guerra de Canudos.
- Nascido na então vila de Tucano, João Abade descendia de boa família.
- Já antes da chegada de Antônio Conselheiro e seu séquito a Canudos, João Abade era um dos principais líderes do grupo. Em maio de 1893 liderou o primeiro choque entre os conselheiristas e a polícia estadual baiana, em Masseté.
- Em Canudos, chefiava a Guarda Católica, também chamada de Companhia do Bom Jesus, que cobria a segurança de Antônio Conselheiro e a defesa do povoado. Era chamado de "chefe do povo". Segundo José Travessia, um dos sobreviventes da guerra, Abade era "um homem direito e com ele não havia moleza." Dirigiu o ataque contra a 2°Expedição do tenente Pires Ferreira, em novembro de 1896, em Uauá.
- Morreu na fase final da guerra, ferido por um estilhaço do patamar de uma das igrejas, na praça central do arraial.

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- Pajeú (Riacho do Navio, data desconhecida — Canudos, 1897) foi um dos líderes guerrilheiros durante a Guerra de Canudos.
- Originário de Pajeú das Flores, donde o apelido, no Riacho do Navio (Pernambuco), crê-se que Pajeú tenha iniciado sua vida profissional como soldado de linha ou de polícia. Esteve envolvido no motim de Antônio Diretor, em Baixa Verde, sendo dali enxotado e perseguido pela polícia, acusado de vários crimes.
- Unindo-se aos seguidores de Antônio Conselheiro, em Canudos, teria aproveitado seus conhecimentos militares para se tornar um dos líderes mais ardilosos na defesa do arraial contra os ataques do Exército. Ficou conhecido por ser "bom de tocaia", e liderou o combate contra a segunda expedição sob comando do major Febrônio de Brito. "Bravura inexcedível e ferocidade rara", segundo Euclides da Cunha, Pajeú criava constantes dificuldades às tropas republicanas. De acordo com João Siqueira Santos, Pajeú teria comandado a destruição de algumas fazendas próximas a Canudos, entre eles a do coronel José Américo Camelo de Souza Velho por este ter barrado e matado sertanejos que estavam a caminho de Canudos. Depois da morte dos cabecilhas, próximo ao final da guerra, Pajeú teria assumido o comando geral das guerrilhas.
- Segundo Euclides da Cunha, Pajeú teria sido morto em combate no mês de julho de 1897. Contrariando esta informação, em setembro o jornalista Lellis Piedade registra que parecia sem fundamento a notícia de sua morte.

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- Febrônio de Brito foi um militar brasileiro, que coordenou a segunda expedição para o arraial de Canudos, tendo fugido com o resto da tropa do arraial, após assaltos a tropa em localidades do sertão. Janeiro de 1897 - Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial. Comandada pelo major Febrônio de Brito, depois de atravessar a serra do Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos conselheiristas, que se abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa.

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- Febrônio de Brito foi um militar brasileiro, que coordenou a segunda expedição para o arraial de Canudos, tendo fugido com o resto da tropa do arraial, após assaltos a tropa em localidades do sertão. Janeiro de 1897 - Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial. Comandada pelo major Febrônio de Brito, depois de atravessar a serra do Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos conselheiristas, que se abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa.

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- Antônio Moreira César (Pindamonhangaba, 7 de julho de 1850 — Canudos, 4 de março de 1897) foi um militar brasileiro. Atingiu o posto de coronel no Exército Brasileiro, na arma de infantaria.
- Nomeou seus pais, em sua Fé de Ofício, como sendo desconhecidos ou incógnitos. Sabe-se, contudo, que ele era filho do padre Antônio Moreira César de Almeida (1814 - 1860) e de Francisca Correia de Toledo (1818 - 1895), falecida solteira e irmã de Maria Bernardina Correia de Toledo, que foi casada com o capitão Bento Moreira César de Almeida, irmão do mencionado padre.
Informações
- Descrição
- Slides sobre Sem título, criado por Guilherme Felipe Orioli em 07-05-2018.
- Criado por
- Guilherme Felipe Orioli
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