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VIROSES

Maria F. M. Sabino Portugiesisch

Inhalt der Mindmap

VIROSES

  1. ESTRUTURA VIRAL

    • O que é uma estrutura viral?
      • Definição de vírus e sua estrutura básica. Composição de uma partícula viral. Diferenças entre vírus e células.
    • Tipos de estruturas virais:
      • Vírus envelopados: presença de envelope lipídico externo. Vírus desnudos: ausência de envelope. Capsídeo: invólucro protéico que protege o material genético do vírus.
    • Morfologia viral:
      • Capsídeo
        • Proteção do material genético viral. Composto por subunidades protéicas chamadas capsômeros. Pode ter diferentes formas, como helicoidal, icosaédrica ou complexa.
      • Envelope viral:
        • Camada lipídica externa presente em alguns vírus. Derivado da membrana da célula hospedeira. Possui glicoproteínas virais que desempenham papéis importantes na entrada do vírus na célula hospedeira.
      • Fibras, caudas ou espículas:
        • Estruturas adicionais presentes em certos vírus. Podem auxiliar na ligação e entrada do vírus na célula hospedeira. Exemplos incluem as fibras presentes nos adenovírus ou as caudas presentes em bacteriófagos.
      • Morfologia do capsídeo:
        • Vírus helicoidais: possuem forma de espiral, como o vírus do mosaico do tabaco. Vírus icosaédricos: apresentam uma forma poliédrica com 20 faces triangulares, como o vírus herpes simplex. Vírus complexos: combinam características helicoidais e icosaédricas, como os bacteriófagos.
      • Tamanho
        • Os vírus variam em tamanho, podendo ter diâmetros que vão de cerca de 20 nanômetros a várias centenas de nanômetros. Exemplos incluem o vírus da hepatite A (27-32 nm) e o vírus da varíola (200-250 nm).
    • Diferenças entre as estruturas virais:
      • Envelope lipídico: presença ou ausência. Capsídeo: forma e arranjo dos subunidades protéicas. Estruturas adicionais: fibras, caudas, espículas, etc. Capacidade de resistência a fatores ambientais.
    • Exemplos de vírus e suas estruturas:
      • Vírus influenza: possui envelope lipídico e estrutura helicoidal. Vírus herpes: envelopado e possui estrutura icosaédrica. Bacteriófagos: vírus que infectam bactérias, com estrutura complexa. Vírus da imunodeficiência humana (HIV): possui envelope e capsídeo icosaédrico.
  2. Replicação Viral:

    • O que é a replicação viral?
      • Definição do processo de replicação viral. Importância da replicação para a sobrevivência do vírus. Papel da replicação viral na disseminação da infecção.
    • Tipos de replicação viral:
      • Replicação lítica: o vírus infecta a célula hospedeira, replica-se rapidamente e, em seguida, causa a lise da célula para liberar novas partículas virais.
      • Replicação latente: o vírus infecta a célula hospedeira e seu material genético é mantido em um estado inativo por um período de tempo, sem causar doença ou sintomas. Em determinadas condições, o vírus pode reativar-se e iniciar a replicação.
    • Exemplos de vírus e seus tipos de replicação:
      • Vírus influenza: replicação lítica, causando a destruição das células hospedeiras. Vírus herpes: replicação latente, podendo reativar-se após um período de latência e causar recorrência de sintomas. Vírus da imunodeficiência humana (HIV): replica-se dentro de células do sistema imunológico, levando à destruição gradual do sistema imunológico.
    • Como funciona a replicação viral:
      • Biossíntese: o material genético viral utiliza os mecanismos da célula hospedeira para produzir novas proteínas e material genético viral.
      • Montagem: os componentes virais são reunidos para formar novas partículas virais.
      • Liberação: as novas partículas virais são liberadas da célula hospedeira, podendo infectar outras células.
      • Penetração: o vírus é internalizado na célula hospedeira, liberando seu material genético.
      • Adsorção: o vírus se liga à superfície da célula hospedeira por meio de interações específicas.
  3. Viroses Congenitas

