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BIOESTATÍSTICA

Grazielle Delai Portugiesisch

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BIOESTATÍSTICA

  1. CONCEITO

    • É a aplicação de estadística ao campo biológico e médico, sendo essencial ao planejamento, coleta, avaliação e interpretação de todos os dados obtidos em pesquisa em tais campos.
      • Dados e leis da demografia
      • Natalidade
      • Incidência de enfermidades
      • Mortalidade humana
  2. ESTUDOS

    • OBSERVACIONAL
      • O pesquisador coleta a informação sobre os atributos ou faz medições necessárias, mas não influencia as unidades amostrais. EX: Determinação do estado nutricional de uma população.
    • EXPERIMENTAL
      • O pesquisador deliberadamente influencia os indivíduos e pesquisa o efeito da intervenção. EX: Efeitos de uma nova dieta sobre a rapidez em aumentar os níveis de cálcio.
    • PROSPECTIVOS
      • São utilizados quando se pretende conhecer o efeito de algum fator, sendo os dados gerados a partir do início do estudo. EX: Efeito de uma nova dieta em um estudo prospectivo, são recrutados voluntários que irão fazer a dieta.
    • RETROSPECTIVOS
      • São utilizados quando se conhece o efeito de algum fator, sendo os dados referentes a eventos passados e obtidos de recursos já existentes como prontuários. Nos retrospectivos, geralmente já se conhece o efeito e quer se identificar qual foi a causa, o fator gerador do efeito estudado. EX: Fatores que levam à obesidade mórbida (prontuários de sujeitos com obesidade mórbida e estudos do seu histórico médico).
  3. LONGITUDINAIS

    • Estudam mudanças ao longo do tempo, possivelmente com relação a uma intervenção ou característica. EX: Ensaios clínicos - estudam o efeito de um fator, comparando medições efetuadas em, pelo menos, duas oportunidades.
  4. CORTE TRANSVERSAL

    • São aqueles em que grupos de indivíduos são observados um única vez, com a intenção de estudar a situação naquele instante em que são feitas as observações.
    • CASO-CONTROLE
      • É uma forma de pesquisa que visa verificar indivíduos que foram selecionados porque têm uma características, chamados de casos, diferem significativamente de um grupo de indivíduos comparáveis, mas que não possuem a característica ou doença, os controles, em relação à exposição a um dado fator de risco. EX: Efeito de um composto químico administrado em comprimidos em um grupo de fumantes; para isto é necessário um grupo que receba o composto e outro que receba um placebo.
      • COORTE
        • Identifica um grupo de indivíduos de interesse e se faz um seguimento dos mesmos, até um certo momento, para estudar o seu desfecho.
  5. AMOSTRAGEM

    • Amostragem simples aleatória
    • Amostragem estratificada
    • Amostragem sistemática
    • Amostragem por conglomerados
    • VARIÁVEIS / DADOS
      • CATEGÓRICOS OU QUALITATIVOS
        • NOMINAL
          • Profissão, Sexo, Religião, Tipo sanguíneo.
        • Características não numéricas.
        • ORDINAL
          • Escolaridade, Estágio de uma doença, Classe social.
      • NUMÉRICOS OU QUANTITATIVOS
        • Características numéricas.
        • DISCRETA
          • Contagem de eventos - N° de filhos, N° batimentos cardíacos por minuto.
        • CONTÍNUA
          • Dados obtidos de alguma medição - Altura, Peso, PA, Temperatura corporal.
  6. ORGANIZAÇÃO DE DADOS

    • DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIAS
      • Utilizadas para descrever variáveis qualitativas.
      • FREQUÊNCIA SIMPLES: É a contagem das ocorrência de uma das categorias.
      • FREQUÊNCIA ABSOLUTA: É o número de vezes que uma determinada característica ou valor numérico é observado.
      • FREQUÊNCIA RELATIVA: Proporção de elementos que pertencem a uma categoria em relação ao conjunto. São calculadas em termos de percentuais.
    • MEDIDAS DE POSIÇÃO OU TENDÊNCIA CENTRAL
      • MÉDIA ARITMÉTICA: Esta estatística é muito usada e fornece uma ideia geral dos valores de uma amostra.
        • É a soma dos valores dos dados, dividida pelo tamanho da amostra.
      • MEDIANA (ME): A mediana é a observação que ocupa a posição central, depois que os dados são ordenados em forma crescente ou decrescente.
        • ME de n° par: 2 valores centrais dividido por 2.
      • MODA: Indica o valor que aparece com maior frequência na amostra.
    • MEDIDAS DE DISPERSÃO OU VARIABILIDADE
      • VARIÂNCIA: Diferença entre o valor observado e a média.
      • DESVIO PADRÃO: Valor padronizado dos desvios observados em uma determinada amostra.
        • Raiz da soma dos quadrados dos desvios (desvios são as somas das variâncias).
  7. PROBABILIDADES

    • O estudo de probabilidades se faz necessário em situações em que se conhece os desfechos possíveis de alguma situação, porém não se conhece qual deles irá acontecer.
      • Probabilidade de um evento é a divisão do número de resultados favoráveis pelo número de resultados possíveis.
  8. RISCOS E RISCO RELATIVO

    • O risco é uma quantificação do grau de certeza de algum evento, geralmente um fator negativo ou nocivo para a saúde (pode ser visto como uma probabilidade).
      • RISCO RELATIVO: É comparar o risco de algum evento em dois grupos independentes.
        • A proporção de indivíduos com a característica de interesse em cada grupo, e a razão destas duas proporções é um medida comparativa dos riscos de um grupo contra o outro.
  9. EPIDEMIOLOGIA

    • Diversas taxas e indicadores são casos especiais de aplicações de probabilidades, destacando-se a PREVALÊNCIA e a INCIDÊNCIA.
      • PREVALÊNCIA: A prevalência de uma doença é a proporção, ou probabilidade, de uma doença numa determinada população. Útil para medir a frequência e a magnitude de problemas crônicos (é o que prevalece, continua).
        • CASOS JÁ EXISTENTES + CASOS NOVOS
          • (CASOS EXISTENTES / POPULAÇÃO EM RISCO) x FATOR DE MULTIPLICAÇÃO.
            • EX: 0,000134 = 1,34 casos para cada 10000 habitantes.
      • INCIDÊNCIA: A incidência de uma doença é a proporção, ou probabilidade, de casos novos de uma doença em um determinado período. É aplicada em frequência de doenças de curta duração.
        • CASOS NOVOS EM DETERMINADO PERÍODO.
          • (CASOS NOVOS / POPULAÇÃO EM RISCO) x FATOR DE MULTIPLICAÇÃO.
  10. ANÁLISES EPIDEMIOLÓGICAS

    • RAZÃO DE PREVALÊNCIA (RP) e RISCO RELATIVO (RR) : Diferenças proporcionais de prevalência e incidência entre expostos e não expostos.
    • RAZÃO DE CHANCES OU ODDS RATIO (OR) : Chance de ocorrência da doença entre esses grupos.

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Mindmap am BIOESTATÍSTICA, erstellt von Grazielle Delai am 03/09/2020.
Erstellt von
Grazielle Delai
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