Sem título
Slides do conjunto (7)
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- Independência e conflitos no Sudão
- Lealdade política e filiação étnica estão interligadas no país, e líderes tiram proveito dessa situação. Verdadeira causa da violência são as reservas de petróleo.

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- Por que a maioria dos cidadãos do sul quer um país independente?
- Assim como no restante da África, as fronteiras do Sudão foram desenhadas por potências coloniais pouco preocupadas com as realidades étnicas e culturais da região.
- Enquanto o Sudão do Sul tem uma paisagem repleta de selvas e pântanos, o norte é mais desértico.
- A maioria da população do norte é muçulmana e fala árabe; o sul é composto de vários grupos étnicos, de maioria cristã ou animista.
- Com o governo centralizado no norte, em Cartum, a população no sul se dizia discriminada e rejeitava tentativas de imposição da lei islâmica no país. Os dois lados lutaram entre si durante a maior parte de sua história.

- Legenda: População do sul se sentia discriminada pelo governo do norte
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- O que acontece após a independência?
- Agora é que começa o trabalho duro. Norte e sul ainda têm de chegar a um acordo em relação a temas como:
- - Traçado da nova fronteira e como ela será controlada
- - Como dividir a dívida do Sudão e os royalties do petróleo do novo país
- - Que moeda será adotada pelo novo país
- - Que direitos os sulistas terão no norte, e vice-versa

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- O Sudão do Sul está pronto para a independência?
- A verdade nua e crua é: não.
- Após viver anos em guerra e desdenhado pelo governo central, o novo país – que é maior do que Espanha e Portugal juntos – quase não tem estradas; também faltam escolas e serviços de saúde para a população de cerca de 8 milhões.
- Regiões fronteiriças como Abyei, rica em petróleo, ainda despertam disputas entre norte e sul
- Apesar de seu potencial para a agricultura, 95% das receitas do novo país vêm do petróleo.
- �A vida no Sudão do Sul provavelmente será precária nos anos futuros�, disse à BBC o analista especializado em Sudão Douglas Johnson.
- Os ex-rebeldes do grupo SPLM, que têm controlado a região desde 2005, ganharam alguma experiência em governabilidade e lucram com os poços de petróleo do sul sudanês. Também elaboraram planos ambiciosos para desenvolver suas cidades e realizaram um concurso para a composição do hino nacional.
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- Mas críticos dizem que, até agora, o grupo desperdiçou muito desse lucro em gastos militares, e pouco em medidas que aumentem o padrão de vida em uma das regiões mais pobres do mundo. Também há acusações de corrupção, autocracia e favorecimento tribal.
- Alguns dizem que o SPLM é dominado por membros do maior grupo étnico do Sudão do Sul, os dinkas, acusados de ignorar as demandas de outras comunidades – em especial da segunda maior etnia da região, os nuer.
- Um observador da situação sudanesa disse à BBC, em condição de anonimato, que �não me surpreenderia se o Sudão do Sul se tornasse uma nova Eritreia�.
- Em 1993, os eritreus votaram maciçamente em favor da independência da Etiópia. Atualmente, a Eritreia é considerada uma das nações mais opressivas do continente.

- Legenda: Regiões fronteiriças como Abyei, rica em petróleo, ainda despertam disputas entre norte e sul
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- Como Cartum vê a independência do sul?
- Nesta sexta-feira, o governo do presidente sudanês, Omar al-Bashir, reconheceu formalmente a independência da parte sul de seu país.
- Mas, desde o referendo de janeiro, regiões na fronteira entre sul e norte, como Abyei e Kordofan do Sul, têm vivido uma onda de confrontos, levantando temores de uma nova guerra.
- Os dois lados assinaram diversos acordos de paz, mas as tensões permanecem.
- O SPLM acusa o governo sudanês de financiar rebeliões, para desestabilizar o Sudão do Sul, mas Cartum nega as acusações.
- Ainda que o novo país esteja tentando forjar laços com países como Uganda e Quênia, manter boas relações com o vizinho do norte será crucial.

- Legenda: Independência foi comemorada, mas novo país nasce com muitos desafios
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- O que acontecerá com o norte?
- A prioridade para Cartum, agora, é tentar manter para si o máximo de lucros originados da produção de petróleo do país.
- Ao mesmo tempo em que a maioria dos poços fica no Sudão do Sul, o norte tem a maioria dos oleodutos que escoam o combustível para o mar Vermelho.
- A fronteira entre o sul e o norte, rica em petróleo, ainda não foi demarcada, então existe a possibilidade de que ocorram disputas pelo controle dos poços.
- No que diz respeito à vida dos cidadãos comuns, ambos os lados concordaram em permitir que todos os sudaneses – em especial os sulistas radicados em Cartum – escolham qual nacionalidade terão.
- Mas os planos de Bashir de implementar uma rígida versão da sharia (a lei islâmica) no norte do país pode afugentar os sulistas da região.

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- Slides sobre Sem título, criado por Cyber Club Lan House em 06-07-2017.
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- Cyber Club Lan House
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- Criado por Cyber Club Lan House · 6 jul 2017
- Copiado por Cyber Club Lan House · 6 jul 2017
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