    • O que são
      • São infecções virais que durante a gravidez apresenta risco de transmissão intrauterina ao qual pode resultar em danos fatais ao embrião ou feto.
    • Sintomas
      • Alterações no sistema respiratório Febre Mialgia Fadiga Mal-estar Eritema infeccioso Artropatia Anemia hemolítica crônica associado a doenças autoimune, dentre outros.
    • Exemplos de doenças congênitas perinatais, associados a agentes infecciosos :
      • Vírus da rubéola, HIV, vírus da zika, Citomegalovírus, Treponema Pallidum ,Toxoplasma Gondii, dentre outros.
    • Medidas de prevenção e controle
      • Garantir o atendimento precoce e adequado de gestantes em serviços de assistência pré-natal; Assegurar triagem sorológica (sífilis, toxoplasmose e HIV) na gestação e no parto; Encorajar modificações no comportamento de risco da mulher e uso de preservativos; Não consumir bebida alcoólica ou qualquer tipo de droga; Não utilizar medicamentos, principalmente controlados (antidepressivos, anticonvulsivantes e ansiolíticos) sem a orientação médica; Evitar contatos com pessoas com febre, rash cutâneo ou infecções; Se houver qualquer alteração no estado de saúde da gestante, principalmente até o 4º mês de gestação, comunicar ao profissional de saúde para as devidas providências; Adotar ações que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças (Aedes aegypti), eliminando os criadouros (retirada de recipientes que tenham água parada e cobertura adequada de locais de armazenamento de água);
        • Empregar medidas de proteção contra mosquitos com manutenção de portas e janelas fechadas ou utilizar redes de proteção, usar calça comprida e camisa de manga longa e utilizar repelentes indicados para gestantes (ex. Icaridina exposis, DEET adulto 15% e IR3535). Vacinas que mulheres grávidas devem tomar : Tríplice bacteriana, ou dTpa-difteria, tétano e coqueluche, Hepatite B, Influenza (gripe), conjugada,ACWY, Meningocócica B, Febre amarela, Vacinas pneumocócicas e Hepatite A.
    • Transmissão das infecções congênitas:
      • A maioria das infecções é transmitida via transplacentária, mas em algumas pode ocorrer via vertical, no parto, como o HIV, hepatite B e C, herpes simples, Coxsackie e malária.
    • Tratamento
      • A partir de cada caso é que se define o tratamento. Pode haver necessidade de fazer fisioterapia, pois pode ter alteração nos músculos. Pode ser necessário acompanhamento de um fonoaudiólogo, por ter problema para falar, entre outras especialidades médicas.
  4. Viroses respiratórias

    • O que são
      • Uma virose respiratória pode ser qualquer tipo de infecção do sistema respiratório causada por um vírus, resultando em sintomas clássicos. Elas podem acontecer o ano todo, mas são mais comuns quando o clima está frio e seco, como no outono e inverno.
    • Sintomas
      • Febre. Espirros. Coriza. Sinusite. Tosse. Conjuntivite. Dor de cabeça. Dor de garganta. Dor no corpo. Cansaço. Mal-estar generalizado.
    • Tipos de vírus
      • Vírus Influenza, Rinovírus, Adenovirus, Vírus sincicial respiratório, Coronavirus, Parainfluenza.
    • Complicações causadas por vírus :
      • Miocardite. Pericardite. Meningite. Pneumonia.
    • Formas de prevenção
      • Evitar tocar os olhos, nariz ou boca com as mãos após contato com superfícies, Lavar as mãos, com água e sabão, principalmente depois de Tossir ou espirrar,após usar o banheiro,antes das refeições, de tocar os olhos, boca e nariz. Estabelecer um plano de limpeza e desinfecção diária de todas as superfícies de mobílias, corrimãos, puxadores de porta e outros equipamentos. Após a limpeza e desinfecção, secar completamente todas as superfícies. Caso tenha algum sistema de refrigeração de ar, deixá-lo com a máxima entrada de ar fresco, bem como manter o sistema com limpeza adequada e realizar a manutenção periódica das redes de filtros.Dentre outras formas de prevenção.
        • A prevenção de doenças respiratórias, através de imunização, constitui-se numa das principais medidas para controle das infecções respiratórias. O acesso da população a estas novas vacinas, principalmente contra Haemophilus influenza, o que já ocorre há alguns anos com reconhecida eficácia, e agora contra o Streptococcus pneumoniae (vacina heptavalente) apontam para uma nova perspectiva, direcionada para o manejo da doença respiratória infantil. Em populações de risco, o controle da doença de etiologia viral através da imunização de forma ativa contra o vírus influenza, e de forma passiva para o vírus respiratório sincicial, também constituem medidas eficazes na redução da doença respiratória.
    • Formas de tratamento
      • Na maioria dos casos o tratamento de virose é simples e feito em casa, com muito repouso e hidratação, a fim de auxiliar o corpo a expulsar o vírus. Também, alguns medicamentos para os sintomas podem ser inseridos no tratamento, ajudando a diminuir dores e febre. Ainda, manter uma dieta com alimentos leves ajuda a tratar a virose, pois auxilia na digestão e assim a tirar o vírus do corpo.
      • Sobre as suas vacinas:
        • De notoriedade histórica, devido à trágica pandemia de gripe ocorrida em 1918-1919, o vírus da influenza segue tendo importância universal, e sendo motivo de constante preocupação para a Organização Mundial de Saúde (OMS). É o único vírus respiratório para o qual se dispõe de vacinas. São vacinas de vírus inativados, inteiros ou divididos, e compostas de duas cepas do vírus influenza A e uma do influenza B1, composição está determinada pela prevalência dos vírus circulantes na comunidade.
  5. Viroses dermotrópicas

