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APENDICITE AGUDA

Nicole Zimmermann Portugiesisch

APENDICITE AGUDA

Inhalt der Mindmap

APENDICITE AGUDA

  1. Fisiopatologia

    • Obstrução da luz do apêndice
      • Proliferação bacteriana
        • Inflamação
          • Aumento da pressão luminal
            • Isquemia
            • Necrose
            • Perfuração
          • Inervação pariental atingida
          • Migração da dor: Visceral para fossa ilíaca direita
        • E Coli/ B Fragilis
        • Secreção mucosa
      • Apendicolito/ Fecalito
      • Neoplasia
      • Hiperplasia linfóide
      • Material vegetal(sementes)
  2. Epidemiologia

    • É a causa mais comum de abdome agudo não traumático, com incidência de 8% no mundo.
    • Sexo masculino é mais propenso a desencadear apendicite.
    • Mais comum em pessoas de 10 a 35 anos.
    • Aparece mais frequentemente em países industrializados com hábito alimentar pobre em fibras.
    • Emergência cirúrgica mais comum.
    • Risco geral: 1/35 em homens e 1/50 em mulheres. A partir dos 70 anos o risco passa a ser 1/100.
  3. Diagnóstico Diferencial

    • Principais em
      • Homens
        • Torsão Testicular
        • Oquiepididimite
      • Mulheres
        • Gravidez ectópica
          • Gravidez tubaria
        • Ruptura de cisto ovariano
        • Salpingite do lado direito
        • abcesso tubo ovariano
        • folículo de graaf roto (mittelschmerz)
        • Torsão de cisto ovariono
        • Torsão Ovarina
    • Obstrução intestinal
    • intussuscepção
      • Geralmente em crianças
    • Colecistite aguda
    • Diverticulite de Meckel
    • Diverticulite colonica do lado direito
    • nefrotiliase à direta
    • Pielonefrite à direita
    • Pneumonia
    • Meningite
      • Em crianças podem causar distensão abdominal
    • Doença de Crohn
    • Úlcera Péptica
    • Gastroenterite Viral
    • Peritonite primária
    • Cálculo ureteral à direita
  4. Diagnóstico

    • Exame fisico
      • Febre em torno de 38°C, pode varias de 37,5°C a 39°C
      • Anorexía
      • Cólica periumbilical
      • Náuseas e vômitos
      • Inflamação peritoneal no quadrante inferior direito do abdome
      • Sinal de Blumberg
        • Dor à descompressão súbita no ponto de McBurney.
      • Dor à palpação no ponto de McBurney
    • Exame laboratorial
      • Hemograma
        • Variação entre 10.000 e 18.000 leucócitos, com uma média de 15.000/mm³ com desvio para a esquerda.
        • Leucometria acima de 18.000 normalmente associada a apendicite perfurada.
      • Dosagem de amilase
        • Para afastar quadros abdominais de pancreatite ou perfurações altas do tubo digestivo
      • Exame de Urina
        • Pesquisar elementos anormais e sedimento na urina
        • Para diferenciar de quadros de origem urinária
    • Exame de imagem
      • Raio X
        • Útil no diagnóstico de outras patologias responsáveis pelo quadro de abdome agudo
        • Muito urilizado
        • Observa-se alterações inflamatórias do apêndice
        • Observa-se, em alguns casos, a dilatação do apêndice
      • Ultrassonografia
        • Usado com segurança em grávidas e crianças
        • Exame feito pelo Döppler colorido
          • Verifica-se o aumento do fluxo sanguíneo no apêndice inflamado com a imagem conhecida como “anel de fogo”.
        • Pode revelar coleções líquidas, fleimão e apendicolito
      • Tomografia computadorizada
        • Exame de maior confiabilidade no diagnóstico da apendicite
        • Encontra-se com esse exame
          • Distensão do apêndice
          • Espessamento da parede do apêndice
          • Densificação da gordura pericecoapendicular
          • Realce da parede do órgão
  5. Histologia do Apêndice

    • Origina-se do ceco.
    • Sua lâmina própria é densamente infiltrada por linfócitos e contém numerosos nódulos linfáticos.
    • O abundante tecido linfático que ele contém no início da vida sugere que ele está funcionalmente associado a órgãos equivalentes da bursa.
    • Apresenta as mesmas camadas encontradas no Intestino Grosso porém seu diâmetro é menor
    • Em geral, são observados nódulos linfáticos dentro de toda a mucosa, que se entendem até a submucosa.
    • A muscular externa é composta de:
      • Uma camada circular relativamente espessa.
      • Uma camada longitudinal externa mais fina.
    • O apêndice é recoberto por uma serosa, que é contínua com o mesentério do apêndice (parte inferior, à direita) 10x
  6. Fatores de risco

    • Sucetível em qualquer idade e para qualquer pessoa
      • Mais sucetíveis
        • Entre 5 e 60 anos
  7. Prevenção

    • Dieta rica em:
      • Frutas
      • Verduras
      • Fibras
    • Comer menos alimentos industrializados
  8. Quadro Clínico

    • Sintomas típicos
      • Dor abdominal
        • Dor epigástrica ou periumbilical
        • Com a evolução, migra para o quadrante inferior direito (QID)
          • A dor abdominal pode ter localização atípica de acordo com a variação anatômica do apêndice
            • Ponta do apêndice na região pélvica
              • Sensibilidade em hipogástrio
              • Sensibilidade na região abaixo do ponto de McBurney
              • Alterações urinárias
              • Diarreia
      • Anorexia
      • Naúseas
      • Vômitos
      • Febre
        • Tende a ocorrer mais tardiamente
    • Sintomas atípicos
      • Indigestão
      • Flatulências
      • Diarreia
  9. Tratamento

