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ASMA
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ASMA
O objetivo do tratamento é a melhora da qualidade de vida, obtida pelo controle dos sintomas e melhora ou estabilização da função pulmonar.
O objetivo é atingido na maior parte dos casos, devendo o tratamento incluir, obrigatoriamente, medidas não farmacológicas (medidas educativas, controle de fatores desencadeantes/agravantes), indicadas em todos os casos, e farmacoterapia, conforme indicado e de preferência orientado pelo médico.
Tratamento não medicamentoso: A educação do paciente é fundamental na terapêutica da asma e deve integrar todas as fases do atendimento ambulatorial e hospitalar. Deve-se levar em conta aspectos culturais e abranger aspectos de conhecimento da doença, incluindo medidas para redução da exposição aos fatores desencadeantes, e adoção de plano de auto-cuidado baseado na identifi cação precoce dos sintomas. Em todos os casos, recomenda-se a redução da exposição a fatores desencadeantes, incluindo alérgenos/irritantes respiratórios (tabagismo) e medicamentos. A cada consulta, o paciente deve receber orientações de auto-cuidado, plano escrito para exacerbações e ser agendado para reconsulta conforme a gravidade apresentada.
Tratamento medicamentoso inicial: A base do tratamento medicamentoso da asma persistente, em consonância com o conhecimento atual da fisiopatologia, é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo corticosteroides inalatórios os principais deles. Aos controladores se associam medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador. A via inalatória é sempre preferida, para o que se faz necessário o treinamento dos pacientes quanto à utilização correta de dispositivos inalatórios. O ajuste da terapêutica deve visar o uso das menores doses necessárias para a obtenção do controle da doença, com isso reduzindo o potencial de efeitos adversos e os custos.
- Na asma intermitente, o tratamento medicamentoso é direcionado para o alívio imediato dos eventuais sintomas decorrentes de obstrução, indicando-se broncodilatadores de curta ação para uso conforme necessidade.
- Na asma persistente, o tratamento medicamentoso volta-se para a supressão da inflamação. Para isso são usados medicamentos ditos “controladores”, sendo os corticosteroides inalatórios melhor avaliados e com maior evidência de benefício para esse fim, tanto em adultos como em crianças. O uso regular de corticosteróide inalatório é eficaz para a redução de sintomas e exacerbações, bem como para melhora da função pulmonar. Os B2CA são indicados para sintomas agudos, conforme necessidade do paciente.
- Nas exacerbações moderadas ou graves, além de B2CA e corticosteroides inalatórios recomenda-se curso de corticoterapia oral para a obtenção do estado de controle, e seguimento da terapêutica antiinflamatória com corticosteróide inalatório.
Tratamento de manutenção: A classificação de gravidade avaliada em uma consulta inicial pode ser modificada durante o acompanhamento, após a introdução de medidas terapêuticas. O controle leva em conta a evolução clínica e tratamento necessário para remissão e estabilização dos sinais e sintomas.
- A asma é controlada quando esses fatores estão são verificados: -Não há sintomas diários. – Não há limitações para atividades diárias (inclusive exercícios) – Não há sintomas noturnos ou despertares decorrentes de asma. – Não há necessidade de uso de medicamentos de alívio. – A função pulmonar (VEF1) é normal ou quase normal.
- O controle é avaliado a cada retorno do paciente. Na ausência de controle, deve-se considerar má adesão, inadequação da técnica inalatória, presença de fatores agravantes, falta de percepção/ atenção a sintomas, ou mesmo diagnóstico equivocado.
- A asma é controlada quando esses fatores estão são verificados: -Não há sintomas diários. – Não há limitações para atividades diárias (inclusive exercícios) – Não há sintomas noturnos ou despertares decorrentes de asma. – Não há necessidade de uso de medicamentos de alívio. – A função pulmonar (VEF1) é normal ou quase normal.
Medicamentos controladores: Corticosesteroides inalatórios e sistêmicos; Agonistas beta-2 adrenérgicos de longa ação (B2LA) ;
- Medicamentos de alívio: cAgonistas beta-2 adrenégicos de curta ação (B2CA);
- Fármacos: Beclometasona: cápsula inalante ou pó inalante de 200 mcg e 400 mcg e aerossol ou spray de 50 mcg e 250 mcg • Budesonida: cápsula inalante de 200 mcg e 400 mcg e pó inalante ou aerossol bucal de 200 mcg • Fenoterol: aerossol de 100 mcg • Formoterol: cápsula ou pó inalante de 12 mcg • Formoterol+budesonida: cápsula ou pó inalante de 12 mcg/400 mcg e de 6 mcg/200 mcg • Salbutamol: aerossol de 100 mcg e solução inalante de 5 mg/mL • Salmeterol: aerossol bucal ou pó inalante de 50 mcg • Prednisona: comprimidos de 5 mg e de 20 mg • Prednisolona: solução oral de 1 mg/mL e 3 mg
- Medicamentos de alívio: cAgonistas beta-2 adrenégicos de curta ação (B2CA);
A duração do tratamento da asma é imprevisível. Recomenda-se o ajuste do medicamento preventivo para dose mínima efetiva conforme o estado de controle e os resultados de provas da função pulmonar (para maiores de 5 anos).
Benefício esperado: Controle dos sintomas, melhora da qualidade de vida, normalização ou estabilização da função pulmonar, redução do absenteísmo escolar e ao trabalho e redução da utilização de serviços de saúde.
Informationen
- Beschreibung
- Mindmap am ASMA, erstellt von Bia Maciel am 16/03/2019.
- Erstellt von
- Bia Maciel
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- Erstellt von Gabriela Lorrane · 2 Okt 2018
- Kopiert von Bia Maciel · 16 Mär 2019
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