    • Oque é?
      • • São doenças virais que afetam a pele do infectado
    • Tipos
      • 1. Virus Herpes simples tipo 1 e 2
        • Transmissão: pela saliva ou contato direto ou íntimo Sintomas: lesões na região, vermelhidão, coceira, mal-estar…. Família: herpesviridae, gênero: simpexvirus Prevenção: hábitos de higiene pessoal e o uso de preservativos na relação sexual Tratamento: não possui cura, porém é possível amenizar com alguns medicamentos.
      • 2. Virus da varicela zóster
        • Transmissão: contato físico com alguém infectado Sintomas: erupção cutânea por toda a pele, coceira e febre Família: herpesviridae gênero: varicellovirus Prevenção: vacina (varicela: 12 meses e 4-6 anos/ varicela-zoster: acima de 50 anos) ou isolamento. Tratamento: antibiótico
      • 3. Virus molucoso contagios
        • Transmissão: contaro direto ou fômites Sintomas: lesões em qualquer área do corpo, indolores, lesões agrupadas. Família: Poxviridae gênero: molluscipoxvirus Prevenção: higiene pessoal, contato com infectados (diretamente e indiretamente) Tratamento: não há tratamento, é possível a retirada dos nódulos por opção estética.
  6. Viroses entéricas

    • Oque é?
      • • São viroses virais que afetam o gastrointestinal, principalmente o intestino delgado.
    • Tipos
      • Rotavírus
        • Transmissão: fecal-oral Sintomas: enjoos, diarreias, febres… Família: Reoviridae gênero: Rotavírus Prevenção: Rotarix Tratamento: leite materno, reposição de fluidos
      • Adenovírus
        • Transmissão: contato com alguém infectado Sintomas: vômitos, diarreias e febres. Família: adenoviridae gênero: mastadenovírus Prevenção: não existe vacina, porém a higiene pessoal é essencial. Tratamento: reidratação
      • Astrovírus
        • Transmissão: contato Sintomas: enjoos, diarreias, febres, dores… Família: astroviridae gênero: mamastrovirus Prevenção: higiene pessoal e saneamento básico Tratamento: reidratação
      • Calicívírus
        • Transmissão: contato Sintomas: enjoos, diarreia, vomitos, dores de cabeça, dores no corpo e febre. Família: caliciviridae genero: norovírus/ sapovírus. Prevenção: higiene pessoal e higiene dos alimentos Tratamento: reidratação, não é necessário o uso de medicamentos.
  7. Viroses Multissistêmicas

    • Oque é?
      • Os vírus apresentam uma ampla gama de tipos morfológicos sendo a grande maioria de morfologia regular com seus elementos organizados segundo estruturas helicoidais ou icosaédricas. Entre as viroses exantemáticas mais conhecidas podemos citar a catapora (varicela), a rubéola e o sarampo. A dengue, a febre Chicungunha e a zica
    • Morfologia
      • Os vírus apresentam uma ampla gama de tipos morfológicos sendo a grande maioria de morfologia regular com seus elementos organizados segundo estruturas helicoidais ou icosaédricas. Entre as viroses exantemáticas mais conhecidas podemos citar a catapora (varicela), a rubéola e o sarampo. A dengue, a febre Chicungunha e a zica
    • Tratamento
      • Descanse; alimentação saudável e leve; use medicamentos prescritos pelo seu médico; equilibre sua flora intestinal. Para pacientes com diarreia, a reidratação com soro caseiro é importante.
    • Prevenção
      • Evite compartilhar itens pessoais como toalhas, copos e talheres; tenha cuidado ao tossir, espirrar ou falar com outras pessoas, principalmente se estiver com sintomas do vírus; vacine-se imediatamente
      • VACINA TETRAVALENTE
    • Observação
      • Viroses multisissistemicas vão para cada local (pele) após se disseminarem (varicela) sistematicamente pelo corpo (z0ster).
  8. Hebres Hemorrágicas Virais

