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Mindmap

Maio de 1968

Edimara Neves Pedagogia Portugiesisch

Mapa mental sobre Maio de 1968: revolução cultural, meios de comunicação de massa e direitos civis

Mapa mental: Maio de 1968

Inhalt der Mindmap

Maio de 1968

  • “Maio de 68” é uma expressão que se refere a um conjunto de eventos ocorridos no mundo na década de 60. No entanto, o movimento de fato teve início no mês de Março em uma universidade nos arredores de Paris. De modo geral, jovens de diversos países, influenciados pelo movimento estudantil francês e com motivações variadas, resolveram questionar as estruturas sociais em que viviam. Entre esses questionamentos estavam: a Guerra Fria, a bipolaridade política, as corridas armamentista, nuclear e espacial, o capitalismo e o processo de globalização do capital sem compromisso com qualquer cor de bandeira (por meio das chamadas multinacionais).
  1. revolução cultural

    • meios de comunicação de massa
      • Os meios de comunicação foram o "campo de batalha" em que estes protestos e contestações ganharam espaço, levando aquilo que era debatido nas ruas para todas as casas e pessoas, de modo que todos participavam, em maior ou menor grau ,daquilo que era discutido.
    • Rock and Roll
      • A trilha sonora dessas manifestações não poderia ser outra: o rock and roll, ritmo mais popular entre os jovens daquela época. E o impacto das demandas desses movimentos no Rock foi imediato. As duas bandas mais populares daquele momento escreveram canções influenciadas pelos movimentos do maio de 1968. Os BEATLES lançaram em agosto daquele ano o single de "Hey Jude", que trazia em seu lado B, a faixa "Revolution" que faz menção ao clima da época. Os ROLLING STONES, por sua vez, lançaram a faixa "Street Fighting Man", no disco "Beggars Banquet", que trata exatamente dos conflitos ocorridos entre a polícia e os estudantes em Paris, durantes as manifestações citadas. Leia mais em: https://whiplash.net/materias/biografias/105677-beatles.html
    • hippies / woodstock
      • O festival de Woodstock, ocorrido no verão de 1969, ao longo de três dias intensos, entre 15 e 18 de agosto, numa fazenda no estado de Nova York, foi uma culminação das expressões de massa dos movimentos político-culturais dos anos de 1960, conhecidos generalizadamente pelo conceito de “contracultura”.Após anos de protestos e de um clima de revolução cultural, o ano de 1969 começou com a posse do presidente republicano Richard Nixon, que frustrava as demandas de fim da guerra, o que tornava esse encontro de jovens mais do que um simples festival de música.O encontro festivo e rebelde de quase meio milhão de jovens num clima de exaltação das liberdades, recusa da guerra, uso de drogas psicodélicas, nudez e sexualidade desafiadoras foi um evento artístico, político e existencial marcante.
    • anti-racismo
      • Nos anos 1960, à resistência não violenta juntou-se um adjetivo: ativa. Ou seja, não se tratava de um pacifismo inerte, ou de uma ação não violenta passiva. A liderança de Martin Luther King foi marcada por essa disposição, reunindo em torno do combate ao racismo uma diversidade de participações: cristãos e não cristãos, ateus, políticos, gente que despertava para o poder da mobilização. Não à toa o poder de sua liderança atraiu o ódio mortal daqueles que o viam como impedimento à continuidade do racismo e da segregação racial, da guerra no Vietnã. O que parecia um movimento em lento amadurecimento desde antes da Segunda Guerra Mundial, mais concentrado a partir do fim dos anos 1940, fortalecido e conquistando vitórias nos anos 1950, vê, em 1968, o assassinato de Luther King e de Kennedy, seu interlocutor na política partidária, como um momento terrível. Mais ainda, os ecos da resistência não violenta gandhiana inspiravam toda a luta contra a guerra no Vietnã, além da influência da cultura indiana sobre o pensamento que levou a 1968, fossem as batas indianas na vestimenta, mais exteriores, fossem práticas como a meditação, o yoga, o uso de incensos fora das igrejas, a música tanto no meio hippie como em meio à juventude em geral. Beatles e seu guru, que depois pateticamente chamaram the fool on the hill, Ravi Shankar e sua cítara que então encantava, deixando as filhas Norah Jones e Anoushka Shankar para deleite dos ouvidos do século XXI.
    • direitos civis
      • O Movimento dos Direitos Civis é historicamente um período de tempo compreendido entre 1952 e 1983, ocorrido de maneiras diversas e marcado por pacificações populares e convulsões na sociedade civil em países de todos os continentes, mas principalmente nos países norte-americanos. O processo de conseguir a completa igualdade perante a Lei para todas as camadas da população, independente de cor, raça ou religião, foi longo e extenuante em diversos países e a maioria destes movimentos não conseguiu atingir seu objetivo. Em seus últimos dias, alguns deles acabaram se voltando para uma conotação política de esquerda.
    • guerra do Vietnam
