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Virus

Bruna Bernardes Biologia 2º ano Portugiesisch

Inhalt der Mindmap

Virus

  1. Seres Intermediários

    • São acelulares
    • Possuem processo de propagação
      • Não possuem processo de reprodução próprio
        • Utilizam o maquinário das células
    • Só apresentam um tipo de ácido nucleico (DNA ou RNA)
    • Uma única linha de parentesco
      • A propagação se dá a partir de antepassados iguais aos indivíduos gerados
    • Possuem processo reprodutivo
      • Sofrem mutações aleatórias de seu código genético
        • Sobrevivem as que forem beneficiadas pela seleção natural
    • Não apresentam metabolismo próprio
      • Não gastam energia, captam alimento ou se locomovem
        • Podem ate ser cristalizados
          • Permanecem inativos por muitos anos
            • "Parasitas intracelulares obrigatórios"
  2. Estrutura

    • Capsídeo
      • Alguns capsídeos são envolvidos por uma capa lipoproteica
        • Derivadas da célula hospedeira
          • Chamados envelopados ou encapsulados
      • Protege o material genético
        • O tipo do material genético é utilizado para classificar as categorias de vírus
          • DNA ou RNA
            • Conjunto denominado nucleocapsídio
      • Composto por glicoproteínas
        • Servem para identificação na sorotipagem
        • Especificas para cada tipo de vírus
  3. Ciclos virais

    • Invadem o interior de uma célula onde pode ocorrer a síntese das proteínas e do material genético viral para produzir outros vírus
    • Micófagos
      • Infectam fungos
    • Patogênicos
      • Causadores de doenças
    • Os efeitos da invasão sobre o metabolismo das células define o tipo de ciclo reprodutivo que está ocorrendo.
      • Ciclo lisogênico
        • Define o ciclo onde o vírus penetra na célula, porém não se manifesta no metabolismo celular. Seu material genético se funde com o da célula e será replicado com o dela. No entanto, metabolicamente, a célula não é prejudicada.
      • Ciclo lítico
        • O vírus assume o controle da célula, orientando o metabolismo celular para a construção de novos vírus, o que acaba por enfraquecer a célula hospedeira, já que não realizará suas funções de manutenção da homeostase, provocando sua morte
    • Etapas dos ciclos virais
      • Aclopamento
        • Ocorre a aderência do vírus à superfície da célula por meio da ligação de proteínas da superfície do capsídeo ou do envelope viral com proteínas receptoras da superfície da célula hospedeira.
      • Penetração
        • É a entrada do vírus ou de seu material genético em uma célula, que pode ocorrer de várias formas
      • Desnudamento
        • O capsídeo é desintegrado por ação de enzimas ou desnaturação proteica, liberando o genoma viral no citoplasma.
      • Fusão do genoma viral
        • Para poder ocorrer sua replicação, o processo de incorporação do ácido nucleico do vírus a material genético da célula dependerá da própria natureza do vírus.
      • Latência
        • Período em que o DNA do vírus fica dormente no interior do DNA da célula hospedeira e não modifica o metabolismo da célula.
      • Expressão do genoma viral
        • Quando o vírus assume o comando do funcionamento celular, a célula interrompe seu metabolismo tradicional e inicia a síntese das proteínas e do ácido nucleico virais, des- montando a célula para produzir novos vírus (multiplicação).
      • Maturação
        • Após a tradução, novos vírus são montados, unindo-se os componentes formados pela célula hospedeira.
      • Liberação
        • As novas partículas virais saem da célula por exocitose, ou a célula estoura (lise), liberando novos vírus.
  4. Ciclo dos bacteriofagos

