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Karteikarten

ORTOPEDIA

Tiago Souza Franco Oliveira Portugiesisch 113 Karten

Karten in diesem Stapel (113)

  1. 1Quais as zonas anatômicas do osso?Epífise = discos cartilaginosos, nas extremidades dos ossos
    Metáfise = parte mais alargada do osso, divide epífise e diáfise
    Diáfise = parte mais alongada do osso
  2. 2Qual a estrutura do osso?Osso cortical = mais denso e compacto, parte externa do osso
    Osso medular = parte mais interna do osso, cavidade medular
    Osso esponjoso = nas epífises, menos denso e com mais osteoblastos, melhor cicatrização por isso
  3. 3Qual a vascularização do osso?Aferente: Chega pelo foram nutrício > vascularização periosteal > vascularização metafisial > vascularização efisial.
    Eferente: Vascularização periosteal e canal medular dos ossos longos
    Intermediária: canais de Harver e Volkmann, relacionadas a aprte interna do osso.
  4. 4Qual observação se tem sobre a placa de crescimento em filhotes e a sua vascularização?A placa de crescimento divide a epífise e metáfise, quando ela está presente, essas duas porções possuem vascularização individual. Logo, quando ocorre uma lesão nessa área, deve-se ter cuidado para não lesionar a vascularização, caso contrário, pode ocorrer necrose da parte mais distal do osso.
  5. 5Qual observação se tem sobre a placa de crescimento em filhotes e os implantes?Quando for necessário usar um implante, é necessário escolher um que não afete a placa de crescimento, caso contrário, ela irá se fechar e interromper o crescimento do osso, gerando deficiência, membros mais curtos e até encurtando do osso.
  6. 6Quais os tipos de fraturas externas e o que as define?Direta = ocorre pela impacto direto no osso
    Indireta = ocorre oriundo de uma tensão muscular, tendínea ou ligamentar que foi feita pelo impacto. Uma indireta comum é as fraturas por avulsão, que ocorre em áreas ligamentares.
  7. 7Quais áreas é comum de ter uma fratura externa indireta?Tíbia, olécrano, tarso (tendão de aquiles), escápula, fêmur
  8. 8Quais os tipos de fratura interna e o que as define?Patologia óssea: ocorre por afecções, como neoplasias ósseas e também doenças endócrinas, como o hiperparatireoidismo
    Fadiga: ocorre quando há uma lesão contínua oriunda de um trauma, mas que não foi suficiente para fraturar o osso, mas essa lesão contínua ao longo do tempo leva a fragilidade óssea e em algum momento, ele acaba se fraturando
  9. 9Quais as classificações de fratura quanto a sua localização anatômica?1- Epífise
    2- Metáfise
    3- Diáfise
    4- Salter Harris: grau 1 (linha de fratura na lise), grau 2 (linha de fratura na lise e parte da metáfise), grau 3 (linha de fratura na lise e parte da epífise, podendo ser considerada condilar ou intercondilar), grau 4 (linha de fratura passa na lise, metáfise e diáfise), grau 5 (linha de fratura também na lise, mas por compressão), grau 6 (apenas um lado da lise fecha, outro cresce e gera entortamento do osso)
    5- Condilínea: no côndilo
    6- Intercondilínea: entre os côndilos
  10. 10Quais as classificações de lesão quanto ao comprometimento de tecidos moles?Fechada/simples : há integridade de tecidos moles, sem exposição óssea
    Aberta/exposta: há descontinuidade de tecidos moles, geralmente com exposição óssea, pode ser classificada em 3 graus.
  11. 11Quais as classificações de lesão quando ao grau de exposição?Grau 1 = formação de um pequeno orifício localizado na proximidade da fratura, com ou sem exposição do osso, impacto de baixa velocidade. Grau 2 = ferida de tamanho variado associado a fratura, geralmente a ferida é causada de fora para dentro, podendo ter o osso visível ou não. Grau 3 = fragmentação óssea e extensa lesão de pele, podendo ter perda de pele ou não. Trauma de alta intensidade, geralmente cominutivas.
  12. 12Qual a classificação da lesão quanto a extensão da lesão?Completa = fratura vai de cortical a cortical, separando as duas e o periósteo.