    • Oque é?
      • A febre hemorrágica é uma complicação grave que ocorre frequentemente com infecções virais, especialmente a febre hemorrágica da dengue e a febre amarela. No entanto, a febre hemorrágica também pode ser causada por outros tipos de vírus, como o Ebola ou o Hantavírus.
    • Diagnóstico
      • O diagnóstico da doença pode ser feito por um clínico geral, avaliando os sintomas e fazendo exames de sangue, como sorologia, onde é possível identificar o vírus causador.
    • Tratamento
      • O tratamento deve ser feito em isolamento hospitalar para evitar a transmissão da febre hemorrágica a outras pessoas.
      • O tratamento para febre hemorrágica é indicado por um clínico geral ou infectologista, consiste principalmente em medidas de suporte, como aumentar a hidratação e fazer uso de medicamentos para dor e febre, por exemplo, e no uso do antiviral ribavirina nos casos de febre hemorrágica por arenavírus, que deve ser iniciado assim que confirmado o diagnóstico por meio da sorologia.
    • Sintomas
      • Febre alta, acima de 38ºC, com aparecimento repentino; Manchas roxas na pele; Manchas vermelhas na pele; Dor de cabeça intensa; Cansaço excessivo e dor muscular; Vômito ou diarreia com sangue; Sangramento pelos olhos, boca, nariz, ouvidos, na urina e nas fezes.
  9. Familia retroviridae -HIV

    • Oque é?
      • O HIV é um retrovírus com genoma RNA, da Família Retroviridae (retrovírus) e subfamília Lentivirinae.
    • Transmissão
      • Somente em secreções como sangue, esperma, secreção vaginal e leite materno, o vírus aparece em quantidade suficiente para causar a moléstia. Para haver a transmissão, o líquido contaminado de uma pessoa tem que penetrar no organismo de outra. Isto se dá através de relação sexual (heterossexual ou homossexual), ao se compartilhar seringas, em acidentes com agulhas e objetos cortantes infectados, na transfusão de sangue contaminado, na transmissão vertical da mãe infectada para o feto durante a gestação ou o trabalho de parto e durante a amamentação.
    • Sintomas
      • Febre, aparecimento de gânglios, crescimento do baço e do fígado, alterações elétricas do coração e/ou inflamação das meninges nos casos graves. Na fase aguda, os sintomas duram de três a oito semanas. Na crônica, os sintomas estão relacionados a distúrbios no coração e/ou no esôfago e no intestino. Cerca de 70% dos portadores permanece de duas a três décadas na chamada forma assintomática ou indeterminada da doença.
    • Tipo de vírus:
      • Os dois subtipos possuem meios semelhantes de transmissão, sendo o principal por relação sexual desprotegida, além de exposição a sangue e contaminação perinatal. Mas o HIV-2 é menos infeccioso que o HIV-1, e está associado a menores níveis de viremia.
    • Morfologia
      • Quanto às características estruturais do vírus, o HIV-1 possui uma forma esférica, com cerca de 100 nm de diâmetro, estando envolvido por uma bicamada lipídica, chamada de envelope, originária da membrana celular da célula hospedeira.
    • Estrutura:
      • Na parte interna do envelope viral, existe uma estrutura proteica constituída pela proteína 17 (p17). A estrutura seguinte é o cerne ou capsídeo viral, constituído pela proteína p24, que envolve duas fitas de RNA (genoma viral) e as enzimas transcriptase reversa, integrase2 e protease3.
    • Tratamento:
      • Atualmente, o esquema de tratamento das pessoas na fase inicial é composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz, conhecido como 3 em 1.
    • Faixa etária de predominância:
      • Os indicadores do Boletim Epidemiológico HIV/Aids do Ministério da Saúde, publicado em 2020, mostraram que, no Brasil, os homens predominam os casos de infecção com 69,4%, contra 30,6% em mulheres. O que indica 26 homens para cada dez mulheres infectadas. De acordo com boletim, verificou-se que 51,6% dos casos em homens foram decorrentes de exposição homossexual ou bissexual, 31,3% heterossexual e 1,9 % se deram entre os usuários de drogas injetáveis. Já entre as mulheres, foi identificado que 86,6% dos casos são resultantes da exposição heterossexual e 1,3% entre usuárias de drogas injetáveis. Em faixa etária, o grupo mais afetado pela doença é o de pessoas que possuem entre 20 e 34 anos, representando 52,7% dos casos.
    • Prevenção
      • Para evitar a transmissão da aids, recomenda-se o uso de preservativo durante as relações sexuais, a utilização de seringas e agulhas descartáveis e o uso de luvas para manipular feridas e líquidos corporais, bem como testar previamente sangue e hemoderivados para transfusão. Além disso, as mães infectadas pelo vírus (HIV-positivas) devem usar antirretrovirais durante a gestação para prevenir a transmissão vertical e evitar amamentar seus filhos.
    • Vacinas
      • O Centro de Referência e Treinamento (CRT) DST/Aids de São Paulo, da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), deu início aos testes da primeira vacina para prevenção da infecção pelo vírus HIV, responsável por causar, na ausência de tratamento, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Nos testes, o estudo irá utilizar como vetor da vacina o ‘Adenovírus 26’, um vírus inofensivo aos seres humanos. Os voluntários precisam tomar quatro doses da vacina e a expectativa é de que, a partir da primeira dose, o organismo já comece a produzir os anticorpos necessários para a defesa contra o HIV.
  10. Hepatites virais