    • Infectam e destroem bactérias
    • Estruturados basicamente por um capsídeo que reveste o material genético
    • O encontro do vírus com sua bactéria hospedeira ocorre acidentalmente, já que os vírus não apresentam atividade alguma fora das células. O acoplamento ocorre por meio da associação das proteínas do capsídeo viral com as proteínas receptoras na superfície da célula e, assim, a ligação é altamente específica. A ligação dessas proteínas provoca uma alteração na estrutura proteica do capsídeo, produzindo a injeção do material genético do vírus na célula hospedeira.
    • No interior da célula, enzimas da própria bactéria realizam a fusão do material genético do vírus com seu próprio material genético. Integrado ao DNA da célula, o genoma viral é determinado como prófago. A partir desse momento, poderão ocorrer:
      • Ciclo lisogênico
        • O material genético do vírus – prófago – já infecta a célula; porém, em razão da produção de uma proteína precoce, é determinado que o fago se mantenha em ciclo lisogênico. Assim, ele não provoca nenhuma manifestação metabólica, permanecendo em estado de latência. A célula tem suas funções preservadas e não há sintomas da infecção viral.
        • Quando a duplicação da célula hospedeira se inicia, o material genético do vírus, utilizando o mecanismo celular, é replicado junto com o DNA celular. Dependendo do vírus e da célula infectada, o ciclo lisogênico pode continuar ocorrendo durante muito tempo.
        • Exemplo: Aids
      • Ciclo lítico
        • Sob certas condições químicas, físicas ou imunológicas, o prófago pode ativar-se, comandando o metabolismo da célula
        • Os genes do vírus, associados ao DNA da célula, começam a transcrever RNAs mensageiros de comando, e a célula, para de executar as funções específicas de seu metabolismo, levando ao aparecimento dos sintomas da infecção viral.
        • O comando do vírus produzirá o desmonte da célula para que a matéria necessária à estruturação de novos vírus possa estar disponível.
        • Todo aparato de síntese das células, como os ribossomos, estará a serviço da montagem de novos vírus
        • O fago T pode produzir até 200 novos vírus em até 30 minutos
          • Com tamanho esforço de síntese, a célula hospedeira se desestabiliza e rompe: é a lise celular
  5. Retrovírus—HIV

    • Significa que realiza a transcrição reversa
      • Comandar a síntese de uma molécula de DNA a partir de uma molécula de RNA viral
        • Esse processo não é executado pelas células, o vírus apresenta, no interior de seu capsídeo, enzimas (inativas) como a transcriptase reversa, a integrase e a protease, necessárias aos processos virais, que serão introduzidas com o RNA.
    • Acoplamento, penetração e desnudamento
      • As proteínas GP 120 do envelope do vírus ligam-se a uma proteína da superfície das células CD 4
        • Essa interação proteica desencadeia a fusão das membranas do vírus e da célula hospedeira. A cápsula proteica é injetada no citoplasma, mas proteínas do envelope permanecem na membrana da célula. No interior da célula a cápsula proteica é dissolvida por enzimas do linfócito T, liberando o RNA e as enzimas transcriptase reversa, integrase e protease.
    • Transcrição reversa
      • Para ser possível a fusão com o DNA celular, o material genético do vírus precisa ser convertido de RNA para DNA, não executado pelas células.
        • A enzima transcriptase reversa (TR), utilizando nucleotídeos livres do citoplasma, produz uma cadeia complementar de DNA a partir da fita molde de RNA viral. Essa cadeia simples de DNA torna-se dupla também por ação dessa enzima TR, que age como uma polimerase.
          • O resultado do processo é uma cadeia dupla de DNA com o código original do RNA viral
            • Tal processo não é executado pelas células sadias, então ele pode ser utilizado pelas drogas antirretrovirais na tentativa de bloquear o ciclo da doença sem grandes efeitos colaterais
    • A integração do DNA
      • A cadeia dupla de DNA viral penetra no núcleo da célula hospedeira através de poros da carioteca e por ação da integrase viral
        • O DNA viral é, então, inserto no material genético do linfócito T4
    • Replicação viral
      • A ativação da porção do DNA originado do vírus inicia a transcrição do RNA genômico e RNAm vira
        • Essa ativação inicia o controle do metabolismo celular pelo vírus
          • Utilizando os mecanismos celulares e os ribossomos do linfócito T4, a célula começa a produzir proteínas centrais do envelope e as enzimas necessárias à transcrição reversa e à replicação do HIV
            • O RNA genômico e as proteínas virais são transportados para a membrana da célula a fim de, juntos, formarem a nova partícula viral, um novo HIV
    • Liberação e maturação viral
      • Centenas de novas partículas de vírus são produzidas e liberadas no sangue ainda imaturas, onde ocorrerão mudanças estruturais por ação das proteases virais, que deixarão o vírus pronto para infectar outras células. Essa intensa produção leva à morte as células do sistema imunológico, somada à destruição causada pelo reconhecimento das proteínas virais na superfície da célula por outras células do sistema imunologico. Tal queda das células de defesa causa a imunodeficiência, característica da Aids

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parte 1
Erstellt von
Bruna Bernardes
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