    Incompleta = não tem continuidade total, geralmente afeta apenas um cortical sem atingir a outra
  13. 13Qual a diferença de fratura incompleta em animais adultos e jovens, e por que?Quando um fratura incompleta ocorre em animais filhotes, o osso ainda não tem uma resistência intensa, então se chama de talho ou galho verde. Já em adultos esse tipo de lesão é chamado de fissura.
  14. 14Qual a classificação de fraturas quanto a disposição da linha de fratura?Tranversa: faz 90 graus com o osso
    Oblíqua: faz mais de 30 graus, sendo de 30-45 graus oblíqua curta e mais de 45 graus oblíqua longa
    Espirais ou helicoidais: giram ao redor do osso
  15. 15Qual a classificação de fratura quanto a fragmentação do osso?Simples = apenas uma linha de fratura
    Cominutiva = Mais de uma linha de fratura, podendo ser cominutiva redutível (no máximo duas grandes linhas de fratura, se chama fragmento borboleta) ou irredutível (vários pequenos fragmentos ósseos ou mais de duas grandes linhas de fratura)
  16. 16Qual a classificação da fratura quando ao deslocamento ósseo?Impactação, compressão, avulsão e afundamento.
  17. 17Qual a classificação da fratura quanto a estabiidade?Estável: são aquelas que tendem a ficar no lugar, geralmente fraturas transversas
    Instáveis: são aquelas que faz a redução mas depois ela sai do lugar, relacionada a fraturas oblíquas longas
  18. 18Quantos dessas classificações é necessário para se fazer um diagnóstico?De 3 a 4 classificações
  19. 19Em relação a diagnóstico, quando é paciente filhote deve-se pensar em que?Afecção congênita
  20. 20E em relação a raça?Raças miniaturas são mais propensas a problemas de luxução medial da patela, e animais de grande porte mais predispostos a problemas articulares como displasia coxofemoral
  21. 21E em relação ao sexo?Geralmente sem muita associação, mas pode ter um fundo hormonal que gere uma fragilidade óssea
  22. 22E em relação ao proprietário, evolução e postura?se é cuidadoso, se o que foi informado bate com o visível do animal, a evolução (pensar em neoplasia, processos degenerativos, fraturas) e se apoia o membro etc
  23. 23Qual a diferença de luxação para displasia coxofemoral?A luxação é oriunda de um trauma, a displasia é um processo degenerativo
  24. 24O que se deve olhar na inspeção do animal?Comportamento, postura, marcha, assimetria, aumento de volume, mudança de coloração
  25. 25Como é feita a palpação do animal?Ela deve ser feita sem analgesia para que possa avaliar bem. Somente em casos que é impossível avaliar a área afetada que se pode fazer a analgesia e alguns casos até anestesia. Começar olhando os locais sem dor até o local de suspeita, avaliar todas as estruturas, desde a unha até o local onde se suspeita. Avaliar estruturas além do osso, como músculo, articulações, nervos, tendões, vísceras.
  26. 26Como se diferencia uma lesão ortopédica de uma neurológica?Principalmente avaliando a propriocepção do animal.
  27. 27Quais são os sinais clínicos de problemas ortopédicos?Dor, mobilidade alterada, crepitação, perda de função, edema, hematoma (mais preocupante, pensar em lesão em grandes vasos)
  28. 28Qual a diferença de neurotmese e neuropraxia?Neurotmese é a secção completa do nervo, enquanto a neuropraxia é a compressão do nervo. Neuropraxia pode se recuperar, neurotmese não. Pode ser necessário fazer artrodese.
  29. 29Como diferenciar lesão de plexo braquial de lesão de nervo radial?Quando a lesão é em nervo radial, o animal ainda consegue movimentar o ombro, sendo o caso aqui de uma artrodese da articulação cárpica. Já em lesão de plexo braquial o animal fica com o ombro caído, é o caso de amputação.
  30. 30É possível fazer reconecção nervosa em animais?Existem alguns estudos, mas ainda é experimental.
  31. 31Quantas projeções devem ser feitas no raio x? É urgente?Devem ser feitas pelo menos 2 projeções para avaliar a totalidade do osso. Não é urgente, urgente é avaliar o animal primeiro sem sedar caso possível, pois o raio x pode ser necessário a sedação.