    • Apendicectomia
      • Procedimento cirúrgico para retirada do apêndice vemiforme
        • Videolaporoscopia
          • Atual--> menos dor, recuperação mais rápida
          • Cavidade peritoneal é insuflada com gás dióxido de carbono
            • Distensão da parede abdominal para fornecer visão e espaço para o procedimento.
              • O laparoscópio é introduzido através de uma pequena incisão na parede abdominal anterolateral-
                • Após introdução, é iniciado a dissecção do apêndice cecal com clipagem do mesoapêndice e secção da base do apêndice
                  • Retirada feita com um saco coletor e assim enviada para um anatopatológico.
                • São realizadas 3 incisões para introdução dos trocartes
                  • Cicatriz umbilical- Inserção da óptica
                  • Região umbilical e na fossa ilíaca - Outras duas
        • Corte na fossa ilíaca direita
          • Antigo
      • Até a cirurgia--> Iniciar com antibiótico para cobertura adequada para as células intestinais (gran-negativas e anaeróbicas)
      • Alta no priemerio dia pós operatório
        • Dieta liberada
      • Ideal até 12hrs
  10. Fisiologia

    • Intestino Delgado
      • Duodeno
        • Neutralização de ácidos gástrico
        • Absorção de água e nutrientes
        • Misturar enzimas
      • Jejuno
        • Quebra de nutrientes
        • Absorção de nutrientes lipofílicos
        • Absorção de água
      • Íleo
        • Quebra enzimática de nutrientes
        • Absorção de vitaminas B12, gorduras e sais biliares
        • Função imunológica
    • Intestino grosso
      • Ceco
        • Absorção de águas e sais e lubrificação das fezes com muco
      • Apendice cecal
        • Funções imunológicas
      • Cólon ascendente
        • Recuperação do líquido que permanece do processo digestório, bem como de subprodutos dietéticos
          • Como a absorção de ácidos graxos de cadeia curta produzidos pela fermentação bacteriana dos carboidratos
      • Cólon transverso
      • Cólon descendente
        • Material fecal é propelido
        • Reservatório de armazenamento para restos fecais
      • Cólon sigmoide
        • Direciona ao reto pela peristalse em massa
          • Em resposta a reflexos como acordar e ficar de pé (ortocólicos) ou reflexos por sinais de alimentos no estômago (gastrocólico)
      • Reto
        • Os receptores de estiramento iniciam um relaxamento reflexo do músculo esfíncter interno do ânus
          • Enviam impulsos aferentes ao SNC, indicando a necessidade de defecar
          • A defecação pode ser adiada pela contração do músculo esfíncter externo do ânus e do levantador do ânus
            • Controle voluntário
      • Canal anal
  11. Anatomia Abdominal

    • Regiões e Planos do Abdome
      • Mesogástrio
        • Região central do abdome onde está localizado o umbigo e ao redor
      • Hipogástrico
        • Localiza-se abaixo da região umbilical e acima da região pélvica, na parte central inferior do abdome
      • Região Ileocecal
    • Quadrantes
      • Nesse caso o foco é no quadrante inferior direito
  12. Abdome Agudo

    • Abdome Agudo Isquemico
      • Intervenção cirurgica e/ou revascularização
    • Abdome Agudo Obstrutivo
      • Dieta zero
        • Reavaliar o paciente em 24 horas
    • Abdome Agudo Hemorragico
      • Reposição volemica
        • Reavaliar o caso para necessidade de intervenção cirurgica
    • Abdome Agudo Perfurativo
      • Cirurgia exploratorio do Abdome
    • Abdome Agudo Inflamatorio
      • Apendicite Aguda
        • Tratamento Cirurgico + Intibioticoterapia
  13. Etiologia

    • Ainda não é completamente compreendida
    • Já foram associados com a apendicite
      • Fecalitos
        • Encontrados em cerca de 50% dos pacientes com apendicite gangrenosa com perfuração
      • Resíduos alimentares incompletamente digeridos
      • Hiperplasia linfoide
      • Fibrose intraluminal
      • Tumores
      • Bactérias
      • Vírus
      • Doença inflamatória intestinal
      • Cálculos
    • Observação
      • A obstrução do lúmen do apêndice é considerada uma etapa importante no desenvolvimento da apendicite - embora isso ainda não esteja provado
        • Em alguns casos, a obstrução leva ao supercrescimento bacteriano e distensão luminal
          • Isso resulta em um aumento na pressão intraluminal que pode inibir o fluxo de linfa e sangue em alguns casos
            • Pode ocorrer trombose vascular e necrose isquêmica com perfuração do apêndice distal
  14. Prognóstico

    • Frequência de complicações associadas à apendicite perfurada é > 18%
      • Mortalidade total em pacientes com apendicite perfurada é 3% e pode chegar a 15% em idosos
    • Frequência de complicações de apendicites não perfuradas é 10%
    • Sem cirurgia ou antibióticos a taxa de mortalidade da apendicite é > 50%
    • Com a cirurgia precoce, o índice de mortalidade é < 1% e a convalescência é normalmente rápida e completa
      • Com complicações (ruptura e desenvolvimento de abscesso ou peritonite) e/ou idade avançada, o prognóstico é pior: cirurgias repetidas e longa convalescença podem ser necessárias

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Mindmap am APENDICITE AGUDA, erstellt von Nicole Zimmermann am 25/03/2021.
Erstellt von
Nicole Zimmermann
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