      • Em 1968, o presidente Johnson encerrou gradualmente o bombardeio do Vietnã do Norte, e tiveram início conversações de paz. Richard Nixon tornou-se presidente dos Estados Unidos em 1969 e começou a retirada das tropas americanas do Vietnã. Mas ele também reiniciou o bombardeio do Vietnã do Norte e expandiu a guerra para os países vizinhos. Tropas dos EUA e do Vietnã do Sul atacaram esconderijos dos norte-vietnamitas e dos vietcongues no Camboja e no Laos.Em janeiro de 1973, o Vietnã do Norte, o Vietnã do Sul, os vietcongues e os Estados Unidos assinaram um acordo para pôr fim aos combates. Os EUA então retiraram quase todas as suas forças do país. Mas a guerra não terminou. Os Estados Unidos continuaram a fornecer dinheiro e equipamentos ao Vietnã do Sul. A guerra chega ao fim 
    • identidade de gênero
      • A palavra gênero foi incluída no contexto social após a II  Guerra Mundial em decorrência dos movimentos sociais feministas, que fundamentavam as distinções sociais relacionadas ao sexo biológico (do nascimento). Esses movimentos ganharam força na década de 1960 em função da desigualdade de poder entre o masculino e feminino: preconizavam a mudança da condição feminina, sexo frágil, oprimido, submisso e excluído da sociedade profissional e política. As mulheres que participavam desses movimentos diferenciavam-se das demais por estarem envolvidas em tarefas tidas como masculinas na ocasião, surgindo, dessa forma, a categoria gênero como sinônimo de mulher.  Na mesma época, historiadores relatavam que características comportamentais não necessariamente estavam associadas ao sexo de nascimento. Os movimentos feministas, na década de 1980, passaram a empregar o termo gênero ao invés de sexo, reforçando a ideia de que as diferenças entre homens e mulheres não dependiam do sexo biológico, e sim dos fatores culturais nos quais as pessoas estavam inseridas.
    • feminismo
      • O desenrolar desse grande movimento traz muito para ser dito. Com todas as dificuldades já enfrentadas pelas mulheres, foi possível ser percebido por elas a falta do igual, daquilo que as faziam tão presentes e escutadas quanto os homens eram. A primeira onda feminista se deu pela busca por poder político no final do século XIX e início do século XX, como, por exemplo, no direito ao voto. Naquele momento, a revolução só começava, e cada detalhe desse processo de libertação e desconstrução de sociedade desigual foi relevante, trazendo, com toda potência, o motivo pelo qual milhões de mulheres se uniram. Após a primeira onda, o debate se estendeu grandemente entre 1960 e 1980. O objetivo desse grande movimento em 1968 foi direcionado especialmente às mulheres francesas, que trouxeram questões de necessária discussão. A professora e doutora em Geo-história da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Amanda Danielli indica que os objetivos dessa lutas passaram a incluir outras propostas, como a defesa da contracepção, o fim da proibição do aborto e o entendimento de que era necessário mudar a legislação sobre o estupro. “Há uma noção corrente de que 68 equivaleria a uma segunda onda do movimento feminista, associado à contracultura, à organização da esquerda a partir das universidades e à luta pelo direito ao aborto, especialmente na França”, conta Amanda.
    • emancipação
      •  destaca-se também a teoria crítica de Herbert Marcuse e sua compreensão teórica sobre as impossibilidades da transição capitalista da sociedade de pensamento unidimensional, por conta da submissão à lógica totalitária (Marcuse, 1974). Marcuse enfatizou que a tecnicidade havia sido imputada ideologicamente pelo capitalismo das sociedades avançadas e, por essa razão, teria conduzido ao fechamento das alternativas emancipatórias, outrora ensaiadas pelo marxismo e conduzidas pela classe trabalhadora. Restaria apenas uma pequena brecha, dada àqueles grupos que, marginalizados pelo processo produtivo, abandonariam a satisfação repressiva da racionalidade técnica em prol da busca de uma emancipação estética e pela arte. Ao constatar o fechamento das perspectivas emancipatórias, Marcuse também “antecipou a possibilidade de existência de novas forças sociais que poderiam ser incorporadas nas reflexões da teoria social” (Katsiaficas, 1987, p. 230)1. O surgimento de “novos sujeitos revolucionários” em contraposição à hegemonia das lutas sociais organizadas pela classe trabalhadora, a qual era prescrita pelo marxismo ortodoxo, permitiria, pelo menos teoricamente, atribuir o papel de “catalizador” de novas lutas sociais ao movimento estudantil, gerando círculos inéditos de mobilização e de agregação pela New Left, como os imigrantes, o movimento negro, os movimentos feministas, as lutas por direitos políticos e civis, os movimentos de libertação nacional e anti-imperialistas. Dessa forma, novos sujeitos comporiam alternativas nas esferas extraparlamentares da política (Marcuse, 2005; Almada, 2015b).

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Pedagogia Mindmap am Maio de 1968, erstellt von Edimara Neves am 17/10/2021.
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Edimara Neves
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