  32. 32Quais exames podem dar apoio diagnóstico em ortopedia?Tomografia (alto custo), ressonância (boa para músculo e ligamento), artroscopia (avaliar articulação), mielografia (contrastado de medula, hérnias) e US (avalia ligamento principalmente)
  33. 33O que é artrocentese e artrotomia exploratória?Punção e abertura da articulação. Feitas quando se tem processo inflamatório ou infecciosos suspeitos.
  34. 34Quais os objetivos do tratamento de fraturas?Estimular a cicatrização, restaurar a função óssea do osso acometido e tecidos moles e obter uma aparência esteticamente aceitável.
  35. 35Quais as fases de cicatrização do osso?Formação do calo (formação do hematoma com deposição de fibrina e fibroblastos) > vascularização do calo (neovascularização que leva a formação do tecido de granulação, hiperemia e dissolução do tecido necrótico, gerando um ambiente ácido) > ossificação do calo (devido ao pH baixo, sinaliza para iniciar a multiplicação e diferenciação óssea, através da atividade de osteoblastos e deposição de osteoide, há a formação das trabéculas e depois sua união) > remodelamento do calo (devido ao pH alcalino, agora começa a haver reabsorção osteoclástica mais do que proliferação osteoide, levando ao remodelamento ósseo e também dos canais de Harves)
  36. 36O que é a união óssea direta e quando ela é indicada?A união óssea direta ocorre quando não tem a formação do calo, logo, ela não ocorre naturalmente pelo corpo, somente mediante a colocação da uma placa de compressão. O processo de cicatrização passa rapidamente pelas fases indo direto para ossificação pelos canais de Harves. Ela é indicada em afeções articulares, visando manter a mobilidade daquela estrutura. Ela demora bastante, em filhotes pode retirar a placa com 6 meses, adultos 1 ano e idosos +1 ano.
  37. 37O que é a união óssea indireta?Ela ocorre geralmente em casos não cirúrgicos ou em cirurgias que ainda ocorre micro movimentação óssea. Nela ocorre a formação do calo exuberante e posterior remodelamento. Ocorre pela colocação de pinos intramedulares, cerclagem, fixadores externos, placas de apoio, placas ponte e placas de neutralização. Em animais jovens, tira com 30 dias, adultos 45-60 dias e idosos +60 dias.
  38. 38Qual a diferença no resultado ao utilizar a união óssea direta ou indireta?O osso terá sua cicatrização completa no mesmo tempo, porém, a união óssea indireta a fixação do osso ocorre mais rapidamente.
  39. 39Pode-se deixar o implante?Todo implante é feito para ser retirada, mas em alguns casos específicos pode ser deixado.
  40. 40Quais o princípio básico para manter uma redução óssea?É atenuar as forças que atuam sobre a fratura, sendo elas as forças de encurtamento ou dobramento, rotação e compressão axial
  41. 41Qual tipo de fratura não é possível reduzir?Cominutivas com mais de 2 linhas de fratura óssea ou vários pequenos fragmentos ósseos.
  42. 42No que consiste a redução fechada?É um tipo de redução que não necessita de cirurgia. Se mantém o hematoma inicial, o que acelera o tempo de recuperação, sendo um ponto positivo. Como lado negativo, tem o de não ver o osso, podendo não fazer uma redução de alta qualidade. Só pode ser feita em ossos com baixa cobertura de músculo, como tíbia e rádio. É necessário que tenha pelo menos 50% de coaptação entre os fragmentos ósseos. É necessário também que a fratura seja recente e estável. A redução é feita de forma externa aplicando força, através de angulação, tração ou contração. Outro forma de redução fechada é a utilização de placa ponte, onde se faz pequenas incisões distal a fratura, mas o foco da fratura não se mexe, sendo uma cirurgia minimamente invasiva.
  43. 43No que consiste a redução aberta?É feita através de um processo cirúrgico, indicado em fraturas intracapsulares, fraturas com mau alinhamento e quando há necessidade de realizar um sequestro de um fragmento ósseo. A redução é feita com um elevador de periósteo ou manualmente (2 pinças de redução ortopédica ou pinça espanhola) ou a combinação das duas.
  44. 44Como é feita a estabilização do paciente politraumatizado?Ventilação, controle da hemorragia, (4 a 7 minutos compressão, não parou pinça), terapia de choque (90 ml grande 45 pequeno, avaliar se houve lesão parenquimatosa, imobilização temporária até 48 horas com muleta de Thomas, bandagem de robert jones...), tratamento de edema (bandagem de jones) e analgesia, feridas fazer limpeza e tricotomia.