    • Oque é?
      • As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. É uma infecção que atinge o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas.
    • Transmissão
      • A principal via de contágio do vírus da Hepatite A é a fecal-oral, através do contato inter-humano ou através de água e alimentos contaminados. A transmissão do vírus da Hepatite B pode ocorrer por via parenteral ou por via sexual, portanto a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. A transmissão vertical (materno-infantil) também é causa frequente de disseminação desse vírus. A transmissão do vírus da Hepatite C ocorre principalmente por via parenteral. Os indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993 devem ser testados, pois são considerados de risco para essa infecção. A partir de 1993 passou a existir testagem para as hepatites B e C nos Bancos de Sangue, o que tornou a doação sanguínea um ato muito seguro.
        • A transmissão sexual é pouco frequente, ocorrendo principalmente em pessoas com múltiplos parceiros e com práticas sexuais de risco (sem uso de preservativo). Também são considerados grupos de risco para contágio das Hepatites B e C os seguintes grupos: usuários de drogas intravenosas ou usuários de cocaína inalada que compartilham os equipamentos de uso, pessoas com tatuagem ou piercings, pessoas que frequentam serviços de odontologia, podologia e manicures os quais não obedeçam às normas de biossegurança.
    • Sintomas:
      • Geralmente o vírus fica incubado entre 10 a 50 dias no corpo e pode não causar sintomas. Porém, quando manifesta, os mais comuns são: febre, pele e olhos amarelados, náuseas e vômitos, desconforto abdominal, falta de apetite e urina com coloração alaranjada, entre outros.
    • Tipo de vírus:
      • No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.
    • Tratamento:
      • Normalmente, é recomendado repouso, hidratação, boa alimentação e suspensão do consumo de bebidas alcoólicas e alguns medicamentos por, pelo menos, 6 meses para evitar mais danos ao fígado e acelerar o processo de recuperação. Casos mais graves podem levar à hospitalização, ao transplante de órgãos e até mesmo a óbito.
    • Faixa etária de predominância:
      • Frequências de casos das hepatites A e B foram, nesta ordem, 51,43% e 40,00% em indivíduos na faixa etária entre 20 a 39 anos, enquanto 58,2% dos casos acometeram pessoas da idade entre 40 a 59 anos. A predominância das hepatites em indivíduos dessas faixas etárias pode reduzir a quantidade de pessoas em idade ativa, ou seja, capazes de realizar atividades profissionais, devido aos prejuízos provocados por essas infecções.
    • Prevenção
      • O uso do preservativo nas relações sexuais e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal, como lâminas, alicates de unhas e seringas, são as principais medidas de controle das hepatites virais.
      • Vacinas
        • Vacina – A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B, entretanto quem se vacina para o tipo B, se protege também para hepatite D, e está disponível gratuitamente no SUS. Para os demais tipos de vírus não há vacina e o tratamento é indicado pelo médico.
  11. Viroses oncogênicas