  45. 45O que são fraturas instáveis e estáveis?Instáveis são aquelas que tendem a sair do lugar pós correção, como as oblíquas e avulsão, nesse caso é necessário colocar uma banda de tensão para evitar movimento muscular. Já as estáveis são aquelas que os fragmentos de interligam não gerando movimento pós correção, como as transversas ou pouco oblíquas.
  46. 46O que deve ser avaliado de 1 a 10 antes de definir o método de reparo da fratura?Estabilidade da fratura (irredutível 1, cominutiva redutível 5, transversa 10), cicatrização (jovem 10, adulto 5, idoso 1), docillidade do animal e cooperação do tutor.
    Se estabilidade ruim, precisa de mais estresse aplicado no implante, se cicatrização ruim, maior tempo de utilização, se baixa cooperação do tutor e animal, implante que não precisa mexer muito.
  47. 47Quais as indicações e complicações da coaptação externa?A coaptação externa só pode ser feita em fraturas estáveis e não expostas, em pacientes jovens e cooperativos, tendo em vista que não podem permanecer pois mais de 6 semanas, podendo ser usada como tratamento e também imobilização temporária. Tem como complicações o deslocamento da fratura, lesões de pele e não adaptação do paciente. Deve-se ter muito cuidado em pacientes idosos, tendo em vista que seu processo de cicatrização pode chegar a 60 dias, podendo gerar lesões de pele. Não pode molhar. Tem como vantagem a estabilização, absorção de drenagem e compressão de tecidos moles. É necessário imobilizar uma articulação acima e uma abaixo. Pode precisar de fisioterapia após retirada.
  48. 48Fale sobre a imobilização de Robert JonesÉ um imobilização indicada para pós cirúrgico de joelho e cotovelo e também imobilização temporária, sendo usado como forma de reduzir dor e edema. Usa-se algodão ortopédico, malha ortopédica, esparadrapo e atadura elástica.
  49. 49Fale sobre a muleta de ThomasÉ uma tala moldável utilizada na imobilização d pós cirurgica de joelho, cotovelo e estruturas distais a essas articulações, não sendo indicado para fêmur e úmero. Muito usada em cirurgias de reconstrução do ligamento cruzado cranial técnica intracapsular com a fáscia lata, ficando de 7 a 10 dias nesse caso.
  50. 50Fale sobre a bandagem de VelpeauÉ uma bandagem que fornece imobilização parcial, utilizada principalmente em casos de luxação de ombro, lesões escapulares não tão severas ou simplesmente para prevenção de sustentação do peso. Se faz pegando a região de radio e ulna e enrolando ao tórax.
  51. 51Fale sobre a bandagem de EhmerÉ utilizada para imobilizar a articulação coxofemoral ou para forçar a sustentação do peso no membro contralateral. Muito usado após cirurgia em articulação coxofemoral
  52. 52Fale sobre a bandagem de espicaÉ utilizada como adjuvante para estabilização de fêmur e úmero, utiliza mesmo material da bandagem de robert jones
  53. 53Fixadores externos faz que tipo de imobilização?Imobilização interna, pois tem contato com o osso além da parte externa
  54. 54Quando a fixação externa é indicada?Em casos de fraturas instáveis e estáveis, expostas (principal método), cominutivas, fraturas por projéteis, união retardada, estabilização transarticular e até artrodeses
  55. 55Qual a desvantagem da fixação externa, e quando não é indicada?A desvantagem é que ela necessita de limpa diária na região do pino, logo, precisa de comprometimento do tutor e que o animal seja colaborativo e não tão ativo.
  56. 56Quais as vantagens dos fixadores externos?Causa mínimas lesões aos tecidos moles e vascularização, e pode ser usada tanto para redução fechada quanto aberta, muito utilizado na fechada e é bem tolerada. Na redução aberta a abordagem é mínima, geralmente sem tocar o foco da fratura, sem mexer no hematoma inicial. Não toca no foco, logo é indicada para fraturas expostas pois podem ser contaminadas. É compatível com outros métodos, então pode associar. Possui custo razoável, não causa atrofia do membro e paciente apoia o membro logo após o procedimento, ajudando na cicatrização.
  57. 57Quais os tipos de fixação externa e a diferença entre elas?Tipo 1 = haste e pinos que atravessam as duas corticais, mas apenas uma haste, a outra parte sendo protegida pelos tecidos moles. Indicada em ossos que não é possível o tipo 2 e 3, como fêmur, úmero e mandíbula.
    Tipo 2 = Possui duas hastes, os pinos atravessam as duas corticais, e devem ficar oblíquos um entre o outro. Mínimo de dois pinos acima e abaixo do foco da fratura, mas se der pra usar 3 é melhor.
    Tipo 3 = Mesma coisa do tipo 2, mas com 3 hastes
    Ilizarov ou fixador circular = possui duas hastes e bases circulares, e invés de pino usa fios. Pode ser usado em fraturas cominutivas.
  58. 58Qual o nome da associação entre o fixador externo e o pino intramedular?Tie-in
  59. 59Qual cuidado ter ao utilizar fixador de PMMA?A reação de endurecimento dele gera calor que pode ser levado para dentro do osso. Logo, durante essa reação, é necessário realizar a proteção e jogar soro fisiológico até que endureça e esfrie.
  60. 60Quais os tipos de fixação interna?Placa, pinos intramedulares, parafusos, fios de cerclagem, hastes bloqueadas
  61. 61Por que os pinos intramedulares não são utilizados sozinhos, e geralmente associados a placas e fixadores externos?Pois o pino IM tem uma boa resistência a força de dobramento, mas baixa resistência a força de rotação e axial, logo, associar ele com essas outras formas gera uma resistência a todos esses tipos de força.
  62. 62Quais as indicações dela?Fraturas diafisárias de úmero, fêmur, tíbia, metacárpicos e metatársicos, não sendo indicado para rádio pois o ponto de intersecção do pino pode interferir no carpo.
  63. 63Quais os tipos/nomes dos pinos intramedulares?Pino de Steinmann (mais usado e mais caliboroso), pino de Rush (fraturas epifisárias) e pino de Kirschner (igual ao de Steinmann, mas mais fino, também usado em epifisárias). Há também a haste medular bloqueada, que é como se fosse uma haste em formato de pino, que é inserido no osso e depois passa os pinos.
  64. 64É melhor utilizar pinos únicos ou múltiplos?Múltiplos melhores pois aumenta a resistência a força de rotação. Ideal é utilizar de 2 a 3 pinos.
  65. 65Além do fator das forças, por que é bom associar os pinos a outras formas de fixação?Pois quando os pinos são utilizados de forma exclusiva, pode ocupar de 60-70% do canal medular. Quando associa, ocupa 50%. Quando associado com fio de cerclagem pode chegar a ocupar 80%. Nunca deve ocupar 100%, pois irá prejudicar a cicatrização.
  66. 66Inserção normógrada ou retrógrada, qual a melhor?A normógrada é feita inserindo na extremidade do osso, reduzindo a fratura, e depois continua até chegar na metáfise do osso. Já a retrógrada se expõe o foco da fratura, insere o pino através da fratura e depois termina de inserir. A normógrada é melhor pois mantém o hematoma inicial, gera menos lesões e tem uma cicatrização mais rápida, mas tem como desvantagem a dificuldade de saber o local certo de inserir e não são todos profissionais que são treinados para tal.
  67. 67Quais vantagens e desvantagens do pino de Steinmann?Fácil e rápido de se colocar, minimamente invasiva, requer menos equipamentos (só o pino, cerclagem e alicate), causa mínimo efeito na placa epifisária, pode ser usada em fêmur, úmero, tibia (só pode colocar de forma normógrada, se não atinge articulação). Rádio não usa pois não tem local de inserir, mas ulna pode usar.
    Tem como desvantagens não ter boa resistência para forças ratacionais e axiais, pode melhorar se colocar mais de um pino, mas mesmo assim não é tão resistente.
  68. 68Fale sobre os pinos de RushSão pinos que fazem uma fixação do tipo de mola, muito usado em epífise, principalmente de fêmur.