    • Oque são?
      • É um termo das ciências da saúde para se referir aos vírus que têm a capacidade de alterar o ciclo celular das células infectadas induzindo o desenvolvimento de algum tumor.
    • Tipos
      • Vírus do Papiloma Humano (HPV):
        • O HPV é um vírus sexualmente transmissível. Alguns tipos de HPV estão associados ao desenvolvimento de cânceres, como câncer de colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e garganta. A infecção persistente pelo HPV de alto risco pode levar ao desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e, eventualmente, ao câncer.
      • Vírus da Hepatite B (HBV) e Vírus da Hepatite C (HCV):
        • Esses vírus são transmitidos principalmente através do contato com sangue contaminado, compartilhamento de agulhas ou relações sexuais desprotegidas. A infecção crônica por HBV ou HCV pode causar hepatite crônica, inflamação do fígado que, ao longo do tempo, pode levar ao desenvolvimento de câncer de fígado.
      • Vírus Epstein-Barr (EBV):
        • É um vírus comum da família do herpesvírus. Está associado a várias doenças, incluindo a mononucleose infecciosa. Em alguns casos, o EBV pode levar ao desenvolvimento de cânceres, como linfoma de Burkitt, linfoma de Hodgkin e carcinoma nasofaríngeo.
      • Vírus do Tumor Mamário de Rato (MMTV):
        • É um retrovírus que afeta ratos. Sua relação com o câncer está relacionada ao fato de que o MMTV pode se integrar ao DNA das células hospedeiras, levando a alterações genéticas e ao desenvolvimento de tumores mamários nos ratos.
      • Sarcoma de Kaposi (SK):
        • O HHV-8 é considerado o principal agente causador do sarcoma de Kaposi, um tipo de câncer dos vasos sanguíneos que pode se manifestar na pele, órgãos internos e sistema linfático. O SK é mais comum em pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como pacientes com HIV/AIDS, transplantados de órgãos sólidos ou com imunossupressão crônica.
  12. Vírus do sistema nervoso central

    • Oque é?
      • São vírus que infectam o sistema nervoso central( SNC ) causando encefalite e meningite e essas infecções são extremamente sérias.
    • TRANSMISSÃO
      • Em geral, a transmissão é de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Também ocorre transmissão através da ingestão de água e alimentos contaminados e contato com fezes.
    • SINTOMAS
      • Os sintomas em geral começam com febre e podem progredir para irritabilidade, recusa de comer, dor de cabeça, dor no pescoço e, às vezes, convulsões.
    • Tipos
      • Vírus da Raiva:
        • Causador da raiva, uma doença viral grave que afeta o sistema nervoso central. Transmitido principalmente pela mordida de animais infectados, como cães, morcegos e outros mamíferos. O vírus se replica nos músculos próximos ao local da mordida e depois invade o sistema nervoso central. Pode causar sintomas neurológicos, como ansiedade, agitação, convulsões e paralisia, levando eventualmente à morte.
      • Vírus do Nilo Ocidental:
        • Transmitido principalmente por mosquitos infectados. Pode causar encefalite, uma inflamação do cérebro, e meningite, uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, rigidez no pescoço, confusão, fraqueza muscular e convulsões.
      • Vírus da Encefalite Japonesa:
        • Transmitido por mosquitos, especialmente em áreas rurais do leste e sudeste asiático. Pode causar encefalite, resultando em inflamação do cérebro. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, convulsões, fraqueza muscular e tremores.
      • Vírus da Encefalite Equina do Leste:
        • Transmitido por mosquitos e afeta principalmente cavalos, mas pode causar encefalite em humanos. Ocorre principalmente em áreas rurais da América do Norte e Central. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos, rigidez no pescoço e confusão.
  13. Integrantes: Maria Fernanda Moraes Sabino 662110073; João Pedro Dias Barreto 12723129422; Rayssa stabinski 1072314487; Mariana Stephanie Conceição da Costa 1272316437; Elaine Paula De Lima 1282219322; Gabriela Araujo da Fonseca 172310978.

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Mindmap am VIROSES, erstellt von Maria F. M. Sabino am 21/06/2023.
Erstellt von
Maria F. M. Sabino
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