  69. 69Fale sobre o pino de KirschnerTambém para fraturas epifisárias, principalmente de filhotes. Cuidado com a placa epifisária, pode ser usada cruzados para se ter a mesma função do pino de Rush
  70. 70Fale sobre a haste bloqueadaSão indicadas para fraturas cominutivas, agem em todas as forças. Porém, só são indicadas em fraturas diafisárias (terço médio da diáfise). Tem o lado negativo de demandar mais equipamentos e ter um alto custo.
  71. 71Pinos devem ser retirados?Sim, são corpos estranhos e caso não sejam retirados podem causar infecção e até processos neoplásicos.
  72. 72O que é a cerclagem e hemicerclagem e quais suas indicações?Cerclagem é um fio que envolve todo o osso, já a hemicerclagem é quando se faz dois orifício e se passa o fio de aço (pode nylon). Tem vantagem sua versitilidade, facilidade e baixo custo. É indicada para fraturas oblíquas longas, múltiplas com algum grau de obliquação, em espiral, fissuras (cominutiva redutível) e sínfise mandibular. Cerclagem sempre deve ser perpendicular ao osso, a hemicerclagem deve ser perpendicular a linha da fratura, se não escorrega.
  73. 73O que é uma banda de tensão e qual sua indicação?É a associação entre pino intramedular e cerclagem, usado principalmente em casos de avulsão. Muito usado em avulsão na tuberosidade da tíbia, por avulsão to tendão patelar. Mas também pode ser usado no trocanter femoral, olécrano e região do tarso.
  74. 74Como se faz a banda de tensão?Se coloca 2 pinos de Kirschner perpendicular a linha da fratura e paralelo entre eles. Depois faz um orificio e passa o fio de cerclagem, torce (para fazer 8) e prende na extremidade do pino.
  75. 75Quais as vantagens e desvantagens das placas e parafusos?Possuem como vantagem a resistência contra todas as 3 forças, é indicado para quase todo tipo de fratura, animal apoia o membro após procedimento, não é desconfortável. Tem como desvantagem o custo, muito equipamento, treinamento, e não pode ser usado em filhotes pois gera o fechamento da placa de crescimento.
  76. 76Quantos parafusos precisa ter ao se colocar uma placa?Ideal são 3 em cima e 3 em baixo da linha da fratura, mas pelo menos 2.
  77. 77O que faz a placa de compressão e como ela é colocada?A placa de compressão faz uma compressão intrafragmentar, muito usada em fraturas transversas e gera uma união óssea direta. Se coloca parafuso em posição de carga, antes e depois da fratura e os outros em posição neutra.
  78. 78Quais as indicações de uso das placas de neutralização?São indicadas para fraturas cominutivas e redutíveis e oblíquas com mais de 45 graus. Em fraturas cominutivas, é preciso fazer a compressão interfragmentar, que pode ser feita usando parafusos compressivos, parafusos lag ou fio de cerclagem. Os fios de cerclagem são mais indicados em oblíquas longas
  79. 79O que se faz em uma fratura cominutiva irredutível?Não é realizado uma redução anatômica, e sim um alinhamento anatômico. Esse é feito se utilizando pino IM mas também uma placa ponte. Na placa de compressão e neutralização, as forças agem sobre o osso, já na placa ponte, a força age sobre a placa, logo, ela deve ser colocada sobre toda a continuidade do osso e usando o maior número de parafusos possíveis.
  80. 80Os parafusos são utilizados sozinhos ou associados?Podem ser usados das duas formas, mas geralmente são em associação com placas, pinos IM e fixadores externos.
  81. 81Qual a diferença entre parafuso cortical, esponjoso e bloqueado?O parafuso cortical é utilizado em osso cortical e são total rosqueados. Já o esponjoso é usada em epífise e metáfise, pode ser totalmente ou parcialmente rosqueado e possui as roscas maiores. Os bloqueados são aqueles que bloqueiam diretamente na placa, não necessitando que a placa fique totalmente encostada no osso.
  82. 82O que é importante na colocação do parafuso bloqueado?Que ele seja inserido perpendicular ao furo da placa.
  83. 83O que é o efeito lag ou compressivo?É o efeito de ao rosquear um parafuso, ele puxar e comprimir as partes separadas.
  84. 84Qual o pós operatório dos implantes?Analgesia, fisioterapia, raio x, indicação de retirada caso haja algum problema. Retira em filhote 4-5 meses, adulto 1 ano e idoso +1 ano.
  85. 85O que é mais usado em fraturas de radio e ulna?Fixadores externos e placas
  86. 86Em casos de fraturas cominutivas irredutíveis, o que se usa?Fixadores externos ou placa ponte.
  87. 87O que se faz em caso de fissura?Não pode usar pino, então associa parafuso compressivo, fio de cerclagem e fixador externo
  88. 88Por que a combinação de pino e placa é tão boa?Pois uma supre o defeito da outra, atuando no final sobre todas as forças.
  89. 89Qual cuidado ter sobre a cerclagem?Não utilizar muito, pois pode afetar a vascularização periosteal
  90. 90Nas primeiras quantas horas pode usar gelo no pós operatório?72 horas
  91. 91Quanto tempo dura o tratamento para osteomielite, e o que precisa fazer em relação ao implante?O tratamento pode durar de 30 a 90 dias de antibiótico, e caso ocorra, é necessário retirar os implantes e colocar um fixador externo.
  92. 92Qual a diferença de luxação, subluxação, entorse e doença articular degenerativa?Luxação ocorre o deslocamento completo da articulação, tendo o rompimento do ligamento e cápsula articular. A subluxação ocorre um deslocamento parcial da articulação, não tendo o rompimento da cápsula, e sim uma distensão com afrouxamento do ligamento (pode ocorrer em displasia coxofemoral). O entorse ocorre quando há um deslocamento pontual da articulação, sem rompimento da cápsula articular e ligamento, mas o deslocamento gera lesão nos tecidos moles adjacentes. Doença articular degenerativa quando se instala não tem como parar, mas existem métodos para freiar um pouco sua evolução.
  93. 93O que causa a luxação coxofemoral, o que ela é?Em 90% dos casos ela ocorre de forma traumática, mas pode ocorrer secundariamente a displasia coxofemoral. Ela ocorre quando há a ruptura da cápsula articular e do ligamento redondo que liga cabeça do fêmur e acetábulo. Pode ser craniodorsal, caudodorsal, cranioventral e caudoventral
  94. 94Como é feita a correção de luxação coxofemoral e quando são indicadas?Geralmente cirúrgico, mas alguns casos pode ser feito redução fechada. A redução fechada só pode ser feito quando não há fratura da pelve nem da cabeça do fêmur, mas possui uma recidiva de 47 a 65%, e deve ser feita em luxações que ocorrerem em até no máximo 3 dias.
  95. 95Quando é indicado realizar a redução a aberta e qual a técnica?A redução aberta é indicada em casos de avulsão da fosseta do ligamento redondo, e quando a redução fechada não foi eficaz. A técnica é feita uma incisão cranial e elíptica ao trocanter maior (alguns falam caudal, mas pode lesionar nervo isquiático) , se vê músculo glúteo superficial e profundo e o bíceps. Métodos de redução incluem capsulorrafia e parafusos ósseos, ou pela inserção de âncoras de sutura e pinos articulados.
  96. 96Qual a técnica de coloção do pino transacetabular?Incisão cranial e elíptica trocanter maior, insere o pino até a cabeça do fêmur na região da fóvea, pede volante para palpar o reto, e vai tirando até ficar só uma quantidade, pois se ficar muito pode perfurar ampola retal e uretra, mas se ficar pouco pode sair. O pino fica por 21 dias e é indicado prescrever lactulona. Na capsulorrafia, é indicado a colocação da bandagem de Ehmer por 7 dias. Em casos que a luxação não pode ser reduzida, pode-se fazer a amputação da cabeça do fêmur, em pequenos é até bem tolerado, menos em idosos, pode colocar prótese também mas é muito caro.
  97. 97Qual o outro nome para necrose asséptica da cabeça do fêmur?Doença de Legg-Perthes
  98. 98Quando a necrose asséptica da cabeça do fêmur ocorre e quais as causas?Ocorre quando há o colapso da cabeça do fêmur devido a uma interrupção do suprimento sanguíneo. As teorias do porque ocorrem são hereditárias, interferência hormonal, trauma, conformação anatômica, pressão intracapsular...
  99. 99Qual a vascularização da cabeça do fêmur?Ramo da artéria obturadora, lateral e medial da artéria femoral circunflexa.
  100. 100Qual o tratamento para necrose asséptica da cabeça do fêmur? Pode tratamento clínico?Ressecção com martelo e osteótomo. Tratamento clínico tem resultado pobre, e o tratamento cirúrgico tem 95% de sucesso
  101. 101Ocorre unilateral ou bilateral? Quais animais mais predispostos?Maioria das vezes é unilateral, sendo bilateral em apenas 10-17% dos casos. Ocorre mais em raças pequenas.
  102. 102Qual a etiologia de ruptura de ligamento cruzado cranial?Maioria das vezes trauma, mas pode ser oriundo de processo degenerativo e problemas no desenvolvimento.
  103. 103Como é feito diagnóstico?Anamnese, histórico, exame físico (teste da gaveta e compressão tibial) e raio x para confirmação e planejamento cirúrgico.
  104. 104Quais os tratamentos para ruptura do ligamento cruzado cranial?Pode ter o tratamento clínico em pacientes com menos de 10 kg (AINE, imobilização, repouso), mas o ideal é o cirúrgico. Cirúrgico pode usar as técnicas de reconstrução intra ou extra capsular, e a osteotomia corretiva.
  105. 105Qual indicação da reconstrução extra capsular e como ela é feita?Indicada em pacientes com até 12 kgs, mais de 12 kgs já é indicado intra capsular. É feita com a sutura fabelo-tibial, passando dois fios atrás da fabela, lateral e medial e em um orifício criado na região da tíbia.
  106. 106Qual a indicação e como é feita a reconstrução intracapsular?Indicada para pacientes acima de 12 kgs, é a única que faz a reconstrução do ligamento. A principal usada é a do enxerto com a fáscia lata, onde se faz dois túneis, um no côndilo femoral e outro na tíbia. Pode-se fazer também a técnica do tendão patelar com sua fixação atrás da fabela.
  107. 107O que faz as osteotomias corretivas e quais as técnicas possíveis?Ao invés de restaurar a função ligamentar, ela gera uma estabilidade para a articulação. Ela altera a mecânica da articulação. Pode ser usado a técnica de TPLO (osteotomia de nivelamento de platô tibial) e a TTA (avanço da tuberosidade tibial)
  108. 108Qual técnica é melhor?Não se sabe exatamente ainda qual a melhor, a TPLO surgiu primeiro que a TTA. O que se sabe é que quando se faz em um joelho geralmente é necessário fazer no outro alguns anos depois.
  109. 109Qual a etiologia da luxação patelar e quais animais são mais comuns?Pode ser traumática ou congênita. A traumática geralmente ocorre a luxação lateral e ocorre mais em animais de grande porte. A congênita geralmente é luxação medial e ocorre mais em raças miniaturas.
  110. 110Quais os graus de luxação patelar?Grau 1: ocorre a luxação em alguns momentos mas o paciente consegue reposicionar. A movimento normal da articulação não ocorre a luxação, é possível ver no exame físico mas ela volta para o lugar depois de parar a força, a flexão e extensão são normais.
    Grau 2: A patela sai do lugar o animal também reposiciona, mas aqui ela sai do lugar em movimentos normais articulares, então na flexão ela sai do lugar e na extensão ela volta.
    Grau 3: a patela permanece luxada medialmente na maioria do tempo, mas pode ser reduzida durante a extensão do membro.
    Grau 4: ocorre uma rotação de 80-90 graus do platô tibial, a patela ficando permanentemente luxada, sem poder se reposicionada manualmente
  111. 111A partir de qual grau tem indicação cirúrgica? Qual cirurgia para cada grau?Cirurgia a partir do grau 2. Grau 3 é necessário associar técnicas como sulcoplastia troclear, imbricação da cápsula e capsulectomia, mas alguns casos pode ser necessário fazer a transposição da crista da tíbia.
    Grau 4: é necessário transposição da crista da tíbia.
  112. 112No que consiste a técnica de imbricação da cápsula?Nada mais é que reduzir o tamanho da cápsula, com suturas Wolff ou jaquetão
  113. 113O que é a sulcoplastia troclear e como é feita?É o aumento da profundidade do sulco troclear, pode ser feito por ressecção da margem troclear ou ressecção troclear. Sulcoplastia em pequenos usa bisturi, grandes a goiva

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Karteikarten am ORTOPEDIA, erstellt von Tiago Souza Franco Oliveira am 23/06/2024.
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